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Agronegócio lança marca para fortalecer reputação do setor

Agro do Brasil busca consolidar imagem do setor no mercado nacional e internacional. 

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O Agronegócio, setor que deve faturar quase 1,3 trilhão, lançará uma marca para ajudar a fortalecer sua reputação. O projeto Marca Agro do Brasil conta com o apoio de entidades do setor e autoridades e tem como objetivo aproximar a cidade do campo, despertando a admiração dos brasileiros pelo agro brasileiro.

Fotos: Divulgação/Arquivo OPR

O agronegócio brasileiro se prepara para dar um passo estratégico para melhorar e consolidar sua imagem no mercado nacional e internacional com o lançamento da marca “Agro do Brasil”. Com o apoio de autoridades, entidades e associações, e a Associação Brasileira de Marketing Rural e Agrícola (ABMRA) como mentora, o projeto tem como ponto de partida a pesquisa “Percepções sobre o Agro: O que pensa o Brasileiro”.

De acordo com o estudo, que entrevistou 4.215 pessoas seguindo a amostragem do IBGE, sete a cada 10 brasileiros têm uma posição positiva e estão solícitos a ouvir as histórias do setor, que aparece entre os mais apreciados pela população. No entanto, 30% se dizem propensos a boicotar o Agro, e destes, 51% são jovens com idades entre 15 e 29 anos.

Durante uma apresentação magna do projeto realizada em São Paulo, no primeiro semestre de 2024, o ex-ministro da agricultura, Roberto Rodrigues, declarou estar admirado com a iniciativa que reúne tantas pessoas em prol do reconhecimento do setor agropecuário: “Eu estou encantado com o projeto. Eu estou há muitos anos engajado nessa luta da comunicação do Agro e percebo claramente que faltava uma iniciativa como essa, que unisse o setor todo na causa. Nós precisamos amar, respeitar e admirar o agro. Porque é a admiração que traz o orgulho. O Agro vai fazer o Brasil campeão mundial na segurança alimentar, que trará paz. E eu sonho com o momento em que nós levantaremos essa taça de campeões mundiais no combate à fome e na conquista da paz”, menciona Rodrigues.

A marca “Agro do Brasil” pretende ir além de destacar o agronegócio como o responsável por alimentar o Brasil e uma grande população ao redor do mundo. O objetivo é ampliar o entendimento sobre o setor, evidenciando também seu papel como um robusto mercado consumidor, repleto de oportunidades para negócios e inovação.

Para o presidente do sistema Faesp/Senar-SP, Tirso Meirelles, o projeto Marca Agro do Brasil simboliza uma evolução na representação do agronegócio tal como ele é. “Essa iniciativa é essencial para a construção de uma imagem do Agro mais próxima da realidade. A falta de informação, assim como a inexistência de uma política de Estado para o setor agropecuário, enfraquece o campo e as cadeias produtivas. Esse é um momento de união de esforços para que o Agro assuma seu lugar de direito, como motor da economia nacional e derrube os mitos construídos ao longo de décadas”, destaca Meirelles.

A conquista da confiança e da simpatia tanto da população urbana quanto rural é um dos pilares do movimento. “O Agro não é apenas produção; é mercado, tecnologia, sustentabilidade e uma força econômica que atinge diretamente a vida de todos os brasileiros. Queremos aproximar a cidade do campo e mostrar que o Agro é de todos e para todos”, ressalta o presidente da ABMRA, Ricardo Nicodemos.

Mais do que produção de alimentos, com a força de um setor que alimenta uma boa parte do mundo e gera empregos para milhões de brasileiros, a marca “Agro do Brasil” chega como um símbolo de orgulho e oportunidade, conectando o Agro brasileiro ao futuro.

Para aumentar o impacto de todas as ações e a efetividade dos resultados, o projeto atuará norteado em três pilares essenciais. O primeiro é a Consistência, com foco na produção de conteúdos baseados em ciência e em informações sérias extraídas de fontes oficiais. A Frequência direcionará para ações e mensagens contínuas, convivendo no dia a dia da população de forma perene. E a Sequência, com informações transmitidas de forma gradual e em evolução, para que haja melhor compreensão pelos diversos públicos.

Para o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Pedro Lupion, o projeto Marca Agro do Brasil ajudará a combater as narrativas inverídicas contadas sobre o setor, que atrapalham seu desenvolvimento como um todo. “A grande dificuldade que nós, que trabalhamos com o Agro, temos no dia a dia é a comunicação. Eu passo o dia todo combatendo inverdades acerca do nosso setor. Infelizmente, nós precisamos sempre jogar na defensiva, ficar nos explicando. Então, nós precisamos incutir isso na nossa sociedade da forma mais natural possível. Precisamos falar sobre o desenvolvimento social e das grandes fronteiras agrícolas, como o Agro está presente na vida de cada brasileiro”, ressalta Lupion.

Apoio de peso para um movimento robusto

Com a expectativa de fechar o Valor Bruto da Produção agropecuária (VPB) em quase R$1,3 trilhão em 2024, segundo levantamento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o agronegócio brasileiro é fundamental para a economia e o bem-estar do país. A união das entidades do setor em torno do projeto reforça a seriedade e a importância do projeto “Marca Agro do Brasil”.

O apoio de autoridades e especialistas do segmento agrega ainda mais credibilidade à iniciativa, que visa construir uma reputação consistente e duradoura para o Agro.

Foto: Alessandro Vieira

A presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, ressalta a dificuldade latente da comunicação para a construção de credibilidade em um contexto de grande crescimento do setor nos últimos cinquenta anos, quando o Brasil deixou a condição de importador para exportador de alimentos. “O Agro teve um crescimento muito grande nos últimos cinquenta anos. Entretanto, a questão da comunicação ainda é um desafio, porque muitas vezes nós nos comunicamos apenas internamente, com os produtores. É essencial que o Agro melhore a sua comunicação, especialmente com o meio urbano. Nós precisamos mostrar para a sociedade todo o impacto do setor, seja ele ambiental, social ou econômico. Por isso, é muito interessante ver a união desta iniciativa, que junta os setores público e privado, porque ninguém faz nada sozinho”, explica a presidente da Embrapa.

Site que apresenta o projeto para as lideranças e para patrocinadores

Diversas empresas e associações têm procurado a ABMRA a fim de apoiarem e patrocinarem o projeto “Marca Agro do Brasil”. Há, inclusive, várias negociações de patrocínio em estágio bem avançado. No entanto, notou-se que há muitas pessoas que atuam no Agro e entidades que ainda não conhecem em detalhes o projeto.

Por essa razão, foi desenvolvido um site bem completo que mostra o quão estruturada a iniciativa é, apresentando suas bases, disponibilizando o relatório da pesquisa “Percepções Sobre o Agro: O Que Pensa o Brasileiro” e o plano comercial com o detalhamento das entregas do projeto para os patrocinadores. Clique aqui para acessar o site.

Fonte: Assessoria ABMRA

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Copercampos reinaugura unidade de grãos em Otacílio Costa com investimento de R$ 16 milhões

Estrutura modernizada aumenta capacidade e agilidade no recebimento de soja e milho, beneficiando produtores da região.

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Foto: Divulgação

A Copercampos reinaugurou nesta sexta-feira, 20 de fevereiro, a unidade de armazenagem de grãos de Otacílio Costa, na serra catarinense, após um amplo processo de modernização que recebeu investimentos superiores a R$ 16 milhões. A estrutura, implantada originalmente em 2012, ganhou nova moega, secador, instalação de tombador, caixa de carregamento e silo de armazenagem, garantindo mais eficiência, segurança e rapidez no fluxo de recebimento.

Com as melhorias, a unidade passa a ter capacidade estática de 380 mil sacos de 60 kg, além de maior agilidade operacional durante a safra, reduzindo filas e otimizando a logística dos associados da região.

Segundo o presidente da Copercampos, Luiz Carlos Chiocca, a obra atende uma necessidade prática do produtor, principalmente pelo ritmo acelerado da colheita no município. “Hoje estamos aqui em Otacílio inaugurando uma obra de suma importância para o produtor, que vai agilizar a sua colheita e o descarregamento, evitando filas e transtornos. Aqui a safra ocorre muito rápido devido ao clima e isso traz um grande benefício”.

Para o Diretor Superintendente da Copercampos e também produtor associado Lucas de Almeida Chiocca, que atua na região há mais de 15 anos, o investimento reforça a proximidade da cooperativa com quem produz. “Eu, como produtor há mais de 15 anos em Otacílio Costa, saio daqui com o coração cheio de alegria. A Copercampos mais uma vez está do lado do produtor, fazendo um grande investimento para resolver o problema do momento. O mais importante é o recolhimento do grão.”

O crescimento também foi destacado pelo prefeito de Otacílio Costa, Fabiano Baldessar, que ressaltou a transformação produtiva do município ao longo dos anos. “Otacílio Costa saiu de 700 a 800 hectares de lavoura entre 2009 e 2011 para hoje mais de 17 mil hectares, segundo dados da Epagri. Essa reinauguração é mais uma conquista e representa uma segunda virada de chave no agro do nosso município”, comentou.

A estrutura ampliada já será fundamental para a safra 2026, cuja previsão de recebimento é de aproximadamente 500 mil sacos de soja e 100 mil sacos de milho, volume que demonstra o novo patamar produtivo regional.

Fonte: Assessoria Copercampos
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Preços agropecuários caem 3,75% em janeiro, aponta Cepea

Todas as categorias registraram queda, com hortifrutícolas e grãos liderando a retração mensal.

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Foto: Shutterstock

Em janeiro, o Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA/CEPEA) registrou queda nominal de 3,75% em relação ao mês anterior.

O resultado mensal se deve à retração observada para todos os subgrupos do Índice, com destaque para o IPPA- Hortifrutícolas (-7,69%) e o IPPA-Grãos (-5,44%), seguidos pelo IPPA-Pecuária (-2,74%) e pelo IPPA-Cana-Café (-0,63%).

Já o IPA-OG-DI apresentou leve alta de 0,92% no mês, indicando que, em janeiro, os preços agropecuários tiveram desempenho inferior ao dos industriais.

No cenário internacional, os preços dos alimentos em dólares avançaram 0,33%, enquanto o Real se valorizou 2,11%, o que resultou em queda de 1,79% dos preços internacionais de alimentos medidos em reais.

Na comparação anual (janeiro/26 frente a janeiro/25), o IPPA/CEPEA caiu expressivos 8,19%, com quedas em todos os grupos: IPPA-Hortifrutícolas (-17,68%), IPPA-Cana-Café (-8,78%), IPPA-Grãos (-7,85%) e IPPA-Pecuária (-7,09%). No mesmo período, o IPA-OG-DI se desacelerou 2,21%, e os preços internacionais de alimentos acumulam queda de 19,12% em Reais e de 8,76% em dólares, refletindo também a valorização de 11,36% do Real em um ano.

 

Fonte: Assessoria Cepea
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Cooperativas fortalecem cadeias de aves, suínos e leite em Santa Catarina

Dados apresentados mostram que 70% dos avicultores da cooperativa já possuem sucessão familiar definida, garantindo continuidade no campo.

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Fotos: Bruna Leticia/MB Comunicação

Reflexões estratégicas sobre o futuro do cooperativismo, o protagonismo jovem e a força das cadeias produtivas catarinenses. Assim iniciou a programação do Sebrae/SC no terceiro dia do 27º Itaipu Rural Show em Pinhalzinho. O evento reuniu duas palestras que dialogaram diretamente com os desafios e as oportunidades do agronegócio: União que Gera Valor: Engajamento e Cooperativismo no Campo, com Dieisson Pivoto, e Cadeia de Aves e Suínos em SC, com Marcos Zordan.

Diretor vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop, Marcos Zordan

Pivoto destacou como o cooperativismo transforma união em desenvolvimento econômico e social. Ele apresentou a trajetória da Cooper Itaipu como exemplo de organização e visão estratégica. Também abordou a atuação da Aurora Coop, formada por 14 cooperativas, com mais de 850 produtos no portfólio e presença em mais de 80 países, a cooperativa demonstra a dimensão que o modelo pode alcançar quando há integração e gestão eficiente.

Entre as contribuições da cooperativa aos seus sócios e à comunidade, Pivoto ressaltou a geração de renda ao cooperado, a assistência técnica no campo, a industrialização da produção e a criação de oportunidades que fortalecem toda a região. “Somos parte importante na alimentação do mundo. O cooperativismo gera valor quando fortalece o produtor, apoia a comunidade e prepara as próximas gerações para dar continuidade a esse legado”, afirmou.

Com foco especial na juventude, a palestra abordou a necessidade de incentivar o cooperativismo desde cedo, aproximando os jovens do modelo e reforçando seu papel na tradição e na inovação. O futuro do cooperativismo, segundo ele, depende diretamente do engajamento das novas gerações.

O diretor técnico do Sebrae/SC, Fábio Zanuzzi, aprofundou o debate ao falar sobre sucessão e permanência no campo. “Um dos grandes desafios é a continuidade não só do jovem na propriedade rural, mas também no modelo cooperativista. Temos percebido mudanças de comportamento entre as gerações, e isso exige uma comunicação mais próxima e estratégica. Precisamos ouvir o jovem, entender seus anseios e reconhecer que a velocidade dele é diferente da geração anterior”.

Cadeia de aves e suínos

Complementando a programação, a palestra “Cadeia de Aves e Suínos em SC”, ministrada pelo vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop, Marcos Zordan, trouxe uma análise sobre a importância estratégica dessas cadeias produtivas para a economia catarinense e nacional. “Conectamos a cadeia de suínos, aves e leite ao cooperativismo, seja por meio da Aurora Coop ou das cooperativas filiadas. Precisamos mostrar ao produtor o que estamos fazendo e o que o futuro nos espera nessas atividades”, explicou.

Zordan esclareceu a diferença entre os sistemas de integração, como ocorre na suinocultura, avicultura e na produção independente do leite, ressaltando a importância da segurança para o produtor na tomada de decisão. “Precisamos que esses produtores sintam firmeza ao decidir investir nessas atividades. O futuro aponta para aumento do consumo de alimentos e isso exige produtividade. E produtividade é a única forma de melhorar a rentabilidade”, enfatizou.

O vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop expôs dados relevantes da avicultura regional. “Atualmente, cerca de 70% dos avicultores ligados a Aurora Coop já têm sucessão familiar encaminhada. No Brasil, esse índice gira entre 3% e 5%. Isso é resultado de um trabalho contínuo das cooperativas, das filiadas, da cooperativa e de todos que fortalecem o setor. Quando o produtor tem renda compatível, o filho fica na propriedade. Se o filho fica, a sucessão está garantida”, salientou.

Capacitação

Palestrante Dieisson Pivoto – Foto: Karina Ogliari/MB Comunicação

“Encerramos a rodada de palestras desta sexta-feira (20), demonstrando a importância do desenvolvimento regional com iniciativas como o Programa Encadeamento Produtivo. Quando estruturamos as cadeias de aves, suínos e leite dentro de uma lógica cooperativista, estamos fortalecendo todos os elos, da produção primária à industrialização, da assistência técnica ao acesso ao mercado. Isso gera previsibilidade, competitividade e sustentabilidade econômica para o produtor”, concluiu Zanuzzi.

A atuação do Sebrae/SC qualifica esses elos, promove integração, gestão eficiente, inovação e planejamento estratégico. O desenvolvimento não ocorre apenas pelo aumento de produção, mas pela organização sistêmica da cadeia, adoção de tecnologia, ganho de produtividade e agregação de valor.

Fonte: Assessoria Sebrae
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