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Agronegócio emprega cerca de 10% da população economicamente ativa

PIB do setor apresenta desempenho relativamente robusto

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O PIB do setor agropecuário apresenta desempenho relativamente robusto desde o início da pandemia, embora tenha recuado 2,8% no segundo trimestre de 2021. A queda decorreu principalmente da redução da produção de milho na segunda safra, devido ao atraso no plantio da soja e pelas condições climáticas adversas. Por outro lado, as safras de soja e trigo apresentaram novos recordes, contribuindo positivamente para o setor.

No mercado de trabalho, o agronegócio fechou o primeiro semestre empregando cerca de 9 milhões de indivíduos (10% da população economicamente ativa), alta de 7% em relação ao período anterior à pandemia, enquanto o emprego em outros segmentos da economia segue defasado.

Prospectivamente, a atividade no setor deve ser estimulada pelos preços historicamente elevados, embora o desempenho da safra de grãos possa limitada pela estiagem e pelas geadas observadas ao longo do terceiro trimestre.

Balança comercial

Na balança comercial, as exportações de produtos agropecuários tiveram bom desempenho no acumulado até agosto. As exportações de soja, principal item da pauta, totalizaram US$ 31,9 bilhões no período, ante US$ 25,5 bilhões nos mesmos meses de 2020, com o aumento de cerca de 27% no preço médio em dólares. Outro item com crescimento relevante foi a carne suína, cujas vendas se elevaram em cerca de 21% em termos interanuais. Essa alta, por sua vez, é devida principalmente à elevação das exportações com destino à China, cujos rebanhos foram afetados pela peste suína africana. Por fim, o desempenho mais fraco da safra de milho impacta também a balança comercial, que mostra queda de 9% das exportações na comparação interanual (apesar da elevação do preço médio), levando o consumo doméstico a ser suprido pela alta de cerca de 190% nas importações no período.

Soja

Com a colheita já concluída, a safra de soja atingiu novo recorde de produção de 133,8 milhões de toneladas, cerca de 10,1% acima do observado para a safra de 2020. Essa alta, por sua vez, decorre tanto de um aumento de 4,7% da área colhida quanto de 5,1% no rendimento médio, com a cultura se desenvolvendo de forma satisfatória, apesar do atraso do plantio e problemas climáticos. O preço da soja teve alta desde meados de junho, em função da depreciação do câmbio e de dados de estoque e área plantada abaixo do esperado nos Estados Unidos, mas mostra estabilidade desde o início do ano. Os custos de produção, no entanto, tiveram elevação desde janeiro, o que compromete a lucratividade no ciclo 2021/2022, cujo plantio se inicia nesse mês.

Milho

Prejudicado pelo período de geadas, assim como pela escassez de chuvas, o preço da saca do milho continua elevado, com média de R$ 93,36 em 2021. A produção teve queda expressiva em relação à safra passada, devido à diminuição da produtividade em 16% . Além disso, a elevada demanda do mercado externo e interno pressiona os estoques mundiais, com uma queda prevista de 8,3% em comparação à safra anterior, segundo estudos da USDA. A Cepea ressalta a possibilidade de mais oscilações dos preços internacionais nesse semestre, acentuadas pelo risco climático das próximas safras. Por outro lado, a ampliação da demanda interna pelo bem causou um aumento das importações e redução das exportações em relação ao ano anterior.

Trigo

A produção doméstica de trigo deve atingir recorde de 8,2 milhões de toneladas em 2021. O forte avanço em relação à temporada anterior está associado a um crescimento robusto tanto da área colhida quanto do rendimento médio, apesar das geadas que atingiram algumas lavouras em julho. Esse aumento também deve impactar em uma queda da importação do produto nos próximos meses, que constitui o maior item agropecuário da pauta importadora brasileira. O preço da tonelada segue em forte ritmo de alta desde o início do ano, e foi acompanhado por elevação também significativa nos custos de produção

Fonte: O Presente Rural com informações Banco Inter

Colunistas

Você está desperdiçando o dinheiro do marketing?

Conheça três pontos que podem contribuir para um melhor desempenho.

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Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

Durante a conversa com um grande amigo, lembrei, recentemente, de uma experiência que tive no agronegócio. Uma empresa de nutrição animal precisava aumentar a visibilidade junto a potenciais clientes e entrou em contato com a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.

O gerente de marketing compartilhou o briefing de forma clara e objetiva: “precisamos aparecer em mídias estratégicas, locais e nacionais, e também ampliar a nossa presença em canais digitais. A concorrência está grande e precisamos ser mais reconhecidos no campo. Isso vai ajudar a fechar negócios”.

Após algumas reuniões, finalizamos o planejamento de assessoria de imprensa e de redes sociais, definindo a linguagem, os temas e os principais objetivos a serem atingidos em curto e médio prazo.

Rapidamente, os porta-vozes foram definidos e participaram de um media training, no qual a Ação Estratégica apresentou dicas para os executivos terem um desempenho ainda melhor nas futuras entrevistas com jornalistas.

Como próximo passo, a mídia recebeu sugestões de notícias sobre a empresa e as redes sociais foram abastecidas com conteúdo relevante sobre o ecossistema em que a empresa atua.

Em poucos meses, os materiais divulgados causaram um grande impacto, maior do que o esperado. Potenciais clientes fizeram vários comentários nos posts publicados, mandaram mensagens em privado e também entraram em contato com a empresa via WhatsApp.

O sucesso desta ação teve três pontos centrais:

1) Análise

O cliente compartilhou importantes informações, na etapa do planejamento, sobre os perfis dos potenciais clientes. Essas informações propiciaram uma análise consistente de cenário.

2) Integração

O movimento foi realizado em total sintonia com o departamento de vendas, com o objetivo de potencializar as oportunidades de negócios.

3) Correção

Com frequência, realizamos reuniões para a correção de rotas, o que contribuiu para as divulgações serem sempre relevantes.

 A importância desses três pontos (Análise, Integração e Correção) vai além do sucesso de uma ação específica. Se bem utilizados, eles contribuem diretamente para uma melhor utilização dos recursos, evitando, de forma contínua, o desperdício de dinheiro, e também propiciam um rico aprendizado a ser utilizado nas próximas atividades.

Afinal, com experiência, informação e estratégia adequada, melhoramos o nosso desempenho, não é mesmo?

Fonte: Artigo escrito por Rodrigo Capella, palestrante e diretor geral da Ação Estratégica - Comunicação e Marketing no Agronegócio.
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Mercado de fertilizantes no Brasil mantém forte dependência de importações

Volume soma 40,9 milhões de toneladas até outubro de 2025, com Mato Grosso liderando o consumo nacional.

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Foto: Divulgação/OP Rural

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,98 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado de janeiro a outubro foram registradas 40,94 milhões de toneladas entregues, com alta de 8,4% em comparação a igual período de 2024, quando o total foram entregues 37,78 milhões de toneladas.

O Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo, com participação de 22,1% do total nacional, o equivalente a 9,05 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões) Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões).

A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2025 em 631 mil toneladas, registrando uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 6,20 milhões de toneladas, avanço de 5,7% em relação com as 5,87 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

As importações alcançaram no mês de outubro de 2025, 4,38 milhões de toneladas, redução de 1,1% sobre igual período do ano anterior. De janeiro a outubro, o total importado somou 35,88 milhões de toneladas, com crescimento de 7,1% em relação as 33,49 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada do insumo, foram importadas 8,89 mil toneladas no período, crescimento de 5,8% frente a 2024 (8,40 milhões de toneladas). O terminal representou 24,8% do total de todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.

Fonte: Assessoria ANDA
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Produtores têm até 31 de janeiro para regularizar inconsistências fiscais

Receita Federal intensifica fiscalização sobre rendimentos rurais e alerta para risco de autuações e multas após o prazo.

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Foto: Jose Fernando Ogura

A Receita Federal do Brasil intensificou as orientações voltadas à conformidade fiscal no setor rural, com atenção especial aos rendimentos oriundos de arrendamentos de imóveis rurais. A iniciativa integra uma ação nacional de conformidade cujo objetivo é estimular a autorregularização dos contribuintes, permitindo a correção de inconsistências até janeiro de 2026, antes do avanço para etapas de fiscalização mais rigorosas.

Segundo o órgão, é recorrente a subdeclaração ou o enquadramento incorreto dos valores recebidos com arrendamentos, seja por desconhecimento da legislação tributária, seja por falhas no preenchimento das declarações. Para identificar divergências, a Receita Federal tem ampliado o uso de cruzamento de dados, recorrendo a informações de cartórios, registros de imóveis rurais e movimentações financeiras, em um ambiente de fiscalização cada vez mais digital e integrado.

Foto: Jonathan Campos/AEN

O advogado tributarista Gianlucca Contiero Murari avalia que o atual movimento do Fisco representa um ponto de atenção relevante para produtores rurais e proprietários de terras. “A autorregularização é uma oportunidade valiosa para o contribuinte rural corrigir falhas, evitar autuações, multas elevadas e até questionamentos mais complexos no futuro. A Receita Federal tem adotado uma postura cada vez mais preventiva, mas com fiscalização altamente tecnológica”, afirma.

Murari ressalta que os rendimentos provenientes de arrendamento rural exigem cuidado específico no enquadramento e na declaração, de acordo com as regras do Imposto de Renda. Isso inclui a avaliação sobre a tributação como pessoa física ou jurídica, conforme a estrutura da operação. “É fundamental que o produtor ou proprietário busque orientação especializada para avaliar contratos, natureza dos rendimentos e a forma correta de declarar. Um ajuste feito agora é muito menos oneroso do que uma autuação depois”, completa.

Fonte: Assessoria Dosso Toledo Advogados
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