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Algumas razões para se montar uma farmácia na fazenda e profissionalizar a sua produção

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*Guilherme Augusto Vieira
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A exploração moderna e tecnificada da produção animal envolvem alguns fatores necessários para sua sobrevivência mercadológica, a se destacar: produção de leite e carne  de alta qualidade, "seguro", com baixos níveis de contaminação microbiológica, a manutenção de um alto padrão sanitário do rebanho, investimento em genética e principalmente a adoção de ferramentas de gestão agropecuária no contexto atual do agronegócio brasileiro.

Antigamente os proprietários rurais viam a fazenda ou a granja como uma atividade amadora, sem uma forma de administração definida, onde todos os processos eram tratados de forma paternalista, sem indicação e assistência técnica, sem a utilização das modernas técnicas de produção e conseqüentemente as propriedades rurais apresentavam uma baixa eficiência produtiva em decorrência dos fatores mencionados acima, fato observado ainda em nossas propriedades.

Com o aumento dos índices de produtividade agropecuária, não há mais lugar para ineficiência. Os custos de produção aumentaram de forma aterrorizante e os produtores são obrigados a investirem em tecnologia  para  produzir.  

Com o propósito obter um rebanho sadio e produtivo, o produtor deve adotar as práticas de um manejo sanitário, que vem a ser um conjunto de procedimentos com o objetivo de proporcionar ótimas condições de saúde aos animais, buscando evitar, eliminar, ou reduzir a incidência de doenças no rebanho (Degaspery et al,1988;Domingos & Langoni,2001;Revista Rural,2008) .

De acordo com Malavazi (1983), A exploração econômica, objetivo principal das atividades pecuárias, está na dependência direta da saúde dos animais.

Diante deste contexto em que está envolvida a produção animal, a compra de insumos (medicamentos veterinários, vacinas, etc..) e o seu armazenamento apresenta-se de maneira representativa na exploração, pois além de tratar e prevenir as enfermidades no rebanho evita-se o desperdício e os gastos desnecessários.

Os insumos pecuários representam uma grande parcela no orçamento das fazendas e granjas de produções pecuárias. Neste contexto os medicamentos veterinários são responsáveis juntamente com a ração na composição dos custos, exigindo uma atenção especial no seu planejamento e controle.

Na busca dessa eficiência torna-se necessário uma efetiva indicação, aplicação, dispensação e armazenamento dos medicamentos veterinários.  Vale salientar que o uso de medicamentos veterinários obedece a critérios técnico-científicos na aplicação nos animais, de importância na observação dos resultados dos tratamentos, sendo eles profiláticos e curativos, devendo seguir a orientação do profissional habilitado – o Médico Veterinário.

A indicação correta dos medicamentos garante eficiência e eficácia dos tratamentos, usos e dosagens adequadas, especificidades nos tratamentos, além de proporcionar um melhor custo benefício na utilização e compra destes produtos.

A aquisição dos medicamentos e demais insumos veterinários deve obedecer a critérios técnicos, econômicos e atender aos  objetivos de produção da empresa rural.

Pode-se definir a farmácia na fazenda como um espaço destinado ao armazenamento de medicamentos e correspondentes com a finalidade de fornecer apoio aos tratamentos realizados nos animais buscando uma melhor eficiência nos procedimentos a serem realizados nas fazendas (Vieira, 2010).

Dentre os critérios técnicos , vamos dar algumas dicas de como montar a sua farmácia e evitar os desperdícios:
• Primeiramente elaborar um calendário técnico de produção de sua propriedade, com evolução do rebanho, previsão de nascimentos e descartes. Diante do planejamento, você programará a compra de medicamentos, insumos, rações, sais minerais, evitará comprar produtos tipo “em cima da hora”, economizará pois comprará em quantidade e pode-se obter bons descontos;
• Escolher fornecedores de confiança e fiéis;
• Ao montar sua farmácia na fazenda, escolha um local livre de umidade, incidência de raios solares (de preferência com orientação nascente) e que tenha locais para instalação de prateleiras, geladeira, pallets para armazenamento de rações e sais minerais e distância correta;
• Se não tiver condições de construir um local apropriado, faça um armário, em local poente, com chaves e de preferência perto do estábulo.
• Compre sempre medicamentos e produtos com prazo de validade maior;
• Tenha uma ficha controle de compras e saídas de produtos veterinários;
• Solicite de seu Veterinário de confiança uma lista contendo todos os medicamentos necessários para sua produção.

Neste sentido faz-se necessário cada vez mais a organização de uma farmácia nas fazendas brasileiras com a finalidade de manter um estoque de medicamentos veterinários, mas também produtos diversos para que possam atender as atividades das fazendas como vacinas, materiais de usos hospitalares (algodão, gazes,, curativos,agulhas, álcool, iodo ,luvas), materiais cirúrgicos, geladeira e outros equipamentos que são utilizados na produção animal.

Lembrem-se, a sanidade do rebanho é um dos aspectos mais importantes nos sistemas de produção, pois o seu controle impede a disseminação de enfermidades, aumentando os lucros. O conjunto de fatores que compõe os aspectos sanitários de um rebanho é composto pela vacinação, controle de parasitos ( endo e ectoparasitos), higiene dos animais e instalações , além das ações profiláticas e curativas dos animais. 

A falha na sanidade não só afetará a saúde do rebanho e sim o bolso do produtor. Por que não armazenar corretamente os seus produtos veterinários?

Visite o site : www.farmacianafazenda.vai.la

[1] Médico Veterinário, Doutorando em História das Ciências Agrárias, Professor do Curso de Veterinária da Unime- Bahia, Autor do livro: Como montar uma farmácia na fazenda.

Fonte: Guilherme Augusto Vieira

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Novo marco do trabalho rural propõe mudanças nas regras do campo

Projeto atualiza legislação, unifica normas e traz novas formas de contratação no setor.

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Foto: Jonathan Campos/AEN

A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado aprovou, na quarta-feira (25), o relatório do senador Zequinha Marinho (Podemos-PA) ao Projeto de Lei 4.812/2025, de autoria da senadora Margareth Buzetti (PP-MT), que estabelece um novo marco legal para o trabalho rural no país.

Ambos os parlamentares integram a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que tem atuado em pautas relacionadas à modernização do setor.

A proposta, entre outros pontos, revoga a legislação vigente desde 1973 e consolida, em um único texto, normas hoje dispersas sobre as relações de trabalho no campo. O projeto tem 221 artigos e trata de temas como contratos, jornada, saúde e segurança, negociação coletiva e fiscalização.

Autora da proposta, Buzetti afirma que o objetivo é atualizar a legislação. “A ideia é adequar as regras à realidade atual do campo, que hoje envolve tecnologia, novos modelos de produção e outras formas de contratação”, disse.

O texto também cria a Política Nacional de Qualificação, Tecnologia, Inovação e Sustentabilidade no Trabalho Rural, com previsão de ações de capacitação e incentivo à adoção de tecnologias no setor.

Zequinha Marinho: “Há pontos do texto original que não refletem a dinâmica do trabalho rural e precisavam de ajustes para garantir aplicabilidade”

Relator da matéria, Zequinha Marinho destacou que o seu parecer aperfeiçoa a proposta para garantir sua aplicação prática no campo. “Há pontos do texto original que não refletem a dinâmica do trabalho rural e precisavam de ajustes para garantir aplicabilidade”, afirmou.

Entre as mudanças, o parecer retira ou modifica dispositivos considerados de difícil execução no campo, como regras sobre teletrabalho e exigências administrativas em ambientes com limitações logísticas. Zequinha também questiona a previsão de indenização ao fim de contratos de safra, por considerá-la incompatível com a natureza temporária desse tipo de vínculo.

O projeto prevê ainda a criação de instrumentos como um programa de gerenciamento de riscos no trabalho rural e comissões internas de prevenção de acidentes e assédio, além de regulamentar modalidades de contratação, como trabalho intermitente, temporário e por safra.

A proposta segue agora para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) da Casa, onde terá decisão terminativa. Se aprovada, poderá ser encaminhada diretamente à Câmara dos Deputados.

Fonte: Assessoria FPA
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Meio-Oeste catarinense registra produtividade média de 204 sacas de milho por hectare

Levantamento preliminar aponta município de Irani como destaque da região, com 234 sacas por hectare, enquanto Epagri reforça acompanhamento técnico em 63 lavouras para orientar manejo e políticas públicas.

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Fotos: Epagri

O Meio-Oeste catarinense caminha para uma safra de milho com produtividade elevada. Levantamento preliminar do Giro da Safra 2025/26 aponta rendimento médio de 204,1 sacas por hectare, com destaque para o município de Irani, que registrou a maior produtividade da região, com 234 sacas por hectare. Até o momento, foram avaliadas 63 lavouras, de um total previsto de 82 propriedades rurais na região.

Os números foram apresentados na última etapa da 3ª edição do Giro da Safra, realizada em Campos Novos na última quarta-feira (25). Durante o evento, foram apresentados os resultados parciais das coletas realizadas na região. Na sequência, o público acompanhou a palestra do pesquisador Joanei Cechin, da Estação Experimental da Epagri de Campos Novos, que falou sobre a cultura do milho e o manejo de plantas resistentes.

A iniciativa é conduzida pela Epagri/Cepa, em parceria com o Sicoob, e tem como objetivo reunir informações técnicas de campo sobre a condução das lavouras e a produtividade. Esses dados servem de base para a tomada de decisão dos produtores e para o planejamento de ações estratégicas voltadas ao desenvolvimento do agronegócio em Santa Catarina.

Além de Irani, outros municípios apresentaram desempenho acima da média regional. Joaçaba alcançou 220 sc/ha, Concórdia ficou com 218 sc/ha, Campos Novos atingiu 215 sc/ha, Luzerna somou 214 sc/ha e Ibicaré registrou 213 sc/ha. Entre os demais municípios avaliados, as produtividades médias foram de 203 sc/ha em Jaborá, 201 sc/ha em Fraiburgo, 199 sc/ha em Tangará, 196 sc/ha em Ouro, 190 sc/ha em Abdon Batista, 187 sc/ha em Lacerdópolis, 182 sc/ha em Caçador, e 177 sc/ha em Seara e Erval Velho.

A Epagri mantém atuação próxima ao produtor rural e reforça o papel do conhecimento técnico no fortalecimento da agricultura do Meio-Oeste catarinense. “Esses dados refletem o acompanhamento técnico em campo, com avaliação direta das lavouras, o que garante uma leitura mais realista da safra. O Giro da Safra cumpre papel estratégico ao transformar informação técnica em decisão, auxiliando o produtor no ajuste de manejo, orientando o crédito rural e subsidiando políticas públicas voltadas ao desenvolvimento do agronegócio regional”, enfatiza o presidente da Epagri, Dirceu Leite.

Acompanhamento técnico do milho

Foto: Epagri

O Giro da Safra é uma das principais ferramentas de acompanhamento técnico da produção de milho em Santa Catarina. A primeira etapa ocorreu em fevereiro, em São Miguel do Oeste, e já indicou que a produtividade média regional deve superar 200 sacas por hectare, com resultados expressivos também em municípios do Extremo-Oeste.

Durante as visitas, as equipes técnicas da Epagri avaliaram as lavouras in loco e encaminharam as amostras para a Estação Experimental de Campos Novos, onde ocorreu o processamento e análises detalhadas. O levantamento incluiu indicadores como umidade e quantidade de grãos, além de informações sobre condução das lavouras, manejo do solo, compactação, plantabilidade e cultivares utilizadas.

Ao longo da 3ª edição do Giro da Safra, as equipes percorreram 169 propriedades rurais em 26 municípios do Extremo-Oeste e Meio-Oeste catarinense. Foram coletados dados precisos diretamente no campo, em mais de 160 propriedades em 26 municípios, avaliando produtividade, condução das lavouras e fatores que impactam o rendimento. Essas informações permitem ter um retrato confiável da safra, orientar produtores, apoiar decisões de mercado e subsidiar políticas públicas.

Fonte: Assessoria Epagri
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Frimesa apresenta rebranding e evolução da marca em coletiva de imprensa em Medianeira

Iniciativa marca uma atualização institucional da Frimesa, alinhando comunicação, propósito e posicionamento no mercado.

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Foto: Divulgação/Frimesa

A Frimesa realiza nesta sexta-feira (27) uma coletiva de imprensa para apresentar seu projeto de rebranding e a evolução da marca institucional. O encontro ocorre às 15h45, na sede da cooperativa, em Medianeira.

A apresentação será conduzida pela diretoria da cooperativa, que detalhará as mudanças na identidade visual e os direcionamentos estratégicos associados ao reposicionamento da marca. A iniciativa marca uma atualização institucional da Frimesa, alinhando comunicação, propósito e posicionamento no mercado.

Após a exposição técnica, o presidente executivo Elias José Zydek atenderá os veículos de imprensa para entrevistas individuais.

Fonte: O Presente Rural
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