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ALIMENTA 2025 apresenta programação oficial e reforça protagonismo do Paraná na produção e exportação de proteína animal
Evento que acontece entre os dias 16 e 18 de junho, em Curitiba, reunirá os principais players do segmento no Brasil e abordará os caminhos para o futuro das proteínas animais no país.

Curitiba se prepara para sediar o Alimenta 2025 – Congresso e Feira Internacional de Proteína Animal, que acontece entre os dias 16 e 18 de junho, no Centro de Eventos da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep). A primeira edição do evento reunirá autoridades, especialistas e representantes da cadeia produtiva de aves, suínos, bovinos, peixes e ovos, consolidando o Paraná como referência global na produção e exportação de proteína animal.
Mais do que uma vitrine para o setor, o Alimenta 2025 será um espaço estratégico para refletir sobre como o Paraná e o Brasil estão inseridos neste contexto geopolítico dinâmico e cada vez mais exigente onde tensões comerciais, mudanças climáticas, guerras e a crescente pressão por segurança alimentar moldam o cenário de produção e exportação de proteínas animais no comércio global.
O evento será palco de painéis com especialistas renomados, com o objetivo de demonstrar a evolução na produção e exportação de alimentos e como o Brasil se tornou relevante nesse segmento. Também serão analisados o momento atual, desafios, oportunidades, além do que deve – e o que não deve – ser feito para que o Estado e o País consigam se manter como players estratégicos na produção e exportação global de proteína animal.
A abertura oficial acontece no dia 16 de junho, com destaque para a palestra magna “Cenário Global das Proteínas Animais – Passado, Presente e Futuro”, com o economista, cientista político e diplomata Marcos Troyjo.

Presidente do Alimenta 2025, Roberto Kaefer: “É hora de mostrarmos ao mundo o que o Brasil tem de melhor” – Foto: Divulgação/Arquivo OPR
A programação foi montada com especialistas que possuem vasta experiência no mercado. Entre os confirmados estão o ex-ministro da Economia, Paulo Guedes; o ex-ministro da Agricultura, Antonio Cabrera Mano Filho; o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin; o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), Luis Renato de Alcantara Rua; e o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Roberto Serroni Perosa.
O presidente do Alimenta 2025, Roberto Kaefer, que também está à frente do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar) ,explica que o objetivo é integrar os diversos elos da cadeia produtiva, compartilhar experiências e fortalecer a imagem do Paraná e do Brasil como líderes mundiais em proteína animal. “É hora de mostrarmos ao mundo o que o Brasil tem de melhor: uma cadeia produtiva forte, inovadora e comprometida com a qualidade dos alimentos”, pontua.
Além das discussões estratégicas, o evento contará com programações voltadas à saúde animal, biosseguridade, inspeção sanitária e sustentabilidade. Estão previstas reuniões técnicas, como o encontro dos comitês COESA, COESUI e COESAQUA, e a I Reunião do Grupo Diga Sim ao SIM – COSUD, com foco em regulamentações e avanços no Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI-POA).
Mais informações e inscrições estão disponíveis no site oficial http://www.alimentaexpo.com.br.

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Governo federal prepara decreto de salvaguardas para acordo Mercosul-UE
Texto será analisado pela Casa Civil e estabelece mecanismos para proteger produtores nacionais em caso de aumento das importações europeias.

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, afirmou na quarta-feira (25) que o decreto sobre as salvaguardas do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia (UE) será enviado para a Casa Civil, onde passará por análise jurídica antes da publicação. A salvaguardas são instrumentos de proteção a produtores nacionais. 


Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado e Gpoint Studio/Freepik
O texto prevê mecanismos para proteger produtos agrícolas, caso sejam sancionados por organismos europeus. Isso porque, no final do ano passado, o Parlamento Europeu aprovou regras mais rígidas para importações agrícolas vinculadas ao acordo com o Mercosul, cujas medidas seriam acionadas se importações em grande volume causarem ou ameaçarem prejuízo grave aos produtores europeus.
O setor do agronegócio nacional quer que essas salvaguardas sejam assumidas também pelo governo brasileiro, em caso de aumento das importações de produtos europeus concorrentes. “Sempre há uma preocupação de alguns setores. Então, nós estamos encaminhando a proposta, para passar pelos ministérios, o decreto de salvaguardas”, declarou o vice-presidente.
A fala foi feita após reunião com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o deputado Marcos Pereira (Republicanos-SP), relator do projeto que ratifica o acordo entre o bloco europeu e o sul-americano, que vai criar uma das maiores zonas de livre comércio do planeta, com produção avaliada em US$ 22 trilhões e mercado consumidor de 720 milhões habitantes.
A Casa Civil poderá consultar outros ministérios, como a Fazenda, para depois enviar o decreto para assinatura do presidente da

Bandeira do Mercosul
República, antes que o Senado Federal aprove a ratificação do acordo. O texto da ratificação foi aprovado na quarta-feira pelo plenário da Câmara dos Deputados.
Como funcionam as salvaguardas
Salvaguardas são mecanismos previstos em acordos comerciais que permitem a um país reagir a surtos de importação decorrentes da redução de tarifas negociadas. Caso fique comprovado dano grave à produção nacional, o governo pode:
- Estabelecer cotas de importação;
- Suspender a redução tarifária prevista no acordo;
- Restabelecer o nível de imposto anterior à vigência do tratado.
O decreto deverá definir prazos, procedimentos de investigação e condições para aplicação das medidas.
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Câmara autoriza uso de até R$ 500 milhões do FGO para crédito do Pronaf
Projeto visa ampliar garantias para agricultores familiares sem impactar as contas da União e segue para sanção presidencial.

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (16) o Projeto de Lei 2213/25, que autoriza o uso de recursos do Fundo Garantidor de Operações (FGO) para cobrir ações do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). O texto, de autoria do Senado, segue agora para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil
Administrado pelo Banco do Brasil, o FGO facilita o acesso ao crédito por empresas e setores específicos, diminuindo os riscos para os bancos.
De acordo com o projeto, até R$ 500 milhões do FGO poderão ser utilizados para garantir as operações do Pronaf, que oferece linhas de crédito com condições especiais a agricultores familiares. O texto aprovado altera a Lei 13.999/20, que institui o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe).
Um ato conjunto dos ministérios do Desenvolvimento Agrário e da Fazenda definirá como esses recursos serão alocados, quais limites máximos de garantia poderão ser concedidos, os critérios de elegibilidade dos agricultores familiares e de suas cooperativas.
O ato deve indicar ainda quais operações do Pronaf poderão receber cobertura do FGO. As instituições financeiras autorizadas a operar

Foto: Divulgação/Arquivo OPR
crédito rural no Pronaf poderão solicitar essa garantia, respeitados os limites proporcionais de suas carteiras e o montante efetivamente aportado pela União e pelos demais cotistas.
O relator do projeto, deputado Rogério Correia (PT-MG), disse que a medida não produz impacto orçamentário ou financeiro imediato sobre as contas da União. O deputado citou o Balanço Patrimonial Consolidado do próprio FGO, referente a dezembro de 2024, que mostra que o fundo detinha R$ 43 bilhões em ativos totais, o que demonstra, segundo Correia, que a eventual destinação de até R$ 500 milhões para operações do Pronaf representa uma fração modesta de sua capacidade financeira.
“A medida não afeta sua aptidão [do FGO] para dar cobertura às garantias relacionadas ao Pronampe, nem compromete a estabilidade do fundo. Diante desse cenário, conclui-se que o projeto não produz impacto orçamentário ou financeiro imediato sobre as contas da União, uma vez que apenas autoriza a utilização de recursos já existentes no FGO”, afirmou
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Argentina e Uruguai aprovam Acordo Mercosul-UE; Brasil ainda depende de aval do Senado
Após sessões extraordinárias em Montevidéu e Buenos Aires, países iniciam processo de integração comercial.






