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Notícias Senso Agropecuário 2017

Agronegócio do Paraná mantém ritmo de crescimento, segundo Censo

Estado lidera a cadeia produtiva de aves e mantém uma das agriculturas mais diversificadas do país

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Divulgação/AENPr

O Paraná mantém crescimento vertiginoso e diversificado no agronegócio, com margem para ampliar ainda mais o faturamento e a geração de emprego a partir da industrialização, segundo dados do Censo Agropecuário 2017, apresentado na sexta-feira (25) para todo o país no Palácio Iguaçu, em Curitiba.

O recorte do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra o Estado entre os cinco maiores produtores do Brasil, na disputa pela liderança em segmentos importantes como soja, milho e suinocultura, e em primeiro lugar na avicultura. “A nossa agricultura tem produzido em escala e com qualidade mesmo em espaço reduzido”, afirmou o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

Ele destacou que o agronegócio é a principal matriz econômica do Paraná e que o Estado produz de maneira diversificada e estratégica. “Nós ainda concentramos 85% da produção em pequenas propriedades, onde a agricultura familiar é muito forte”, afirmou.

Segundo o governador, apesar dos dados mostrarem que esse segmento registrou perdas nos últimos dez anos, o Paraná quer estimular a manutenção do jovem no campo e para isso há uma série de iniciativas nas áreas de tecnologia, infraestrutura e comunicações. “O desafio é manter a atratividade dos negócios para as novas gerações”, ressaltou.

Parte desse movimento é o incentivo de industrialização do agronegócio. Para Ratinho Junior, os investimentos nessa área farão do Paraná e do Brasil atores ainda mais relevantes no jogo geopolítico. “O próximo ciclo é o da industrialização. Os agricultores têm deixado a enxada pela tecnologia, pelos smartphones e drones. Nós temos incentivado o cooperativismo e realizamos investimentos na rede trifásica de energia para manter uma agricultura forte e diversificada, capaz de gerar ainda mais renda”, pontuou.

O governador também citou que o Código Florestal mudou a realidade da produção agrícola entre os dois Censos (2006 e 2017), movimento que foi acompanhado pelos órgãos paranaenses e pela iniciativa privada. “Nós fazemos uma agricultura sustentável e verde, preservamos nossos rios e a injeção de defensivos agrícolas no Estado é feita de maneira equilibrada”, acrescentou.

Norberto Ortigara, secretário estadual de Agricultura e do Abastecimento, complementou que o agronegócio paranaense cresceu nas últimas décadas mesmo diante de oscilações na economia. “Continuamos fortes e diversificamos a produção para horticultura e fruticultura. Nos tornamos líderes na produção de proteínas. O campo continua se desenvolvendo, em que pese altos e baixos da economia e das crises mundiais. A leitura que fazemos dos dados de 2017 é bastante satisfatória, e eles nos ajudarão a formular novas políticas públicas”, destacou.

Base nacional

O secretário também comemorou a escolha do Paraná como base de apresentação dos dados nacionais, o que sinaliza a relevância da cadeia produtiva estadual. “O meio rural não discute mais o preservar e produzir. Temos consciência de que é preciso fazer bem-feito. Estamos usando tecnologias e nos organizamos no meio rural. É um setor dinâmico. Agora vamos iniciar um processo de industrialização mais acelerado”, complementou.

Segundo José Roberto Ricken, presidente do Sistema Ocepar, a produção paranaense aumentou 53% em uma década, com 28% da área nova destinada a solucionar a questão ambiental. “Esse aumento aconteceu em função de tecnologia e dos esforços coletivos do Estado, dos agricultores e das cooperativas. Talvez ainda não consigamos dimensionar os números, mas temos que nos orgulhar do que já fizemos”, pontuou.

Retrato 

A presidente do IBGE, Susana Cordeiro Guerra, disse que o primeiro Censo foi feito antes mesmo da criação do instituto, em 1920, e mostrava um País com 650 mil estabelecimentos agropecuários e área plantada de 175 milhões de hectares. Os dados de 2017 mostram outro patamar.

“Os dados de 2017 apontam uma síntese do País neste século. O cenário mudou não só em termos de expansão, mas diversificação. Os estabelecimentos agropecuários foram multiplicados por sete, chegando a mais de cinco milhões, e a área foi duplicada, superando os 350 milhões de hectares”, afirmou. “Esse setor se transformou numa grande potência para a economia brasileira”.

Wilson Vaz de Araújo, secretário-adjunto da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, destacou que o Censo retrata os impactos do Código Florestal e seus rigores, além de programas estaduais e federais para armazenagem, redução de gases do efeito estufa e incentivos tecnológicos. “Nós temos várias realidades no País e problemas pontuais. Vamos nos debruçar nos dados do Censo para ver em quais áreas podemos melhorar”, afirmou. “A expectativa é de manutenção desse crescimento e de que próximo Censo já retrate a revolução tecnológica no campo”.

Fonte: AEN/Pr
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Notícias Postura

Programa Ovos RS avança no desenvolvimento de certificadora

Todo o processo de desenvolvimento da certificadora deverá ser concluído até o final de 2020

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Na terça-feira (30) ocorreu a segunda reunião do comitê consultivo da Certificadora da Qualidade de Ovos que está sendo desenvolvida pela ASGAV e Programa Ovos RS, cujo nome já está em processo de registro. Depois de cinco meses desde a primeira reunião realizada com o comitê consultivo, os trabalhos de revisão das legislações e normativas pertinentes e construção de diretrizes e metodologia de certificação foram executados conforme o cronograma previsto.

O Instituto SENAI de Alimentos e Bebidas do RS foi contratado pela ASGAV e Programa Ovos RS para conduzir a elaboração da metodologia de certificação, atuar na seleção e treinamento de auditores e posteriormente será responsável pela execução das auditorias in loco como Organismo de Certificação. Os membros do comitê foram convidados a participar deste processo de construção das metodologias e através de suas competências e experiências em diferentes áreas de atuação no contexto da Postura Comercial estão contribuindo nas demandas técnicas com envio de sugestões e informações pertinentes, bem como validação de critérios de avaliação.

Na reunião foi abordada e avaliada toda a metodologia descrita permitindo a realização de ajustes de acordo com as considerações do comitê. “Desta forma, buscamos adequar a metodologia de avaliação às normativas vigentes, aplicação prática e atendimento das necessidades dos diferentes sistemas de produção, sempre com foco na qualidade dos ovos produzidos, sanidade dos plantéis e respeito ao bem-estar animal”, comenta a consultora Técnica do Programa Ovos RS, doutora Raquel Melchior.

Como sequência das atividades, os critérios elencados serão formatados como check list de avaliação, a elaboração das diretrizes do processo de certificação avançará incluindo a conclusão das etapas de registro da marca, e serão definidos os critérios para a seleção e treinamento dos auditores que atuarão realizando as auditorias in loco. Está prevista também uma etapa de validação da metodologia junto ao Serviço Oficial.

“O desenvolvimento de todo conteúdo, diretrizes e conceitos da certificadora vem atendendo cronograma previsto, contamos também com apoio de IEC com disponibilidade de informações sobre certificações no setor em diversos países, assim, acredito que no final deste ano atingiremos nossa meta”, informa o diretor executivo da ASGAV e coordenador do Programa Ovos RS, Eduardo Santos.

Todo o processo de desenvolvimento da certificadora deverá ser concluído até o final de 2020 e o serviço de certificação de estabelecimentos interessados estará disponível a partir de 2021.

Fonte: Ass. de Imprensa
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Notícias Segundo Cepea

Menor oferta eleva preço ao produtor de leite em quase 10% em junho

Menor captação em maio acirrou a competição entre os laticínios para a compra de matéria-prima

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A menor oferta de leite no campo em maio acirrou a competição entre laticínios e resultou em aumento nos preços pagos a produtores em junho. Esse cenário foi verificado em todos os estados acompanhados pela pesquisa do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP.

Na “Média Brasil” líquida, o preço ao produtor de junho (referente à captação de maio) atingiu R$ 1,5135/litro, forte alta de 9,8% em relação ao mês anterior. Em termos reais (os valores foram deflacionados pelo IPCA de maio/20), a média atual está 2,7% menor que a verificada em junho de 2019, mas é a maior desde julho daquele ano.

É preciso salientar que existe a tendência sazonal de aumento das cotações entre março e agosto, uma vez que a produção de leite é prejudicada pela baixa disponibilidade de pastagens em decorrência da diminuição das chuvas. Com o avanço da entressafra da produção no Sudeste e no Centro-Oeste e a estiagem no Sul, a captação de leite seguiu limitada. O Índice de Captação Leiteira (ICAP-L) do Cepea registrou queda de 0,2% de abril para maio na “Média Brasil” e acumula diminuição de 12,6% neste ano.

Assim, a menor captação em maio acirrou a competição entre os laticínios para a compra de matéria-prima. Isso foi evidenciado pelo aumento de 6,7% no preço médio mensal do leite spot (negociação de leite cru entre indústrias) em Minas Gerais de abril para maio, em termos nominais.

A menor oferta de matéria-prima em maio, por sua vez, intensificou a redução dos estoques de UHT, muçarela e leite em pó – que, vale lembrar, já vinham limitados, devido à menor produção em abril, por conta das incertezas geradas pela pandemia de coronavírus. Adicionalmente, agentes de mercado consultados pelo Cepea informaram que a demanda por derivados lácteos se mostrou mais firme em maio em comparação com abril, cenário que favoreceu a recuperação das cotações dos lácteos.

Perspectivas para julho

A defasagem temporal entre a produção de leite e a comercialização dos derivados causa o delay de um mês no repasse das condições de mercado para o produtor. Nesse sentido, as negociações quinzenais do leite spot e a venda dos lácteos de junho irão influenciar os valores do leite captado naquele mês, que serão pagos ao produtor em julho.

No caso do preço do spot, houve alta nas duas quinzenas de junho, com maior intensidade na segunda. Pesquisas do Cepea mostram que, na média deste mês, o preço do spot em Minas Gerais ficou 45% acima do de maio, em termos nominais, chegando a R$ 2,28/litro. A pesquisa diária de derivados do Cepea indicou que os estoques de UHT e muçarela seguiram limitados em junho, o que favoreceu as altas acumuladas nas cotações (de 1º a 29 de junho), respectivamente de 8,4% e de 21,2%. O UHT registou média mensal parcial de R$ 3,19/litro, 18% acima do valor verificado em maio. A média mensal parcial da muçarela foi de R$ 22,24/kg, elevação de 22,8% na mesma comparação.

Fonte: Cepea
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Notícias Suinocultura

05 pontos que você precisa saber sobre nutrição de suínos

Diante da proibição do uso de antibióticos como promotores de crescimento, cresce a busca por alternativas, com destaque para os aditivos

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Foto: O Presente Rural

A proibição do uso de antibióticos como promotores de crescimento já é realidade em muitos países e, ano a ano, vem ganhando força no Brasil. Diante deste contexto, cresce a busca por alternativas, com destaque para os aditivos.

De acordo com Silvano Bünzen, Gerente de Serviços Técnicos da Wisium, é necessário conhecer e aplicar corretamente os conhecimentos dos nutrientes, e o quanto eles podem contribuir para a saúde intestinal. “O uso adequado de certas fibras, por exemplo, pode ajudar no melhor equilíbrio das bactérias presentes no trato gastrointestinal, aumentando a produção de ácidos locais e melhorando o desempenho dos animais”, observa.

Para que você se prepare melhor para este cenário, o gerente da Wisium compartilha a seguir cinco pontos fundamentais. Confira:

Planejamento

A substituição ou retirada dos antibióticos promotores de crescimento não pode ser feita simplesmente, sem um planejamento e preparo prévio. Na parte dos ingredientes utilizados, é preciso selecionar corretamente aqueles de alta digestibilidade para que “sobrem menos” frações não digeridas e que vão servir de substrato para crescimento de bactérias indesejáveis.

Aditivos

Os aditivos, que ajudam no aproveitamento dos nutrientes e auxiliam na prevenção de desordens entéricas, são fundamentais para a nutrição de excelente qualidade. Diversos exemplos europeus mostram que o uso de dietas focado em nutrientes funcionais e aditivos específicos reduz a pressão de contaminação por bactérias patogênicas.

Conjunto de estratégias

Um conjunto de estratégias focadas em melhorar o desempenho dos animais pode ser extremamente eficaz, uma vez que ajuda a contemplar o fornecimento adequado dos nutrientes, auxilia o controle mais natural das bactérias indesejáveis e podem ajudar na redução dos fatores que aumentam os desafios entéricos.

Saúde Pública

Uma nutrição adequada contribui para uma melhor saúde pública. Ao melhorarmos a digestibilidade e o aproveitamento dos alimentos pelos animais, conseguirmos favorecer a saúde intestinal. Isso é fundamental para reduzir pressões de infecção e, juntamente com a necessidade da melhora da ambiência e manejo, diminuir também o uso de antibióticos que hoje são utilizados na linha humana.

Desempenho zootécnico

Estratégias alternativas ao uso dos antibióticos promotores de crescimento são importantíssimas e fundamentais. Atendem a legislação, somando o conceito de produção sustentável, ao proporcionar a produção de produtos de qualidade com respeito a saúde humana. Na medida que mantém a produtividade, ajudam a garantir o retorno sobre os investimentos.

Fonte: Assessoria
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Biochem site – lateral

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