Notícias INOVAÇÃO E SUSTENTABILIDADE
Águas do Agro irá promover a conservação de água e solo nas propriedades rurais
O programa tem como premissa um modelo de exploração sustentável, com respeito ao solo

Garantir o bom uso de recursos naturais na agricultura é um desafio, mas também se configura como uma oportunidade para o Brasil, que, nos últimos anos, registrou avanços para uma agricultura, cada vez mais, sustentável. Mas para ir além, e conciliar o aumento de produtividade com a preservação desses recursos, em especial, do solo e da água, o Mapa lançou o Programa Nacional de Manejo Sustentável do Solo e da Água em Microbacias Hidrográficas, Águas do Agro. O lançamento ocorreu em Bonito (MS), durante as comemorações dos 1000 dias do Governo Federal.
O Programa Águas do Agro irá promover o desenvolvimento sustentável no meio rural por meio da adoção de tecnologias e práticas de conservação de solo e água, com o manejo eficiente dos recursos naturais. Afinal, o produtor rural também produz água ao explorar o solo de forma equilibrada e sustentável. É o que o explica a coordenação-Geral de Conservação do Solo e Água, Soraya Araújo.
“O solo e a água têm uma relação intrínseca: o solo contribui para a filtragem da água e a manutenção do teor de matéria orgânica disponível. Mais do que nunca, hoje, a produtividade não pode estar desvinculada das ações e práticas e tecnologias de conservação de solo e água”.
Assim, é fundamental manter a umidade do solo, fazendo com que a água infiltre e não escoe levando os nutrientes e sementes embora. Desta forma, ela estará disponível para ser utilizada quando a lavoura for plantada e também pelos animais em pastagens, principalmente, em momentos de estiagem.
Por isso, o Águas do Agro traz como premissas um modelo de exploração sustentável, com respeito aos limites do solo, a redução ou eliminação de seu revolvimento, a manutenção da sua cobertura, o aumento do aporte de matéria orgânica, a diversificação dos sistemas agrícolas. E como exemplo para se atingir esses objetivos estão algumas tecnologias e estratégias conservacionistas a serem implementadas: plantio direto; plantas de cobertura; adubação verde; manejo de pastagem; plantio em nível; e terraceamento.
Microbacias Hidrográficas
Essas ações serão trabalhadas junto a propriedades rurais selecionadas conforme critérios de criticidade em relação à disponibilidade hídrica, que recebem menos assistência técnica áreas com maior presença de solos descobertos e erosão acentuada, e municípios que recebem menos assistência técnica e com maior proporção de propriedades com uso de irrigação.
“Se o solo não está devidamente coberto, em uma área degrada, por exemplo, a água da chuva bate e parte do solo é carregada para os rios, causando erosão e assoreamento. Desta forma, a produção agropecuária adequada e em sistemas sustentáveis, como uma pastagem de boa qualidade ou uma plantação direta, garante que a água siga o seu ciclo hidrológico”, pontua a diretora do Departamento de Produção Sustentável e Irrigação, Mariane Crespolini.
As localidades são definidas em microbacias, que são territórios que levam em consideração fatores geográficos naturais, econômicos e sociais em condições mais homogêneas. A partir da identificação das microbacias em potencial serão implementadas as Unidades de Referência Tecnológica (URT) com a definição das tecnologias conservacionistas em solo e água, conforme cada área.
Pilares do programa
Além das URT, os pilares do Águas do Agro consistem em assistência técnica e gerencial e capacitação. A ideia é que o modelo de prestação de serviço de assistência técnica e capacitação seja ofertado a grupos de 20 a 30 produtores rurais por microbacia por um período de dois anos.
A assistência técnica e gerencial é fundamentada em cinco passos, que perpassam: diagnóstico produtivo da microbacia; planejamento estratégico; adequação tecnológica; capacitação dos técnicos de assistência técnica na temática de conservação do solo e água; e avaliação dos resultados.
Após esse período de efetiva implementação das ações, o programa Águas do Agro contemplará um projeto específico de monitoramento e avaliação das interferências realizadas nas microbacias, com o objetivo de proceder o acompanhamento, o controle, além de garantir o seu melhor desempenho.
A expectativa é que os resultados sejam observados não apenas no campo ambiental, como também no social e econômico com a adequação das propriedades rurais para o aumento a taxa de infiltração da água no solo e a melhoria da capacidade produtiva dos solos e da capacidade de suporte das pastagens.
Outros benefícios estimados são o aumento da vida útil dos reservatórios e barragens; aumento da fixação de carbono no solo; redução do assoreamento dos cursos d’água e represas; aumento nas disponibilidades hídricas nas bacias e melhoria da qualidade da água nas bacias hidrográficas; diminuição dos efeitos das secas e dos impactos das inundações; dedução dos custos de manutenção de estradas vicinais.
O programa Águas do Agro, no entanto, não se esgota em suas ações isoladamente. Mas, trata-se de um elo estratégico da Política Agrícola do Governo Federal, em total sinergia com outros programas e projetos já em execução, a exemplo do ABC+, Rural Sustentável, Paisagens Rurais, de Produção Integrada, ProIrriga e do Agronordeste.
Juntos, no curto e médio prazo, eles garantirão que o Brasil continue produzindo em maior quantidade, melhor qualidade e com maior sustentabilidade.
O programa Águas do Agro tem abrangência nacional e sua execução é dividida em três fases de atuação: de curto prazo, primeiros dois anos; a médio prazo, quatro anos seguinte; e longo prazo, por 10 anos.

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Alunos de curso técnico aprendem mais sobre força do cooperativismo
Grupo, formado por 33 alunos e dois professores do Colégio Coopermundi, de Dois Vizinhos, foi recebido pelo presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, e pelo coordenador do hub de inovação do agro (iniciativa conduzida pela Coopavel em parceria com o Itaipu Parquetec), Kleberson Angelossi.

Estudantes do Sudoeste do Paraná vivenciaram, recentemente, uma imersão prática no cooperativismo e na agroindústria durante visita técnica ao Espaço Impulso, estrutura instalada no parque onde anualmente é realizado o Show Rural Coopavel, um dos maiores eventos técnicos de difusão de inovações para o agronegócio no mundo.
O grupo, formado por 33 alunos e dois professores do Colégio Coopermundi, de Dois Vizinhos, foi recebido pelo presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, e pelo coordenador do hub de inovação do agro (iniciativa conduzida pela Coopavel em parceria com o Itaipu Parquetec), Kleberson Angelossi. Os visitantes são estudantes do curso Técnico em Cooperativismo e tiveram a oportunidade de aprofundar conhecimentos sobre o modelo que sustenta grande parte do desenvolvimento econômico regional.
Durante a recepção, Dilvo Grolli apresentou um panorama do cooperativismo, destacando sua relevância no Oeste do Paraná e no Brasil, além de compartilhar orientações e conselhos aos jovens, com idades entre 15 e 17 anos. Segundo Dilvo, a região Oeste concentra cinco das 20 maiores cooperativas agropecuárias do País. Juntas, essas organizações são responsáveis por cerca de cem mil empregos diretos e reúnem mais de 85 mil produtores rurais associados.
Visita técnica
A programação incluiu ainda visita à unidade industrial do moinho de trigo da cooperativa. No local, os alunos foram recebidos pelo gerente Cláudio Medes e puderam acompanhar de perto o funcionamento de uma agroindústria, observando desde processos produtivos até os rigorosos protocolos de segurança alimentar, como o uso obrigatório de equipamentos de proteção individual e o controle de acesso às áreas industriais.
A experiência também reforçou a conexão entre teoria e prática, permitindo aos estudantes compreenderem a complexidade e a responsabilidade envolvidas na produção de alimentos. “Todos apreciamos muito a visita e os conhecimentos compartilhados”, disse um dos professores que acompanhou a comitiva de Dois Vizinhos durante a visita técnica a Cascavel.
Referência
O Colégio Coopermundi, instituição onde os alunos estudam, tem trajetória marcada pela inovação no ensino e pelo cooperativismo. A instituição teve origem em 1982, quando as irmãs da Congregação de Nossa Senhora Imaculada Conceição iniciaram um trabalho educacional em Dois Vizinhos, com a fundação do Colégio Regina Mundi, sob coordenação da irmã Mectilde Maria Bonatti.
Ao longo dos anos, a escola passou por transformações importantes. Em 1992, a gestão foi assumida pelo Centro Pastoral, Educacional e Assistencial Dom Carlos (C.P.E.A.), de Palmas. Já em 1997, pais, professores e funcionários assumiram a condução da instituição, dando origem à Coopermundi (Cooperativa de Educação e Cultura Regina Mundi).
Atualmente, o Coopermundi é referência em educação na região Sudoeste do Paraná, atendendo alunos desde o pré-maternal até o pré-vestibular, com utilização do Sistema Positivo de Ensino. Em 2025, a instituição celebra 43 anos de história, 28 deles dedicados ao cooperativismo educacional, consolidando-se como uma das três cooperativas de ensino do Estado.
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Paraná define calendário do vazio sanitário da soja para a safra 2026/2027
Medida estabelece três períodos regionais e busca conter a ferrugem asiática nas lavouras do estado.

Os períodos do vazio sanitário da Soja no Paraná foram definidos, de acordo com a Portaria nº 1.579/2026 do Ministério da Agricultura e Pecuária, que estabelece o calendário nacional para a safra 2026/2027. Durante o vazio sanitário, é obrigatória a ausência total de plantas vivas de soja nas lavouras, incluindo plantas voluntárias (tigueras). A medida tem como principal objetivo interromper o ciclo do fungo causador da ferrugem asiática, considerada uma das doenças mais severas da cultura, capaz de provocar perdas significativas na produção.
O Paraná possui três janelas distintas de vazio sanitário, conforme a regionalização agrícola, divididas em três macrorregiões. A Região 1 engloba os municípios do Sul, Leste, Campos Gerais e Litoral paranaense, com vazio programado entre 21 de junho a 19 de setembro de 2026, ficando autorizada a semeadura entre 20 de setembro de 2026 e 20 de janeiro de 2027.

Foto: Gilson Abreu
A Região 2 engloba os municípios localizados no Norte, Noroeste, Centro-Oeste e Oeste, com período de vazio de 2 de junho a 31 de agosto, enquanto o plantio pode ser realizado de 1º de setembro a 31 de dezembro. A medida na Região 3, representada pelo Sudoeste paranaense, acontece entre 12 de junho e 10 de setembro deste ano e o período de semeadura permitida entre 11 de setembro de 2026 até 10 de janeiro de 2027.
O chefe do Departamento de Sanidade Vegetal da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) reforça que o cumprimento dos prazos é essencial para garantir a sanidade das lavouras e evitar a disseminação da doença entre as regiões produtoras. “A prática do vazio sanitário da soja beneficia o agricultor, que terá maior controle da doença, utilizando menos aplicações de fungicidas”, afirma. “Além disso, a prática contribui na manutenção da eficácia desses produtos para o controle da ferrugem”, afirma o engenheiro agrônomo.

Foto: Camila Roberta Javorski Ueno/Adapar
A fiscalização é realizada em todo o Estado, e o descumprimento das normas pode acarretar em diversos sanções aos produtores. Além disso, o respeito ao calendário de semeadura contribui para o melhor planejamento da safra, favorecendo o manejo fitossanitário e a eficiência produtiva. A colaboração dos produtores é indispensável para o sucesso das estratégias de defesa agropecuária.
Para maiores informações, os produtores podem entrar em contato com escritórios locais da agência ou pelos canais oficiais da instituição.
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Produção de grãos atinge maior nível da série histórica do IBGE em 2026
Soja lidera crescimento e reforça tendência de recorde na safra nacional.

A estimativa de março de 2026 para a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas atingiu 348,4 milhões de toneladas, 0,7% maior que a obtida em 2025 quando atingiu 346,1 milhões de toneladas, um crescimento de 2,3 milhões de toneladas. Em relação ao mês anterior, houve aumento de 4,3 milhões de toneladas (1,2%). Os dados são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado na última teça-feira (14) pelo IBGE.
O arroz, o milho e a soja, que são os três principais produtos deste grupo, representaram 92,9% da estimativa da produção e respondem por 87,6% da área a ser colhida. Em relação ao ano anterior, houve crescimentos de 1,0% na área a ser colhida da soja; de 3,3% na do milho; e de 7,0% na do sorgo, ocorrendo declínios de 6,9% na do algodão herbáceo (em caroço); de 10,1% na do arroz em casca; e de 3,3% na do feijão.

Foto: Shutterstock
Já na área a ser colhida, ocorreu o aumento de 1,6 milhão de hectares frente a área colhida em 2025, crescimento anual de 2,0%, correspondendo a 83,2 milhões de hectares. Em relação ao mês anterior, a área a ser colhida apresentou aumento de 265 837 hectares (0,3%). A estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas de março de 2026 é recorde da série histórica do IBGE.
“A estimativa de março é recorde da série histórica do IBGE. Com o aumento mensal de produção em todos os estados da região Centro-Oeste. Porém, chama atenção a queda na safra do Rio Grande do Sul, que sofreu com falta de chuvas e altas temperaturas nos meses de janeiro e fevereiro. Apesar da queda, comparado com 2025, a safra gaúcha é 34,6% superior”, Carlos Barradas, apontou o gerente do LSPA.
Mato Grosso mantém liderança na produção de grãos
A estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou variação anual positiva para as Regiões Sul (7,1%) e a Nordeste (5,6%); e negativas para a Centro-Oeste (-2,3%), a Sudeste (-1,9%) e a Norte (-3,2%). Quanto à variação mensal, apresentaram crescimentos na produção: a Norte (0,3%), a Centro-Oeste (3,9%) e a Nordeste (1,3%). Na Sudeste houve estabilidade (0,0%), enquanto a Sul apresentou declínio (-2,9%).
Na distribuição da produção pelas Unidades da Federação, o Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos, com participação de 31,0%, seguido pelo Paraná (13,7%), Rio Grande do Sul (10,8%), Goiás (10,7%), Mato Grosso do Sul (8,2%) e Minas Gerais (5,4%), que, somados, representaram 79,8% do total.
Soja tem previsão de novo recorde na série histórica em 2026

Foto: Divulgação/Aprosoja MT
A estimativa da produção de soja alcançou novo recorde na série histórica em 2026, totalizando 173,7 milhões de toneladas, aumento de 0,3% em relação ao mês anterior e de 4,6% maior em comparação à quantidade obtida no ano anterior. A área cultivada deve crescer 1,0% e alcançar 48,3 milhões de hectares, enquanto o rendimento médio, de 3 603 kg/ha, deve crescer 3,6% em relação ao ano anterior.
“As projeções indicam uma safra histórica, impulsionada por condições climáticas favoráveis na maior parte das Unidades da Federação produtoras e pela recuperação parcial da safra gaúcha”, destaca o gerente do LSPA, Carlos Barradas.
O Mato Grosso, maior produtor nacional da oleaginosa, estimou uma produção de 50,5 milhões de toneladas, aumentos de 4,1% em relação ao estimado em fevereiro e de 0,7% em relação ao volume colhido no ano anterior. O Mato Grosso do Sul aguarda uma produção de 15,6 milhões de toneladas, crescimentos de 4,5% em relação a fevereiro. O Paraná, com uma produção de 22,1 milhões de toneladas, deve ter o segundo maior volume colhido do País, com declínio de 0,9% em relação ao mês anterior. O Rio Grande do Sul estimou uma produção de 18,4 milhões de toneladas, declínio de 11,5% em relação ao mês anterior. Em Santa Catarina, a produção deve alcançar 3,1 milhões de toneladas, aumento de 1,0% em relação ao mês anterior.



