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Agroindústrias do oeste do PR são destaque no Programa Selo Alimentos

Programa premiou 15 empresas que obtiveram maior pontuação; dois primeiros lugares e um segundo colocado são da região

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Samollé, de Quatro Pontes, Coofamel, de Marechal Cândido Rondon, e Botânica Hortifruti, de Toledo, foram as três agroindústrias do oeste paranaense premiadas durante evento nesta semana em Curitiba. Além de fazer parte das 101 micro e pequenas empresas com a chancela do Selo Alimentos do Paraná, atingiram pontuação que premiou os três primeiros colocados em cinco categorias: Alimentos Prontos e Pré-prontos, Bebidas, Origem Animal, Origem Vegetal e Alimentos Funcionais.

Em produtos de Origem Animal, a Samollé atingiu 98,85% de conformidade com as normas aplicadas ao Selo, o que conferiu à agroindústria do Oeste do Paraná o 1º lugar na categoria e 2º lugar geral entre as participantes. Ainda nesta categoria, o segundo lugar também foi do oeste, premiando a Coofamel, de Marechal Cândido Rondon, que atingiu 98,35%. Em terceiro lugar, foi premiada a Salumeria Romani, de Madirituba que chegou a 96,95% de conformidade.

“Recebemos a premiação com muita alegria e compartilhamos com nossa equipe, pois é resultado de um trabalho realizado com o comprometimento de todos com a gestão e a qualidade. Participamos do Selo desde a primeira edição e, nesses três anos, sempre conseguimos renovar a chancela e melhorar algo a mais a cada etapa. Nesta última, por exemplo, melhoramos controles e aplicamos pesquisas de satisfação”, destaca Juliano Jacobs, da Samollé.

De acordo com o consultor do Sebrae/PR, Emerson Durso, o Selo tem como focos a gestão e qualidade dos produtos. “Além de exigências como segurança e qualidade alimentar, o Selo também leva em consideração a gestão do negócio. O objetivo final é auxiliar as micro e pequenas empresas a se adequarem a processos e normas e, por consequência, aumentar a competitividade e contato com o mercado”, explica.

A gestão foi, justamente, a ‘guinada’ da Coofamel, conforme cita o presidente da cooperativa, Wagner Gazziero. “Podemos dizer que tínhamos uma gestão ‘familiar’ antes de começar com as adequações do Programa Selo Alimentos do Paraná. A partir disso, profissionalizamos não só a gestão, mas a produção, o beneficiamento, as finanças, enfim, demos uma ‘cara’ nova ao trabalho na cooperativa. Capacitando, inclusive, não somente os nove colaboradores, mas os 15 diretores que atuam conosco”, afirma.

Na categoria dos produtos de Origem Vegetal, a Botânica Hortifruti, de Toledo, foi a representante do Oeste do Paraná entre os premiados. “O primeiro lugar na categoria foi surpresa para nós. Sabíamos que estávamos no caminho e foi com orgulho que recebemos este reconhecimento. Este foi o segundo ano que participamos e fomos ainda mais aguerridos na aplicação da metodologia. Além das melhorias, o Selo nos atesta credibilidade”, assegura Claudio Oliveira Severino, da Botânica.

Também foram premiados nesta categoria Anfrut, de Marialva, com 90,39%, e Soeto Alimentos, de Joaquim Távora, com 90,36% de conformidade com as normas do Selo Alimentos do Paraná. Na categoria alimentos funcionais, foram vencedores: Biscoitos Kerber, Verde Brasil Alimentos Orgânicos e Semprebom. Na de Bebidas, Adega Porto Brazos (1ª colocada geral do Selo), Belo Pomar Polpas de Frutas e Chá da Serra. Na categoria Alimentos Prontos e Pré-Prontos, venceram: Maria Maria Soluções, Pipoca do Gugui e Petit Chef.

 

Oeste do Paraná

A região tem, atualmente, o total de 16 micro e pequenas empresas com o Selo Alimentos do Paraná e outras estão trabalhando seus processos, com apoio do Sebrae/PR, para futuras auditorias com foco na obtenção do Selo, que tem vigência de 12 meses. Além das três premiadas, estampam o Selo o Frigorífico Corbélia, Frigorosa Indústria e Alimentos, Casa de Carne Evarini, Água Mineral Havai, Q Delícia, Oficina do Sorvete, Roma Foz Panificadora, Açougue 500, Seleção Monjoleiro, Pegue + Chás e Ervas, Terra Mate, Coofamel Santa Helena e Temperbom.

O Selo Alimentos do Paraná é realizado pelo Sebrae/PR, Fecomércio PR, Fiep, Associação Paranaense de Supermercados (Apras) e Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel). Objetiva a melhoria de processos produtivos, aprimoramento da qualidade e boas práticas de gestão em empreendimentos de micro e pequeno porte do segmento de alimentos e bebidas. A metodologia segue as normas sanitárias vigentes e o MEG – Modelo de Excelência da Gestão, da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ). Todo o processo tem como avaliador o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar).

Fonte: Ass. de Imprensa

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Reforma tributária passa a taxar insumos do agro e pressiona custos no campo

Tributação de até 10% sobre fertilizantes, sementes e defensivos preocupa setor produtivo.

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Desde 1º de abril, insumos essenciais à produção agropecuária, como fertilizantes, sementes e defensivos agrícolas, deixaram de contar com a isenção dos impostos Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). A mudança faz parte da reforma tributária, em vigor desde o início do ano. Diante do início da tributação, o Sistema Faep pede que o governo federal prorrogue o prazo para cobrança.

“O momento de iniciar a cobrança é totalmente descabido. Há diversos fatores geopolíticos que estão influenciando negativamente o fornecimento dos insumos, gerando transtornos no meio rural e alta dos custos ao produtor rural. Por isso, é necessária a revisão dessa medida e a prorrogação do prazo para a tributação”, diz o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

Com o fim da isenção, esses insumos passaram a ser tributados em 0,925%, podendo chegar a até 10%, dependendo do regime tributário adotado pelo produtor. Na prática, a medida encarece diretamente o custo de produção, especialmente em culturas intensivas em tecnologia, como soja, milho e algodão.

Esse aumento do imposto sobre fertilizantes ocorre em um momento em que Rússia e China, maiores fornecedores do produto no mundo, estão restringindo as exportações. O Brasil é diretamente impactado por esse cenário global. Atualmente, 85% dos fertilizantes utilizados no país são importados, o que torna o setor vulnerável a oscilações de preços e restrições de oferta causadas por fatores geopolíticos, como conflitos internacionais.

Meneguette atenta para o fato de que, do ponto de vista econômico, tributar insumos estratégicos equivale a tributar a produção antes mesmo do plantio. Além disso, o resultado é um aumento do custo marginal da produção agrícola, que tende a se propagar ao longo de toda a cadeia, resultando em inflação e alta dos alimentos a população.

“É fundamental a suspensão temporária ou a prorrogação da cobrança de PIS e Cofins sobre fertilizantes e insumos estratégicos, enquanto persistirem condições adversas no mercado internacional. Isso é uma decisão estratégica para o setor continuar produzindo com qualidade e eficiência”, complementa o presidente do Sistema Faep.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Copel cria canal exclusivo para produtor rural após articulação do Sistema Faep

Agricultores e pecuaristas relatam atendimento mais ágil, que permite reduzir impactos das quedas de energia e prejuízos no campo.

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Desde 6 de abril, os produtores rurais do Paraná têm um canal exclusivo de comunicação com aCopel. O Copel Agro faz parte de um plano de ações da empresa voltado à redução dessas ocorrências no campo. A iniciativa atende a reivindicação do Sistema Faep, diante dos recorrentes episódios de queda de energia em áreas rurais do Paraná e dos prejuízos milionários dentro da porteira.

A expectativa é que, com o Copel Agro, as respostas aos produtores rurais sejam rápidas com atendimento das demandas com mais eficiência. O canal conta com 30 especialistas disponíveis 24 horas por dia para atender os agricultores. O contato pode ser feito pelo telefone 0800 643 76 76 ou pelo WhatsApp (41) 3013-8970. O atendimento é exclusivo para produtores rurais, especialmente aqueles que atuam com proteína animal, como frango, suíno, leite e peixe.

“Nos últimos meses, as quedas de energia causaram prejuízos enormes aos nossos produtores rurais. Diante dos relatos constantes desses problemas, o Sistema Faep buscou a Copel para a construção de um plano com ações que ajudem o agricultor e pecuarista no momento de queda de energia. Esse canal faz parte desse trabalho, com perspectiva de facilitar e dar agilidade no contato, principalmente na hora de notificar problemas”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette. “Essa é uma conquista importante para os nossos produtores rurais, pois a energia é um insumo fundamental nas atividades dentro da porteira. Vamos continuar acompanhando o cenário, para garantir mais investimentos no meio rural”, complementa.

Max Alberto Cancian, produtor de tilápias de Marechal Cândido Rondon

Max Cancian aprovou o novo canal de comunicação da Copel, com resultados rápidos e atendimento humanizado

Apesar de estar disponível há poucos dias, o serviço já tem registrado resultados positivos. O produtor de tilápias Max Alberto Cancian, de Marechal Cândido Rondon, na região Oeste do Paraná, utilizou o novo canal e aprovou a iniciativa, principalmente o atendimento humanizado. “Um profissional entende melhor o que estamos passando. Conseguimos explicar a gravidade da situação. Na minha experiência, a resposta foi rápida”, conta.

Cancian relata que as quedas de energia ocorrem de duas a três vezes por semana na região, gerando prejuízos. “Já tive muitos equipamentos queimados por causa da oscilação. Esse tipo de perda até é ressarcido pela Copel, mas o gasto com diesel para manter o gerador ligado é alto e não é reembolsado, o que acaba sendo repassado ao consumidor final”, afirma. “Esse novo canal é uma ferramenta importante, mas o ideal é melhorar o serviço para que o produtor não precise acioná-la”, completa.

Rosimeri Draghetti, piscicultora de Santa Helena

Depois de acumular prejuízos, Rosimeri Draghetti identificou melhoras no atendimento da Copel com o novo canal

A piscicultora Rosimeri Draghetti, de Santa Helena, também percebeu melhora no atendimento. Antes de adquirir um gerador, ela acumulou prejuízos com a mortalidade de peixes causada pela falta de energia. “A comunicação antes era muito ruim. Na propriedade não temos sinal de telefone, só internet, e o atendimento pelo WhatsApp demorava bastante. Já ficamos até três dias sem energia. Agora, ao entrar em contato, fui direcionada para esse canal específico do produtor rural”, afirma.

Rosimeri lembra que as longas interrupções sempre geraram preocupação, mesmo com o uso de gerador. “A última queda foi às 22h30 e a energia só voltou às 7h43 do dia seguinte. Desta vez, voltou em duas horas. Isso é importante, pois o gerador é para emergência, não para sustentar a produção por mais de 24 horas”, relata.

Mais ações previstas

O plano elaborado pela Copel em parceria com o Sistema Faep e outras entidades do setor produtivo prevê um conjunto de ações voltadas à melhoria do atendimento e do fornecimento de energia no meio rural. Desde o início do ano, Sistema Faep, Ocepar e Fiep realizam reuniões semanais com a Copel para estruturar um plano alinhado às demandas.

De acordo com Luiz Eliezer, técnico do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estabelece limite médio de oito horas sem energia por ano no Paraná. No entanto, nas propriedades rurais, esse número pode chegar a 40 horas anuais.

“As principais reclamações dos sindicatos rurais envolvem quedas de energia, oscilações e demora no religamento. Levamos essas demandas para as reuniões para que o plano atenda, de fato, às necessidades do produtor. A energia é um insumo essencial ao agricultor, que representa cerca de 25% dos custos de produção”, destaca Eliezer.

As ações previstas serão implementadas a curto, médio e longo prazos e foram estruturadas com base em temas considerados prioritários: poda de vegetação, financiamento, reforço de equipe, comunicação, cadastro, capacitação técnica, tecnologia, geração distribuída, investimentos em subestações e cronograma.

Outro avanço envolve um projeto de lei que retira dos produtores rurais a responsabilidade pelo manejo da vegetação próxima às redes de energia elétrica. O projeto de Lei 189/2026, de autoria dos deputados estaduais Hussein Bakri, Alexandre Curi, Fábio Oliveira, Moacyr Fadel e Evandro Araújo, altera a Lei Estadual 20.081/2019 e estabelece que a poda, manejo e supressão de árvores, em um raio de até 15 metros das redes de distribuição passem a ser responsabilidade das concessionárias. O projeto já está em tramitação na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) e deve ser aprovado ainda neste mês.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Moatrigo 2026 debate efeitos das canetas emagrecedoras no mercado de alimentos

Engenheira de alimentos Cristina Leonhardt analisa como a difusão da semaglutida altera padrões de consumo, reduz ingestão de ultraprocessados e pressiona reformulações no setor de alimentos.

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Foto: Divulgação/Freepik

A popularização dos medicamentos agonistas de GLP 1, impulsionada pela recente expiração da patente da semaglutida, princípio ativo do Ozempic, pode transformar o setor alimentício no Brasil, tanto nos padrões de consumo quanto nas estratégias das empresas. O tema integra a programação do Moatrigo 2026, que será realizado na segunda-feira (13), em Curitiba (PR), promovido pelo Sindicato da Indústria do Trigo do Paraná (Sinditrigo PR), reunindo lideranças e representantes da cadeia moageira do trigo.

Foto: Divulgação/Freepik

A palestra “O impacto dos medicamentos GLP 1 nos negócios de alimentos brasileiros” será conduzida por Cristina Leonhardt, engenheira de alimentos com mais de 20 anos de experiência em inovação. Cristina apresentará uma leitura técnica e atualizada sobre como esses medicamentos, originalmente indicados para diabetes, mas amplamente usados para emagrecimento, estão mexendo com padrões de consumo e desafiando empresas de alimentos no país.

Mudanças de consumo já aparecem nos dados
Estudos indicam redução consistente na ingestão entre usuários dos GLP 1 e uma alteração clara nas escolhas alimentares. As tendências mostram queda na procura por processados, maior interesse por alimentos frescos e ácidos e impacto direto em categorias como snacks salgados, uma das mais sensíveis ao novo padrão.

Segundo Cristina, parte dessas mudanças permanece mesmo após o fim do tratamento, o que sinaliza efeitos estruturais para o setor, e

Foto: Divulgação/Freepik

não apenas um ajuste momentâneo.

A palestra também discutirá como empresas de alimentos já começam a reagir ao movimento, com desenvolvimento de produtos mais alinhados a esse novo perfil de consumo, incluindo itens ricos em fibras e proteínas. A especialista apresentará ainda caminhos estratégicos e éticos para que as fabricantes brasileiras se adaptem a diferentes cenários futuros.

Fonte: Assessoria Sinditrigo PR
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