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ALIMENTA 2025 tem programação robusta com foco em sanidade, mercado e inovação
O evento reúne, em um único ambiente, lideranças do setor produtivo, autoridades e especialistas para discutir os grandes desafios das cadeias de proteína animal do Brasil.

O ALIMENTA – Congresso e Feira Internacional de Proteína Animal será realizado entre os dias 16 e 18 de junho, no Campus da Indústria da Fiep, em Curitiba (PR), com uma programação intensa voltada à avicultura, suinocultura, bovinocultura, leite, ovos e pescados. O evento reúne, em um único ambiente, lideranças do setor produtivo, autoridades e especialistas para discutir os grandes desafios das cadeias de proteína animal do Brasil. A programação contempla painéis de alto nível, reuniões técnicas, feira de negócios e painéis temáticos.
Dia 16: Sanidade e articulação institucional abrem o evento
O primeiro dia começa com a abertura do credenciamento às 08 horas, seguida da Programação Técnica Adapar – Saúde Animal. A partir das 08h30, ocorrem as reuniões dos Comitês Coesa, Coesui e Coesaqua, com médicos-veterinários, produtores e autoridades, discutindo a integração das cadeias produtivas e aspectos técnicos e legais.
Às 09h30, tem início a I Reunião do Grupo Diga Sim ao SIM, com representantes dos estados participantes do Cosud (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo). A pauta inclui balanço dos avanços do projeto, incentivo aos municípios para adequação ao Sisbi/POA e capacitação dos SIMs.
O período da tarde inicia às 14 horas com o Painel de CEOs: Economia e Mercados, reunindo lideranças da indústria da proteína animal. Em seguida, às 16h30, o economista e diplomata Marcos Troyjo ministra a Palestra Magna: Cenário Global das Proteínas Animais: Passado, Presente e Futuro. A solenidade de abertura será às 18 horas, seguida de coquetel de boas-vindas e visitação aos estandes. O encerramento do dia está previsto para as 22 horas.
Dia 17: Cadeia produtiva em debate com presença de ex-ministros e lideranças do agro
O segundo dia abre com o Painel Mercado Global, às 08h30, conduzido por Antônio Cabrera Mano Filho, médico-veterinário e ex-ministro da Agricultura, que abordará os desafios para tornar perene o protagonismo do Brasil na exportação de proteínas.
Às 10 horas, Paulo Guedes, ex-ministro da Economia, falará sobre os desafios na abertura de novos mercados. Em seguida, às 11 horas, Ricardo Santin, presidente da ABPA, discute o panorama global e a preparação do Brasil para os desafios internacionais.
Na sequência, às 14 horas, Roberto Perosa, presidente da Abiec, conduz o painel sobre diplomacia geopolítica e protagonismo do Brasil na exportação de proteínas. Às 15 horas, Sebastião Borges (Vaccinar) fala sobre tecnologias aplicadas à sustentabilidade na produção de aves.
A programação técnica da tarde inclui, às 16h10, a Reunião dos Gestores Estaduais dos Serviços de Inspeção, com representantes dos SIEs. Paralelamente, ocorre o Encontro com empresas credenciadas para inspeção sanitária industrial junto à Adapar e o painel sobre casos de sucesso no combate à Influenza aviária (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul). O dia termina com visita aos estandes, às 18 horas, e o Jantar do Galo, às 20 horas, para convidados.
Dia 18: Sustentabilidade, biosseguridade e o futuro do Brasil no mercado global
A programação do último dia tem início às 08h15 com duas sessões paralelas: no Auditório Mário De Mari, o zootecnista Thiago Cruz (Vaccinar) discute tecnologias aplicadas à sustentabilidade na suinocultura; e no auditório Caio Amaral Gruber, o professor Luiz Felipe Caron coordena um painel sobre biosseguridade, abordando resiliência, cooperação internacional e competitividade.
Às 09 horas, a Adapar promove um painel sobre zona livre de febre aftosa e peste suína clássica, com participação do Mapa. Encerrando a programação, às 11 horas, o secretário de comércio exterior do Mapa, Luís Rua, apresenta a palestra Panorama Global: O que vendemos e o que o mundo espera de nós.
O encerramento oficial do ALIMENTA 2025 está previsto para as 12 horas.
Quem faz o evento acontecer
O Paraná Proteína | ALIMENTA – Congresso e Feira de Proteína Animal é uma realização de O Presente Rural, da Fundação de Apoio ao Ensino, Extensão, Pesquisa e Pós-graduação (Fundep), da Holus Comunicação e do Sindiavipar.
O evento conta com a Vaccinar como expositora platinum e com a participação de empresas expositoras como Agrifirm, Alivira, Aviagen, Biocamp, Boehringer Ingelheim, Biochem, Buchi Brasil, Cobb, De Heus, Feedis, Huvepharma, Mebrafe, Imeve, Oligo Basics, Ourofino, Prado, Poly Sell, Provita, Sanex, Sauvet, Suiaves, Zheng Chang do Brasil, Phibro e Natural BR Feed.
Tem o apoio da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) e Frimesa, além do apoio institucional de importantes entidades do setor: Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs), Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), Associação Nacional dos Fabricantes de Equipamentos para Aves e Suínos (Anfeas), Associação Paranaense de Suinocultores (APS), Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS), Associação Sul-mato-grossense de Suinocultores (Asumas), Asgav, Coopavel e Embrapa Suínos e Aves.

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Queda da umidade do solo pode comprometer milho safrinha em várias regiões
Alta temperatura intensifica perda de água e amplia risco nas lavouras. Indicadores por satélite mostram cenário desigual entre estados, com atraso no ciclo e restrição hídrica em áreas-chave de produção.

A atuação de uma massa de ar quente no Sul do país deve intensificar a evapotranspiração e acelerar a perda de umidade do solo em regiões que já enfrentam restrição hídrica. O cenário amplia o risco de estresse nas lavouras, especialmente na segunda safra.

Foto: Paulo Kurtz
Levantamento da EarthDaily aponta divergência entre os principais modelos climáticos para os próximos dias. O modelo europeu ECMWF indica chuvas abaixo da média em grande parte do país, enquanto o modelo americano GFS projeta precipitações acima da média em áreas do Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e Matopiba.
Em Mato Grosso, o milho segunda safra ainda não apresenta risco imediato de quebra, apesar de o Índice de Vegetação por Diferença Normalizada (NDVI) indicar desenvolvimento abaixo do esperado. Como grande parte das lavouras está em estágio inicial, o desempenho dependerá das condições climáticas nas próximas semanas.
No Mato Grosso do Sul, o ciclo já está em andamento, com avanço do NDVI e início da formação de biomassa. A umidade do solo, no entanto, permanece baixa e pode elevar o risco agronômico caso o quadro persista.
Em Goiás, o plantio foi impactado pelo excesso de umidade registrado em março, que atrasou a semeadura. O NDVI confirma início de ciclo mais

Foto: Divulgação/Arquivo OPR
tardio.
No Oeste do Paraná, o desenvolvimento inicial é considerado positivo, mas a umidade do solo atingiu o menor nível dos últimos quatro anos. A continuidade da seca pode comprometer o potencial produtivo.
No Rio Grande do Sul, houve recuperação da umidade do solo, reduzindo o estresse hídrico e favorecendo o desenvolvimento das lavouras de soja.
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Nova geração de cultivares sustenta crescimento da soja no Brasil
Com safra projetada em 177,8 milhões de toneladas, avanço da produção depende do melhoramento genético e de ajuste preciso de manejo para converter potencial em rendimento.

A evolução genética das cultivares de soja está diretamente associada ao aumento consistente de produtividade no Brasil nas últimas décadas. Na safra 2024/25, o país manteve a liderança global, com produção estimada em 155 milhões de toneladas. Para 2025/26, com cerca de 70% da área já colhida, a projeção é de novo recorde: 177,8 milhões de toneladas, conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Foto: Divulgação
Esse desempenho está ligado à incorporação de biotecnologias e ao avanço das técnicas de melhoramento genético, que ampliaram o potencial produtivo e permitiram a expansão da soja para áreas antes consideradas marginais.
Na prática, as novas cultivares oferecem maior estabilidade produtiva diante de variáveis que pressionam o sistema, como irregularidade climática, aumento na incidência de pragas e doenças e maior complexidade no manejo de plantas daninhas. Além disso, há maior exigência do mercado em relação a padrões produtivos e práticas agrícolas, o que também influencia a escolha dos materiais.
Outro ponto relevante é o manejo ambiental. A seleção de cultivares mais adaptadas a diferentes condições de solo e clima contribui para maior eficiência no uso de insumos e melhor desempenho dos sistemas produtivos.
Apesar dos avanços, a adoção de novas cultivares envolve uma fase de adaptação até que o material atinja seu máximo desempenho em campo. Esse

Foto: Divulgação
processo exige ajustes em população de plantas, ambiente de cultivo e manejo, podendo demandar uma ou duas safras até a estabilização dos resultados.
No horizonte tecnológico, o melhoramento genético tende a avançar em características específicas, como maior resistência a nematoides, tolerância a estresses hídricos e ampliação das ferramentas de manejo químico, mantendo elevados tetos produtivos. Nesse contexto, a escolha adequada da cultivar, associada ao manejo técnico, segue como fator determinante para sustentar o crescimento da produção e a competitividade da soja brasileira.
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Desperdício de alimentos pode custar US$ 540 bilhões ao mundo em 2026
No Brasil, perdas já equivalem a 32% da receita do varejo alimentício. Estudo indica que 61% das empresas não sabem onde desperdiçam, com carnes liderando as perdas e o transporte como o elo menos controlado da cadeia.

O desperdício de alimentos já consome, em média, 32% da receita anual da cadeia de suprimentos do varejo alimentício no Brasil e pode custar US$ 540 bilhões ao sistema global em 2026. Os números fazem parte do relatório Tornando o invisível visível: liberando o valor oculto do desperdício de alimentos para impulsionar crescimento e rentabilidade, divulgado pela Avery Dennison.
O estudo ouviu 3,5 mil varejistas de alimentos e líderes da cadeia de suprimentos em diferentes países e aponta que, apesar do aumento da

Foto: Divulgação
conscientização sobre o tema, 61% das empresas ainda não têm visibilidade completa sobre onde ocorrem as perdas dentro de suas próprias operações. A dificuldade de identificar e atuar nos pontos críticos da cadeia limita a capacidade de reduzir o desperdício e evidencia a necessidade de soluções tecnológicas e maior integração entre os elos do sistema.
O levantamento detalha onde as perdas se concentram, sobretudo nas categorias perecíveis. Metade dos entrevistados aponta carnes como o segmento mais difícil de gerenciar em termos de desperdício; 45% citam frutas e verduras e 28%, produtos de panificação.
Principais problemas
O levantamento reforça que o problema não está concentrado apenas na ponta do varejo, mas distribuído ao longo de toda a operação logística e de abastecimento. Para 51% dos executivos ouvidos, excesso de inventário e falhas no controle de giro fazem com que alimentos ainda próprios para consumo sejam descartados antes de chegar ao consumidor.

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O transporte aparece como um elo particularmente vulnerável. De acordo com o estudo, 56% das empresas admitem não ter clareza sobre quanto se perde durante o deslocamento entre centros de distribuição, lojas e pontos intermediários. A ausência de rastreabilidade detalhada dificulta identificar falhas relacionadas a tempo de trânsito, controle de temperatura e manuseio, fatores críticos especialmente para carnes, frutas, verduras e panificados.
Falta de clareza sobre perdas
Segundo o especialista em marketing Flavio Marqués, a falta de visibilidade ao longo da cadeia de suprimentos, combinada à baixa adoção de tecnologias, tem provocado perdas relevantes que passam despercebidas pelas empresas e afetam diretamente as margens. “Para superar um desafio dessa dimensão, o primeiro passo é compreendê-lo. Hoje, 61% dos líderes do varejo sequer têm clareza sobre onde estão essas adversidades, o que impede qualquer ação efetiva”, afirma.
Ele ressalta que, com a aplicação de inovação adequada, é possível transformar desperdício em valor mensurável e reposicionar o tema

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como uma questão central de negócios, e não apenas de sustentabilidade. “No Brasil, o custo do desperdício ao longo da cadeia de suprimentos equivale, em média, a 32% da receita total das empresas, o que revela uma margem concreta de recuperação de eficiência e geração de receita”, completa.
Como reduzir perdas
Diante desse cenário, o relatório aponta três frentes operacionais como determinantes para reduzir perdas: visibilidade de inventário em nível de item, previsão de demanda mais precisa e monitoramento da vida útil em tempo real. A combinação desses recursos permitiria identificar onde o desperdício ocorre, ajustar volumes de compra e distribuição e priorizar a venda de produtos mais próximos do vencimento.

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Mantidas as tendências atuais, a projeção é que o custo acumulado do desperdício de alimentos entre 2025 e 2030 alcance US$ 3,4 trilhões. O período coincide com o prazo do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 12.3 da Organização das Nações Unidas, que estabelece a meta de reduzir pela metade o desperdício global de alimentos até 2030. Ainda assim, 27% dos líderes entrevistados afirmam não acreditar que conseguirão atingir esse objetivo dentro do prazo.
Carnes concentram as maiores perdas
As carnes aparecem como a categoria mais complexa de administrar quando o assunto é desperdício. No Brasil, 72% dos líderes da cadeia de suprimentos indicam esse segmento como o principal ponto crítico. Por se tratar de produtos de alto valor unitário no varejo, pequenas reduções nas perdas resultam em impacto financeiro imediato.
Projeções econômicas independentes apontam que o desperdício de carnes pode alcançar US$ 94 bilhões em perdas globais em 2026, o

Foto: Divulgação/Pexels
equivalente a quase um quinto do impacto econômico total estimado para o período. Na sequência aparecem frutas, verduras e hortaliças, com US$ 88 bilhões.
O cenário é agravado por fatores macroeconômicos e por mudanças no comportamento do consumidor. Para 74% dos entrevistados, a inflação dificultou a previsão de demanda por carnes. Outros 73% relatam aumento na procura por porções menores ou alternativas à proteína animal. O resultado prático é um redesenho do perfil de compra, com consumidores optando por volumes menores e proteínas mais acessíveis, movimento que pressiona a rentabilidade e eleva o risco de perdas no varejo. “Durante muito tempo, o desperdício de alimentos foi tratado quase exclusivamente como uma questão ambiental e social. Ele também envolve negócios e representa uma grande oportunidade, tanto globalmente como no Brasil. Os US$ 540 bilhões em valor perdido devem servir como um claro chamado à ação para que a cadeia de suprimentos do varejo alimentício reduza perdas e aumente a eficiência”, ressalta Marqués.
Para saber mais sobre as ações que podem ser adotadas por líderes da cadeia de suprimentos, varejo alimentício e indústria para enfrentar o desperdício de alimentos, baixe o relatório completo aqui.



