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Alagoas vacina 116 mil animais contra Peste Suína Clássica

Iniciativa vem gerando diversos benefícios para os mais de 4,5 mil pequenos produtores, trazendo desenvolvimento e melhorias para o setor suinícola alagoano.

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Fruto de uma parceria público-privada, que conta com diversas instituições que representam o setor suinícola, a Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS) uniu esforços junto ao Serviço Veterinário Oficial (SVO) para levar a terceira etapa de Campanha de Vacinação Contra a Peste Suína Clássica (PSC) em Alagoas de forma gratuita aos 102 municípios alagoanos, vacinando 116.791 mil suínos e visitando 4.572 propriedades.

A PSC é uma doença de notificação obrigatória, com alto poder de difusão e gravidade, sendo altamente contagiosa entre os suínos, podendo gerar enormes prejuízos. A doença não possui tratamento, e a vacinação do rebanho é a melhor forma de prevenir e eliminar a circulação do vírus.

Hoje o Brasil se encontra dividido em duas zonas, a zona livre (ZL) de PSC, que compreende 16 Estados, e a zona não livre (ZnL),  que compreende 11 Estados da região Norte e Nordeste – Alagoas, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Pará, Amapá, Roraima e parte do Amazonas.

Os Estados que compõem a ZnL representam cerca de 50% do território brasileiro e possuem um rebanho de seis milhões de suínos, distribuídos em mais de 300 mil propriedades rurais.

A suinocultura nessa região é caracterizada, em sua maioria, por pequenos produtores de subsistência. A iniciativa busca mudar este cenário, em especial para viabilizar o crescimento, e a estruturação da cadeia da suinocultura na região envolvida, que representa um importante mercado consumidor; bem como salvaguardar o status sanitário da ZL.

De junho de 2020 a janeiro de 2023, foram disponibilizadas cerca de 354 mil vacinas para as três etapas da Campanhas de Vacinação em Alagoas.  “Quando iniciamos o projeto piloto em Alagoas nos deparamos com um rebanho de 120 mil suínos em todo o estado, localizados em mais de seis mil propriedades. Dessas propriedades, a maioria (75%) se tratavam de produções familiares que dependiam exclusivamente da suinocultura para viver”, conta a diretora técnica da ABCS e coordenadora da campanha pelo setor privado, Charli Ludtke.

Produtora de suínos, Elaine Guimarães – Fotos: Eguti Comunica

Esse é o caso da Elaine Guimarães, uma produtora que está pagando a casa própria com os frutos da criação de suínos em Quebrangulo (AL). “Estou começando a quitar a minha casa própria, já paguei 48 parcelas em quase 4 meses e eu vou pagar o restante com a venda dos leitões que produzo em minha propriedade”, compartilha.

Suinocultor de Quebrangulo (AL), Rogério Rafael

O suinocultor Rogério Rafael também vive exclusivamente da produção. “A suinocultura é a minha paixão, comecei com a criação de suínos há 20 anos e hoje esses animais proporcionam uma melhora de vida para mim e para a minha família”, exalta.

A granja do produtor Antônio Brandão, em Viçosa (AL), cria suínos tecnificados desde os anos 1960, e hoje conta com cerca de 500 matrizes. “A pecuária está na história da minha família, meu pai começou a criar aves e suínos na década de 60 e construiu essa tradição familiar que passou de pai para filho. Ele faleceu há 10 anos e nós continuamos com muito orgulho o trabalho que ele iniciou”, conta.

Produtor de suínos em Viçosa (AL), Antônio Brandão

Ele explica que a vacinação contra PSC no Estado representa mais um passo em direção ao salto na produção nordestina. “Estou muito seguro com esse trabalho que está sendo realizado aqui, que é de extrema importância para a proteção da suinocultura nacional e dos milhões de empregos criados por ela. Infelizmente na minha granja eu proibi todas as visitas, pois se essa doença entrar aqui, acabaria com a nossa atividade e eu não posso correr esse risco. Me sinto muito protegido por essa vacinação, especialmente neste período de crise, pois pelo menos na parte sanitária estamos mais seguros em relação a prejuízos”, ressalta.

Além disso, a vacinação já tem proporcionado benefícios financeiros aos produtores alagoanos, que conseguem obter uma melhor remuneração na venda de animais vacinados.

Para o presidente da ABCS, Marcelo Lopes, o futuro da expansão da suinocultura e do consumo de carne suína no Brasil está na região nordeste do país, que possui um baixo consumo per capita, preço atrativo dos grãos e a necessidade de apoio para a estruturação da cadeia. Para isso, é fundamental erradicarmos a PSC em toda a ZnL. “Hoje, na região do nordeste, há diversas granjas tecnificadas, frigoríficos com serviço de inspeção federal, e um mercado ansioso para se desenvolver.”

Próximos passos
O Projeto Piloto de Alagoas contará com mais duas campanhas de vacinação, no primeiro e no segundo semestre de 2023, ainda de forma gratuita.

Programa de Vacinação Contra PSC 
O Programa de Vacinação Contra PSC conta com o apoio financeiro de várias instituições que representam o setor, como as associações que compõe o Sistema ABCS, Ministério da Agricultura e Pecuária, Associação Brasileira de Proteína Animal, Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil, Senar, IICA, Governo de Alagoas, Adeal e Fundos de Defesa Sanitária.

Fonte: Assessoria ABCS

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Preços ao produtor rural caem 9,79% no 1º trimestre

Queda foi puxada por grãos, leite, ovos e suínos, enquanto a arroba bovina registrou valorização no período.

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Os preços pagos aos produtores agropecuários registraram queda no primeiro trimestre de 2026 na comparação com o mesmo período do ano passado. O recuo foi de 9,79%, segundo o Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA), calculado pelo Cepea/Esalq-USP.

A retração só não foi mais intensa devido à valorização da arroba bovina, que apresentou média superior à registrada no primeiro trimestre de 2025.

O movimento acompanha um cenário de recuo mais amplo nos preços, inclusive no mercado internacional. No mesmo período, o índice global de alimentos do FMI caiu 14,29% em reais. Já os preços industriais recuaram 2,55%, enquanto o real se valorizou 10,12% frente ao dólar.

Segundo o Cepea, a queda mais moderada dos preços no mercado interno, em relação ao cenário externo, indica maior resiliência doméstica. A valorização do câmbio também contribuiu para reduzir custos de insumos importados, enquanto a queda nos preços industriais ajudou a conter despesas de produção.

A retração do IPPA foi puxada principalmente pelos grupos de grãos, cana e café, hortifrutícolas e pecuária. O índice de grãos recuou 9,85%, o de cana e café caiu 16,61%, hortifrutícolas tiveram baixa de 14% e a pecuária registrou queda de 5,73%.

Entre os grãos, houve desvalorização generalizada no período. O arroz liderou as quedas, com recuo de 39,83%, seguido por trigo (-18,24%), milho (-15,35%), algodão (-14,59%) e soja (-4,15%).

Na pecuária, os preços também caíram para a maioria dos produtos, com destaque para leite (-22,97%), ovos (-22,2%), suíno (-13,10%) e frango (-10,68%). A exceção foi a arroba bovina, que apresentou alta de 5,9% no período.

Fonte: O Presente Rural
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C.Vale assume unidade estratégica de grãos e insumos no Oeste do Paraná

Operação em Guaíra reforça estrutura de armazenagem e atendimento aos produtores da região.

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A cooperativa C.Vale assumiu as operações da cerealista I.Riedi no município de Guaíra. O anúncio foi feito pelas duas empresas no dia 22 de abril.

Com o acordo, a C.Vale passa a operar o escritório localizado na entrada da cidade e a unidade de grãos e insumos na localidade de Maracaju dos Gaúchos, ambas às margens da BR-163. A mudança amplia a presença da cooperativa no município, onde já possui uma unidade na região de Bela Vista, e permitirá o recebimento de grãos e fornecimento de insumos aos produtores.

A estrutura da unidade adquirida conta com capacidade de armazenagem de 21.296 toneladas de grãos, além de secador com capacidade de 120 toneladas por hora, duas máquinas de limpeza, dois tombadores e duas balanças.

Em nota conjunta, as empresas informaram que a operação está alinhada às estratégias de crescimento e fortalecimento no agronegócio, com foco na ampliação da atuação e na geração de valor para clientes, cooperados e parceiros.

A transferência das operações passa a valer de forma imediata após o anúncio.

Fonte: Assessoria C.Vale
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Bem-estar animal passa a pesar na análise de risco e no valor da proteína brasileira

Fórum reúne especialistas em 07 de maio para debater como práticas no campo influenciam crédito, reputação e competitividade no mercado internacional.

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As perspectivas e os desafios da cadeia de produção de proteína animal no Brasil serão tema do Fórum Estratégico de Bem-Estar Animal – Alinhando Propósito, Mercado e Performance. O evento inédito trará debates em torno da dinâmica de mercado e da cadeia, credibilidade, agregação de valor ao produto e o olhar dos agentes financeiros sobre o tópico em seus painéis.

Organizado pela Colaboração Brasileira de Bem-Estar Animal (COBEA) e por sua idealizadora, a Produtor do Bem Certificação, o evento ocorre no dia 07 de maio no Radisson Blue, em São Paulo (SP). As inscrições estão abertas e podem ser feitas clicando aqui.

Bruno Bernardo, analista de Investimentos Sustentáveis (ESG) da Régia Capital: “Na Régia Capital, por exemplo, temos políticas e critérios de investimentos bastante rigorosos envolvendo proteína animal, a preocupação e o cuidado com o bem-estar animal é um dos critérios mínimos esperados para que um investimento possa vir a ser considerado sustentável” – Fotos: Divulgação/COBEA

A abertura do Fórum terá como tema “Estratégia, política e o papel do agro na nova ordem econômica”, apresentado pelo secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Luís Rua. Em seguida, ele participa do painel “Mercados em movimento: Bem-estar e sustentabilidade na agregação de valor à proteína brasileira”, mediado pela diretora técnica da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Sullivan Alves. Participam também o consultor em agronegócio e sustentabilidade Fabricio Delgado, e a diretora de Sustentabilidade da Seara, Sheila Guebara. “O evento vai tratar de um tema extremamente contemporâneo e eu diria hoje real. Ao longo do tempo a gente vem falando em bem-estar animal, vem tratando o bem-estar animal e hoje estamos vivendo na realidade o bem-estar animal. Esse é um evento preparado para tratarmos dos assuntos referentes ao tema e que estamos vivendo na prática”, menciona Delgado.

De acordo com Sheila, eventos e discussões do setor são importantes para avançar no bem-estar animal de forma inclusiva, garantindo que produtores de diferentes portes acompanhem a evolução técnica. “Meu foco na discussão será mostrar como a integração entre eficiência produtiva, bem-estar animal e inovação tecnológica vem se consolidando como um diferencial competitivo na agregação de valor à proteína brasileira. Diante da crescente demanda global, com a população projetada para 10 bilhões até 2050, a eficiência deixa de ser apenas operacional e passa a ser estratégica, diretamente ligada à sustentabilidade e à segurança alimentar”, comenta.

A diretora de Sustentabilidade da Seara ressalta que práticas de bem-estar animal são fundamentais para garantir que a produção acompanhe a demanda global de forma resiliente e sustentável. “Para produtores e consumidores, o impacto é direto: quem cumpre metas de bem-estar tende a ser melhor remunerado, mostrando que ser sustentável também é rentável”, destaca.

Agenda ESG crescente

Celso Funcia Lemme, doutor em Administração de Empresas com concentração em Finanças da UFRJ: 

O segundo painel será “Capital e competitividade: O olhar do mercado financeiro sobre o futuro da proteína animal”, que terá mediação do doutor em Administração de Empresas com concentração em Finanças da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Celso Funcia Lemme. Completam o debate o consultor e sócio-líder da ABC Associados, Aron Belinky; a head de Riscos Socioambientais do Santander, Maria Silvia Chicarino; e o analista de Investimentos Sustentáveis (ESG) da Régia Capital, Bruno Bernardo.

Para o moderador do painel, a agenda ESG pode ajudar o mercado de investimentos a entender e valorizar melhor o bem-estar animal nos setores que envolvem o manejo de animais. “O analista de mercado precisa acompanhar essa mudança em curso. Nem sempre é evidente como as práticas de bem-estar animal impactam o valor de uma empresa, mas a agenda ESG ajuda a tornar isso mais claro, mostrando o tema como um fator de inovação, geração de valor e adaptação às novas demandas da sociedade”, pontua.

Avaliação de risco e gestão

Maria Silvia Chicarino, head de Riscos Socioambientais do Santander: “Hoje, a capacidade de gestão socioambiental dos clientes é central na avaliação de risco”

Segundo Maria Silvia, do Banco Santander, um marco importante para a agenda ESG no mercado financeiro foi a Resolução CMN nº 4.327, de 2014, que definiu diretrizes para a gestão de riscos socioambientais. Desde então, o tema passou a ser cada vez mais incorporado à análise de risco e às decisões de crédito. “Hoje, a capacidade de gestão socioambiental dos clientes é central na avaliação de risco. Nesse contexto, o bem-estar animal ganha relevância, especialmente na cadeia de proteína animal, por estar ligado a riscos reputacionais, operacionais e de mercado. No Santander, esse tema já faz parte da análise socioambiental e influencia diretamente a concessão de crédito”, explica Maria.

Ela acrescenta que empresas com boa gestão socioambiental tendem a ter desempenho mais consistente no longo prazo, com maior previsibilidade e resiliência, fatores valorizados pelo mercado financeiro. Também destaca que fóruns como este ampliam a visibilidade do bem-estar animal, promovem o diálogo, alinham expectativas e ajudam a posicionar o Brasil no cenário internacional.

Para Bruno Bernardo, da Régia Capital, o mercado financeiro está caminhando e adotar os protocolos e certificações de bem-estar animal pode ser um divisor de águas para viabilizar o financiamento de produtores rurais. “Na Régia Capital, por exemplo, temos políticas e critérios de investimentos bastante rigorosos envolvendo proteína animal, a preocupação e o cuidado com o bem-estar animal é um dos critérios mínimos esperados para que um investimento possa vir a ser considerado sustentável”, pontua.

Ele observa que atrelar boas práticas de bem-estar animal pode contribuir com ganhos financeiros, uma vez que aumenta a eficiência da produção, pode aumentar o valor agregado do produto final e pode vir a reduzir emissões de gases de efeito estufa. “Para os investidores, esse evento reforça uma movimentação do mercado e um amadurecimento do tema no mercado brasileiro”, complementa.

Responsabilidade compartilhada

Fabricio Delgado, consultor em agronegócio e sustentabilidade

Conforme o sócio fundador da Produtor do Bem e cocriador da COBEA, Leonardo Thielo de La Vega, a escolha dos nomes e temas para o evento demonstra e visão estratégica da organização em abranger os vários aspectos chaves que impactam a evolução do bem-estar animal no Brasil. “Teremos uma programação que nos darão uma visão macro de como mercado e cadeia de valor podem atuar conjuntamente para facilitar os avanços, em benefício de ambos no país”, observa.

A diretora-executiva da COBEA, Elisa Tjarnstrom, acredita que esse primeiro Fórum irá mostrar que o bem-estar animal é hoje uma realidade que traz desafios, mas com amplas oportunidades para quem entender sua importância. “O tema está em evidência e nesse Fórum teremos a oportunidade de conhecer a visão de especialistas de diferentes setores sobre o tema, e como podemos trabalhar juntos para desbloquear suas barreiras no Brasil”, finaliza.

Fonte: Assessoria COBEA
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