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AGS pede projeto de lei para isentar cobrança de taxas para licenciamento
Associação dos suinocultores alega que custo de produção cresceu mais de 150% em um ano

Por meio de um ofício encaminhado para a Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), a Associação Goiana dos Suinocultores (AGS), com o apoio do Sistema Faeg, solicitou o encaminhamento à Assembleia Legislativa de Goiás de um projeto de lei isentando a categoria da cobrança de taxa para licenciamento dos estabelecimentos rurais.
A medida valeria até o fim de 2021 ou enquanto durar o período de emergência em saúde pública no Estado, em razão da disseminação do novo coronavírus. “O momento atual por qual passa a suinocultura em Goiás, principalmente por causa da pandemia, tem causado elevação, sem precedentes, dos custos de produção da atividade”, disse o presidente da AGS, Eugênio Arantes Pires, no documento.
Os suinocultores sofrem com o aumento no custo de produção nos últimos meses. Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) indicam que, no período de um ano, entre janeiro de 2020 e janeiro deste ano, o farelo de soja subiu 155% e o milho 88%, entre outras elevações. “A categoria está sofrendo com a baixa margem de lucro, já que o quilo do suíno não varia na mesma intensidade”.
Taxas
Um ofício da Agrodefesa, encaminhado à AGS no dia de 3 de fevereiro, informou o início da cobrança da taxa para licenciamento de estabelecimentos rurais, das granjas suinícolas, confinamentos de animais e estabelecimentos rurais, além das taxas para a realização dos procedimentos de vacinação assistida, fiscalizada e/ou oficial contra febre aftosa, brucelose e raiva dos herbívoros. Uma das taxas de licenciamento da categoria pode chegar a R$ 600.
Outro ofício da Agência chegou a suspender a cobrança. A Agrodefesa anunciou que o assunto será tratado junto às cadeias produtivas do agronegócio.
Eugênio Arantes explica que estas cobranças são amparadas pela Lei nº 18.745, de 26/12/2014. “Por isso, a solicitação da AGS e Faeg para uma nova legislação, permitindo a isenção, além da publicação de um decreto prorrogando qualquer ato administrativo de lançamento e cobrança da taxa em questão”.

Notícias
Tradição em Campo encerra com recorde de público
Evento da Cooperativa Agroindustrial Tradição mobiliza produtores, estudantes e parceiros em dois dias de palestras técnicas, vitrines tecnológicas e demonstrações práticas no Centro de Inovação e Tecnologia.

A edição 2026 do Tradição em Campo – Dia de Campo de Verão chegou ao fim consagrada como um grande sucesso de público, participação e geração de conhecimento. Durante os dois dias de programação, 3.075 mil visitantes passaram pelo Centro de Inovação e Tecnologia da Cooperativa Agroindustrial Tradição, em Pato Branco (PR), entre cooperados, produtores rurais, estudantes e parceiros.
Ao longo do evento, o CITT se transformou em um ambiente marcado por inovação, troca de experiências e fortalecimento do agronegócio regional. A ampla participação confirmou o interesse crescente por tecnologia, gestão e soluções estratégicas para o campo, reforçando a relevância do Tradição em Campo como um dos principais encontros técnicos do setor na região.
A programação técnica foi um dos grandes destaques. O biólogo Richard Rasmussen trouxe reflexões sobre sustentabilidade e os desafios do agronegócio, conectando produtividade e responsabilidade ambiental. O especialista Carlos Cogo abordou o cenário e as perspectivas do mercado agrícola, oferecendo uma análise estratégica sobre economia e tendências globais. Já Maria Iraclézia destacou a importância da gestão, liderança e sucessão familiar no campo, tema cada vez mais presente na realidade das propriedades rurais.
Além das palestras, os visitantes conheceram de perto as inovações apresentadas nos estandes da Tradição e de empresas parceiras, com foco em sementes, máquinas, pecuária e soluções tecnológicas voltadas à potencialização dos resultados no campo. Experiências como o bar suspenso, o test drive de quadriciclos, arena de drones e um espaço kids também foram diferenciais que atraíram o público e tornaram o ambiente ainda mais dinâmico.
Em seu pronunciamento de encerramento, o presidente da cooperativa, Julinho Tonus, agradeceu a presença dos cooperados, parceiros e estudantes, destacando a emoção ao ver o Centro de Inovação e Tecnologia movimentado e cumprindo seu propósito de ser um espaço permanente de aprendizado e evolução. “O Tradição em Campo mostra que, quando unimos conhecimento, tecnologia e cooperação, fortalecemos não apenas nossas propriedades, mas todo o agronegócio regional”, ressaltou.
Mais do que um evento técnico, o Tradição em Campo 2026 apresentou o compromisso da cooperativa com a inovação, a geração de valor ao produtor e o desenvolvimento sustentável do setor. A edição encerra com resultados expressivos e deixa a expectativa ainda maior para os próximos encontros.
Notícias
Goiás registra superávit de US$ 305 milhões na balança comercial em janeiro
Exportações goianas somaram US$ 721 milhões no primeiro mês do ano, enquanto as importações alcançaram US$ 416 milhões. Resultado representa crescimento de 33,4% no saldo em relação a janeiro de 2025.

Goiás iniciou 2026 com desempenho positivo na balança comercial. Em janeiro, o saldo foi de US$ 305 milhões, resultado de US$ 721 milhões em exportações e US$ 416 milhões em importações. O desempenho mantém o Estado entre os principais protagonistas do comércio exterior brasileiro, ocupando a 9ª posição no ranking nacional de exportações no mês e a 11ª colocação em importações. Os dados são da Superintendência de Comércio Exterior e Atração de Investimentos Internacionais, vinculada à Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços (SIC).

Na comparação com janeiro de 2025, as exportações goianas cresceram 5,51%. Com isso, o superávit apresentou alta expressiva de 33,43% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando o saldo foi de US$ 228,3 milhões. A corrente de comércio (soma de exportações e importações) totalizou US$ 1,13 bilhão em janeiro de 2026. “O resultado de janeiro confirma que Goiás inicia 2026 com bases sólidas no comércio exterior. Tivemos crescimento nas exportações e aumento expressivo de mais de 33% no saldo da balança comercial em relação ao ano passado. Esse desempenho reflete a força do nosso agronegócio, o avanço da indústria e da mineração, além do amadurecimento da política de atração de investimentos e de apoio ao setor produtivo. Goiás amplia sua participação nas exportações brasileiras e se consolida, cada vez mais, como um dos estados mais competitivos do país no cenário internacional”, destacou o titular da SIC, Joel de Sant’Anna Braga Filho.

Entre os produtos mais exportados em janeiro, o destaque foi o segmento de carnes, responsável por 31,65% das exportações estaduais no mês, com crescimento de 33,73% em relação a janeiro de 2025. As carnes bovinas lideraram o grupo, com alta de 44,43%. Também apresentaram desempenho relevante o complexo soja (16,77%), o complexo milho (15,96%), os minérios de cobre (9,31%), com crescimento expressivo de 193,78% na comparação anual, as ferroligas (8,70%) e o ouro (5,38%).
Os principais destinos das exportações goianas foram a China, que absorveu 20,62% do total exportado, seguida pelos Estados Unidos (9,58%), Bulgária (9,31%), Irã (6,78%), Vietnã (5,78%) e Canadá (5,52%). No ranking dos municípios exportadores, Rio Verde liderou, com US$ 107 milhões, o equivalente a 14,95% do total estadual, seguido por Alto Horizonte (9,31%), Mozarlândia (9,16%) e Jataí (6,91%). Já no que se refere às importações, o principal município foi Anápolis, responsável por 44,65% do total importado.
Notícias No Paraná
Frísia anuncia aquisição de esmagadora de soja em Ponta Grossa
Complexo industrial terá cerca de 200 colaboradores na produção de óleo, farelo e lecitina de soja.

A Frísia Cooperativa Agroindustrial, com sede em Carambeí (PR), anuncia a assinatura do contrato de aquisição de uma esmagadora de soja em Ponta Grossa (PR). A planta tem capacidade de processamento de 3,4 mil toneladas de soja por dia.
O complexo industrial pertence à multinacional Louis Dreyfus Company (LDC). Os atuais colaboradores serão mantidos na estrutura.
“A aquisição dessa unidade industrial representa um avanço significativo para o cooperativismo paranaense, agregando valor para seus cooperados e impulsionando o desenvolvimento regional. A verticalização da produção, viabilizada por essa unidade, é um pilar fundamental do nosso Planejamento Estratégico para o ciclo 2025-2030. Ao integrarmos etapas produtivas, desde o recebimento da matéria-prima até a industrialização e comercialização dos derivados, ampliamos nossa eficiência, fortalecemos a competitividade e garantimos maior autonomia para enfrentar os desafios do mercado”, destaca o superintendente da Cooperativa Frísia, Mario Dykstra.
Localizada em um terreno de 58,08 hectares, a unidade tem como estrutura: área de recepção, beneficiamento e armazenamento de grãos, com capacidade estática de 300 mil toneladas; área de preparação da soja; extração de óleo e farelo; degomagem e envase de lecitina; e refinaria.
A esmagadora terá como foco a produção de óleo de soja degomado, destinado predominantemente à fabricação de biocombustíveis, e farelo de soja voltado tanto ao mercado interno quanto à exportação, além de outros produtos como lecitina e casca de soja, utilizados em indústrias de alimentos destinados ao consumo humano e à nutrição animal.
Para que a operação passe a ser administrada pela cooperativa, ainda é necessária a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) e a conclusão da transferência das licenças e autorizações. A estimativa é que esse processo seja finalizado até o segundo semestre de 2026.











