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Alimenta 2025 tem início em Curitiba com foco estratégico no futuro da proteína animal
Congresso e feira internacional reúne lideranças, especialistas e representantes da cadeia produtiva para discutir inovação, biosseguridade e expansão global do setor.

Teve início nesta segunda-feira (16), em Curitiba (PR), o Alimenta 2025 – Congresso e Feira Internacional da Proteína Animal, evento que reúne, até quarta-feira (18), representantes de todos os elos da cadeia produtiva no Campus da Indústria da Federação das Indústrias do Estado do Paraná. Com foco na inovação, geração de negócios e fortalecimento da imagem do Brasil como potência agroindustrial, o Alimenta se consolida como espaço estratégico para debater o presente e o futuro do setor de proteína animal.
De acordo com uma das organizadoras do evento, Eliana Panty, a realização do Alimenta na Capital paranaense representa um momento oportuno e decisivo para o setor. O presidente do evento, Roberto Kaefer, reforça a importância da iniciativa. “Essa inovação de realizar o Alimenta é para dizermos ao Paraná e para o Brasil que as proteínas são muito importantes na economia”, frisou.
Sede do congresso, o Paraná se destaca como um dos maiores produtores nacionais de aves e suínos, além de ocupar a liderança na produção de peixes. Kaefer ressalta que o evento contribui para dar visibilidade à relevância do Estado. “Temos que mostrar isso através de uma ação como essa, uma feira, um congresso, pra que a gente possa discutir temas muito fortes ligados ao nosso setor, principalmente na questão da biosseguridade, que nós precisamos reforçar cada vez mais”, pontua.
Para Kaefer, o Alimenta propõe uma reflexão profunda sobre os rumos da cadeia produtiva. “O que nós queremos ser
no futuro? O tamanho que a gente quer ser. O quanto nós temos que alimentar o mundo ainda mais”, questiona o presidente, ao destacar o papel crescente do Brasil na segurança alimentar global.
Programação técnica
A programação do primeiro dia começou às 13 horas com a abertura oficial da feira de negócios. Em seguida, às 14 horas, o Congresso Alimenta 2025 deu início aos debates com o Painel de Lideranças, que abordou os “Desafios da Economia e Mercados das Proteínas Animais”.
O painel foi coordenado pelo executivo José Antônio Ribas Júnior e contou com a presença de importantes nomes do setor: Elias José Zydek (Frimesa), Fabio Stumpf (BRF), Arene Trevisan (Seara Alimentos), Irineo da Costa Rodrigues (Lar Cooperativa), Ricardo Santin (ABPA), Roberto Kaefer (Sindiavipar), Jacir Dariva (APS), Losivanio de Lorenzi (ACCS) e Valdecir Folador (Acsurs).
Outro destaque da abertura foi a Palestra Magna, às 16h30, com o tema “Cenário Global das Proteínas Animais – passado, presente e futuro”, conduzida por Marcos Troyjo, ex-presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (banco do BRICS). Empresário, cientista social, diplomata e economista, Troyjo trouxe uma visão ampla sobre o papel do Brasil no contexto internacional das proteínas.
A cerimônia oficial de abertura ocorreu às 18 horas, com a presença de lideranças empresariais e autoridades. Encerrando a programação do dia, a Aviagen promoveu um coquetel de boas-vindas, às 19 horas.
Com uma programação intensa até quarta-feira (18), o Alimenta 2025 promete ser um marco para o setor de proteína animal, reunindo especialistas, lideranças políticas e empresariais, pesquisadores e investidores em um ambiente dedicado à inovação, biosseguridade, sustentabilidade e expansão global da produção brasileira.
Quem faz acontecer
O Alimenta – Congresso e Feira de Proteína Animal é uma realização de O Presente Rural, em parceira com Holus Comunicação e Sindiavipar, com correalização da Fundação de Apoio ao Ensino, Extensão, Pesquisa e Pós-graduação (Fundep).
O evento conta com a Vaccinar como expositora platinum e com a participação de empresas expositoras como Agrifirm, Alivira, Aviagen, Biocamp, Boehringer Ingelheim, Biochem, Buchi Brasil, Cobb, De Heus, Feedis, Huvepharma, Mebrafe, Imeve, Oligo Basics, Ourofino, Prado, Poly Sell, Provita, Sanex, Sauvet, Suiaves, Zheng Chang do Brasil, Phibro e Natural BR Feed.
E ainda conta com patrocínio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), da Copel e com o apoio da Fiep, da Frimesa, da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Paraná (Adapar), do Governo do Paraná, além do apoio institucional de importantes entidades do setor: Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs), Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), Associação Nacional dos Fabricantes de Equipamentos para Aves e Suínos (Anfeas), Associação Paranaense de Suinocultores (APS), Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS), Associação Sul-mato-grossense de Suinocultores (Asumas), Asgav, Coopavel e Embrapa

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China, Paraguai e Palau abrem mercados para produtos agropecuários brasileiros
Novos acordos sanitários ampliam oportunidades para exportação de cálculos biliares bovinos, suínos vivos e carnes de diferentes espécies.

As autoridades sanitárias da China, do Paraguai e de Palau aprovaram novos requisitos que permitem a entrada de produtos agropecuários brasileiros nesses mercados. As medidas envolvem a exportação de cálculos biliares bovinos para o mercado chinês, suínos vivos destinados ao abate para o Paraguai e carnes bovina, ovina, caprina e suína para Palau.
Com a China, o Brasil assinou um protocolo sanitário que estabelece as condições para exportação de cálculos biliares bovinos. O produto, utilizado principalmente pela indústria de Medicina Tradicional Chinesa, passa a ter regras definidas para inspeção, certificação e controle das remessas entre os dois países.
O acordo amplia o comércio de um subproduto da cadeia pecuária brasileira e cria uma nova possibilidade de aproveitamento econômico de materiais provenientes da produção bovina. A China é um dos principais destinos das proteínas animais brasileiras e tem papel estratégico para a expansão das exportações do agronegócio nacional.
No Paraguai, as autoridades sanitárias aprovaram o modelo de Certificado Sanitário Internacional (CSI) para a exportação de suínos vivos brasileiros destinados ao abate. A medida estabelece o padrão documental necessário para os embarques e abre uma nova alternativa comercial para a cadeia suinícola nacional.
Já Palau aprovou os modelos de CSI para importação de carnes bovina, ovina, caprina e suína produzidas no Brasil. Com a aprovação dos certificados, empresas brasileiras poderão iniciar os procedimentos de habilitação e atender aos requisitos sanitários exigidos pelo país insular.
As aberturas fazem parte da estratégia brasileira de ampliar o acesso a mercados internacionais por meio de acordos sanitários. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), uma abertura de mercado ocorre quando o país importador reconhece que as garantias sanitárias oferecidas pelo Brasil atendem aos seus requisitos para determinado produto.
Impacto para o agro
A ampliação de destinos comerciais reduz a dependência de poucos compradores e aumenta as possibilidades de comercialização para diferentes cadeias produtivas. No caso das carnes, a abertura de novos mercados ocorre em um momento de busca por maior diversificação das exportações brasileiras de proteína animal.
Além dos produtos tradicionais, como carne bovina e suína, o avanço de negociações envolvendo subprodutos de origem animal mostra a tentativa da indústria de ampliar o aproveitamento econômico da produção pecuária brasileira.
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Brasil e China discutem avanço de acordo comercial e cooperação em tecnologia
Negociações para um acordo Mercosul-China entram na agenda bilateral, que também inclui parcerias em inteligência artificial, satélites, minerais críticos e fertilizantes.

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Inscrições para prêmio de inovação em fertilizantes terminam nesta segunda-feira
Associação Nacional para Difusão de Adubos vai reconhecer pesquisas acadêmicas sobre fertilizantes, manejo do solo e tecnologias para o agronegócio, vencedor será anunciado em agosto, durante o Congresso Nacional de Fertilizantes.

Estudantes de graduação e pós-graduação das áreas de agronomia e cursos correlatos têm até esta segunda-feira (27) para se inscrever na 5ª edição do Prêmio Carlos Florence, promovido pela Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA). A iniciativa busca estimular a produção de pesquisas e trabalhos acadêmicos voltados à inovação e ao desenvolvimento do setor de fertilizantes.

Foto: Hedeson Alves/Tecpar
Podem concorrer artigos científicos, ensaios, monografias, dissertações e teses desenvolvidos em instituições de ensino superior brasileiras. Os trabalhos devem abordar temas relacionados ao tratamento e uso do solo, inovação e desenvolvimento de produtos, além de gestão e tecnologias de aplicação de fertilizantes.
Nesta edição, o regulamento também contempla pesquisas alinhadas ao movimento internacional Nutrientes para a Vida (Nutrientes for Life), que destaca a importância biológica, ambiental e econômica dos fertilizantes para a produção de alimentos e para a sustentabilidade da agricultura.
Os trabalhos serão avaliados por uma comissão julgadora com base em quatro critérios. Inovação e viabilidade de aplicação terão peso 40 cada, enquanto objetividade e clareza receberão peso 20 cada na composição da nota final.
O vencedor será conhecido durante o 13º Congresso Nacional de Fertilizantes, marcado para 25 de agosto.

Foto: Hedeson Alves/Tecpar
As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas no site da ANDA, onde também estão disponíveis o edital e as orientações para envio dos trabalhos.
Criado para homenagear Carlos Florence, um dos principais especialistas brasileiros no setor de fertilizantes, o prêmio leva o nome do ex-diretor-executivo da Associação dos Misturadores de Adubos do Brasil (AMA), falecido em 2021. Florence acompanhou as principais transformações da indústria de fertilizantes no país e também se destacou como cronista e escritor.






