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Agronegócio lidera ações estratégicas diante da necessidade de reinvenção dos negócios, aponta PwC

Dados mostram uma movimentação acima da média nacional em todas as ações de reinvenção apontadas na pesquisa, mas de acordo com Maurício Moraes, sócio e líder do setor de agronegócio da PwC Brasil, a realização de parcerias se destaca por estar 11 pontos percentuais acima dos 33% registrados na média entre todos os setores do país.

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Pesquisa revelou que 76% dos CEOs do agronegócio no Brasil preveem melhoria da economia local em 12 meses, enquanto 44% acreditam que suas empresas não serão viáveis ​​sem reinvenção. Além disso, 56% consideram as mudanças climáticas como maior ameaça, e 86% planejam investir na integração da IA ​​com tecnologias.

Diante da urgência em acelerar a transformação estratégica nas empresas, o setor do agronegócio no Brasil se destaca pela proatividade. Nos últimos cinco anos, as empresas do agro se empenharam na realização de parcerias com outras organizações, desenvolvimento de produtos ou serviços inovadores, além da ampliação da base de clientes acima da média nacional. Os dados estão no recorte setorial da 28ª edição da Global CEO Survey, pesquisa que ouviu mais de 4,7 mil líderes em mais de 100 países, incluindo Brasil.

A pesquisa revela que 44% dos CEOs do agronegócio do Brasil acreditam que suas empresas não serão viáveis economicamente por mais de dez anos se não se reinventarem, um aumento expressivo em relação aos 31% registrados na pesquisa anterior. Os dados se refletem nas ações de reinvenção dos CEOs nos últimos cinco anos: 54% dizem que foram em busca de uma nova base de clientes, 48% desenvolveram produtos ou serviços inovadores e 44% firmaram parcerias com outras organizações.

Os dados mostram uma movimentação acima da média nacional em todas as ações de reinvenção apontadas na pesquisa, mas de acordo com Maurício Moraes, sócio e líder do setor de agronegócio da PwC Brasil, a realização de parcerias se destaca por estar 11 pontos percentuais acima dos 33% registrados na média entre todos os setores do país.

“Esta é uma ação que se conecta com o trabalho de inovação aberta que realizamos no PwC Agtech Innovation. Participar do ecossistema de inovação aberta permite às empresas estarem na fronteira da inovação do Agronegócio, possibilitando a experimentação e o desenvolvimento de soluções alinhadas com as tendências do mercado e do setor”, afirma, Maurício Moraes.

Como referência, 82% dos players ouvidos pelo Termômetro da Inovação Aberta no Agro, estudo lançado pelo PwC Agtech Innovation no final do ano passado, estão presentes em pelo menos um hub de inovação e 54% participam de dois ou mais.

Otimismo e ameaças

A 28ª edição da CEO Survey também demonstra a confiança do setor do agronegócio em relação ao crescimento da economia nacional nos próximos 12 meses: 76% dos líderes acreditam em aceleração econômica do Brasil. Em relação ao crescimento da receita dos próprios negócios, porém, o setor demonstra mais cautela: 48% dos CEOs do agronegócio acreditam no aumento de receitas, enquanto a média brasileira é de 50%.

Em relação aos próximos três anos, também houve uma alta expressiva na confiança entre os CEOs de Agro (de 57% em 2024 para 66% em 2025), enquanto a média nacional registrou uma queda acentuada (de 62% em 2024 para 54% em 2025).

Embora haja otimismo no agronegócio do Brasil, as mudanças climáticas são apontadas como a principal ameaça ao setor. 56% dos líderes apontam que este é o maior fator de risco para os seus negócios nos próximos 12 meses, percentual significativamente maior que a média nacional de 21%.

“Ao lidar com os impactos do clima, as empresas do agronegócio precisam mapear seus riscos de forma ampla, fazendo uso das tecnologias existentes e modelos de predição. Cada vez mais as respostas das empresas aos ricos climáticos devem estar alinhadas ao tamanho dos seus correspondentes desafios”, acrescenta Maurício Moraes.

Impacto climático positivo

Ao perguntar aos CEOs de Agro a respeito dos resultados financeiros dos investimentos com baixo impacto climático nos últimos cinco anos, 70% responderam que esses investimentos levaram à redução nos custos ou não tiveram impacto relevante nos balanços das empresas, quase o mesmo percentual da média geral no Brasil (69%).

Outro dado relevante é que 62% dos CEOs do setor (59% no Brasil) afirmaram que sua remuneração variável está vinculada a métricas de sustentabilidade. Apenas 26% dos CEOs do setor disseram que investimentos climáticos aumentaram seus custos, enquanto quase metade relata aumento de receita.

IA generativa: expectativa x realidade

No agronegócio brasileiro, 52% dos CEOs afirmam que a IA generativa resultou em ganhos de eficiência no uso do tempo dos funcionários, no mesmo nível que a média geral do país. No entanto, apenas 26% identificaram aumento na receita, enquanto a média no Brasil foi de 34%. Quando perguntados sobre o aumento da lucratividade, 24% dos CEOs do agro dizem ter registrado resultados, enquanto a média do Brasil foi de 31%.

Os resultados estão abaixo do esperado, de acordo com as projeções apontadas pelos CEOs na pesquisa do ano passado quando 46% dos líderes do setor tinham a expectativa de alcançar aumento de receita com a IA. Por outro lado, o otimismo cresceu para 2025, neste ano 61% dos executivos do setor esperam que a IA generativa impulsione a lucratividade de suas empresas nos próximos 12 meses, acompanhando a média nacional.

Maurício Moraes também chama a atenção para o dado que mostra que apenas 20% dos CEOs do agronegócio brasileiro indicam os riscos cibernéticos como uma das principais ameaças, o que contrasta com o cenário atual crescente de ataques cada vez mais sofisticados. “Só no Brasil, um terço das empresas, de todos os setores, enfrentaram perdas de pelo menos US$ 1 milhão nos últimos três anos com ciberataques e no agronegócio a ameaça não é diferente”, comenta o sócio, ao citar número da edição 2025 da Digital Trust Insights, pesquisa global realizada pela PwC.

Longevidade e resultados

Outro destaque da pesquisa é a longevidade dos CEOs do agronegócio no cargo em relação à média de todos os setores no Brasil. Os dados revelam que 42% dos executivos afirmam que esperam estar à frente do negócio por seis anos ou mais, um percentual muito maior do que o verificado nas médias do país (32%) e do mundo (30%).

 

Fonte: Assessoria PwC 

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Desperdício pode custar US$ 540 bilhões ao setor de alimentos em 2026

Estudo mostra que perdas começam antes do consumidor e estão ligadas à falta de visibilidade e método de gestão.

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Foto: Gustavo Porpino

O mundo pode perder US$ 540 bilhões com desperdício de alimentos em 2026, como aponta o relatório da Avery Dennison. Esse número não é apenas grande. Ele é revelador porque mostra algo que o varejo ainda evita encarar: o desperdício não é exceção, é estrutural. E mais do que isso, não é um problema de sustentabilidade. É, antes de tudo, um problema de negócio.

Ao longo da cadeia ou ciclo de vida do produto – da produção ao ponto de venda – o desperdício continua sendo tratado como parte do jogo. Perde-se na colheita, no transporte, no armazenamento e na loja. E no final, essa perda é diluída no resultado, como se fosse inevitável. Mas não é.

Artigo escrito pelo Anderson Ozawa, especialista em Prevenção de Perdas e Governança, consultor com mais de 40 programas de prevenção de perdas implantados com sucesso, palestrante, professor da FIA Business School e autor do livro Pentágono de Perdas: Transformando Perdas em Lucros.

Quando um setor chega ao ponto de ter custos de desperdício equivalentes a até 32% da receita no Brasil, não estamos falando de exceção operacional. Estamos falando de falta de governança. O problema não é falta de tecnologia. É falta de visibilidade

Um dado chama atenção: 61% das empresas ainda não têm clareza sobre onde o desperdício acontece. Esse é o ponto central. Não se gerencia o que não se mede e, no varejo alimentar, grande parte das perdas continua invisível (produtos que vencem no estoque, erros de armazenagem, falhas de reposição, excesso de compra, quebra operacional e perda no transporte).

Tudo isso acontece todos os dias, mas raramente é tratado como prioridade estratégica. O desperdício não dói quando acontece: dói no resultado, quando já é tarde.

A maior parte das perdas não acontece no consumidor, mas antes. A logística e a gestão de estoque concentram alguns dos principais gargalos: transporte sem controle adequado, armazenagem inadequada, previsão de demanda imprecisa e processos ainda manuais (67% das empresas ainda operam assim).

Existe um comportamento recorrente no varejo alimentar: quanto mais vende, mais perde, especialmente em períodos de alta demanda, promoções e sazonalidade. O aumento de volume traz mais ruptura, mais avaria, mais erro e mais desperdício.

E o mais perigoso: isso acontece enquanto o faturamento cresce, porque o volume mascara a ineficiência. Em uma operação supermercadista onde atuamos, o aumento de vendas em perecíveis foi comemorado como avanço de performance. Mas ao analisar o resultado consolidado, ficou evidente que a margem não acompanhou o crescimento. Parte do ganho foi consumida por excesso de compra sem ajuste fino de demanda, perda por vencimento e falhas no giro de estoque. Ou seja, o crescimento existiu, mas, o resultado não.

Existe um discurso crescente sobre sustentabilidade, muito importante. No varejo, a mudança não virá por consciência ambiental, mas pela pressão de resultado.

A provocação que o setor precisa ouvir é: enquanto o desperdício for tratado como efeito colateral, ele continuará existindo. Enquanto não houver visibilidade, não haverá controle. Enquanto não houver controle, não haverá margem.

O problema não é o alimento que se perde. É o modelo de gestão que permite que ele se perca. O desperdício global de alimentos não é apenas um número de US$ 540 bilhões. É um retrato claro de um sistema que ainda opera com baixa disciplina e pouca visibilidade.

A oportunidade não está apenas em reduzir perdas: está em transformar perda em resultado. E isso não exige revolução tecnológica. Exige algo mais simples e mais difícil: governança, método e execução.

Fonte: Artigo escrito pelo Anderson Ozawa, especialista em Prevenção de Perdas e Governança, consultor com mais de 40 programas de prevenção de perdas implantados com sucesso, palestrante, professor da FIA Business School e autor do livro Pentágono de Perdas: Transformando Perdas em Lucros.
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Mapa lança projeto para ampliar mercado de pequenas agroindústrias

Iniciativa busca facilitar acesso ao Sisbi-POA e fortalecer negócios rurais.

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apresentou, durante a Feira Brasil na Mesa, o projeto SIMples AsSIM, iniciativa desenvolvida em parceria com o Sebrae para ampliar a inserção de pequenas agroindústrias no mercado nacional e fortalecer os pequenos negócios rurais.

Durante a palestra, a coordenadora-geral do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa), Claudia Valéria, destacou que os avanços do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA) abriram caminho para a criação do projeto. Segundo ela, a modernização dos processos foi essencial para ampliar a adesão ao sistema.

O projeto busca ampliar o acesso de produtos de origem animal ao mercado nacional por meio de qualificação técnica, modernização da inspeção, apoio à adequação sanitária, entre outras ações. A proposta também prevê identificar os principais desafios enfrentados pelos empreendedores e apoiar a integração ao Sisbi-POA.

A regularização de agroindústrias de pequeno porte é considerada estratégica para promover a inclusão produtiva, reforçar a segurança alimentar e impulsionar o desenvolvimento econômico local.

Durante a apresentação, Cláudia também ressaltou a importância de outras iniciativas, como o Projeto ConSIM, que contribuiu para a integração de consórcios públicos ao sistema. “Entre 2020 e 2025, 68 consórcios públicos no Brasil se integraram ao sistema, permitindo que muitos municípios ampliassem a comercialização de seus produtos”, afirmou.

Apesar dos avanços, o número de estabelecimentos ainda não acompanha o crescimento dos serviços de inspeção integrados. “Observamos um grande número de serviços integrados, mas os estabelecimentos não cresceram na mesma proporção. Por isso, surgiu a necessidade de fortalecer esses produtores e capacitá-los para acessar o mercado nacional”, pontuou.

O projeto está estruturado em três eixos: inclusão de agroindústrias no Sisbi-POA; fortalecimento dos Serviços de Inspeção Municipal com base em análise de risco; e apoio técnico à estruturação de agroindústrias de pequeno porte.

O projeto-piloto será iniciado em Santa Catarina, estado com grande número de agroindústrias e potencial de expansão. A iniciativa prevê diagnósticos in loco e planos de ação personalizados para apoiar a adequação dos estabelecimentos. “Mais de 80% das agroindústrias demonstraram interesse em expandir seus mercados. Isso mostra que há demanda e que precisamos criar condições para que esses produtores avancem”, concluiu a coordenadora-geral.

O analista do Sebrae Warley Henrique também apresentou os resultados iniciais do projeto. Entre eles, o diagnóstico on-line que identificou as principais dificuldades relacionadas à estrutura dos serviços de inspeção que limitam a integração dos estabelecimentos ao Sisbi, com 217 respondentes.

Também foi realizada pesquisa com técnicos dos estabelecimentos, que reuniu 114 participantes, sobre os principais entraves para obtenção do selo Sisbi, além do levantamento das orientações técnicas necessárias para cada estabelecimento.

Após a fase de levantamento, o projeto avança para a estruturação da metodologia de atendimento e para a implementação das ações em campo, com início previsto para maio de 2026, em Santa Catarina.

Fonte: Assessoria Mapa
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Copacol recebe Prêmio de Melhor do Biogás pelo segundo ano consecutivo

Projeto premiado destaca eficiência na geração de energia a partir de resíduos e reforça liderança da cooperativa em sustentabilidade.

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Foto: Divulgação

A Copacol consolidou mais uma vez sua posição de referência nacional em energias renováveis ao conquistar, pelo segundo ano consecutivo, o Prêmio Melhores do Biogás Brasil 2026, na categoria Melhor Planta Indústria.
O reconhecimento apresentado no 8º Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano, em Foz do Iguaçu, destaca o desempenho da Usina de Biogás instalada na UPL (Unidade de Produção de Leitões), em Jesuítas, e evidencia o compromisso da Cooperativa com inovação, eficiência energética e preservação ambiental. “É uma satisfação imensa receber o Prêmio de Melhor do Biogás, que reconhece o desempenho desse importante investimento em sustentabilidade. O respeito ao meio ambiente é uma prática em nossas atividades, por isso, buscamos alternativas que consolidem esse comportamento e preservem ainda mais nossas riquezas”, complementa o diretor-presidente da Copacol, Valter Pitol.

A premiação reforça os resultados obtidos pela cooperativa ao longo dos últimos anos, especialmente no aproveitamento de resíduos agroindustriais para geração de energia limpa. Somente em 2025, a usina produziu 6.813.437 kWh de energia a partir dos resíduos gerados pela Unidade de Produção de Leitões e pela Unidade de Produção de Desmamados, resultado que representou economia em energia elétrica e aproveitamento de resíduos equivalentes a R$ 6,4 milhões. “O Prêmio de Melhor do Biogás demonstra o compromisso da Copacol com a sustentabilidade, a destinação correta de resíduos, principalmente com e uso de energia renovável”, afirma o gerente de Meio Ambiente da Copacol, Celso Brasil.

O modelo premiado de geração de energias renováveis recebeu a visita de empresários do ramo do Brasil e do exterior. A programação contou com apresentação técnica e um passeio guiado às instalações, mostrando a realidade operacional da planta e os processos utilizados para transformar resíduos em energia. A Copacol foi escolhida como destino técnico pelo reconhecimento do projeto como modelo de sucesso no setor. “Existe muito estudo no desenvolvimento do projeto da Copacol e isso é fundamental. A operação leva em consideração dados diários de composição dos substratos, concentração de material orgânico e existe um monitoramento contínuo da planta. As tomadas de decisão são baseadas nos dados gerados. Isso dá segurança e impressiona bastante”, afirma a analista da Embrapa, Fabiane Goldschnidt, que atua em projetos de gerenciamento de resíduos, produção de biogás e biometano.

A usina também chamou a atenção de representantes da área acadêmica. Rosiany de Vasconcelos Vieira Lopes, professora da Universidade de Brasília, natural de Campina Grande e atualmente residente em Brasília, participou da visita técnica. “Fiquei muito surpresa com a estrutura. Percebemos na prática a utilização de resíduos aproveitados de uma maneira renovável e sustentável para a produção de energia.”

Fonte: Assessoria Copacol
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