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Agrotins 2026 projeta mais de R$ 5 bilhões em negócios
Feira acontece de 12 e 16 de maio, em Palmas, após safra de 9,6 milhões de toneladas, exportações de US$ 3 bilhões e alta de 16% no PIB agropecuário do Tocantins.

Com a economia rural em forte expansão, o Tocantins chega à edição de 2026 da Agrotins tentando transformar crescimento produtivo em novo recorde de negócios. A expectativa do mercado é que a feira, que será realizada entre 12 e 16 de maio, supere a casa dos R$ 5 bilhões movimentados no ano passado.

Foto: Divulgação/Governo do Tocantins
Os números que cercam o evento ajudam a explicar o otimismo. O estado encerrou a última safra com 9,6 milhões de toneladas de grãos, incluindo 5,8 milhões de toneladas de soja. No mesmo ciclo, o PIB da agropecuária avançou mais de 16%, enquanto as exportações somaram cerca de US$ 3 bilhões em 2025.
Na prática, a Agrotins passou a funcionar como vitrine anual de um estado que ganhou escala no agronegócio. Em 2025, a feira recebeu cerca de 192 mil visitantes e mais de 1,1 mil expositores. Em 2024, havia movimentado R$ 4,24 bilhões, o que mostra curva acelerada de crescimento.
Criada em 2001, quando registrou R$ 7 milhões em negócios, a feira acompanhou a transformação do Tocantins de fronteira agrícola em polo regional de produção. Hoje, concentra lançamentos de máquinas, crédito, tecnologia e articulações políticas ligadas ao setor.

Foto: Divulgação/Governo do Tocantins
A edição deste ano acontece em um ambiente mais exigente para o setor. Com pressão crescente por logística eficiente, abertura de mercados e rastreabilidade, produzir bem já não basta. O diferencial passa a ser capacidade de entregar escala, previsibilidade e acesso comercial.
Nesse cenário, a Agrotins se firma como termômetro de competitividade de um estado que disputa espaço entre as novas forças do agro brasileiro.
Tecnologia e negócios no campo
A Feira de Tecnologia Agropecuária do Tocantins (Agrotins) chega à 26ª edição como a principal vitrine do agronegócio na Região Norte e um dos que mais crescem no país em volume de negócios e geração de oportunidades no campo.
Realizada pelo Governo do Tocantins, a feira deve superar os números históricos de 2025, quando reuniu cerca de 192 mil visitantes e

Foto: Divulgação/Governo do Tocantins
mais de 1,1 mil expositores, já acima dos resultados de 2024, que registrou R$ 4,24 bilhões em movimentação financeira.
Neste ano, o evento traz como tema Origem rastreada, qualidade comprovada, alinhando-se a uma das principais demandas do mercado global: a rastreabilidade da produção. A prática, que permite acompanhar todas as etapas da cadeia produtiva, ganha cada vez mais relevância diante das exigências sanitárias, ambientais e comerciais, especialmente para exportação, e posiciona o Tocantins de forma estratégica no cenário do agronegócio brasileiro. “Nosso estado, o mais jovem do país, possui um enorme potencial de crescimento. A cada edição, avançamos em tecnologia, ampliamos as oportunidades de negócios e garantimos mais competitividade aos nossos produtores”, destaca o governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa.

Foto: Divulgação/Governo do Tocantins
Realizada em uma área de aproximadamente 700 mil m², no Parque Agrotecnológico Engenheiro Agrônomo Mauro Mendanha, em Palmas, a Agrotins reúne soluções voltadas à modernização da produção, com destaque para agricultura de precisão, automação, mecanização, irrigação, geração de energia e ferramentas digitais aplicadas ao campo.
A programação inclui vitrines tecnológicas, dinâmicas de máquinas e encontros setoriais, além de espaços voltados à agricultura familiar, com comercialização, capacitação e acesso a políticas públicas.
Com estrutura preparada para grandes negócios, a feira também funciona como ponto de conexão entre produtores, empresas, instituições de pesquisa e investidores, reforçando o papel do Tocantins como elo estratégico na expansão do agronegócio brasileiro.

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Farelo de trigo cai ao menor nível desde 2024 enquanto grão mantém preços firmes
Excesso de oferta e concorrência com milho e derivados de soja pressionam o farelo. Entressafra sustenta o grão e eleva custo das farinhas.

O mercado de trigo no Brasil mostra comportamento distinto entre os produtos. O farelo registra queda de preços, pressionado pelo aumento da oferta e pela concorrência com insumos substitutos na alimentação animal. Já o trigo em grão mantém cotações firmes, sustentando também os preços das farinhas por meio do repasse de custos.

Foto: Cleverson Beje
No segmento de farelo, a desvalorização é mais acentuada no produto a granel. Em praças acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, como Ijuí e Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, e no Oeste do Paraná, os preços médios atingiram os menores níveis desde agosto de 2024. A maior oferta no mercado spot, combinada à competitividade de alternativas como farelo e casquinha de soja e o milho, tem pressionado as cotações. Nesse cenário, vendedores ajustam valores para manter liquidez, enquanto compradores adiam negociações à espera de novos recuos.
Em sentido oposto, o mercado de trigo em grão segue com preços sustentados. A oferta restrita no período de entressafra, a retenção de volumes por parte dos produtores e a necessidade de recomposição de estoques pelas moageiras dão suporte às cotações. Como consequência, as farinhas também registram alta, refletindo o custo mais elevado da matéria-prima. Fatores externos, como incertezas geopolíticas, reforçam a postura mais firme dos vendedores no mercado.
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PIB do agro cresce 12,2% em 2025 e supera R$ 3,2 trilhões, aponta Cepea/CNA
Participação do setor sobe para 25,1% do PIB brasileiro, com crescimento puxado pela pecuária.

O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro recuou 1,11% no quarto trimestre de 2025 em relação ao trimestre anterior, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil. Apesar da queda no fim do ano, o setor encerrou 2025 com alta acumulada de 12,20%.
Na passagem do terceiro para o quarto trimestre, todos os segmentos do agronegócio apresentaram retração. Os insumos recuaram 2,32%, o segmento primário caiu 0,92%, as agroindústrias registraram queda de 1,48% e os agrosserviços, de 0,86%, conforme a Tabela 1. O movimento reflete a perda de fôlego dos preços, após a valorização observada a partir da segunda metade de 2024, que sustentou o crescimento nos trimestres anteriores.

Na análise por ramos, o resultado foi heterogêneo. O segmento agrícola teve retração de 2,43% no quarto trimestre, com quedas em todos os elos da cadeia: insumos (-1,91%), produção agrícola (-1,38%), agroindústrias (-2,80%) e agrosserviços (-2,79%). Já o ramo pecuário cresceu 1,81% no período. Mesmo com recuos nos insumos (-2,87%) e no segmento primário (-0,08%), houve expansão nas agroindústrias (2,88%) e nos agrosserviços (3,15%), também detalhados na Tabela 1.
No acumulado de 2025, o avanço de 12,20% do PIB do agronegócio foi puxado principalmente pela pecuária, que registrou crescimento de 32,55%, enquanto o ramo agrícola teve alta mais moderada, de 3,40%, conforme a Tabela 2.

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ABPA lança Relatório Anual 2026 com dados oficiais da avicultura e da suinocultura do Brasil
Publicação reúne números finais oficiais de 2025 e confirma protagonismo global da avicultura e suinocultura brasileiras

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) lançou nesta terça-feira (28) o Relatório Anual 2026, publicação oficial da avicultura e da suinocultura do Brasil, que consolida os dados finais de 2025 para produção, exportação, consumo e indicadores estratégicos do setor.

Foto: Shutterstock
A nova edição apresenta, de forma detalhada, os números oficiais de segmentos como carne de frango, carne suína, ovos, carne de pato e material genético avícola, além de informações completas sobre exportações por estado, abates por estado, alojamento de matrizes e estrutura produtiva, considerados indicadores-chave para o planejamento e a competitividade do setor.
Entre os destaques do relatório está a confirmação do protagonismo global do Brasil na produção e exportação de proteína animal. O país se mantém como maior exportador mundial de carne de frango e terceiro maior produtor global, além de avançar no cenário internacional da suinocultura, assumindo a terceira posição entre os maiores exportadores de carne suína do mundo.
Principais indicadores do setor em 2025:
Carne de frango
– Produção: 15,289 milhões de toneladas
– Exportações: 5,324 milhões de toneladas
– Receita de exportações: US$ 9,8 bilhões
– Abates: 5,706 bilhões de cabeças
– Matrizes de corte (alojamento): 63,0 milhões de cabeças
– Posição global: 1º exportador / 3º produtor
– Consumo per capita: 46,7 kg/hab
Carne suína
– Produção: 5,592 milhões de toneladas
– Exportações: 1,510 milhão de toneladas
– Receita de exportações: US$ 3,6 bilhões
– Abates: 48,5 milhões de cabeças
– Matrizes ativas: 2,247 milhões de cabeças
– Posição global: 4º produtor / 3º exportador
– Consumo per capita: 19,1 kg/hab
Ovos
– Produção: 62,3 bilhões de unidades
– Exportações: 40,9 mil toneladas
– Receita de exportações: US$ 97,2 milhões
– Comerciais de postura (alojamento): 141,5 milhões de cabeças
– Posição global: 5º maior produtor
– Consumo per capita: 288 unidades/hab
No campo produtivo, o relatório evidencia a expansão consistente da base de matrizes e o avanço dos abates, refletindo o fortalecimento

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estrutural da cadeia produtiva e a capacidade de resposta às demandas do mercado interno e internacional.
Além dos dados econômicos e produtivos, o Relatório Anual 2026 apresenta um panorama das ações institucionais conduzidas pela ABPA ao longo do ano, incluindo iniciativas voltadas à sustentabilidade, competitividade, sanidade animal, promoção comercial e impacto socioeconômico da cadeia produtiva. “O relatório consolida, com base em dados oficiais, a dimensão e a relevância do setor para o Brasil e para o abastecimento global de alimentos. Em um cenário internacional cada vez mais exigente, o desempenho de 2025 reflete a capacidade do setor de operar com organização, previsibilidade e rigor técnico, superando crises históricas como o quadro já superado de Influenza aviária, mantendo o país entre os principais protagonistas da produção mundial de proteínas”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.
Segundo Santin, a publicação também reforça a importância de decisões baseadas em ciência e cooperação internacional. “Os dados mostram que o Brasil está preparado para atender à demanda global com qualidade, segurança e responsabilidade. O relatório é, ao mesmo tempo, um retrato do que construímos e uma base sólida para o planejamento dos próximos ciclos”, destaca.
O Relatório Anual 2026 já está disponível para acesso público e pode ser consultado no site da ABPA.







