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Agroleite 2022 abre as portas da Cidade do Leite

Autoridades, empresas e produtores prestigiam cerimônia de abertura do evento, que segue até sábado (20), em Castro (PR).

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Fotos: Divulgação/Agroleite

O tão esperado dia chegou e os portões da Cidade do Leite se abriram para os visitantes do Agroleite 2022. A cerimônia de abertura do evento aconteceu na manhã desta terça-feira (16), na Arena Agroleite. A Cooperativa Castrolanda, anfitriã, reuniu autoridades, representantes de empresas e produtores para brindar o leite.

Na solenidade o presidente da Castrolanda, Willem Berend Bouwman, mencionou a grande alegria da cooperativa em promover este reencontro dos atores da cadeia produtiva do leite da América Latina, uma grande vitrine de tecnologia e oportunidades. “Produzimos um dos alimentos mais perfeitos do mundo, o leite, e a Capital Nacional do Leite sente-se honrada em receber toda a sua cadeia produtiva. Temos aqui uma semana de muitas oportunidades, novas tecnologias, serviços e produtos que serão apresentados junto com as empresas e assim atendemos a missão do Agroleite de gerar conhecimento e negócios”, destacou.

Representando os produtores de leite do Brasil, o presidente da Associação Brasileira de Criadores de Bovinos da Raça Holandesa, Hans Groenwold, citou que o Agroleite é o ambiente ideal para que os criadores compartilhem suas experiências e mencionou a alegria de receber produtores de todo o Brasil em Castro. Rafael Pereira, gerente de Marketing da Select Syres, falou em nome dos patrocinadores desta edição. “Essa edição que marca o reencontro seja também uma edição histórica para nós patrocinadores e parceiros”, disse com entusiasmo.

Em seu pronunciamento, o prefeito de Castro, Álvaro Telles, ressaltou a vocação do município de Castro para a agropecuária, o segundo do Paraná em valor bruto de produção, com faturamento de R$ 3,4 bilhões na safara de 2021. “Somos a Capital Nacional do Leite e temos muito orgulho dos nossos produtores, que geram riqueza para o nosso município e o país”, frisou Telles.

Do cooperativismo, José Roberto Ricken, presidente do Sistema Ocepar, enalteceu os números da produção de leite da Unium, marca que representa os projetos industriais em que a cooperativa Castrolanda atua junto com a Capal e a Frísia. “Porque o Agroleite é tão importante? A Unium é a maior cooperativa do Brasil em recepção de leite, um orgulho enorme para o Sistema OCB e todo o cooperativismo, e ainda a segunda maior empresa em recepção de leite, com mais de três milhões de litros por dia”, disse.

Norberto Ortigara, secretário estadual da Agricultura e Abastecimento, fez a saudação pelo governo do Estado do Paraná e pelo vice governador, Darci Piana, também presente. Ortigara parabenizou a Castrolanda pela ação estratégica de promover esse movimento há duas décadas. “Quero saudar todos os parceiros, que são mais de 200, da retomada do Agroleite, todos os fornecedores de alguma solução importante para o avanço. Essa união do produtor rural, criador, com aqueles que fornecem soluções faz bem para o nosso negócio. Se faz bem para nosso negócio, fará com certeza bem para nossa renda, para a  economia do Paraná e do Brasil”, refletiu.

O Agroleite 2022 vem com o tema Reencontros, pois marca o retorno presencial do evento após dois anos afastados. Durante a abertura, a Castrolanda prestou homenagem a todos àqueles que partiram e não tiveram a oportunidade de participar deste reencontro em virtude da pandemia da Covid 19.

O evento segue até o sábado (20) com intensa programação, entre julgamento de animais, fóruns, Trilha do Leite, dinâmica de máquinas, visitas a propriedades de leite. A entrada e todas as atividades são gratuitas. O evento é realizado na Cidade do Leite, recinto de exposições da Castrolanda, e Parque de Exposições Dario Macedo, localizados no KM 198 da PR-340.

Fonte: Ascom

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Copercampos reinaugura unidade de grãos em Otacílio Costa com investimento de R$ 16 milhões

Estrutura modernizada aumenta capacidade e agilidade no recebimento de soja e milho, beneficiando produtores da região.

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Foto: Divulgação

A Copercampos reinaugurou nesta sexta-feira, 20 de fevereiro, a unidade de armazenagem de grãos de Otacílio Costa, na serra catarinense, após um amplo processo de modernização que recebeu investimentos superiores a R$ 16 milhões. A estrutura, implantada originalmente em 2012, ganhou nova moega, secador, instalação de tombador, caixa de carregamento e silo de armazenagem, garantindo mais eficiência, segurança e rapidez no fluxo de recebimento.

Com as melhorias, a unidade passa a ter capacidade estática de 380 mil sacos de 60 kg, além de maior agilidade operacional durante a safra, reduzindo filas e otimizando a logística dos associados da região.

Segundo o presidente da Copercampos, Luiz Carlos Chiocca, a obra atende uma necessidade prática do produtor, principalmente pelo ritmo acelerado da colheita no município. “Hoje estamos aqui em Otacílio inaugurando uma obra de suma importância para o produtor, que vai agilizar a sua colheita e o descarregamento, evitando filas e transtornos. Aqui a safra ocorre muito rápido devido ao clima e isso traz um grande benefício”.

Para o Diretor Superintendente da Copercampos e também produtor associado Lucas de Almeida Chiocca, que atua na região há mais de 15 anos, o investimento reforça a proximidade da cooperativa com quem produz. “Eu, como produtor há mais de 15 anos em Otacílio Costa, saio daqui com o coração cheio de alegria. A Copercampos mais uma vez está do lado do produtor, fazendo um grande investimento para resolver o problema do momento. O mais importante é o recolhimento do grão.”

O crescimento também foi destacado pelo prefeito de Otacílio Costa, Fabiano Baldessar, que ressaltou a transformação produtiva do município ao longo dos anos. “Otacílio Costa saiu de 700 a 800 hectares de lavoura entre 2009 e 2011 para hoje mais de 17 mil hectares, segundo dados da Epagri. Essa reinauguração é mais uma conquista e representa uma segunda virada de chave no agro do nosso município”, comentou.

A estrutura ampliada já será fundamental para a safra 2026, cuja previsão de recebimento é de aproximadamente 500 mil sacos de soja e 100 mil sacos de milho, volume que demonstra o novo patamar produtivo regional.

Fonte: Assessoria Copercampos
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Preços agropecuários caem 3,75% em janeiro, aponta Cepea

Todas as categorias registraram queda, com hortifrutícolas e grãos liderando a retração mensal.

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Foto: Shutterstock

Em janeiro, o Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA/CEPEA) registrou queda nominal de 3,75% em relação ao mês anterior.

O resultado mensal se deve à retração observada para todos os subgrupos do Índice, com destaque para o IPPA- Hortifrutícolas (-7,69%) e o IPPA-Grãos (-5,44%), seguidos pelo IPPA-Pecuária (-2,74%) e pelo IPPA-Cana-Café (-0,63%).

Já o IPA-OG-DI apresentou leve alta de 0,92% no mês, indicando que, em janeiro, os preços agropecuários tiveram desempenho inferior ao dos industriais.

No cenário internacional, os preços dos alimentos em dólares avançaram 0,33%, enquanto o Real se valorizou 2,11%, o que resultou em queda de 1,79% dos preços internacionais de alimentos medidos em reais.

Na comparação anual (janeiro/26 frente a janeiro/25), o IPPA/CEPEA caiu expressivos 8,19%, com quedas em todos os grupos: IPPA-Hortifrutícolas (-17,68%), IPPA-Cana-Café (-8,78%), IPPA-Grãos (-7,85%) e IPPA-Pecuária (-7,09%). No mesmo período, o IPA-OG-DI se desacelerou 2,21%, e os preços internacionais de alimentos acumulam queda de 19,12% em Reais e de 8,76% em dólares, refletindo também a valorização de 11,36% do Real em um ano.

 

Fonte: Assessoria Cepea
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Cooperativas fortalecem cadeias de aves, suínos e leite em Santa Catarina

Dados apresentados mostram que 70% dos avicultores da cooperativa já possuem sucessão familiar definida, garantindo continuidade no campo.

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Fotos: Bruna Leticia/MB Comunicação

Reflexões estratégicas sobre o futuro do cooperativismo, o protagonismo jovem e a força das cadeias produtivas catarinenses. Assim iniciou a programação do Sebrae/SC no terceiro dia do 27º Itaipu Rural Show em Pinhalzinho. O evento reuniu duas palestras que dialogaram diretamente com os desafios e as oportunidades do agronegócio: União que Gera Valor: Engajamento e Cooperativismo no Campo, com Dieisson Pivoto, e Cadeia de Aves e Suínos em SC, com Marcos Zordan.

Diretor vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop, Marcos Zordan

Pivoto destacou como o cooperativismo transforma união em desenvolvimento econômico e social. Ele apresentou a trajetória da Cooper Itaipu como exemplo de organização e visão estratégica. Também abordou a atuação da Aurora Coop, formada por 14 cooperativas, com mais de 850 produtos no portfólio e presença em mais de 80 países, a cooperativa demonstra a dimensão que o modelo pode alcançar quando há integração e gestão eficiente.

Entre as contribuições da cooperativa aos seus sócios e à comunidade, Pivoto ressaltou a geração de renda ao cooperado, a assistência técnica no campo, a industrialização da produção e a criação de oportunidades que fortalecem toda a região. “Somos parte importante na alimentação do mundo. O cooperativismo gera valor quando fortalece o produtor, apoia a comunidade e prepara as próximas gerações para dar continuidade a esse legado”, afirmou.

Com foco especial na juventude, a palestra abordou a necessidade de incentivar o cooperativismo desde cedo, aproximando os jovens do modelo e reforçando seu papel na tradição e na inovação. O futuro do cooperativismo, segundo ele, depende diretamente do engajamento das novas gerações.

O diretor técnico do Sebrae/SC, Fábio Zanuzzi, aprofundou o debate ao falar sobre sucessão e permanência no campo. “Um dos grandes desafios é a continuidade não só do jovem na propriedade rural, mas também no modelo cooperativista. Temos percebido mudanças de comportamento entre as gerações, e isso exige uma comunicação mais próxima e estratégica. Precisamos ouvir o jovem, entender seus anseios e reconhecer que a velocidade dele é diferente da geração anterior”.

Cadeia de aves e suínos

Complementando a programação, a palestra “Cadeia de Aves e Suínos em SC”, ministrada pelo vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop, Marcos Zordan, trouxe uma análise sobre a importância estratégica dessas cadeias produtivas para a economia catarinense e nacional. “Conectamos a cadeia de suínos, aves e leite ao cooperativismo, seja por meio da Aurora Coop ou das cooperativas filiadas. Precisamos mostrar ao produtor o que estamos fazendo e o que o futuro nos espera nessas atividades”, explicou.

Zordan esclareceu a diferença entre os sistemas de integração, como ocorre na suinocultura, avicultura e na produção independente do leite, ressaltando a importância da segurança para o produtor na tomada de decisão. “Precisamos que esses produtores sintam firmeza ao decidir investir nessas atividades. O futuro aponta para aumento do consumo de alimentos e isso exige produtividade. E produtividade é a única forma de melhorar a rentabilidade”, enfatizou.

O vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop expôs dados relevantes da avicultura regional. “Atualmente, cerca de 70% dos avicultores ligados a Aurora Coop já têm sucessão familiar encaminhada. No Brasil, esse índice gira entre 3% e 5%. Isso é resultado de um trabalho contínuo das cooperativas, das filiadas, da cooperativa e de todos que fortalecem o setor. Quando o produtor tem renda compatível, o filho fica na propriedade. Se o filho fica, a sucessão está garantida”, salientou.

Capacitação

Palestrante Dieisson Pivoto – Foto: Karina Ogliari/MB Comunicação

“Encerramos a rodada de palestras desta sexta-feira (20), demonstrando a importância do desenvolvimento regional com iniciativas como o Programa Encadeamento Produtivo. Quando estruturamos as cadeias de aves, suínos e leite dentro de uma lógica cooperativista, estamos fortalecendo todos os elos, da produção primária à industrialização, da assistência técnica ao acesso ao mercado. Isso gera previsibilidade, competitividade e sustentabilidade econômica para o produtor”, concluiu Zanuzzi.

A atuação do Sebrae/SC qualifica esses elos, promove integração, gestão eficiente, inovação e planejamento estratégico. O desenvolvimento não ocorre apenas pelo aumento de produção, mas pela organização sistêmica da cadeia, adoção de tecnologia, ganho de produtividade e agregação de valor.

Fonte: Assessoria Sebrae
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