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Alimentação de porcas e leitões visando resiliência ao estresse do desmame

Um ativador de agilidade de adaptação intestinal é uma solução projetada para ajudar o animal a se adaptar aos estressores de forma mais eficiente por meios nutricionais.

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A forma como os leitões lidam com o estresse do desmame tem um impacto significativo em seu desempenho posterior. Um experimento realizado em típicas condições de campo supervisionado pela Universidade de São Paulo no Brasil avaliou o desempenho de maternidade e creche de leitões em resposta a um programa alimentar envolvendo um ativador de agilidade de adaptação intestinal.

Durante o processo de desmame os animais são submetidos a vários estressores diferentes: separação abrupta, estresse de transporte e manuseio, mudança de dieta, estresse da hierarquia social, mistura com animais de outras ninhadas, mudança no ambiente, aumento da exposição a patógenos e antígenos dietéticos ou ambientais.

O que importa é como o leitão se adapta

O leitão deve adaptar-se rapidamente aos estressores citados acima para ser produtivo, saudável e eficiente. No nível celular e intestinal, os estressores no desmame causarão reações de estresse, como estresse oxidativo, redução da integridade intestinal, redução da ingestão de alimentos e respostas inflamatórias.

A intensidade dessas reações determinará o impacto do estresse do desmame sobre a saúde e o desempenho subsequente do leitão. Isso significa que o manejo do leitão para reduzir as reações de estresse resultará em animais mais resilientes, ou seja, menores flutuações no desempenho e melhor saúde.

Solução nutricional para maior resiliência

Um ativador de agilidade de adaptação intestinal é uma solução projetada para ajudar o animal a se adaptar aos estressores de forma mais eficiente por meios nutricionais. Parte de sua fórmula é uma combinação de compostos bioativos derivados de ervas e especiarias conhecidos por reduzir reações comuns ao estresse como estresse oxidativo e redução da integridade intestinal.

A inclusão do ativador de agilidade de adaptação intestinal às dietas de fêmeas altamente prolíferas durante a lactação incrementa a energia disponível para a produção de leite por diminuir a extensão das reações aos estressores.  Como resultado temos um melhor crescimento do leitão pré-desmame, o que novamente ajuda os leitões a estarem mais fortes ao desmame.

Em dietas pós-desmame, o ativador da agilidade de adaptação intestinal ajuda a reduzir as reações ao estresse em resposta aos estressores do desmame nos níveis celular e intestinal dos leitões, resultando em aumento da energia disponível para o crescimento, uma vez que as reações de estresse normalmente aumentariam a demanda por energia de mantença e tornariam os leitões mais suscetíveis a doenças.

Avaliação em uma granja de produção suína no Brasil

O Departamento de Zootecnia da Universidade de São Paulo avaliou um ativador de agilidade de adaptação intestinal em um programa alimentar concebido para melhorar a adaptação ao desmame de leitões em uma granja comercial.

Design experimental

Cem porcas foram divididas em dois grupos 14 dias antes do parto. Um grupo foi alimentado com uma dieta controle a base de milho-soja e o outro grupo foi alimentado com esta mesma dieta suplementada com 1kg/t da formulação de agilidade de adaptação intestinal até o final da lactação.

O tamanho médio das leitegadas foi de 14 leitões. Os leitões foram pesados após o nascimento e ao desmame (26,5 dias). Os leitões ficaram dentro dos mesmos grupos pós-desmame, i.e., leitões de fêmeas suplementadas seguiram recebendo a formulação de agilidade de adaptação intestinal em suas dietas após o desmame. Ambos os grupos de leitões foram pesados no dia 22 e no dia 33 pós-desmame.

Resultados

Leitões oriundo de fêmeas suplementadas com o ativador de agilidade de adaptação intestinal em suas dietas tenderam a ter pesos de desmame mais elevados, apesar de estarem em média 1 dia mais jovem ao desmame do que leitões oriundos do grupo de fêmeas controle.

Na fase de creche, os leitões do grupo suplementado cresceram significativamente mais rápido do que os animais do grupo controle e tiveram pesos significativamente mais elevados no dia 22 e no dia 33 após o desmame (+9,2% e +9,3% respectivamente). Além disso, por conta dos leitões deste grupo tenderam a ter pesos ao desmame mais elevados, uma melhora significativa na conversão alimentar nos leitões do grupo suplementado na creche foi observada.

Conclusão

Uma estratégia nutricional que compreende a aplicação do ativador de agilidade de adaptação intestinal em dietas de porcas em lactação, seguido pela suplementação desta formulação às dietas de leitões após o desmame, melhora o desempenho geral dos leitões desde o nascimento até o dia 33 pós-desmame em comparação ao controle em uma granja comercial. A conversão alimentar melhorada observada em leitões suplementados com o ativador de agilidade de adaptação intestinal no período pós-desmame pode ser explicada devido a esta formulação ajudar a reduzir as reações de estresse no nível celular e intestinal e, assim, economizando energia para o crescimento.

Referências bibliográficas estão com o autor.

Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo no setor suinícola e da piscicultura acesse gratuitamente a edição digital Suínos e Peixes.

Fonte: Por Gwendolyn Jones Jones, gerente de Produto e Marketing Digital da Pancosma. Traduzido por Marco Aurélio Nunes, gerente técnico Latam da Pancosma.

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Suinocultura discute comportamento do consumidor na primeira Escola de Gestores de 2026

Evento da ABCS abordará tendências de consumo e impactos nas decisões estratégicas do setor de proteínas.

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Entender o comportamento do consumidor se tornou um dos principais diferenciais estratégicos para o mercado de proteínas. Em um cenário de rápidas transformações, antecipar tendências, reduzir riscos e tomar decisões mais assertivas depende, cada vez mais, da leitura qualificada do consumo.

Com esse foco, a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) realiza a primeira edição de 2026 da Escola de Gestores, com o tema “Proteína, Consumo e Decisão de Compra: Tendências que Importam para 2026”, no dia 25 de fevereiro de 14h30  às 16 horas. O encontro será conduzido por Tayara Beraldi, consultora da ABCS e especialista em comunicação estratégica, e tem como objetivo ampliar a capacidade analítica e decisória dos gestores da suinocultura com dados reais e atualizados do comportamento do consumidor em uma época em que o consumo de proteínas tem ganhado destaque.

Voltada aos desafios atuais do setor, a iniciativa propõe uma reflexão aprofundada sobre como o consumidor pensa, quais fatores influenciam suas escolhas e de que forma essas decisões impactam o marketing, o posicionamento e a competitividade das proteínas no mercado. Na suinocultura, compreender esses movimentos deixou de ser uma opção e passou a ser parte central das decisões estratégicas.

Durante o encontro, os participantes irão discutir como interpretar tendências de consumo com mais clareza, transformar comportamento do consumidor em estratégia de mercado, fortalecer o posicionamento da carne suína e tomar decisões mais embasadas, com visão de futuro e impacto real no negócio.

A Escola de Gestores da ABCS é uma iniciativa que busca apoiar lideranças do setor na construção de conhecimento aplicado, conectando dados, comportamento e estratégia. O evento é exclusivo para o Sistema ABCS e contribuintes do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (FNDS), com o objetivo de fortalecer o poder de decisão dos gestores, ampliando a capacidade de antecipação e a geração de vantagem competitiva no mercado de proteínas. Faça sua inscrição clicando aqui.

Fonte: Assessoria ABCS
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Suinocultura enfrenta queda nas cotações em importantes estados produtores

Dados mostram retrações diárias e mensais, com exceção do Rio Grande do Sul, que apresenta leve avanço no acumulado do mês.

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Os preços do suíno vivo registraram variações negativas na maioria dos estados acompanhados pelo indicador do CEPEA, ligado à Esalq, conforme dados divulgados em 13 de fevereiro.

Em Minas Gerais, o valor do animal posto foi cotado a R$ 6,76 por quilo, com recuo diário de 0,29% e queda acumulada de 4,52% no mês. No Paraná, o preço do suíno a retirar ficou em R$ 6,65/kg, com retração de 0,30% no dia e de 2,06% no comparativo mensal.

No Rio Grande do Sul, o indicador apresentou leve alta no acumulado do mês, com valorização de 0,59%, alcançando R$ 6,80/kg, apesar da pequena queda diária de 0,15%. Já em Santa Catarina, o valor registrado foi de R$ 6,59/kg, com baixa de 0,60% no dia e retração de 1,79% no mês.

Em São Paulo, o suíno posto foi negociado a R$ 6,92/kg, apresentando redução diária de 0,57% e queda mensal de 2,40%.

Fonte: Assessoria Cepea
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Suínos

Exportações sustentam desempenho da suinocultura brasileira no início de 2026

Embarques crescem mais de 14% e ajudam a equilibrar o setor, conforme análise da Consultoria Agro Itaú BBA, mesmo diante do aumento da oferta interna.

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O início de 2026 registrou queda significativa nos preços do suíno, reflexo da expansão da produção observada ao longo do ano anterior. Mesmo com a pressão no mercado interno, o setor manteve resultados positivos, sustentado pelo bom desempenho das exportações e pelo controle nos custos de produção, de acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA.

As cotações do animal vivo em São Paulo apresentaram forte recuo no começo do ano, passando de R$ 8,90/kg em 1º de janeiro para R$ 6,90/kg em 9 de janeiro, queda de 23% no período. Com o ajuste, os preços retornaram a níveis próximos aos registrados no início de 2024 e ficaram abaixo do observado no começo do ano passado, quando o mercado apresentou maior firmeza nas cotações, com valorização a partir de fevereiro.

O avanço da produção de carne suína ao longo de 2025 foi impulsionado pelas margens favoráveis da atividade. A expectativa é de que esse ritmo tenha sido mantido no primeiro mês de 2026, embora os dados oficiais de abate ainda não tenham sido divulgados.

No mercado externo, o setor iniciou o ano com desempenho positivo. Os embarques de carne suína in natura somaram 100 mil toneladas, volume 14,2% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior. Entre os principais destinos, destacaram-se Filipinas e Japão, responsáveis por 31% e 13% das exportações brasileiras no mês, respectivamente.

Mesmo com os custos de produção sob controle, a queda de 5% no preço do animal na comparação entre janeiro e dezembro resultou na redução do spread da atividade, que passou de 26% para 21%. Ainda assim, o resultado por cabeça terminada permaneceu em nível considerado satisfatório, com média de R$ 206.

No comércio internacional, o spread das exportações também apresentou recuo, influenciado pela redução de 0,8% no preço da carne suína in natura e pela valorização cambial. Com isso, o indicador convergiu para a média histórica de 40%, após registrar 42% no mês anterior.

Fonte: O Presente Rural com Consultoria Agro Itaú BBA
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