Notícias Em Porto Alegre (RS)
Agronegócio e o impacto das transformações globais norteiam discussões na abertura do Avisulat 2022
Com atenção aos desafios futuros dos setores de aves, suínos e laticínios, o congresso abriga eventos técnicos e palestras.

Depois de seis anos, o Congresso e Central de Negócios Brasil Sul de Avicultura, Suinocultura e Laticínios (Avisulat) retomou suas atividades com uma intensa programação. O start do evento foi dado nesta segunda-feira (28) com uma série de palestras e encontros técnicos no Centro de Eventos da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), em Porto Alegre.

Presidente da Asgav e coordenador do Avisulat, José Eduardo dos Santos: ” Estamos propondo uma versão mais enxuta, mas com a certeza de que teremos uma programação de qualidade e a projeção de eventos maiores para os próximos anos”
Promovido pela Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav) e pelos sindicatos da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat) e das Indústrias de Produtos Suínos do Rio Grande do Sul (SIPS), o painel “O agronegócio e o impacto das transformações globais” deu início aos debates da 6ª edição do Avisulat, reunindo grandes lideranças dos setores para falar sobre proteínas e meio ambiente.
Conforme o presidente da Asgav e coordenador do Avisulat, José Eduardo dos Santos o setor vislumbra um momento otimista, mesmo com os desafios atuais. “Superamos uma pandemia recentemente e nada mais justo do que retomarmos este evento depois de seis anos de intervalo. Estamos propondo uma versão mais enxuta, mas com a certeza de que teremos uma programação de qualidade e a projeção de eventos maiores para os próximos anos”, afirma.

Presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin: “Somos uma nação responsável por alimentar o mundo”
A agenda técnica foi aberta com a palestra “O cenário atual e projeções para o mercado de proteínas: carne de frango, suína e ovos”, ministrada pelo presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin. “Somos um dos maiores produtores avícolas do mundo, ao lado da China e dos Estados Unidos. Temos também um protagonismo importante na produção de carne suína e de ovos. Tendo isso em mãos precisamos seguir buscando melhores condições de produção, escoamento e distribuição. Somos uma nação responsável por alimentar o mundo”, enfatizou Santin, trazendo dados sobre a evolução do setor nos mercados nacional e internacional.
Na sequência, o diretor executivo da Viva Lacteos, Gustavo Beduschi, palestrou sobre “Leite/Laticínios: desafios e inovações para ampliação de mercados”, ocasião em que apontou os maiores desafios da cadeia produtiva que incessantemente busca por incentivos e melhores condições para produção.
O segundo bloco do painel trouxe o meio ambiente para a discussão. Foram duas palestras ministradas pelo presidente executivo da Associação Brasileira de Reciclagem Animal (ABRA), Décio Coutinho, e pelo chefe-geral da Embrapa Trigo, Jorge Lemainski. Os temas abordados, respectivamente, foram a destinação correta de resíduos da pecuária no Brasil e atualizações sobre o mercado de carbono.
Abertura oficial
A abertura oficial do evento encerrou a programação do primeiro dia de palestras. Durante a sua fala, o secretário estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, Domingos Velho Lopes, destacou a importância do Avisulat para a agropecuária gaúcha. “É muito bom ver o setor se organizar em conjunto para trazer discussões tão importantes para um congresso como esse. Ainda temos muitos desafios pela frente, mas o agro gaúcho é forte, já superamos uma pandemia, vamos superar outros desafios que vierem e continuar crescendo”.
Estiveram presentes ainda o presidente do Conselho Deliberativo da Organização Avícola do Rio Grande do Sul (Asgav e Sipargs), Nestor Freiberger, o presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos Suínos (SIPS), José Roberto Goulart, o presidente do Sindicato das Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Darlan Palhiarini, o deputado federal Jerónimo Goethe e a superintendente do Ministério da Agricultura, Abastecimento e Pecuária (Mapa), Helena Pan Ruggeri.

Notícias
Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade começa formação prática em Toledo
Capacitação organizada pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná treina equipes municipais para readequação de estradas rurais, conservação de solo e recuperação de nascentes.

O Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade inicia nesta quinta-feira (16), às 14 horas, em Toledo, a etapa prática de formação de técnicos municipais que atuam no meio rural. O curso será realizado no Centro de Eventos Ismael Sperafico e marca o início das atividades após o lançamento institucional ocorrido em dezembro, em Curitiba (PR).

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
A formação é direcionada principalmente a profissionais das prefeituras envolvidos na operação de máquinas da chamada “linha amarela” e na readequação de estradas rurais. A proposta combina orientação técnica para manejo de solo e drenagem com ações de recuperação de nascentes e educação ambiental.
A coordenação geral do projeto está a cargo de Altair Bertonha. A organização do curso foi estruturada pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), que indicaram articuladores locais.
De acordo com o engenheiro agrônomo Samuel Mokfa, o objetivo é alinhar práticas de conservação ambiental às rotinas operacionais das prefeituras. “A proposta é qualificar tecnicamente as equipes municipais para que as intervenções em estradas rurais considerem critérios de conservação do solo, da água e da paisagem”, afirma.
O evento também marca o lançamento de dois materiais didáticos que serão utilizados no curso: um Manual de Boas Práticas e uma

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
história em quadrinhos voltada à educação ambiental. A intenção, conforme a organização, é alcançar tanto técnicos quanto estudantes da rede escolar. “Os materiais foram pensados para traduzir conceitos técnicos em linguagem acessível e apoiar as ações nas comunidades”, menciona Mokfa.
A equipe de instrutores reúne engenheiros agrônomos, agrícolas, ambientais e de produção, além de biólogos, geógrafos e economistas. A abordagem é interdisciplinar e inclui aspectos produtivos, ambientais, sociais e de planejamento público.
O projeto prevê ainda a produção de trabalhos acadêmicos e a criação de uma plataforma digital para registro de demandas dos municípios, com foco na organização das informações sobre intervenções em estradas e pontos críticos de erosão e drenagem.
A cerimônia contará com representantes da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI), além de lideranças municipais e instituições de ensino superior.
Além da programação presencial, o evento também será transmitido de forma remota pelo link https://meet.google.com/iam-oxvj-bmu, ampliando o acesso e permitindo a participação de interessados de diferentes regiões.
Notícias
Mapa e CVM firmam acordo para ampliar financiamento do agro via mercado de capitais
Parceria prevê compartilhamento técnico e ações para facilitar acesso de produtores a instrumentos financeiros fora do crédito tradicional.

O Ministério da Agricultura e Pecuária e a Comissão de Valores Mobiliários formalizaram um Acordo de Cooperação Técnica com foco na ampliação do financiamento ao setor agropecuário por meio do mercado de capitais.
A iniciativa ocorre em um contexto em que uma parcela relevante dos recursos destinados ao agro já tem origem em operações com títulos e valores mobiliários, como instrumentos de securitização e crédito privado. A parceria busca aprofundar esse movimento, ampliando o uso dessas ferramentas no financiamento da produção.
O convênio prevê o compartilhamento de conhecimento técnico entre as instituições, além do desenvolvimento de diagnósticos, estudos e análises voltadas ao aprimoramento do ambiente de financiamento do setor. Também estão previstas ações para promover o acesso de produtores e empresas agropecuárias ao mercado de capitais.
A coordenação ficará sob responsabilidade da Secretaria de Política Agrícola do ministério, com apoio do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, e da área de securitização e agronegócio da CVM.
O acordo tem vigência inicial de dois anos, contados a partir da publicação no Diário Oficial da União, com possibilidade de prorrogação. A expectativa é que a cooperação contribua para diversificar as fontes de recursos do agro e reduzir a dependência exclusiva das linhas tradicionais de crédito rural.
Notícias
Milho se mantém em R$ 69/sc com mercado travado por compradores retraídos
Cotações recuam pontualmente diante de estoques nas mãos da demanda e expectativa de novas quedas.





