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Agrotóxicos: controversos e necessários
A agricultura brasileira vem se tornando cada vez mais profissional o que garante ao país um dos primeiros lugares no ranking de exportadores de alimentos no mundo, com isso os valores da balança comercial devem se tornar cada vez mais interessante para a economia, além de levar à mesa do brasileiro alimento de qualidade. Para se produzir em larga escala com qualidade é necessário que os agricultores protejam suas lavouras contra doenças e pestes, e para que isso aconteça é necessário o uso de agrotóxicos. O uso destes produtos é cercado de grandes paradigmas, eles são necessários, mas devem ser utilizados da maneira devida e adequada e para que isso aconteça é necessária a prescrição e acompanhamento por parte de um engenheiro agronômico, assim a lavoura e a população poderão se manter saudáveis comentou o presidente da Sociedade Mineira de Engenheiros Agrônomos (SMEA), Emilio Elias Mouchrek
Segundo a EMBRAPA, são consumidas mundialmente 2,5 milhões de toneladas de agrotóxicos, aproximadamente. Em 2013 o volume de agrotóxicos comercializados no Brasil foi de 359.372 toneladas de ingredientes ativos e 884.138 toneladas de produto comercial, totalizando US$ 11,4 bilhões, segundo dados do Sindicato Nacional da Indústria de produtos para Defesa Vegetal SINDVEG.
A aplicação de agrotóxicos é prática usual em toda a cadeia de produção, qual seja, de alimentos, energia, fibras e outros, representando de 15 a 30% do custo de produção. O uso inapropriado dos agrotóxicos pode gerar consequências técnicas e de produção, socioeconômicas, ambientais bem como de responsabilidade civil e legal sobre o bem-estar e a segurança alimentar da sociedade explicou Mouchek.
Regiões
Nota-se que as maiores concentrações de utilização de agrotóxicos coincidem com as regiões de maior intensidade de monoculturas de soja, milho, cana, cítricos, algodão e arroz. Mato Grosso e o maior consumidor de agrotóxicos, representando18,9%, seguido de Soa Paulo (14,5%), Paraná (14,3%), Rio Grande do Sul (10,8%), Goiás (8,8%), Minas Gerais (9,0%), Bahia (6,5%), Mato Grosso do Sul (4,7%), Santa Catarina (2,1%). Os demais estados consumiram 10,4% do total do Brasil, segundo o IBGE
De acordo com as projeções do MAPA para 2020/2021, a produção de commodities para exportação deve aumentar em proporções de 55% para a soja, 56,46% para o milho, 45,8% para o açúcar, entre outros. Como são monocultivos químico-dependentes, as tendências atuais de contaminação devem ser aprofundadas e ampliadas.
Resíduos
Um terço dos alimentos consumidos cotidianamente pelos brasileiros está contaminado pelos agrotóxicos, segundo análise de amostras coletadas em todas as 26 Unidades Federadas do Brasil, realizada pelo Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA) da Anvisa. O nível médio de contaminação das amostras dos 26 estados brasileiros esta distribuído pelas culturas agrícolas da seguinte maneira: pimentão(91,8%), morango (63,4%), pepino (57,4%), alface (54,2%), cenoura (49,6%), abacaxi (32,8%), beterraba (32,6%) e mamão (30,4%), além de outras culturas analisadas e registradas com resíduos de agrotóxicos
Debate
Entre os dias 13 e 15 de outubro a Sociedade Mineira de Engenheiros Agrônomos (SMEA) junto a Confederação dos Engenheiros Agrônomos do Brasil (CONFAEAB) e ao Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais (CREA) realiza o Seminário Nacional de Receituário Agronômico e Responsabilidade Técnica e o curso: Prescrição de Uso de Agrotóxicos – Nova Abordagem. O principal objetivo deste evento é fazer com que o receituário, a prática de receitar volte para as mãos do responsável técnico, o engenheiro agrônomo, uma vez que quando o mesmo não é prescrito da forma correta sua utilização pode provocar danos à saúde humana além de problemas ambientais comentou o presidente da SMEA, Emílio Mouchrek .
Cerca de 400 profissionais de todo o país estarão presentes no evento e discutirão temas quem têm por objetivo conscientizar o engenheiro agronômico da responsabilidade que está implícita no receituário, como: Situação atual do uso do receituário agronômico no Brasil – entraves e perspectivas no exercício profissional; Formação superior e habilitação profissional para emissão do receituário agronômico; Novas Tecnologias para emissão de receita agronômica e o desafio de fiscalizar o exercício profissional; Harmonização de fiscalização do receituário agronômico pelos CREAs; Ética na emissão de receita gastronômica, Responsabilidade civil do Responsável Técnico na prescrição de agrotóxicos: consequências socioeconômicas ambientais e na saúde além do destaque do evento, o curso de Prescrição de uso de agrotóxicos – nova abordagem.
Serviço:
Seminário Nacional de Receituário Agronômico e Responsabilidade Técnica e Curso: Prescrição de Uso de Agrotóxicos – Nova Abordagem.
Data: 13,14 e 15 de Outubro
Local: CREA-MG
Informações: (31) 3337-8139.l www.smea.org.br
Fonte: Ass. Impr. da Sociedade Mineira de Engenheiros Agrônomos

Notícias Cooperativismo
Edição Especial Cooperativismo 2026 de O Presente Rural já está disponível
Publicação reúne reportagens exclusivas sobre o papel das cooperativas no agronegócio e destaca como a escassez de mão de obra e a contratação de imigrantes estão transformando o mercado de trabalho no setor.

A nova Edição Especial Cooperativismo 2026 de O Presente Rural já está disponível gratuitamente em versão digital no site. Publicada todos os anos próxima ao Dia Internacional das Cooperativas, celebrado em 04 de julho, a edição reúne reportagens, análises e conteúdos especiais sobre a força econômica, social e produtiva do cooperativismo no agronegócio brasileiro.
Nesta edição, a reportagem especial aborda um dos temas mais relevantes para o futuro das cooperativas agroindustriais: a geração de empregos, a escassez de mão de obra e a presença crescente de trabalhadores estrangeiros nas operações. O conteúdo mostra como imigrantes de diferentes nacionalidades passaram a ocupar funções decisivas em agroindústrias, supermercados, unidades operacionais e estruturas produtivas de cooperativas do Sul do país.
A reportagem apresenta casos de cooperativas em que estrangeiros já representam parcela expressiva da força de trabalho. Em algumas unidades, eles chegam a formar a maioria dos colaboradores. Mais do que um dado demográfico, esse movimento revela uma mudança estrutural no mercado de trabalho do agronegócio, com reflexos diretos sobre produção, escalas, expansão industrial, automação, qualificação, moradia, integração cultural e desenvolvimento regional.
Além da reportagem especial, a edição traz conteúdos sobre o impacto do cooperativismo na economia, na geração de renda, na organização das cadeias produtivas, atuando como agentes de desenvolvimento nas comunidades onde estão.
A Edição Especial Cooperativismo 2026 pode ser acessada gratuitamente na aba Edições Impressas de opresenterural.com.br.
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Produtores do Rio Grande do Sul têm até 30 de junho para declarar rebanhos
Atualização anual é considerada estratégica para o controle sanitário e permite resposta mais rápida das autoridades diante de eventuais emergências zoossanitárias.

Os produtores rurais do Rio Grande do Sul têm até o dia 30 de junho para realizar a Declaração Anual de Rebanho 2026. A Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac) reforça o chamado para que criadores, pecuaristas e associados cumpram a obrigação dentro do prazo, destacando a importância das informações para a defesa sanitária animal no Estado.

Foto: Shutterstock
De acordo com o vice-presidente técnico da Febrac, José Arthur Martins, a atualização dos dados permite que o sistema de defesa agropecuária mantenha um retrato fiel dos rebanhos e das propriedades rurais gaúchas. “Essas informações são extremamente necessárias. A Febrac conclama todos os produtores rurais para que não deixem de realizar essa declaração, pois ela permite conhecer melhor a infraestrutura, os controles sanitários e os saldos dos rebanhos existentes nas propriedades do Rio Grande do Sul”, afirma.

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Segundo Martins, a manutenção de um banco de dados atualizado é fundamental para que o poder público possa agir com rapidez diante de eventuais ocorrências sanitárias que afetem a pecuária. “A informação é essencial para que o sistema de defesa sanitária tenha condições de responder de forma mais rápida e objetiva em caso de algum incidente sanitário que possa atingir os rebanhos do Estado”, destaca.
Cadastro atualizado fortalece defesa agropecuária
O dirigente compara a Declaração Anual de Rebanho à entrega da declaração do Imposto de Renda, ressaltando que ambas exigem atualização periódica de informações essenciais para a gestão pública. “A declaração de rebanho pode ser considerada como um imposto de renda que o produtor rural deve fazer todos os anos. Esses dados são extremamente importantes para que o sistema de defesa agropecuária tenha informações precisas sobre as características dos rebanhos em cada

Foto: Shutterstock
localidade e possa agir de maneira imediata diante de qualquer ocorrência sanitária”, explica.
A declaração pode ser feita de forma eletrônica, por meio do sistema Produtor Online, disponível no portal da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul, ou presencialmente nas Inspetorias e Escritórios de Defesa Agropecuária dos municípios.
Martins orienta os produtores a não deixarem o procedimento para os últimos dias do prazo. “O prazo final para entrega da Declaração Anual de Rebanho é 30 de junho de 2026. É importante que todos os produtores cumpram essa obrigação dentro do período estabelecido”, menciona.
Notícias
Conheça as tecnologias brasileiras que podem transformar a agricultura tropical
De importador de conhecimento agrícola, Brasil passou a desenvolver soluções adaptadas aos trópicos que hoje podem ser replicadas na África, Ásia e América Latina.

A agricultura brasileira viveu uma transformação histórica nas últimas décadas. Se antes dependia de tecnologias desenvolvidas para ambientes temperados, hoje se tornou uma das principais referências mundiais em ciência aplicada aos trópicos.

Engenheiro agrônomo, mestre em Irrigação e Drenagem, doutor em Solos e Nutrição de Plantas e PhD em Física do Solo e Modelagem em Agricultura, Durval Dourado Neto: “O Brasil lidera hoje a adoção em larga escala de biodefensivos e biofertilizantes. Utilizamos a própria biodiversidade tropical para o controle natural de pragas e para a fixação biológica de nitrogênio” – Foto: Divulgação
Para o engenheiro agrônomo, mestre em Irrigação e Drenagem, doutor em Solos e Nutrição de Plantas e PhD em Física do Solo e Modelagem em Agricultura, Durval Dourado Neto, o país deixou de importar pacotes tecnológicos incompatíveis com sua realidade para construir soluções próprias, capazes de serem replicadas em outras regiões do planeta. “Como engenheiro agrônomo, compreendi que o avanço da nossa agricultura dependeria de uma forte base em ciência”, afirma.
Segundo ele, a principal contribuição brasileira para outros países tropicais está nas chamadas tecnologias “poupa-terra”, que permitem aumentar a produção preservando recursos naturais.
Uma das maiores conquistas do Brasil foi adaptar culturas originalmente desenvolvidas para regiões temperadas. O desenvolvimento de variedades de soja adaptadas às baixas latitudes é considerado um marco da ciência brasileira e pode beneficiar países africanos com condições edafoclimáticas semelhantes às do Cerrado.

Foto: Roberto Dziura Jr
Outro avanço importante está no Manejo Integrado de Pragas (MIP), desenvolvido para enfrentar a intensa pressão biológica existente nos trópicos. “Criamos protocolos específicos para otimizar a eficiência dos defensivos de forma mais racional, reduzindo custos e impactos”, explica.
Vitrine atual da agricultura brasileira
Na avaliação de Durval, a maior vitrine atual da agricultura brasileira é a expansão dos bioinsumos. “O Brasil lidera hoje a adoção em larga escala de biodefensivos e biofertilizantes. Utilizamos a própria biodiversidade tropical para o controle natural de pragas e para a fixação biológica de nitrogênio”, ressalta.
O pesquisador também destaca o melhoramento genético do Nelore, do café, do feijão e da cana-de-açúcar, além da introdução de gramíneas africanas que revolucionaram a pecuária nacional.
Segundo ele, esses avanços permitiram ao Brasil construir o maior e mais eficiente sistema de produção de proteína animal a pasto do mundo.
Para Durval, a ciência tropical desenvolvida no país será cada vez mais importante diante do crescimento da demanda mundial por alimentos e da necessidade de produzir mais com menor impacto ambiental.
