Conectado com

Notícias Balança Comercial

Agronegócio de São Paulo cresce e lidera exportações em segmentos estratégicos

Com protagonismo do açúcar e de carnes, setor exportou R$ 184,7 bilhões em 2024, aumento de 6,8% em comparação com o ano anterior.

Publicado em

em

Fotos: Claudio Neves

O agronegócio de São Paulo alcançou novos patamares históricos em 2024, se destacando pelo recorde no valor das exportações e no saldo da balança comercial. O setor exportou um total de R$ 184,7 bilhões, representando um aumento de 6,8% em comparação com o ano anterior. Já as importações totalizaram US$ 5,65 bilhões, um incremento de 11,9%. Com isso, o superávit da balança comercial do agronegócio paulista atingiu R$ 150 bilhões, um crescimento de 5,8% em relação a 2023. “Estamos vendo um desempenho fantástico do agro paulista no consolidado de 2024, que foi um ano marcado por desafios climáticos e instabilidade na geopolítica internacional”, comenta o secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Guilherme Piai.

Foto: José Fernando Ogura

A agropecuária de São Paulo representa mais de 40% de tudo que o estado exporta, e quase 20% do que o agro do Brasil embarca para o exterior, isso sem perder a sua vocação agrícola nas culturas alimentares como arroz, mandioca, feijão, entre outras, além das tradicionais, como o café.

Os dados são da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, por meio da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), e apontam que as exportações paulistas representaram 43,2% do total exportado pelo estado, enquanto as importações setoriais corresponderam a 7,4%.

Destaca-se que as exportações dos demais setores da economia paulista, excluído o agronegócio, totalizaram R$ 242,8 bilhões em 2024, enquanto as importações atingiram R$ 423,24 bilhões, resultando em um déficit comercial de R$ 180,41 bilhões. Assim, conclui-se que o déficit do comércio exterior paulista só não foi maior devido ao desempenho do agronegócio estadual, cujo saldo se manteve positivo (US$ 24,99 bilhões).

Principais grupos de produtos de exportação agro paulista

  1. Complexo sucroalcooleiro: 40,1% de participação no agro paulista, com R$ 74,16 bilhões, com o açúcar representando 93,0% e o etanol 7,0%;
  2. 2. Carnes: 11,6% de participação, somando R$ 21,52 bilhões, sendo a carne bovina responsável por 84,2%;
  3. 3. Produtos florestais: 10,2% de participação, na ordem de R$ 18,93 bilhões, com 54,9% em celulose e 37,4% de papel;
  4. 4. Grupo de sucos: 9,6% de participação, com R$ 17,78 bilhões, dos quais 98,1% foram representados por suco de laranja.
  5. 5. Complexo soja: 7,4% de participação, registrando R$ 13,68 bilhões, com a soja em grão correspondendo a 78,9%%;

Os cinco principais grupos de produtos responderam por 78,9% das exportações setoriais paulistas. O grupo de café, tradicionalmente relevante nas exportações do estado, ocupou a sexta posição, com um total de R$ 7,71 bilhões em vendas, das quais 71% corresponderam ao café verde e 24,8% ao café solúvel.

No ano de 2024, comparado ao ano anterior, foram registradas variações significativas nos valores exportados dos principais grupos de produtos da pauta paulista. Houve crescimento nos grupos de café (+42,9%), sucos (+29,7%), produtos florestais (+16,3%), carnes (+13,4%) e complexo sucroalcooleiro (+11,6%). Em contrapartida, o complexo soja apresentou queda de 38,0%. Essas variações nas receitas do comércio exterior refletem a combinação das oscilações de preços e volumes exportados.

Destinos das exportações paulistas

A China manteve-se como principal destino, importando R$ 35,57 bilhões, apesar da redução de 19,1% no valor total. A União Europeia foi o segundo maior mercado, com R$ 23,45 bilhões, seguida pelos Estados Unidos, com R$ 20,8 bilhões, que apresentou um crescimento de 21,5% em relação ao ano anterior.

Participação de São Paulo nas exportações brasileiras

São Paulo foi responsável por 18,6% das exportações do agronegócio brasileiro em 2024, destacando-se especialmente nos grupos de sucos (84,1% do total nacional), complexo sucroalcooleiro (62,5%) e produtos de origem vegetal (63%).

Agro brasileiro

As exportações do agronegócio brasileiro em 2024 registraram uma redução de 1,3% em relação ao ano anterior, totalizando R$ 991,15 bilhões, correspondentes a 48,8% do total nacional. Em contrapartida, as importações do setor apresentaram um crescimento de 16,2% no mesmo período, alcançando o montante de R$ 116,37 bilhões, equivalente a 6,9% do total nacional.

O superávit do agronegócio foi de R$ 874,77 bilhões em 2024, resultado 3,2% inferior ao verificado em 2022. Dessa forma, o desempenho do agronegócio foi determinante para evitar um déficit no comércio exterior brasileiro, uma vez que os demais setores da economia registraram exportações de R$ 1,041 trilhão e importações de R$ 1,466 trilhão, resultando em um déficit de R$ 425,173 bilhões em 2024.

Fonte: Assessoria SAA SP

Notícias

Fórum Sul Brasileiro debate capacidade de escala e distribuição do biometano

Com nova lei em vigor e 79 plantas aptas à purificação no país, fórum reúne setor entre os dias 14 e 16 de abril, em Foz do Iguaçu (PR), para discutir produção, logística e uso do combustível frente à alta do diesel e à demanda por descarbonização.

Publicado em

em

Fotos: IDR

O biometano estará no centro da pauta do 8º Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano (FSBBB), de 14 a 16 de abril, em Foz do Iguaçu (PR). O encontro reunirá empresas, pesquisadores, profissionais, organizações e instituições da cadeia do biogás em três dias de programação oficial. O Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) é parceiro do Fórum e  onze extensionistas que lidam com este segmento vão participar das discussões.

Neste ano o tema é “Biometano: bem-feito, suficiente, bem distribuído”. Painéis temáticos vão apresentar diferentes

Foto: Divulgação

aspectos que envolvem o setor. Além disso, o evento inclui espaço para negócios, a entrega do Prêmio Melhores do Biogás Brasil e visitas técnicas a indústria e cooperativas da região Oeste do Paraná. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas no site do evento, acesse clicando aqui.

O Oeste do Paraná é uma importante referência para o biogás no Brasil. Na região, estão instaladas diferentes unidades e projetos envolvendo exemplos de desenvolvimento da cadeia de biogás. O Paraná tem o maior número de unidades produtoras de biogás com fins energéticos. Segundo o Panorama do Biogás no Brasil, de 2024, publicado pelo CIBiogás, os três estados do Sul do Brasil estão entre os 10 mais representativos em número de plantas de biogás: Paraná (490), Santa Catarina (130) e Rio Grande do Sul (81).

Ainda conforme o Panorama do Biogás 2024, no Brasil estão cadastradas 79 plantas que possuem tecnologia para purificação de biometano.

Para Herlon de Almeida, do IDR-PR, coordenador do Programa de Energias Renováveis do Paraná (Renova-PR), o fórum é uma oportunidade única de atualização e conhecimento, para quem quer conhecer a respeito do Biometano. “Trata-se do principal biocombustível da atualidade para substituir o diesel, descarbonizar os transportes e gerar maior competitividade para as cadeias produtivas”, observa. Segundo ele, a discussão sobre o uso do biogás ganha relevância no atual cenário de alta dos preços do diesel.

O coordenador geral do Fórum, Felipe Souza Marques, diretor-presidente do Centro Internacional de Energias Renováveis (CIBiogás), de Foz do Iguaçu, o debate é fundamental, levando-se em conta as novas oportunidades para o setor criadas a partir da Lei do Combustível do Futuro (14.993/24), sancionada no final de 2024.

Segundo ele, o marco legal permitirá ampliar a participação deste biocombustível na matriz de energia do Brasil. “Estamos vivendo um momento decisivo para o biometano. A demanda que virá é uma conquista de muito esforço do setor, que agora precisa responder à altura, com produtividade, qualidade e estratégia de distribuição”, afirma.

O FSBBB é realizado pelo CIBiogás, de Foz do Iguaçu, pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa Suínos e Aves, de Concórdia (SC), e pela Universidade de Caxias do Sul (UCS). A organização é da Sociedade Brasileira dos Especialistas em Resíduos das Produções Agropecuária e Agroindustrial  (SBERA).

Programação

A programação desta edição inclui os seguintes painéis temáticos: Biogás, Biometano e Políticas Públicas; O Mercado

Foto: Divulgação/FSBBB

dos Certificados; Mobilidade a Biometano; Energia Elétrica – Novas Abordagens; O negócio dos Substratos e as Culturas Energéticas; Investimentos na Cadeia de Biogás e Biometano; Indústria do Biogás; Biometano e Gás Natural; Oportunidades e Desafios Setoriais e, ainda, Biogás na Prática, com apresentações de cases de quem já está utilizando, produzindo e comercializando biogás.

O evento será realizado no Bourbon Thermas Eco Resort Cataratas do Iguaçu, onde estará, também, o “Espaço de Negócios”, para expositores apresentarem suas marcas, produtos, serviços, equipamentos e resultados de projetos. Acontece entre as plenárias e permite a troca de ideias, além de oportunizar negócios e parcerias.

Outro destaque é o Momento Startup, uma iniciativa do Fórum em parceria com o Pollen – Parque Científico e Tecnológico de Chapecó (SC), da Unochapecó, e Agência de Inovação da Universidade de Caxias do Sul (RS). As startups inscritas e selecionadas apresentarão suas soluções inovadoras em pitches.

Foto: Divulgação/FSBBB

O último dia (16) será dedicado a visitas técnicas em quatro roteiros na região. O Roteiro 01 inclui as empresas Frimesa e Copacol, em Medianeira e Jesuítas, respectivamente. O Roteiro 02, em Toledo, às empresas Biokohler/Biograss e Central Bioenergia de Toledo. O Roteiro 03, em Santa Helena, na Granja Haacke e em Itaipulândia, à Usina Rui. Já o Roteiro 04 inclui a UD Itaipu, em Foz do Iguaçu. No dia 13 de abril, antecedendo ao evento oficial, o Fórum abre espaço para reuniões, encontros e workshop.

Biogás

O biogás é formado a partir da decomposição da matéria orgânica, por microrganismos, gerando uma mistura gasosa rica em gás metano, que pode ser usado em substituição aos compostos de origem fóssil e não renovável. Pode ser usado como fonte de calor (ex: aquecimento da água, em caldeiras industriais) ou mesmo na produção de energia elétrica renovável, distribuída na rede.

Em paralelo, o metano pode ser purificado e usado diretamente como combustível veicular em substituição ao GNV.

Foto: Kroma Fotografias

A produção do biogás ocorre no biodigestor e o material digerido, chamado de digestato, possui valor agronômico e torna o processo circular, o que amplia a sustentabilidade das cadeias produtivas envolvidas. Os substratos utilizados para produção de biogás no Brasil estão divididos em três categorias:

Agropecuária: que envolve as atividades de criação de animais como avicultura, bovinocultura, suinocultura, ovinocultura, dentre outros.

Indústria: contempla abatedouros e frigoríficos, usinas de açúcar e etanol, fecularias e amidonarias, cervejarias, indústrias de óleo vegetal, gelatina, entre outros.

Saneamento: contempla os aterros sanitários, as usinas de tratamento de resíduos orgânicos e as estações de tratamento de esgoto (ETE).

Fonte: AEN-PR
Continue Lendo

Notícias

Cooperativa Tradição inaugura indústria de soja de R$ 770 milhões no Paraná

Unidade em Pato Branco amplia capacidade de processamento e reforça estratégia de verticalização da produção.

Publicado em

em

Foto: Divulgação/Cooperativa Tradição

A Cooperativa Agroindustrial Tradição inaugura nos dias 26 e 27 de março, em Pato Branco, uma indústria de óleo e farelo de soja com investimento de R$ 770 milhões. O projeto amplia a capacidade de processamento no Sudoeste do Paraná e integra a estratégia de industrialização da produção agrícola.

A nova unidade terá capacidade para processar até 3 mil toneladas de soja por dia. A operação permite à cooperativa reduzir a dependência da venda de grão in natura e ampliar a agregação de valor dentro da própria cadeia produtiva.

O empreendimento foi estruturado com financiamento de instituições como BNDES, BRDE, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Itaú e Finep, indicando a participação de crédito público e privado na viabilização do projeto.

A planta começou a ser estruturada em 2021, com a aquisição da área do complexo industrial. As obras tiveram início em 2023 e avançaram ao longo de 2024 até a conclusão da unidade.

Geração de renda

A cooperativa estima a geração de 180 empregos diretos, além de vagas indiretas em atividades como transporte, armazenagem e serviços. A operação também deve ampliar a arrecadação local e estimular a circulação de renda na região.

Com a entrada em operação da indústria, a cooperativa passa a ter capacidade para absorver integralmente a produção de soja dos cooperados e ampliar a atuação em parceria com outras cooperativas, fortalecendo a integração regional.

Inauguração em duas etapas

A programação prevê uma cerimônia institucional no dia 26 de março, às 10 horas, com autoridades, lideranças do setor e parceiros. No dia 27, às 19 horas, o evento será voltado a cooperados, colaboradores e convidados.

A nova unidade marca o avanço da cooperativa na verticalização da produção, em linha com o movimento de expansão da capacidade de processamento de soja no país.

Fonte: Assessoria Cooperativa Tradição
Continue Lendo

Notícias

Indústria moageira se reúne em abril no Moatrigo 2026

Encontro em Curitiba (PR) reúne moinhos, fornecedores e especialistas para discutir tendências do setor.

Publicado em

em

Foto: Divulgação

O Moatrigo está com inscrições abertas para a edição de 2026, que acontece no dia 13 de abril, no Centro de Eventos da Fiep, em Curitiba (PR). Realizado pelo Sindicato da Indústria do Trigo do Paraná (Sinditrigo‑PR), o encontro reúne representantes das indústrias moageiras, fornecedores estratégicos e profissionais da cadeia do trigo em torno de análises de mercado, tecnologia, gestão, tendências e temas que influenciam diretamente a competitividade do setor.

A programação traz o Painel do Trigo Nacional, com Daniel Kümmel, Elcio Bento e Eduardo Bulgarelli, que apresentam dados atualizados, leitura de safra e perspectivas para o próximo ciclo. As Salas de Soluções apresentam conteúdos técnicos de empresas do setor, com foco em inovação, processos e desempenho industrial.

Entre as palestras, destaque  para A Tríade da Performance, com  Wellington Moreira; e Pense com IA, Conectando Inteligência Artificial à Tomada de Decisão e à Produtividade na Gestão, conduzida por Gustavo Melles.

A programação inclui também momentos dedicados ao networking,  com welcome coffee, brunch e coquetel de encerramento, que ampliam as oportunidades de relacionamento entre os profissionais.

Consolidado na agenda anual do setor moageiro, o Moatrigo reúne em média cerca de 400 participantes a cada edição. As vagas são limitadas. Para se inscrever acesse www.moatrigo.com.

Fonte: Assessoria Moatrigo
Continue Lendo

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.