Notícias
Agroshow Copagril 2026 abre calendário agropecuário do Paraná com foco em inovação
Feira reúne 200 expositores e promete impulsionar negócios, tecnologia e atualização técnica na região Oeste.

Notícias
Faturamento cresce em 5 das 6 culturas bilionárias do Mato Grosso do Sul
Com esse resultado, o estado amplia sua participação no VBP nacional de 5,14% para 5,58%, reforçando sua relevância no cenário agropecuário brasileiro.

O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de Mato Grosso do Sul alcança R$ 78,8 bilhões em 2025, frente aos R$ 65,2 bilhões registrados em 2024, o que representa um crescimento nominal de aproximadamente 20,9% no período. Com esse resultado, o estado amplia sua participação no VBP nacional de 5,14% para 5,58%, reforçando sua relevância no cenário agropecuário brasileiro. Assim como nos demais estados, os valores estão expressos em termos correntes e não consideram a inflação acumulada, o que indica que parte da expansão reflete variações de preços ao longo do período, além de mudanças no volume produzido.
A leitura dos gráficos evidencia que o avanço do VBP sul-mato-grossense em 2025 é sustentado por cinco das seis cadeias produtivas que superam a marca de R$ 1 bilhão em faturamento. A soja segue como principal atividade do agro estadual, com VBP de R$ 26,1 bilhões em 2025, acima dos R$ 23,7 bilhões registrados em 2024. Mesmo mantendo a liderança, a oleaginosa apresenta crescimento moderado em relação a outras cadeias, o que altera parcialmente o peso relativo das culturas na composição total do VBP.
A bovinocultura de corte confirma seu papel central na economia agropecuária do estado ao avançar de R$ 17 bilhões em 2024 para R$ 20,5 bilhões em 2025. O desempenho reforça a importância da pecuária no Mato Grosso do Sul e contribui de forma decisiva para o crescimento agregado do VBP. O milho também registra expansão relevante, passando de R$ 7 bilhões para R$ 13,7 bilhões, movimento que o consolida como uma das cadeias com maior variação positiva no período analisado.
A cana-de-açúcar, apesar de não apresentar o mesmo ritmo de crescimento observado em outras atividades, mantém faturamento elevado, com R$ 8,8 bilhões em 2025, ligeiramente abaixo dos R$ 8,9 bilhões registrados em 2024. Trata-se da única entre as grandes cadeias bilionárias que apresenta retração nominal no período, ainda que a variação seja relativamente pequena frente ao volume total movimentado. Esse comportamento contrasta com o desempenho positivo das demais atividades de maior peso econômico no estado.
Proteínas
Entre as proteínas animais, os frangos avançam de R$ 3,2 bilhões em 2024 para R$ 3,3 bilhões em 2025, enquanto a suinocultura cresce de R$ 2,7 bilhões para R$ 2,9 bilhões no mesmo intervalo. Embora tenham participação menor quando comparadas à soja, ao milho e à bovinocultura, essas cadeias contribuem para diversificar a base produtiva estadual e ajudam a sustentar o crescimento do VBP em um contexto de oscilações entre as culturas agrícolas.
Composição
A composição do VBP de Mato Grosso do Sul permanece majoritariamente concentrada nas lavouras, que respondem por cerca de 65% do valor total em 2025, enquanto a pecuária representa aproximadamente 35%. Essa estrutura é semelhante à observada em 2024 e indica relativa estabilidade na participação entre os dois grandes grupos, ainda que algumas cadeias tenham ganhado ou perdido espaço individualmente. O histórico de longo prazo mostra que o estado evolui de R$ 52,2 bilhões em 2018 para R$ 78,8 bilhões em 2025, trajetória que reflete a expansão do valor gerado pelo agro sul-mato-grossense ao longo da última década, sempre considerando valores correntes.
A comparação direta entre 2024 e 2025 deixa claro que o crescimento do VBP estadual está ancorado na expansão simultânea de cinco das seis principais cadeias bilionárias, com destaque para milho e bovinos, enquanto a cana-de-açúcar atua como ponto de estabilidade, sem comprometer o resultado agregado. Esse conjunto de movimentos explica a elevação do VBP do Mato Grosso do Sul em 2025 e sua manutenção entre os estados de maior peso no agro brasileiro.

O Anuário do Agronegócio figura não apenas como um retrato do maior VBP da história, mas como um guia essencial para compreender os caminhos e desafios do agronegócio brasileiro no curto e médio prazo. Confira a versão digital clicando aqui.
Notícias
Burocratização das licenças ambientais impacta avanço do agro paranaense
Regras atuais inviabilizam negócios no meio rural e colocam investimentos do setor em risco.

O Sistema Faep, junto com outras entidades do setor produtivo agropecuário como Ocepar, IDR-Paraná e Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), entregou, na terça-feira (27), documento técnico ao Instituto Água e Terra (IAT) com pedidos para ajuste de regras de licenciamento ambiental. A medida busca desburocratizar os processos envolvendo as Instruções Normativas (INs) que regem o licenciamento ambiental no Paraná e regulamentam o Decreto 9.541/2025.

Presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette: “Mudar as regras torna todo o processo muito mais burocrático, muitas vezes inviabilizando as atividades agropecuárias, que contribuem diretamente para a economia estadual e geram riquezas para os municípios” – Foto: Divulgação/Sistema Faep
As regras atuais burocratizam o dia a dia das principais cadeias produtivas do Estado, como bovinocultura, avicultura, suinocultura, aquicultura e irrigação. Na prática, os novos critérios reclassificaram milhares de empreendimentos, gerando insegurança jurídica para o produtor rural. As propostas apresentadas pelo Sistema Faep envolvem instrumentos como a Declaração de Inexigibilidade de Licenciamento Ambiental (DILA) e a Declaração de Dispensa de Licenciamento Ambiental (DLAM) para atividades de baixo impacto.
Dessa forma, o processo será digital, ágil e de baixo custo para a regularização. “Essa mudança de normas impacta diretamente o negócio do produtor rural, que se planejou e investiu com base nas regras ágeis do Programa Descomplica Rural. Agora, mudar as regras torna todo o processo muito mais burocrático, muitas vezes inviabilizando as atividades agropecuárias, que contribuem diretamente para a economia estadual e geram riquezas para os municípios”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

Foto: Divulgação/Sistema Faep
Na prática, com o Programa Descomplica Rural, o produtor de atividades de baixo impacto ambiental tinha a possibilidade de requerer a Declaração de Dispensa de Licenciamento Ambiental Estadual (DLAE), de forma simplificada e com emissão automática.
Na época, o modelo permitiu a emissão de licenças e o crescimento de cadeias como avicultura, bovinocultura, suinocultura e piscicultura no Paraná. Após as mudanças nas Instruções Normativas, o órgão ambiental passou a exigir a Licença Ambiental por Adesão e Compromisso (LAC), processo mais burocrático e oneroso, impactando milhares de propriedades rurais. “Para os produtores, significa voltar a apresentar uma série de documentos e enfrentar prazos mais longos para regularizar atividades que já eram consideradas de baixo impacto ambiental. Essa burocracia torna inviável muitos negócios rurais e gera insegurança jurídica no meio rural”, ressalta Meneguette.
Notícias
Inscrições abertas para o Hackathon do Show Rural Digital 2026
Maratona de inovação acontece em fevereiro, em Cascavel (PR), e busca soluções tecnológicas para desafios reais do agronegócio.

O avanço tecnológico que vem transformando o agronegócio brasileiro encontra, mais uma vez, um ambiente fértil no Hackathon Show Rural Digital Coopavel. Com inscrições abertas e vagas limitadas, a maratona de inovação consolida-se como uma das principais atrações do Show Rural Digital, evento criado em 2019 e que, ano após ano, ganha protagonismo dentro do Show Rural Coopavel, que chega à sua 38ª edição entre os dias 09 e 13 de fevereiro, em Cascavel, no Oeste do Paraná.

Foto: Divulgação/Coopavel
Instalado em uma área de aproximadamente cinco mil metros quadrados, o Show Rural Digital reúne empresas e instituições que vêm contribuindo para redefinir a relação da sociedade com a tecnologia. São soluções que ampliam as possibilidades de produção e gestão, impulsionando um novo estágio de evolução do agronegócio, com aplicações práticas de conhecimentos e inovações em áreas como realidade virtual, metaverso, impressão 3D, Internet das Coisas, energias renováveis e inteligências artificiais.
Inserido nesse ecossistema, o Hackathon se destaca como um celeiro de talentos e ideias inovadoras. De acordo com o coordenador do Show Rural Digital, José Rodrigues da Costa Neto, a competição vai além de um simples desafio técnico. “O Hackathon revela talentos na área de transformação digital e inovação e apresenta ao mercado do agronegócio produtos com grande potencial”, afirma.
Edições anteriores comprovam esse impacto. Equipes que iniciaram a maratona como grupos informais deixaram o evento estruturadas como startups, algumas já com produtos disponíveis no mercado e outras em avançado estágio de desenvolvimento.
Os times vencedores de edições passadas também tiveram a oportunidade de conhecer ecossistemas internacionais de inovação, com

Foto: Divulgação/Coopavel
visitas técnicas aos Estados Unidos, Chile e Colômbia. “Quero agradecer a parceria com a Assespro-Paraná e seu presidente, Adriano Krzyuy, que abre inúmeras possibilidades aos participantes”, destaca Neto.
O Hackathon também conta com parcerias consolidadas com o Sebrae e o Iguassu Valley, ampliando o suporte técnico e institucional oferecido aos competidores.
Problemas reais
A competição será realizada nos dias 12 e 13 de fevereiro, das 09 às 18 horas, na Arena Hackathon. O lançamento oficial dos desafios ocorrerá de forma online no dia 11 de fevereiro, às 19 horas. A etapa presencial começa às 08 horas do dia 12 e segue até as 17h30 do dia 13.

Foto: Divulgação/Coopavel
O objetivo é desenvolver soluções para problemas reais do agronegócio, contribuindo para o aumento da produtividade e da eficiência no campo. Os participantes formarão equipes multidisciplinares, reunindo profissionais e estudantes das áreas de desenvolvimento de software, agronegócio, gestão, negócios e design.
O Hackathon Show Rural Digital 2026 é organizado pela comunidade de inovação do Oeste do Paraná, com protagonismo da Coopavel e do Sebrae, e apoio de diversas instituições, entre elas AcicLabs, Fiep/Senai, Sindicato Rural de Cascavel, Iguassu Valley, Fundetec, IDR-Paraná, Embrapa, Biopark, Unioeste, FAG, UTFPR, Celepar e Assespro.
Inscrições
As inscrições já estão abertas, são limitadas e podem ser feitas clicando aqui. O valor é de R$ 165, com taxa adicional de R$ 16,50, e possibilidade de parcelamento em até 12 vezes. Para quem deseja participar da construção do futuro do agronegócio, o Hackathon é mais do que uma competição. “É uma porta de entrada para a inovação, o empreendedorismo e a transformação digital no campo”, ressalta Neto.

Ao todo, cerca de 200 expositores estarão presentes, apresentando soluções em máquinas e implementos agrícolas, genética, biotecnologia, sementes, agroquímicos, energia solar, veículos e crédito de carbono. A área pecuária também ganha destaque, com tecnologias para suinocultura, avicultura, piscicultura e bovinocultura, além da presença de instituições financeiras e empresas de serviços.


