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AGS leva capacitação para funcionários de frigoríficos de suínos em Goiás

Treinamentos da Associação Goiana de Suinocultores, em parceria com a ABCS e o FNDS, buscam aprimorar o manejo pré-abate e fortalecer a imagem da carne suína no mercado.

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Fotos: AGS

A suinocultura goiana deu mais um passo importante rumo à profissionalização e ao fortalecimento da cadeia produtiva. Neste mês de novembro, a Associação Goiana de Suinocultores (AGS) iniciou um novo ciclo de capacitação voltado a colaboradores de frigoríficos, com foco em qualidade, eficiência e bem-estar animal.

Cerca de 80 profissionais dos frigoríficos Caçula e Sol Nascente, localizados em Aparecida de Goiânia e Goiânia, respectivamente, participaram do treinamento, que integra as ações do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (FNDS).

De acordo com Crenilda Neves, secretária-executiva da AGS, o objetivo é promover a melhoria contínua dos processos dentro das indústrias. “O novo treinamento em frigoríficos da AGS visa identificar pontos de aperfeiçoamento e, assim, indicar soluções de aprimoramento do manejo de suínos. Nosso foco é elevar a qualidade do produto e otimizar custos”, explicou.

Durante os encontros, foram abordados temas centrais para o bom desempenho das operações, como bem-estar animal, manejo no desembarque de suínos, área de descanso, além de práticas de manejo pré-abate e abate.

A capacitação foi conduzida pela médica-veterinária e diretora técnica da Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS), Charli Ludkte, que reforçou a importância da formação técnica e da sensibilização dos profissionais sobre a responsabilidade envolvida em cada etapa do processo. “Esses treinamentos são fundamentais para garantir que os frigoríficos adotem as melhores práticas, tanto do ponto de vista técnico quanto ético. A suinocultura moderna precisa estar alinhada com as exigências do consumidor e com as normas de bem-estar animal”, destacou Charli.

Segundo Crenilda, o projeto também prepara o setor para uma nova iniciativa de valorização da carne suína no Estado. “Esse treinamento irá auxiliar a próxima campanha que lançaremos em Goiás, a ‘Carne de Porco, bom de preço, bom de prato’, nas próximas semanas. Estamos finalizando a capacitação nos frigoríficos e, em seguida, iniciaremos o trabalho com açougues e supermercados”, adiantou.

A AGS já negocia com outros frigoríficos do Estado para ampliar o alcance do programa de capacitação. A meta é consolidar uma rede de indústrias alinhadas com práticas sustentáveis e com os padrões de qualidade exigidos pelo mercado.

Com a iniciativa, Goiás reforça seu protagonismo na produção e no processamento de carne suína, apostando em qualificação técnica, bem-estar animal e sustentabilidade como pilares de competitividade e valorização da atividade.

Fonte: O Presente Rural com AGS

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Brasil amplia exportação de carne suína para El Salvador

Novo acordo reforça presença do produto no mercado internacional.

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Foto: Shutterstock

O governo brasileiro concluiu negociações que abrem novos mercados para produtos agropecuários em El Salvador, Filipinas e Trinidad e Tobago, com destaque para a carne suína.

Em El Salvador, foi autorizada a exportação de carne suína e seus derivados, o que amplia as oportunidades para a cadeia produtiva e permite maior agregação de valor ao produto brasileiro. Em 2025, o Brasil já havia exportado mais de US$ 103 milhões em itens agropecuários ao país, e a nova abertura tende a fortalecer esse fluxo comercial.

As negociações também incluem a liberação para exportação de feno seco para as Filipinas, mercado com cerca de 112 milhões de habitantes e que importou mais de US$ 1,8 bilhão em produtos agropecuários brasileiros em 2025, além da autorização para envio de sementes de coco para Trinidad e Tobago, que adquiriu mais de US$ 61 milhões do agro brasileiro no mesmo período.

Com os novos acordos, o agronegócio brasileiro soma 555 aberturas de mercado desde o início de 2023. Os resultados são fruto da atuação conjunta do Ministério da Agricultura e Pecuária e do Ministério das Relações Exteriores.

Fonte: O Presente Rural com Mapa
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Suínos

Cada grau a mais na temperatura reduz em 462 g/dia o consumo de ração dos suínos

Além de comer menos, os animais mudam o padrão alimentar. Em dias quentes, concentram a ingestão de ração nos horários mais frescos, como o início da manhã e o fim da tarde ou da noite.

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O avanço das mudanças climáticas colocou a ambiência no centro das decisões da produção suína. O aumento da temperatura média global, impulsionado principalmente pelas emissões de gases de efeito estufa, já afeta de forma direta o desempenho, a saúde e o bem-estar dos animais.

Para sistemas intensivos, especialmente em regiões tropicais e subtropicais, o clima deixou de ser um elemento de fundo e passou a ser um fator limitante da eficiência produtiva. Desde o final do século XIX, a temperatura média da superfície da Terra subiu cerca de 1,14 °C. Além disso, as estações estão mudando de duração: verões mais longos e invernos mais curtos já são observados em várias regiões do mundo.

Nesse cenário, ambientes com altas temperaturas e umidade representam um desafio crescente para a produção de alimentos. Estimativas apontam que cerca de um terço da produção global pode estar em risco diante do aquecimento global.

Zootecnista Bruno Silva, mestre e doutor em Bioclimatologia Animal, PhD em Nutrição de Suínos e professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG): “A eficiência na produção de suínos em condições de calor extremo exige a combinação de ambiência adequada, manejo bem planejado e nutrição ajustada” – Foto: Divulgação/Abraves

Na suinocultura, os impactos são ainda mais evidentes. Os suínos possuem uma faixa estreita de conforto térmico, que varia conforme idade, genética e fase produtiva. Fora dessa zona, o animal precisa gastar energia para tentar manter a temperatura corporal, o que compromete o desempenho. “O clima é hoje um dos principais fatores que impedem a produção suína de atingir seu máximo potencial em regiões quentes”, afirmou o zootecnista Bruno Silva, mestre e doutor em Bioclimatologia Animal, PhD em Nutrição de Suínos e professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Nas últimas décadas, a produção de suínos cresceu de forma acelerada em países da América Latina e da Ásia, regiões marcadas por temperaturas elevadas e alta umidade. Mesmo com avanços genéticos e nutricionais, o desempenho médio nesses locais ainda fica abaixo do observado em países de clima temperado, como os da Europa. “Em áreas tropicais, o estresse térmico não é um evento pontual, como as ondas de calor em regiões temperadas, ele é uma condição quase permanente”, ressaltou.

Efeito do calor

Quando expostos ao calor excessivo, os suínos adotam uma estratégia simples para tentar se proteger: comem menos. A redução do consumo de ração diminui a produção de calor gerada pela digestão, mas traz efeitos em cadeia. Há perda de peso, menor crescimento muscular, queda na produção de leite das porcas e prejuízos à reprodução e à longevidade produtiva dos animais.

Esse efeito é ainda mais forte em animais de alta genética, selecionados para crescimento rápido e alta deposição de carne magra. Esses animais produzem mais calor corporal por causa do metabolismo elevado. “O mesmo avanço genético que aumentou a produtividade também tornou os suínos mais sensíveis ao calor”, explica o zootecnista.

Estudos mostram que cada grau a mais na temperatura ambiente o animal pode reduzir a ingestão diária de ração em 462 gramas/dia. Em porcas lactantes, a ingestão pode cair para pouco mais de dois terços do necessário para atender às exigências nutricionais, comprometendo tanto a fêmea quanto a leitegada.

Além de comer menos, os animais mudam o padrão alimentar. Em dias quentes, concentram a ingestão de ração nos horários mais frescos, como o início da manhã e o fim da tarde ou da noite. “O comportamento alimentar passa a ser guiado pela tentativa de escapar do calor”, evidencia o doutor em Bioclimatologia Animal.

Papel da ambiência no galpão

A dificuldade dos suínos em dissipar calor agrava o problema. Diferentemente de outras espécies, eles têm poucas glândulas sudoríparas e praticamente não suam. A principal forma de perder calor é pela respiração ofegante e pelo contato com superfícies mais frias. “Quando a umidade do ar é alta, a evaporação fica menos eficiente, tornando o ambiente ainda mais estressante”, menciona Silva.

Por isso, a ambiência do galpão, que inclui temperatura, ventilação, umidade e radiação térmica, tem impacto direto sobre a produção. “Sistemas de ventilação, resfriamento evaporativo, resfriamento do piso e uso de gotejamento de água estão entre as estratégias mais adotadas para reduzir o calor sentido pelos animais. São soluções eficazes, mas muitas vezes caras, o que exige avaliação cuidadosa de custo e benefício”, observa o PhD em Nutrição de Suínos.

Além do manejo ambiental, ajustes na alimentação também ganham espaço. Dietas com maior densidade nutricional e menor produção de calor durante a digestão ajudam a compensar a menor ingestão de ração. Mudanças no horário de fornecimento dos alimentos, priorizando os períodos mais frescos do dia, também podem melhorar o desempenho. “A eficiência na produção de suínos em condições de calor extremo exige a combinação de ambiência adequada, manejo bem planejado e nutrição ajustada”, enfatiza o especialista, acrescentando: “Em um contexto de aquecimento global, cuidar do ambiente deixou de ser apenas uma questão de bem-estar animal e se tornou uma estratégia essencial para a sustentabilidade econômica da suinocultura”.

A edição também está disponivel na versão digital, com acesso gratuito. Para ler a versão completa online, clique aqui. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural
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Abate de suínos no Brasil bate recorde com 60,7 milhões de cabeças

Alta de 4,3% é impulsionada pelas exportações e pela redução nos custos de produção, com avanço em 15 estados.

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Foto: Roberto Dziura

O Brasil abateu 60,69 milhões de suínos em 2025, aumento de 4,3% frente a 2024 e novo recorde da série histórica iniciada em 1997, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O crescimento foi observado em 15 das unidades da federação. Santa Catarina manteve a liderança nacional, com 28,2% do total abatido, seguida por Paraná e Rio Grande do Sul.

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O desempenho foi sustentado pelo avanço das exportações, com destaque para as Filipinas, principal destino da carne suína brasileira. No mercado interno, mesmo com a oferta elevada, os preços se mantiveram firmes.

A redução nos custos de produção, especialmente com ração devido à supersafra de grãos, contribuiu para o equilíbrio das margens e estimulou o setor ao longo do ano.

No quarto trimestre, foram abatidas 15,29 milhões de cabeças, alta de 5,8% em relação ao mesmo período de 2024, mas recuo de 3,5% frente ao trimestre anterior.

Fonte: Agência IBGE
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