Notícias IPPE 2025
ALIMENTA marca presença no maior evento de avicultura e proteína animal da América do Norte
Jornal O Presente Rural é um dos organizadores do Congresso e Feira Internacional de Proteína Animal, que será realizado entre os dias 16 e 18 de junho, em Curitiba (PR).

A equipe que está à frente do ALIMENTA – Congresso e Feira Internacional de Proteína Animal, que acontecerá em junho, em Curitiba (PR) – participou da International Production & Processing Expo (IPPE) 2025, que terminou na quinta-feira (30) em Atlanta, nos Estados Unidos. O evento, reconhecido como o maior da América do Norte no setor de avicultura, processamento e produção de proteínas animais, reuniu os principais players da indústria global para discutir inovação, pesquisa e tendências do setor.

Fotos: Divulgação/Alimenta
Além do IPPE, a delegação do Alimenta participou do Latin American Poultry Summit (La Cumbre Avícola Latinoamericana), que abordou temas estratégicos como gerenciamento de grãos, segurança alimentar, genética, biossegurança e saúde aviária. O grupo também marcou presença no International Poultry Scientific Forum (IPSF), que apresentou as mais recentes descobertas científicas que impactam a avicultura mundial.
Durante o IPPE 2025, foi realizada a segunda etapa da campanha internacional de divulgação do Alimenta, dando continuidade ao trabalho iniciado na Feira de Hanover, na Alemanha. De acordo com Paulo Candido, diretor executivo do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar), explicou que a participação no evento norte-americano foi um movimento estratégico do Alimenta, que tem consolidado sua presença internacional por meio de ações direcionadas a promover o setor avícola das indústrias do Paraná e da carne de frango do Brasil.
Além de Paulo Candido, entre os integrantes do Alimenta que participaram do IPPE 2025 estão Eliana Panty, organizadora do Alimenta e o executivo de vendas, Selmar Marquesin. O evento aconteceu entre os dias 28 e 30 de janeiro de 2025 no Georgia World Congress Center, em Atlanta, e contou com mais de 1,3 mil expositores numa área de 56 mil metros quadrados.
O IPPE acontece anualmente e é uma colaboração de três feiras comerciais – International Feed Expo, International Poultry Expo e International Meat Expo – representando toda a cadeia de produção e processamento de proteínas. A IPPE oferece uma plataforma para expositores apresentarem novas tecnologias e inovações, além de promover interações e discussões sobre os avanços mais recentes na indústria. “A indústria avícola investe continuamente em pesquisa e inovação para aprimorar seus processos e garantir um futuro sustentável. O IPPE é uma oportunidade única para fortalecer parcerias, trocar conhecimento e impulsionar o setor brasileiro no cenário global”, destaca Paulo Candido, que esteve representando o empresário Roberto Kaefer, presidente do Sindiavipar, que está em uma missão empresarial na África.
Sobre o ALIMENTA
O ALIMENTA – Congresso e Feira Internacional de Proteína Animal acontece entre os dias 16 e 18 de junho, no Campus da Indústria do Sistema Fiep. O evento deve se consolidar como um dos maiores encontros do setor de proteínas animais do Brasil. Lançado oficialmente em dezembro, o Alimenta é promovido pelo Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar), em parceria com a Hollus Comunicação e Eventos e o Jornal O Presente Rural, além do apoio do Sistema Fiep.

Notícias
Copercampos supera R$ 9,6 milhões em economia com Mercado Livre de Energia
Estratégia iniciada em 2018 já envolve 13 unidades da cooperativa e reduz custos com eletricidade em mais de 25% em comparação ao mercado cativo.

A decisão estratégica da Copercampos de migrar parte de suas unidades para o Mercado Livre de Energia segue gerando resultados expressivos e consolida a cooperativa como referência em gestão eficiente de custos e visão de longo prazo. Iniciado em 2018, o projeto começou com a migração de cinco unidades e, ao longo dos anos, foi sendo ampliado de forma planejada, acompanhando a evolução do consumo energético e as oportunidades do setor elétrico brasileiro.
Somente em 2025, as unidades da Copercampos inseridas no mercado livre registraram uma economia de R$ 1.866.154,16, o que representa uma redução média de 25,55% nos custos com energia elétrica em comparação ao mercado cativo, sem considerar o ICMS. No período, o consumo total dessas unidades somou 11.168,040 MWh, evidenciando a relevância do impacto financeiro da estratégia adotada.
Além do ganho econômico, toda a energia adquirida pela cooperativa no Mercado Livre é proveniente de fontes 100% renováveis, o que reforça o compromisso da Copercampos com práticas sustentáveis e responsáveis. “A utilização de energia limpa contribui diretamente para a sustentabilidade econômica, social e ambiental, alinhando eficiência operacional com responsabilidade ambiental”, destaca o Gerente Operacional Ricardo Saurin.
Desde o início do projeto, a cooperativa avançou de forma consistente. Em 2018, cinco unidades passaram a operar no mercado livre. Em 2024, outras três migraram, seguidas por mais cinco unidades em 2025. Atualmente, o grupo conta com 13 unidades no ambiente de contratação livre, e o planejamento segue ativo, com mais cinco unidades em processo de migração em 2026, reforçando o compromisso contínuo com a eficiência energética e a competitividade.
No acumulado desde 2018, a economia total alcançada pela Copercampos com o mercado livre de energia é superior a R$ 9,6 milhões. O maior destaque está na Indústria de Rações, unidade que apresenta o maior consumo energético do grupo. Migrada ainda em 2018, essa unidade já acumula, até o momento, uma economia de R$ 5,3 milhões, demonstrando como o modelo é especialmente vantajoso para operações industriais de grande porte e consumo intensivo.
“Além da redução direta de custos, a atuação no mercado livre proporciona ganhos estratégicos, como previsibilidade orçamentária, análises de impacto de reajustes tarifários, otimização de demanda e avaliação contínua do perfil de consumo. Para 2026, estamos realizando a contratação de três novos contratos de fornecimento, ampliando a gestão ativa da energia e fortalecendo a segurança no abastecimento”, ressalta Ricardo Saurin.
O gerente da área ressalta ainda que a experiência da Copercampos no Mercado Livre de Energia demonstra que a eficiência energética vai além da economia financeira. “Trata-se de uma ferramenta estratégica para fortalecer a competitividade, sustentar investimentos e contribuir para um modelo de gestão cada vez mais moderno, sustentável e alinhado às boas práticas ambientais”, complementa.
Colunistas
Inventário pode consumir até 40% do patrimônio familiar
Holding rural pode reduzir custos e evitar inventário na sucessão patrimonial

Até 40% do patrimônio bruto de uma família pode ser consumido em um processo de inventário, somando impostos, custas judiciais e outras despesas. Além do custo elevado, o procedimento costuma se arrastar por anos: em média, cinco até a conclusão.
O advogado Manoel Terças, com 18 anos de atuação jurídica e especialista em holding rural, explica que a constituição de uma holding é hoje uma das estratégias mais utilizadas para organizar o planejamento patrimonial, sucessório e tributário no meio rural.
Segundo ele, a estrutura permite organizar a transferência de bens ainda em vida, reduzir a carga tributária, prevenir conflitos familiares e dar maior previsibilidade à sucessão, evitando a necessidade de inventário judicial.
A possibilidade de criação de holdings no Brasil existe há quase cinco décadas e tem sido amplamente utilizada como instrumento de proteção e gestão do patrimônio familiar. Em determinadas operações, a estrutura também pode oferecer vantagens fiscais, como a não incidência de ITBI.
Notícias
Conflito no Oriente Médio pressiona custos e fertilizantes do agro brasileiro, aponta estudo
Interrupção de rotas logísticas e alta nos preços do petróleo e fertilizantes pode encarecer produção de grãos, rações e carne, enquanto safra recorde mantém perspectiva positiva.

A escalada do conflito no Oriente Médio após a intervenção dos Estados Unidos no Irã pode gerar impactos relevantes para o agronegócio brasileiro, com pressão sobre custos logísticos, fertilizantes e cadeias de produção de alimentos. A avaliação integra o relatório econômico Cenário do Agronegócio, apresentado pela Bateleur durante a Expodireto Cotrijal, que está sendo realizada até esta sexta-feira (13) em Não-Me-Toque (RS).
Ainda de acordo com o estudo, o impacto do conflito sobre a inflação global influencia o nível das taxas de juros, o que, no Brasil, associado à pressão inflacionária decorrente do repasse das cadeias globais e da desvalorização do câmbio, pode dificultar o ciclo de cortes na Selic e diminuir a perspectiva de redução dos juros do Plano Safra, encarecendo o crédito e prejudicando a capacidade de investimento.

Fotos: Claudio Neves
Outro fator de preocupação é a interrupção parcial do fluxo global de petróleo pelo Estreito de Ormuz, rota responsável pelo transporte de cerca de 20% do petróleo consumido no mundo. A restrição elevou os preços da commodity e ampliou os custos logísticos em escala global. “O fechamento do canal gerou um entrave logístico extremamente relevante, resultando em uma disparada nos preços do petróleo e, por consequência, no aumento sistêmico do custo logístico global”, destaca o relatório. O impacto sobre as cadeias de suprimento que passam pelo Oriente Médio, somado à necessidade de alterar rotas marítimas e ao encarecimento do frete, tende a gerar efeitos indiretos sobre diversas commodities.
Fertilizantes e cadeia produtiva
O Oriente Médio também tem papel relevante no fornecimento global de fertilizantes, insumo essencial para a produção agrícola. Eventuais restrições na oferta podem elevar custos ao longo de toda a cadeia do agronegócio, com efeitos que começam na produção de grãos e se estendem à pecuária, por meio do aumento no preço das rações. “No Brasil, cerca de 85% dos fertilizantes utilizados são importados, e aproximadamente um terço da ureia vem do Oriente Médio. Esse cenário torna o setor particularmente sensível a choques de oferta e de preços”, aponta o estudo.
O aumento dos custos de energia também pode afetar polos industriais estratégicos, como a China, principal compradora de commodities brasileiras, pressionando a inflação global e influenciando decisões de política monetária. No Brasil, esse contexto pode impactar investimentos.
Exportações

No que tange às exportações, o Brasil vende para o Oriente Médio principalmente carne de frango, carne bovina, milho e açúcar. Eventuais bloqueios logísticos na região podem afetar temporariamente essa demanda, exigindo o redirecionamento das exportações para outros mercados.
Por outro lado, o relatório aponta que o cenário internacional também pode abrir oportunidades. O acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia tende a ampliar o acesso do agronegócio brasileiro a novos mercados nos próximos anos, ainda que a indústria nacional enfrente maior concorrência.
Apesar das incertezas externas, as perspectivas para a produção agrícola brasileira permanecem positivas. A safra nacional 2025/2026 pode alcançar 353,4 milhões de toneladas de grãos, um novo recorde.



