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Agronegócio diversifica atuação e amplia oportunidades de trabalho

Setor aponta para alta demanda por profissionais qualificados em 2025.

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Foto: Shutterstock

O agronegócio, pilar estratégico da economia brasileira, segue aquecido e apresenta perspectivas positivas para o mercado de trabalho em 2025. O Plano Safra 2024/2025, de acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), prevê a destinação de R$ 476 bilhões ao setor, evidenciando a necessidade crescente de profissionais especializados, conforme destaca o Panorama Setorial de Agronegócio da Robert Half.

Foto: Tomaz Silva

Mais que fazendas produtoras de grãos e pecuária, o agronegócio compõe um ecossistema diverso, que engloba insumos agrícolas, processamento industrial, logística, grandes traders de commodities e serviços financeiros especializados. “Há uma busca crescente por especialistas em áreas como inteligência de dados, inteligência artificial e sustentabilidade, além de profissionais técnicos e ligados à transição climática”, explica o gerente da Robert Half, Leonardo Berto.

Gestão de talentos: desafios e oportunidades

O segmento é marcado por dois perfis distintos de empresas: multinacionais altamente profissionalizadas e negócios familiares que ainda enfrentam desafios em governança e modernização. Essa heterogeneidade reflete-se na gestão de talentos, com grande necessidade de melhoria de processos, e no recrutamento de profissionais qualificados para atuar com ferramentas modernas de gestão. “Além da competição com outros setores para recrutar especialistas em áreas como relacionadas à tecnologia, o agronegócio enfrenta o desafio de reter talentos em ambientes que nem sempre são atrativos para esses profissionais”, aponta Berto.

Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Companhias com gestão internacional têm adotado políticas globais de diversidade e inclusão, mas a representatividade no setor ainda é limitada. Em áreas técnicas e no interior do Brasil, apenas 19% dos cargos de direção são ocupados por mulheres, segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Embora profissionais do agronegócio esperem trabalhar em regiões rurais, a distribuição de vagas qualificadas é desigual. Nas áreas agrícolas mais ricas e nas fronteiras emergentes, a competição por talentos é acirrada. Há forte demanda em toda a cadeia produtiva, desde agrônomos e veterinários até especialistas em logística, big data, jurídico e contábil.

A natureza sazonal do agronegócio cria demandas específicas em períodos como as safras e safrinhas. Nesses momentos, são frequentes as contratações temporárias de analistas de faturamento e especialistas em comércio exterior, armazenagem e documentação. “Com o avanço da digitalização, o perfil das contratações mudou. Multinacionais que antes empregavam mão de obra para colheitas agora têm processos automatizados e buscam profissionais de tecnologia, jurídico ou tributário, para lidar com operações que envolvem múltiplos estados e mercados externos”, observa Berto.

A evolução da tecnologia também gera altas pontuais, como a busca por pilotos de drone, que foi disruptiva e localizada. E também tendências mais sólidas, como a procura por profissionais com conhecimento em softwares de gestão.

Foto: Divulgação/Epagri

A complexidade do setor exige perfis altamente especializados, pouco transferíveis de outras indústrias. Por isso, é comum que as empresas busquem mão de obra na concorrência. Profissionais qualificados em posições-chave costumam ser objeto de ‘leilão’, muitas vezes alcançando remunerações superiores às de outras indústrias.

Eventos como a COP 30, que será realizada em Belém no final do ano, aceleram transformações no setor. As mudanças climáticas impulsionam a demanda por profissionais de ESG, agricultura regenerativa e economia florestal, além de especialistas em defensivos biológicos, gestão de carbono e tecnologias emergentes. Agritechs também têm ampliado oportunidades em pesquisa e desenvolvimento.

Confira abaixo insights para organizações e especialistas que buscam excelência em um dos campos mais importantes da economia brasileira:

Profissionais mais procurados (permanentes)

  • Gerente de Crédito
  • Gerente de Barter
  • Gerente de Vendas
  • RTV (Representante Técnico de Vendas)
  • Gerente de Operações
  • Gerente de Qualidade

Profissionais mais procurados (projetos)

  • Analista de Exportação
  • Analista de Importação
  • Analista de Faturamento
  • Analista Fiscal
  • Analista de Suprimentos
  • Assistente Administrativo

Hard skills (habilidades técnicas) mais demandadas

  • Inglês
  • Conhecimento técnico/específico
  • Tecnologia
  • Gestão de produção
  • Gestão de cadeia de suprimentos

Soft skills (habilidades comportamentais) mais demandadas

  • Adaptabilidade
  • Negociação
  • Dinamismo
  • Viés de negócio
  • Visão de futuro

Projeções salariais

Os salários médios (em reais) no setor de Agronegócio, extraídos de entrevistas e conhecimento de mercado dos especialistas da Robert Half, podem ser consultados aqui.

Fonte: Assessoria Robert Half

Colunistas

Você está desperdiçando o dinheiro do marketing?

Conheça três pontos que podem contribuir para um melhor desempenho.

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Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

Durante a conversa com um grande amigo, lembrei, recentemente, de uma experiência que tive no agronegócio. Uma empresa de nutrição animal precisava aumentar a visibilidade junto a potenciais clientes e entrou em contato com a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.

O gerente de marketing compartilhou o briefing de forma clara e objetiva: “precisamos aparecer em mídias estratégicas, locais e nacionais, e também ampliar a nossa presença em canais digitais. A concorrência está grande e precisamos ser mais reconhecidos no campo. Isso vai ajudar a fechar negócios”.

Após algumas reuniões, finalizamos o planejamento de assessoria de imprensa e de redes sociais, definindo a linguagem, os temas e os principais objetivos a serem atingidos em curto e médio prazo.

Rapidamente, os porta-vozes foram definidos e participaram de um media training, no qual a Ação Estratégica apresentou dicas para os executivos terem um desempenho ainda melhor nas futuras entrevistas com jornalistas.

Como próximo passo, a mídia recebeu sugestões de notícias sobre a empresa e as redes sociais foram abastecidas com conteúdo relevante sobre o ecossistema em que a empresa atua.

Em poucos meses, os materiais divulgados causaram um grande impacto, maior do que o esperado. Potenciais clientes fizeram vários comentários nos posts publicados, mandaram mensagens em privado e também entraram em contato com a empresa via WhatsApp.

O sucesso desta ação teve três pontos centrais:

1) Análise

O cliente compartilhou importantes informações, na etapa do planejamento, sobre os perfis dos potenciais clientes. Essas informações propiciaram uma análise consistente de cenário.

2) Integração

O movimento foi realizado em total sintonia com o departamento de vendas, com o objetivo de potencializar as oportunidades de negócios.

3) Correção

Com frequência, realizamos reuniões para a correção de rotas, o que contribuiu para as divulgações serem sempre relevantes.

 A importância desses três pontos (Análise, Integração e Correção) vai além do sucesso de uma ação específica. Se bem utilizados, eles contribuem diretamente para uma melhor utilização dos recursos, evitando, de forma contínua, o desperdício de dinheiro, e também propiciam um rico aprendizado a ser utilizado nas próximas atividades.

Afinal, com experiência, informação e estratégia adequada, melhoramos o nosso desempenho, não é mesmo?

Fonte: Artigo escrito por Rodrigo Capella, palestrante e diretor geral da Ação Estratégica - Comunicação e Marketing no Agronegócio.
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Mercado de fertilizantes no Brasil mantém forte dependência de importações

Volume soma 40,9 milhões de toneladas até outubro de 2025, com Mato Grosso liderando o consumo nacional.

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Foto: Divulgação/OP Rural

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,98 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado de janeiro a outubro foram registradas 40,94 milhões de toneladas entregues, com alta de 8,4% em comparação a igual período de 2024, quando o total foram entregues 37,78 milhões de toneladas.

O Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo, com participação de 22,1% do total nacional, o equivalente a 9,05 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões) Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões).

A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2025 em 631 mil toneladas, registrando uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 6,20 milhões de toneladas, avanço de 5,7% em relação com as 5,87 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

As importações alcançaram no mês de outubro de 2025, 4,38 milhões de toneladas, redução de 1,1% sobre igual período do ano anterior. De janeiro a outubro, o total importado somou 35,88 milhões de toneladas, com crescimento de 7,1% em relação as 33,49 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada do insumo, foram importadas 8,89 mil toneladas no período, crescimento de 5,8% frente a 2024 (8,40 milhões de toneladas). O terminal representou 24,8% do total de todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.

Fonte: Assessoria ANDA
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Produtores têm até 31 de janeiro para regularizar inconsistências fiscais

Receita Federal intensifica fiscalização sobre rendimentos rurais e alerta para risco de autuações e multas após o prazo.

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Foto: Jose Fernando Ogura

A Receita Federal do Brasil intensificou as orientações voltadas à conformidade fiscal no setor rural, com atenção especial aos rendimentos oriundos de arrendamentos de imóveis rurais. A iniciativa integra uma ação nacional de conformidade cujo objetivo é estimular a autorregularização dos contribuintes, permitindo a correção de inconsistências até janeiro de 2026, antes do avanço para etapas de fiscalização mais rigorosas.

Segundo o órgão, é recorrente a subdeclaração ou o enquadramento incorreto dos valores recebidos com arrendamentos, seja por desconhecimento da legislação tributária, seja por falhas no preenchimento das declarações. Para identificar divergências, a Receita Federal tem ampliado o uso de cruzamento de dados, recorrendo a informações de cartórios, registros de imóveis rurais e movimentações financeiras, em um ambiente de fiscalização cada vez mais digital e integrado.

Foto: Jonathan Campos/AEN

O advogado tributarista Gianlucca Contiero Murari avalia que o atual movimento do Fisco representa um ponto de atenção relevante para produtores rurais e proprietários de terras. “A autorregularização é uma oportunidade valiosa para o contribuinte rural corrigir falhas, evitar autuações, multas elevadas e até questionamentos mais complexos no futuro. A Receita Federal tem adotado uma postura cada vez mais preventiva, mas com fiscalização altamente tecnológica”, afirma.

Murari ressalta que os rendimentos provenientes de arrendamento rural exigem cuidado específico no enquadramento e na declaração, de acordo com as regras do Imposto de Renda. Isso inclui a avaliação sobre a tributação como pessoa física ou jurídica, conforme a estrutura da operação. “É fundamental que o produtor ou proprietário busque orientação especializada para avaliar contratos, natureza dos rendimentos e a forma correta de declarar. Um ajuste feito agora é muito menos oneroso do que uma autuação depois”, completa.

Fonte: Assessoria Dosso Toledo Advogados
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