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Agroleite 2023 registra R$ 178 milhões em negócios
Balanço realizado pela organização traz números que superam todas as expectativas criadas antes da realização da edição. Ao todo, mais de 106 mil pessoas passaram pelo evento, que registrou o recorde histórico de R$ 178 milhões em negócios concretizados.

O Agroleite 2023, realizado entre os dias 08 e 11 de agosto em Castro (PR), mostrou novamente a sua força para conectar a cadeia do leite e gerar grandes oportunidades de negócios – tanto para as empresas expositoras, quanto para o público que passou pelo Castrolanda Expo Center durante os três dias do evento. O balanço realizado pela organização traz números que superam todas as expectativas criadas antes da realização da edição. Ao todo, mais de 106 mil pessoas passaram pelo evento, que registrou o recorde histórico de R$ 178 milhões em negócios concretizados.
Representante comercial da Ourofino Saúde Animal para a região de Castro e Norte do Paraná, Ivan Pedro Levistki destaca a qualificação do público presente no evento. “O Agroleite é o nosso principal evento ao longo do ano justamente por conta das pessoas que passam por ele. O público é formado por produtores rurais ou representantes de empresas que estão focados em vir até aqui para fechar negócios”, comenta. Segundo Levistki, esse diferencial dos visitantes é muito importante para a Ourofino, que “deposita grandes expectativas todos os anos no Agroleite e, ano após ano, se surpreende com os resultados”.
Quem também se surpreendeu com os negócios gerados no evento foram os representantes da Inpasa, empresa geradora de energia e que também atua na produção de DDGS – fonte de energia e proteína de alto valor agregado para nutrição animal. Gerente Comercial de DDGS, Daniel Sarmento afirma que o resultado das vendas realizadas no Agroleite foi muito acima do esperado, o que deve fazer com a empresa avance ainda mais no mercado da região. “Foi nossa primeira vez como patrocinador Diamante do Agroleite e já estamos muito contentes com o retorno obtido por aqui. O público qualificado, realmente interessado em buscar novas tecnologias e fechar negócios, é o que mais nos surpreendeu”, diz.
Fomento a novos negócios
As 279 empresas expositoras efetivaram negócios que atingiram marcas surpreendentes, mas a materialização de negócios nas semanas seguintes ao evento também chama a atenção. João Vicente Pedreira é gerente comercial da Lely no Brasil – empresa que oferece soluções em automação para pecuária leiteira. Ele afirma que o grupo veio ao Agroleite com a proposta de fomentar junto ao público o robô de ordenha e o MQC-C, reagente que é lançamento no Brasil e que proporciona ao produtor a possibilidade de testar o leite diariamente, visando a qualidade e a prevenção da mastite. “Os produtores ficam realmente encantados com a tecnologia e nos pedem o contato de representantes da Lely, o que abre uma oportunidade muito grande para o fechamento de negócios após o evento”, explica.
Os vários atrativos do Agroleite levaram dezenas de milhares de pessoas para o Castrolanda Expo Center entre os dias 0. Foram registradas presenças de visitantes do Ceará, Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, Bahia, Rio Grande do Sul e Mato Grosso, além de países como Argentina, Paraguai, Bolívia, Uruguai, Espanha e Estados Unidos.
Conexão dos elos da cadeia do leite
Gerente do Agroleite, Leila Dione destaca que a edição de 2023 marcou a conexão dos elos da cadeia do leite de forma muito positiva. “Essa edição foi especial por diversos motivos. Apresentamos ao público do Agroleite os novos investimentos do nosso parque e lançamos o novo nome. A Cidade do Leite abre espaço para chegada do Castrolanda Expo Center, com o desejo de ampliar as formas de utilização do investimento e torná-lo um grande shopping do agro a céu aberto. Recebemos a visita do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, a quem apresentamos diversas demandas do setor, e do Governador Ratinho Junior, que anunciou investimentos que irão beneficiar não só o evento, mas todo o município”, destaca Leila.
Para a gerente, os números conquistados este ano servem como motivação e energia para organizar a próxima edição do Agroleite, prevista para ser realizada entre os dias 6 e 9 de agosto de 2024. “O Agroleite se mostra em constante crescimento e desenvolvimento e figura entre os mais importantes eventos do agronegócio do Brasil e é o maior da América Latina para a cadeia do leite. É um evento em que celebramos a inovação, damos força ao empreendedorismo e difundimos o conhecimento, de Castro-PR, a Capital Nacional do Leite, para o mundo”, comenta.
Sobre Agroleite
O Agroleite é promovido anualmente pela Cooperativa Castrolanda com a missão de gerar conhecimento e negócios. Para cumprir com este objetivo, o evento conta com diversos painéis e fóruns. Seung Lee, diretor executivo, salienta a importância de trazer palestrantes de peso para o avanço da Castrolanda e do agronegócio. “O Agroleite tem como grande foco a cadeia leiteira, mas também traz abordagens sobre os outros segmentos em que a cooperativa atua e sobre o contexto geral da cadeia do agronegócio interna e externamente. É importante que os produtores recebam essas informações, tanto as mais técnicas, voltadas às suas atividades diárias, quanto as que oferecem uma visão global com relação às perspectivas políticas, econômicas e de mercado”, conta.
Presidente da Castrolanda, Willem Bouwman demonstra sua satisfação com a 23ª edição do evento. “Mais uma vez tivemos todos os holofotes da cadeia do leite voltados para Castro. Isso é muito importante não só para a Castrolanda ou para os parceiros do evento, mas também para o município que recebe visitantes, movimenta o comércio e a economia local”, reflete o presidente. Bouwman complementa que o Agroleite é uma celebração de todo o trabalho desenvolvido pelos produtores de leite da Capital Nacional do Leite. “É uma oportunidade para que os visitantes de outros lugares do Brasil e do mundo conheçam o que praticamos para atingir elevados índices de produtividade por animal, e dos nossos produtores conhecerem a diversidade de tecnologias e ferramentas disponíveis no mercado para a eficiência de suas propriedades”, finaliza.
O Agroleite 2023 é realizado em parceria com a Prefeitura de Castro e com o apoio de importantes associações de promoção ao gado leiteiro, como a Associação Brasileira de Criadores de Bovinos da Raça Holandesa (ABCBRH), Associação Paranaense de Criadores de Bovinos da Raça Holandesa (APCBRH), a Jersey Brasil e a Jersey Paraná. O evento foi patrocinado na cota Diamante pelas empresas Bouwman- Livestock & Agriculture, Grupo Calpar, Cogent Brasil, Confort Sol, Coonagro, Inpasa, MSD Saúde Animal, Nutron, Ourofino Saúde Animal, Pro Tork, Sicredi, Tetra Pak, Trouw Nutrition e Vence Tudo.
A comercialização de áreas para estandes na edição 2024 deve iniciar em janeiro.

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MBRF integra Índice Carbono Eficiente da B3
Empresa passa a integrar o ICO2 após fusão entre Marfrig e BRF, com reconhecimento à gestão das emissões de gases de efeito estufa.

A MBRF, uma das maiores companhias de alimentos do mundo, integra a carteira 2026 do Índice Carbono Eficiente da B3 (ICO2 B3), que reconhece empresas com desempenho consistente na gestão e na transparência das emissões de gases de efeito estufa (GEE), contribuindo para o avanço da transição para uma economia de baixo carbono. No processo de avaliação, 94 companhias foram analisadas, das quais 65 foram selecionadas para compor a nova carteira.
Esta é a primeira avaliação da companhia como MBRF, após a fusão entre Marfrig e BRF, concluída em 2025. No ciclo anterior, a Marfrig integrou o ICO2 B3 pelo quinto ano consecutivo, enquanto a BRF participou da carteira pela 14ª vez.
“A inclusão da MBRF na carteira do ICO2 B3 evidencia a robustez das práticas para mitigação e adaptação climáticas da companhia e reflete a consolidação de uma trajetória construída por Marfrig e BRF, já reconhecidas individualmente pela eficiência na gestão das emissões. Agora, ampliamos esse legado, com uma atuação integrada, em maior escala e com compromisso permanente com a agenda climática”, afirma Paulo Pianez, diretor de Sustentabilidade e Relações Institucionais da MBRF.
Criado pela B3 em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o ICO2 avalia indicadores como metas de mudanças climáticas atreladas a remuneração variável dos executivos, reporte público de emissões de gases de efeito estufa, estudo de identificação de riscos e/ou oportunidades relacionados ao clima, plano de transição alinhado à ambição de limitar o aquecimento global a 1,5°C (conforme preconizado pelo Acordo de Paris), metas de descarbonização da cadeia de valor, entre outros.
Mudança do clima
Para mitigar os efeitos da mudança do clima e contribuir para o fortalecimento de uma economia de baixo carbono, a MBRF estabeleceu compromissos e metas de redução das emissões de gases de efeito estufa. Os desafios climáticos foram validados pela Science Based Targets initiative (SBTi) e estão alinhados com o objetivo de limitar o aquecimento global a 1,5º C, conforme estabelecido no Acordo de Paris. O plano de ação está baseado em quatro frentes de ação: cadeia livre de desmatamento, agropecuária de baixo carbono, transição energética e eficiência operacional.
Entre as ações, destacam-se a geração de créditos de carbono certificados, com rentabilidade compartilhada ao longo da cadeia; o desenvolvimento de sistemas integrados de lavoura-pecuária-floresta (ILPF), certificados em parceria com a Embrapa; o uso de fontes renováveis, que já respondem por cerca de 50% da eletricidade consumida nas operações industriais, além da adoção de energia solar em aproximadamente 60% da criação de aves e suínos. A empresa também atua na intensificação e no manejo adequado de pastagens, evitando a supressão de vegetação nativa, investe no Programa de Produção Sustentável de Bezerros da IDH – The Sustainable Trade Initiative, e promove o melhoramento genético integrado que reduz o tempo de preparo dos animais para o abate, contribuindo para a diminuição das emissões.
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Florescimento da soja define potencial produtivo da lavoura
Fatores climáticos, nutrição equilibrada e manejo adequado são decisivos para o pegamento de flores e a formação de vagens.

O florescimento da soja marca uma das fases mais estratégicas do ciclo da cultura, pois é nesse período que se define grande parte dos componentes de produtividade. Aspectos fisiológicos, ambientais e de manejo atuam de forma integrada e podem favorecer ou limitar o pegamento de flores e a formação de vagens, refletindo no rendimento final da lavoura.
Entre os principais fatores que influenciam o florescimento estão o fotoperíodo, a temperatura, a disponibilidade hídrica e a nutrição da planta. Fotoperíodo e temperatura atuam conjuntamente sobre o desenvolvimento da soja, sendo que cada cultivar apresenta exigências específicas de soma térmica para completar seu ciclo.

Foto: Shutterstock
Já o déficit hídrico reduz a divisão e o alongamento celular, diminui a área foliar e o porte das plantas, resultando em menor formação de nós. Como consequência, ocorre redução no número de flores, vagens e grãos, afetando diretamente os componentes de produção.
A nutrição equilibrada também é determinante nessa fase. Todos os macro e micronutrientes são importantes, mas alguns se destacam durante o florescimento da soja, como fósforo, potássio, cálcio, boro, magnésio, cobalto e molibdênio. Esses nutrientes estão diretamente ligados à formação das flores, à polinização, ao transporte de carboidratos, à nodulação e ao enchimento de grãos. Deficiências nutricionais, especialmente de cálcio e boro, podem provocar baixa formação de flores e vagens.
Segundo o PhD em Agronomia em Ciência do Solo, Roni Fernandes Guareschi, além dos fatores abióticos, questões de manejo também interferem no florescimento e, por isso, requerem planejamento e correta execução das práticas agrícolas neste momento. “As análises de solo e foliar permitem identificar e corrigir desequilíbrios nutricionais que comprometem o desenvolvimento da planta e aumentam o risco de abortamento. A escolha de sementes de alta qualidade, de variedades adaptadas à região, o respeito à janela de plantio e um manejo eficiente de pragas e doenças são fundamentais para garantir um florescimento uniforme e dentro do potencial de cada cultivar”, afirma.
Florescimento e o início do verão
A qualidade da semente utilizada na implantação da lavoura exerce forte influência no florescimento. Sementes com alto vigor, boa germinação e sanidade favorecem um estabelecimento mais rápido e uniforme, com sistema radicular mais desenvolvido e maior eficiência na absorção de água e nutrientes, resultando em maior número de flores, vagens e grãos.

Foto: Gilson Abreu
Nesse contexto, o suporte técnico especializado contribui para decisões mais assertivas ao longo do ciclo. “Além de auxiliar na escolha da variedade mais adequada para cada região e condição climática, o time de campo orienta o produtor durante toda a safra com análises de solo e foliar e na seleção correta dos insumos para promover estandes mais uniformes e maior segurança na floração e formação de vagens”, destaca Guareschi.
Com a lavoura em fase reprodutiva e sob condições típicas do início do verão, o produtor deve ter ainda mais atenção ao manejo. “Monitorar a nodulação da soja, acompanhar pragas e doenças de forma contínua e adotar estratégias para estimular o máximo potencial fisiológico da planta são cuidados essenciais para minimizar os efeitos dos estresses abióticos e preservar o desempenho da cultura”, reforça.
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Dia de Campo da Copacol apresenta pesquisas e tecnologias para elevar a produtividade
Evento reúne cooperados no CPA, em Cafelândia (PR), e destaca manejo, cultivares e cenário do mercado de commodities.

Com o objetivo de potencializar a produção e preparar cada vez mais os cooperados, o 35° Dia de Campo de Verão Copacol apresentou estudos exclusivos realizados pelo Centro de Pesquisa Agrícola (CPA). “É muito bom receber nossos cooperados para compartilhar novidades e apresentar tecnologias que, se aplicadas nas propriedades, trarão uma melhor produtividade. Além de preparar nossos cooperados para bons resultados no campo, aqui também queremos trazer uma visão comercial, afinal, essas duas coisas precisam estar alinhadas na busca de melhores resultados”, afirma o diretor-presidente, Valter Pitol.
- Valter Pitol fez a abertura do Dia de Campo de Verão da Copacol
- O secretário Márcio Nunes foi recebido por Valter Pitol

Cooperado Lucas visitou o CPA com o filho Gustavo: “Aqui no evento podemos ver o comparativo das cultivares que depois vamos levar para dentro das nossas lavouras”
Entre os temas abordados estiveram os resultados de pesquisa referente a compactação do solo e seus feitos sobre o sistema de produção; plantas daninhas: o custo oculto no sistema de produção; milho safrinha: os desafios para altas produtividades; manejo de doenças da soja: estratégias de aplicação para preservar o potencial produtivo e um painel de cultivares de soja recomendadas pelo CPA. A abertura do evento também contou com uma palestra especial sobre tendências do mercado de commodities com o palestrante Étore Baroni, da Stone-X Brasil.
Para o cooperado Lucas Antunes Jasper, de Cafelândia, essa é uma oportunidade imperdível para quem produz no campo. “Aqui no evento podemos ver o comparativo das cultivares que depois vamos levar para dentro das nossas lavouras. Conseguimos ver lado a lado todos os testes e tudo fica bem claro para nós. O CPA consegue nos orientar sobre os melhores manejos e isso faz com a que ganhemos tempo e estejamos sempre a frente com a nossa produtividade”, comenta o produtor que participou do evento no primeiro dia.
Além da presença dos cooperados e cooperadas, colaboradores e pesquisadores do CPA, o secretário de Agricultura e Abastecimento do Paraná, Márcio Nunes, também prestigiou o evento. “A Copacol é uma das cooperativas mais importantes do mundo com produtos exportados para muitos países. E ela faz um trabalho sensacional com os produtores, um exemplo é esse Dia de Campo. A Copacol treina, adapta e coloca o produtor em situações de competitividade, tudo isso visando a melhoria da qualidade de vida através do aumento da renda do produtor, estimulando que as famílias fiquem no campo”, completa o secretário.
Nesta sexta-feira (09) um novo grupo de produtores participa do Dia de Campo de Verão da Copacol. As atividades começam a partir das 08 horas no CPA, em Cafelândia (PR).
- Cooperados puderam tirar dúvidas sobre os resultados das pesquisas
- A equipe técnica da Copacol recebeu os cooperados em cada etapa
- O secretário de Agricultura e do Abastecimento do Paraná conheceu as áreas de pesquisa do CPA








