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Agropecuária é peça-chave para que o mundo alcance os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

Produtores rurais conectam produção de alimentos, preservação ambiental e energia limpa, reforçando papel estratégico do setor na Agenda 2030 da ONU.

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Foto: Jonathan Campos

Há dez anos, o mundo luta para atingir os chamados Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), instituídos pela Organização das Nações Unidas (ONU), com o intuito de superar desafios sociais, econômicos e ambientais. Estabelecido em 2015, o pacto global pretende alcançar tais objetivos até o fim de 2030, de modo a não comprometer as futuras gerações. A cinco anos do prazo, o setor agropecuário será determinante para que o planeta cumpra os ODS.

Aprovada pelos Estados-membros da ONU em 2015, a “Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável” estabeleceu 17 ODS, que, juntos, contêm 169 metas. Destas, cerca de 75% têm relação direta ou indireta com atividades agropecuárias. O setor tem atuação estratégica quando se fala, por exemplo, em erradicação da pobreza, garantia da segurança alimentar, educação e igualdade, promoção de saúde e combate às mudanças climáticas.

Fotos: Shutterstock

Isso evidencia a importância do setor agropecuário para o planeta. Temos relação direta com quase todos os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, o que demonstra que somos parte indispensável da solução do mundo para os próximos anos”, destaca o presidente interino do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette. “Temos feito a lição de casa. O setor produz mais e melhor, com respeito ao meio ambiente e às pessoas”, acrescenta.

Um dos exemplos mais explícitos que ressalta a importância do setor agropecuário para a agenda global é o ODS número 2: “Fome zero e agricultura sustentável”. Segundo o “Relatório de Desenvolvimento Sustentável – 2025”, entre 713 milhões e 757 milhões de pessoas sofrem de subnutrição crônica no mundo, o que corresponde a 9% da população. Os preços elevados dos alimentos e as mudanças climáticas estão entre as causas de uma parcela da sociedade passar fome.

Segundo o documento, se não houver mudanças profundas, o mundo pode não cumprir o ODS 2. As projeções alertam que mais de 500 milhões de pessoas podem estar cronicamente subnutridas em 2030 – a maior parte delas, na África. O setor agropecuário terá papel decisivo para reverter esse quadro. Para isso, a ONU aponta a necessidade de diversificação produtiva, aumento dos investimentos em agricultura familiar e reforço de políticas públicas de segurança alimentar.

“Atualmente, há mais de 700 milhões de pessoas passando fome. Isso é algo gritante, que mostra o quanto o setor agropecuário terá papel central no cumprimento dos ODS da ONU”, diz Rodrigo Lima, consultor do Sistema FAEP.

Outros objetivos diretamente relacionados ao setor agropecuário são o ODS 6 (“Água potável e saneamento”) e o ODS 7 (“Energia limpa”). Gerente de sustentabilidade do Sistema Faemg, Mariana Ramos, menciona o protagonismo dos produtores rurais na adoção de fontes energéticas sustentáveis, por meio de painéis solares e biodigestores. Da mesma forma, a especialista enfatiza o papel do setor no que diz respeito aos recursos hídricos.

Além disso, o setor agropecuário é destaque absoluto em outros dois ODS: o número 12 (“Consumo e produção responsáveis”) e o 13 (“Ação contra a mudança global do clima”). “O produtor rural é o grande guardião dos recursos naturais do planeta. Ele faz isso no dia a dia de forma natural, produzindo de forma sustentável e com uso racional de insumos, como água e o solo. O produtor rural dá um exemplo ao mundo”, afirma Mariana.

Interconexão

Como o setor agropecuário funciona de forma sistêmica com recursos e estruturas encadeadas, cada ODS não deve ser compreendido de forma isolada, mas em interconexão com outros objetivos. Assim, cada ação sustentável reverbera em outros ODS, fortalecendo diversas esferas, em um círculo virtuoso. “O agro não funciona de forma isolada. O produtor não só produz alimentos. Ele também cuida do solo e da água, se preocupa com sustentabilidade e com a preservação ambiental, em diversas frentes. Tudo isso faz com que sejamos uma das atividades que mais contribuem com os ODS”, ressalta Meneguette.

“Começa pelo ODS 2, que é o papel do produtor rural: produzir de forma sustentável. Isso se conecta facilmente à ODS 1, erradicação da pobreza, e com o 3, saúde e bem-estar. Também se conecta facilmente com o ODS 12, que envolve o consumo e produção responsáveis, e com o 13, de ações contra mudanças climáticas. E por aí vai. Conforme as práticas do produtor, suas ações podem irradiar por quase todos os ODS”, complementa Lima.

Fonte: Assessoria Sistema Faep

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Copercampos reinaugura unidade de grãos em Otacílio Costa com investimento de R$ 16 milhões

Estrutura modernizada aumenta capacidade e agilidade no recebimento de soja e milho, beneficiando produtores da região.

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Foto: Divulgação

A Copercampos reinaugurou nesta sexta-feira, 20 de fevereiro, a unidade de armazenagem de grãos de Otacílio Costa, na serra catarinense, após um amplo processo de modernização que recebeu investimentos superiores a R$ 16 milhões. A estrutura, implantada originalmente em 2012, ganhou nova moega, secador, instalação de tombador, caixa de carregamento e silo de armazenagem, garantindo mais eficiência, segurança e rapidez no fluxo de recebimento.

Com as melhorias, a unidade passa a ter capacidade estática de 380 mil sacos de 60 kg, além de maior agilidade operacional durante a safra, reduzindo filas e otimizando a logística dos associados da região.

Segundo o presidente da Copercampos, Luiz Carlos Chiocca, a obra atende uma necessidade prática do produtor, principalmente pelo ritmo acelerado da colheita no município. “Hoje estamos aqui em Otacílio inaugurando uma obra de suma importância para o produtor, que vai agilizar a sua colheita e o descarregamento, evitando filas e transtornos. Aqui a safra ocorre muito rápido devido ao clima e isso traz um grande benefício”.

Para o Diretor Superintendente da Copercampos e também produtor associado Lucas de Almeida Chiocca, que atua na região há mais de 15 anos, o investimento reforça a proximidade da cooperativa com quem produz. “Eu, como produtor há mais de 15 anos em Otacílio Costa, saio daqui com o coração cheio de alegria. A Copercampos mais uma vez está do lado do produtor, fazendo um grande investimento para resolver o problema do momento. O mais importante é o recolhimento do grão.”

O crescimento também foi destacado pelo prefeito de Otacílio Costa, Fabiano Baldessar, que ressaltou a transformação produtiva do município ao longo dos anos. “Otacílio Costa saiu de 700 a 800 hectares de lavoura entre 2009 e 2011 para hoje mais de 17 mil hectares, segundo dados da Epagri. Essa reinauguração é mais uma conquista e representa uma segunda virada de chave no agro do nosso município”, comentou.

A estrutura ampliada já será fundamental para a safra 2026, cuja previsão de recebimento é de aproximadamente 500 mil sacos de soja e 100 mil sacos de milho, volume que demonstra o novo patamar produtivo regional.

Fonte: Assessoria Copercampos
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Preços agropecuários caem 3,75% em janeiro, aponta Cepea

Todas as categorias registraram queda, com hortifrutícolas e grãos liderando a retração mensal.

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Foto: Shutterstock

Em janeiro, o Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA/CEPEA) registrou queda nominal de 3,75% em relação ao mês anterior.

O resultado mensal se deve à retração observada para todos os subgrupos do Índice, com destaque para o IPPA- Hortifrutícolas (-7,69%) e o IPPA-Grãos (-5,44%), seguidos pelo IPPA-Pecuária (-2,74%) e pelo IPPA-Cana-Café (-0,63%).

Já o IPA-OG-DI apresentou leve alta de 0,92% no mês, indicando que, em janeiro, os preços agropecuários tiveram desempenho inferior ao dos industriais.

No cenário internacional, os preços dos alimentos em dólares avançaram 0,33%, enquanto o Real se valorizou 2,11%, o que resultou em queda de 1,79% dos preços internacionais de alimentos medidos em reais.

Na comparação anual (janeiro/26 frente a janeiro/25), o IPPA/CEPEA caiu expressivos 8,19%, com quedas em todos os grupos: IPPA-Hortifrutícolas (-17,68%), IPPA-Cana-Café (-8,78%), IPPA-Grãos (-7,85%) e IPPA-Pecuária (-7,09%). No mesmo período, o IPA-OG-DI se desacelerou 2,21%, e os preços internacionais de alimentos acumulam queda de 19,12% em Reais e de 8,76% em dólares, refletindo também a valorização de 11,36% do Real em um ano.

 

Fonte: Assessoria Cepea
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Cooperativas fortalecem cadeias de aves, suínos e leite em Santa Catarina

Dados apresentados mostram que 70% dos avicultores da cooperativa já possuem sucessão familiar definida, garantindo continuidade no campo.

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Fotos: Bruna Leticia/MB Comunicação

Reflexões estratégicas sobre o futuro do cooperativismo, o protagonismo jovem e a força das cadeias produtivas catarinenses. Assim iniciou a programação do Sebrae/SC no terceiro dia do 27º Itaipu Rural Show em Pinhalzinho. O evento reuniu duas palestras que dialogaram diretamente com os desafios e as oportunidades do agronegócio: União que Gera Valor: Engajamento e Cooperativismo no Campo, com Dieisson Pivoto, e Cadeia de Aves e Suínos em SC, com Marcos Zordan.

Diretor vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop, Marcos Zordan

Pivoto destacou como o cooperativismo transforma união em desenvolvimento econômico e social. Ele apresentou a trajetória da Cooper Itaipu como exemplo de organização e visão estratégica. Também abordou a atuação da Aurora Coop, formada por 14 cooperativas, com mais de 850 produtos no portfólio e presença em mais de 80 países, a cooperativa demonstra a dimensão que o modelo pode alcançar quando há integração e gestão eficiente.

Entre as contribuições da cooperativa aos seus sócios e à comunidade, Pivoto ressaltou a geração de renda ao cooperado, a assistência técnica no campo, a industrialização da produção e a criação de oportunidades que fortalecem toda a região. “Somos parte importante na alimentação do mundo. O cooperativismo gera valor quando fortalece o produtor, apoia a comunidade e prepara as próximas gerações para dar continuidade a esse legado”, afirmou.

Com foco especial na juventude, a palestra abordou a necessidade de incentivar o cooperativismo desde cedo, aproximando os jovens do modelo e reforçando seu papel na tradição e na inovação. O futuro do cooperativismo, segundo ele, depende diretamente do engajamento das novas gerações.

O diretor técnico do Sebrae/SC, Fábio Zanuzzi, aprofundou o debate ao falar sobre sucessão e permanência no campo. “Um dos grandes desafios é a continuidade não só do jovem na propriedade rural, mas também no modelo cooperativista. Temos percebido mudanças de comportamento entre as gerações, e isso exige uma comunicação mais próxima e estratégica. Precisamos ouvir o jovem, entender seus anseios e reconhecer que a velocidade dele é diferente da geração anterior”.

Cadeia de aves e suínos

Complementando a programação, a palestra “Cadeia de Aves e Suínos em SC”, ministrada pelo vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop, Marcos Zordan, trouxe uma análise sobre a importância estratégica dessas cadeias produtivas para a economia catarinense e nacional. “Conectamos a cadeia de suínos, aves e leite ao cooperativismo, seja por meio da Aurora Coop ou das cooperativas filiadas. Precisamos mostrar ao produtor o que estamos fazendo e o que o futuro nos espera nessas atividades”, explicou.

Zordan esclareceu a diferença entre os sistemas de integração, como ocorre na suinocultura, avicultura e na produção independente do leite, ressaltando a importância da segurança para o produtor na tomada de decisão. “Precisamos que esses produtores sintam firmeza ao decidir investir nessas atividades. O futuro aponta para aumento do consumo de alimentos e isso exige produtividade. E produtividade é a única forma de melhorar a rentabilidade”, enfatizou.

O vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop expôs dados relevantes da avicultura regional. “Atualmente, cerca de 70% dos avicultores ligados a Aurora Coop já têm sucessão familiar encaminhada. No Brasil, esse índice gira entre 3% e 5%. Isso é resultado de um trabalho contínuo das cooperativas, das filiadas, da cooperativa e de todos que fortalecem o setor. Quando o produtor tem renda compatível, o filho fica na propriedade. Se o filho fica, a sucessão está garantida”, salientou.

Capacitação

Palestrante Dieisson Pivoto – Foto: Karina Ogliari/MB Comunicação

“Encerramos a rodada de palestras desta sexta-feira (20), demonstrando a importância do desenvolvimento regional com iniciativas como o Programa Encadeamento Produtivo. Quando estruturamos as cadeias de aves, suínos e leite dentro de uma lógica cooperativista, estamos fortalecendo todos os elos, da produção primária à industrialização, da assistência técnica ao acesso ao mercado. Isso gera previsibilidade, competitividade e sustentabilidade econômica para o produtor”, concluiu Zanuzzi.

A atuação do Sebrae/SC qualifica esses elos, promove integração, gestão eficiente, inovação e planejamento estratégico. O desenvolvimento não ocorre apenas pelo aumento de produção, mas pela organização sistêmica da cadeia, adoção de tecnologia, ganho de produtividade e agregação de valor.

Fonte: Assessoria Sebrae
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