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Agroindústria recua 3,1% em novembro, revela FGV Agro

Apesar do resultado negativo, no acumulado de 2024, de janeiro a novembro, há alta de 2,2%.

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Foto: Jonathan Campos

A pesquisa sobre agroindústria, do FGVAgro, revela que em novembro de 2024, o volume de produção agroindustrial registrou uma queda de 3,1% frente ao mesmo mês de 2023. O resultado da contração foi generalizado entre os principais segmentos analisados, mas o setor de Produtos Alimentícios e Bebidas registrou o maior recuo (–5%). Vale ressaltar que esse segmento registrou contração em três dos últimos quatro meses e coloca dúvidas sobre o seu desempenho em 2025.

Por um lado, a perspectiva de uma safra maior para diversas matérias-primas para a Agroindústria tende a favorecer a produção do setor. No entanto, por outro lado, o dólar mais caro e a desaceleração da economia brasileira (e, por consequência, do mercado interno) trazem dúvidas para este ano.

Apesar do resultado negativo para o mês de novembro, em 2024, a Agroindústria acumula uma alta de 2,2%. Ainda assim, é o melhor crescimento acumulado nos primeiros onze meses do ano desde 2010.

Com o resultado negativo de novembro, o FGV Agro espera que a Agroindústria feche o ano abaixo do cenário base (que é de 2,7% frente a 2023) aproximando-se mais do cenário pessimista (que é de 2%).

Confira aqui a apresentação dos resultados no anexo.

Fonte: Assessoria FGV Agro

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Copa de 2026 pode elevar consumo de carnes em mais de 10% durante jogos do Brasil

Varejo reforça estoques e aposta em alta nas vendas de itens para churrasco. Desempenho da Seleção pode ampliar impacto sobre o consumo.

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Fotos: Shutterstock

A poucos dias de começar a Copa do Mundo de 2026, supermercados e indústrias de alimentos já trabalham com a expectativa de aumento nas vendas de proteínas animais e produtos ligados ao consumo coletivo. Estimativas da Scanntech indicam que a demanda por carnes pode crescer mais de 10% nos dias em que a Seleção Brasileira entrar em campo.

O movimento é impulsionado pelo hábito dos brasileiros em reunir familiares e amigos para assistir aos jogos. Essas ocasiões costumam ampliar o consumo de carnes, embutidos, bebidas e alimentos de preparo rápido.

Segundo o economista-chefe da Associação Paulista de Supermercados (APAS), Felipe Queiroz, os grandes eventos esportivos produzem reflexos diretos no comportamento de compra da população. “Existe um aumento muito forte nas confraternizações e isso se traduz em maior demanda por proteínas, principalmente carne bovina, além de itens ligados ao churrasco e alimentos práticos para consumo em grupo”, afirma.

Para atender ao aumento esperado nas vendas, redes supermercadistas anteciparam pedidos com fornecedores para reforçar os estoques. “A preparação do varejo envolve reforço operacional, aumento de estoque e negociações antecipadas com a indústria justamente porque existe expectativa de crescimento importante nas vendas durante a Copa do Mundo”, ressalta Queiroz.

Churrasco lidera consumo

De acordo com a APAS, os produtos tradicionalmente associados aos encontros durante os jogos devem concentrar boa parte do crescimento. A categoria de itens para churrasco deve apresentar aumento nas vendas de 227% nos dias de partidas da Seleção Brasileira.

Foto: Divulgação/HB Audiovisual

Entre os produtos com maior perspectiva de crescimento estão o espetinho bovino, com alta de 67%, seguido pelo frango inteiro (60%), maminha bovina (53%), salame (43%), tábuas de frios (41%) e picanha (29%).

O comportamento do consumidor não se restringe ao horário das partidas. O levantamento indica que a movimentação nas lojas começa antes dos jogos e permanece elevada nos dias seguintes.

Na Copa de 2022, o fluxo de consumidores cresceu 8,3% na véspera das partidas. Em algumas situações específicas, como sextas-feiras que antecederam jogos realizados aos sábados, a alta chegou a 18,8%.

Já considerando o período formado pela véspera, dia do jogo e pós-jogo, o crescimento médio registrado foi de 5,6%.

Carne bovina segue protagonista

A tradição do churrasco continua colocando a carne bovina no centro do consumo durante os grandes eventos esportivos. Levantamento da Kantar WorldPanel aponta que cerca de 35 milhões de brasileiros realizam churrascos semanalmente. Em 2025, o país atingiu a marca de um bilhão de churrascos realizados ao longo do ano.

A pesquisa também mostra que a carne bovina é a única proteína presente em quatro de cada dez churrascos realizados no Brasil. A relação entre futebol e churrasco aparece como outro fator relevante. Segundo a Kantar, 86% dos consumidores associam diretamente as duas atividades, reforçando o potencial de crescimento das vendas durante a competição.

Na última Copa do Mundo, apenas a categoria de linguiças registrou incremento superior a R$ 31 milhões acima da sazonalidade normalmente observada.

Impacto pode variar conforme desempenho da Seleção

O tamanho do efeito econômico sobre o varejo dependerá também da trajetória da equipe brasileira no torneio. As projeções da APAS indicam que uma eliminação ainda na fase de grupos limitaria o crescimento das vendas a cerca de 3,6%.

Caso a Seleção alcance as quartas de final, a expansão do varejo poderá variar entre 4,3% e 5,5%. Nos cenários mais otimistas, com classificação para semifinal e final, o avanço estimado fica entre 6,2% e 8,6%, impulsionado pelo aumento das festas e encontros organizados para acompanhar as partidas decisivas.

Consumo vai além do churrasco

Além das carnes tradicionais, o varejo observa mudanças no perfil de consumo dos brasileiros. Produtos ricos em proteína, alimentos voltados à praticidade, opções sem açúcar, bebidas sem álcool, snacks e itens preparados para air fryer aparecem entre as categorias com maior potencial de crescimento.

A tendência indica que o aumento da demanda por proteínas durante a Copa não deve ficar restrito ao churrasco, alcançando também refeições rápidas e produtos voltados à conveniência, segmento que vem ganhando espaço no carrinho de compras dos consumidores brasileiros.

Fonte: O Presente Rural
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Governo Federal anuncia R$ 14 bilhões para o programa Move Agricultura

Financiamentos terão juros de até 9,2% ao ano para aquisição de tratores, colheitadeiras, plantadeiras e outros equipamentos agrícolas.

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Foto: Divulgação

A 20ª edição da Bahia Farm Show começou na segunda-feira (08), em Luís Eduardo Magalhães (BA), com anúncios de crédito voltados à modernização da produção agropecuária e do transporte de cargas. Os recursos foram apresentados pelo vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, durante a abertura oficial do evento, um dos principais do calendário do agronegócio brasileiro.

Foto: Divulgação

Entre as medidas anunciadas está o programa Move Agricultura, que disponibilizará R$ 14 bilhões para financiamento de tratores, colheitadeiras, plantadeiras e outros equipamentos utilizados nas propriedades rurais. As operações terão juros de até 9,2% ao ano, prazo de até cinco anos para pagamento e carência de 12 meses.

Outro anúncio foi a liberação de R$ 21,1 bilhões para renovação da frota nacional de transporte. Do total, R$ 19,1 bilhões serão destinados à compra de caminhões e R$ 2 bilhões à aquisição de ônibus, além de recursos para implementos rodoviários. A expectativa é que as linhas de financiamento tenham taxas próximas de 12% ao ano.

Durante a cerimônia, Alckmin destacou a importância do agronegócio para a balança comercial brasileira. Segundo ele, o setor exportou US$ 169 bilhões em 2025 e mantém posição de destaque entre os principais fornecedores mundiais de alimentos.

O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, afirmou que o governo trabalha na elaboração do próximo

Foto: Divulgação

Plano Safra e indicou que os valores deverão acompanhar a expansão da atividade agropecuária.

O ministro também destacou os recentes avanços na abertura de mercados internacionais para os produtos brasileiros e citou o reconhecimento da China ao status do Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação.

Oeste baiano ganha protagonismo

Ao comentar a importância da região, André de Paula ressaltou a transformação econômica do Oeste da Bahia, uma das principais fronteiras agrícolas do país.

Foto: Divulgação

Segundo ele, o desenvolvimento local está associado à incorporação de tecnologia, pesquisa e inovação, além da atuação de produtores que ajudaram a consolidar a região como referência na produção de grãos e fibras.

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, também participou da abertura e destacou projetos de infraestrutura em andamento, especialmente nas áreas ferroviária e rodoviária, voltados ao escoamento da produção agrícola.

Para o governador, o próximo passo é ampliar a industrialização da produção agropecuária, agregando valor às matérias-primas produzidas no estado.

Feira amplia estrutura

Promovida pela Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), a Bahia Farm Show chega à 20ª edição com

Foto: Divulgação

expansão da área destinada aos expositores.

Neste ano, o complexo da feira passou a ocupar 38 hectares, crescimento de 35% em relação à edição anterior. A expectativa da organização é receber mais de 500 expositores ao longo da programação.

Realizada até 13 de junho, a feira reúne fabricantes de máquinas, empresas de tecnologia, instituições financeiras, cooperativas, produtores rurais e representantes de diversos segmentos ligados ao agronegócio.

A projeção é que a edição de 2026 movimente cerca de R$ 180 milhões em investimentos, reforçando a posição da Bahia Farm Show entre os maiores eventos de tecnologia agrícola e negócios do país.

Fonte: Assessoria Mapa
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Produtores do Paraná podem ter maior subvenção no seguro rural com base no manejo do solo

Projeto-piloto do ZarcNM vincula desconto no PSR a práticas de conservação em soja e milho safrinha.

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Os produtores rurais paranaenses podem obter subvenção federal maior, com base em critérios de manejo e conservação do solo nas culturas da soja e milho safrinha. Para isso, as áreas agrícolas a serem seguradas devem ser enquadradas em Níveis de Manejo (NM) estipulados pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático Níveis de Manejo (ZarcNM). O projeto-piloto conta com recursos específicos para execução (R$ 1 milhão para cada cultura) e beneficia produtores rurais com percentual maior de desconto nos valores do seguro pelo Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

Foto: Geraldo Bubniak/AEN

A ferramenta considera critérios de qualidade do manejo de solo como redutor do risco climático de áreas agrícolas com maior capacidade de infiltração e retenção de água. O NM1 é a condição de risco base e o NM4, a melhor condição de cultivo que garante benefício maior.

“Em tempos de queda nas contratações de seguro rural, toda proposta que venha melhorar a subvenção ao prêmio é bem-vinda”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette. “Nossos técnicos estão à disposição para auxiliar os produtores rurais neste processo”, complementa.

Lançado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com metodologia da Embrapa, o ZarcNM teve o projeto-piloto iniciado na safra 2025/26, somente no Paraná, quando 28 áreas de produção foram classificadas em níveis de subvenção diferenciada. Na temporada 2026/27, o projeto iniciará a fase II, com possibilidade de participação dos produtores de soja do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, e milho safrinha no Paraná e Mato Grosso do Sul.

Como acessar

Presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette: “Em tempos de queda nas contratações de seguro rural, toda proposta que venha melhorar a subvenção ao prêmio é bem-vinda” – Foto: Divulgação/Sistema Faep

O primeiro passo para ter acesso à subvenção diferenciada é buscar a análise de solo em um laboratório credenciado no Estado. A metodologia das análises não difere das normalmente utilizadas, mas os laboratórios participantes conseguem registrar os dados da área diretamente no sistema (SiNM) da Embrapa.

“Antes mesmo de contratar o seguro, o produtor deve realizar a coleta da amostra de solo, seguindo as orientações do item 7, da Instrução Normativa 2/2025, do Mapa, e encaminhá-la a um laboratório credenciado, solicitando a análise Níveis de Manejo”, orienta Ana Paula Kowalski, coordenadora do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep.

Na sequência, o produtor deve procurar um operador de contrato para providenciar a análise de sensoriamento remoto e incluir as informações no sistema da Embrapa. Então, a plataforma calcula o nível de manejo do talhão e as informações são repassadas pelo operador ao governo federal para que seja definida a subvenção conforme os seis indicadores avaliados para a definição do nível de manejo: tempo sem revolvimento do solo; cobertura do solo com palhada; saturação por bases (V%); teor de cálcio; saturação por alumínio; e histórico de diversidade de cultivos. Três são verificados pela análise de solo e os demais por ferramentas de sensoriamento remoto utilizadas pelos operadores especializados. Para os níveis 2, 3 ou 4, segundo a Embrapa, “áreas com declividade superior a 3% devem, obrigatoriamente, adotar semeadura em nível ou contorno em pelo menos 75% da gleba”.

“Para subvenção maior, ou seja, além do padrão definido pelo PSR, os níveis devem ser de 2 em diante”, comenta Ana Paula. Na cultura de milho segunda safra, para Nível de Manejo (NM) 1, a subvenção será de 40%; NM2, 45%; e para NMs 3 e 4, 50%. Já para a cultura de soja, os cálculos são 20% para NM1; 30%, NM2; 35%, NM3; e 40%, NM4.

A lista de operadores credenciados está disponível no site, acesse clicando aqui.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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