Conectado com
OP INSTAGRAM

Notícias Estimativa

Agroconsult vê safra de soja 20/21 do Brasil em 132,6 mi t

Projeção de produção, que considera uma linha de tendência de produtividade, pode ser ainda maior se o clima colaborar

Publicado em

em

Divulgação/AENPr

O plantio de soja no Brasil, maior produtor e exportador global da oleaginosa, deverá aumentar 1,1 milhão de hectares na temporada 2020/21 que começa a ser plantada em setembro, o que resultaria em uma produção recorde de 132,6 milhões de toneladas, avaliaram analistas da Agroconsult ouvidos pela Reuters.

A projeção de produção, que considera uma linha de tendência de produtividade, pode ser ainda maior se o clima colaborar, permitindo um plantio superior ao estimado pela consultoria. Agricultores capitalizados por boas safras anteriores também fecharam vendas antecipadas para 2020/21 como nunca antes visto.

“Tem muita coisa para acontecer, tem possibilidade de continuar subindo… Ainda tem espaço… Por preço e liquidez (do mercado), a rentabilidade faz com que, se eventualmente surgir oportunidade e calendário (janela de plantio), o produtor possa expandir um pouco mais esta área”, declarou o analista Adriano Lo Turco.

Por ora, a Agroconsult estima uma área plantada com soja de 37,9 milhões de hectares. O tamanho da área a ser semeada com soja do Brasil em 2020/21, revelaram os analistas, foi crescendo nos últimos meses à medida que os agricultores foram travando vendas futuras, impulsionados por um dólar acima de 5 reais. “Nossa estimativa foi aumentando, esse 1,1 milhão de hectares começou lá atrás com 500-600 mil hectares, à medida que a taxa de câmbio foi se desvalorizando, ela (projeção de plantio) foi subindo”, comentou Lo Turco.

Caso as projeções atuais se confirmem, o Brasil poderia plantar históricos 37,9 milhões de hectares, alta de 3% na comparação anual, mas colhendo 6,3% a mais que as 124,7 milhões de toneladas projetadas pela Agroconsult para 2019/20, quando a safra do Rio Grande do Sul foi castigada por uma seca que fez o país produzir abaixo do potencial.

As projeções também são baseadas em indicadores de rentabilidade que têm saltado nas última safras.

Em Mato Grosso, principal produtor de soja do Brasil, a rentabilidade na temporada 2018/19 foi de cerca de 800 reais/hectare, subindo para 1.482 reais/ha em 2019/20 e agora está projetada em aproximadamente 1.700 reais/ha em 2020/21. “Tende a ser acima da margem espetacular de 19/20, claro que depende da produtividade…”, disse o analista, lembrando que o cálculo considera um clima normal.

O grande avanço do plantio será no Matopiba (Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia), além de Goiás, Mato Grosso do Sul e São Paulo —neste último, mais pela influência de um sistema de meiosi (rotação) de cultura com cana. Além disso, o plantio crescerá mais de 2% em Mato Grosso, para mais de 10 milhões de hectares, conforme avaliação do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária.

A consultoria não vê problemas de consumo para esta grande safra, com a China mantendo fortes compras no mercado.

As exportações de soja do Brasil foram estimadas em 80 milhões de toneladas em 2020, após registrarem volumes recordes no primeiro semestre, e podem superar esse patamar em 2021 com firme demanda chinesa.

Além da demanda externa, o consumo interno brasileiro tem sido sustentado pela fome da indústria de carnes por farelo de soja e do setor de biodiesel, por óleo, principal matéria-prima do biocombustível.

Milho

As avaliações sobre a próxima temporada ocorrem enquanto produtores estão em plena colheita da segunda safra 2019/20 de milho, com os trabalhos avançando bem em agosto após um atraso neste ano, o que explica também uma maior lentidão nas exportações neste início de segundo semestre.

A produção foi estimada em 74,1 milhões de toneladas, ante 76,4 milhões no ano passado, após uma seca ter atingido lavouras no Paraná e Mato Grosso do Sul.

Para a chamada “safrinha” do ano que vem, que responde pela maior parte da produção brasileira do cereal, a projeção é de um aumento de 5% na área plantada, para 13,9 milhões de hectares, com a produção podendo alcançar um recorde de 81,9 milhões de toneladas.

A Agroconsult prevê uma estabilidade no plantio da próxima primeira safra de milho, em 5,1 milhões de hectares, com a produção subindo de 27,1 milhões para 28,4 milhões de toneladas.

“É na segunda safra que aparece o bom momento do milho, onde tem mais contratos para exportação, na qual o produtor tem condições de fazer mais vendas antecipadas”, disse o analista, lembrando ainda que o produto tem sido disputado em Mato Grosso pelas indústrias de carnes e de etanol.

Entre fevereiro de 2020 e janeiro de 2021, as exportações brasileiras do cereal são estimadas em 34,6 milhões de toneladas, versus mais de 40 milhões no ciclo anterior.

A produção total de milho do Brasil em 2020/21 poderia subir para históricas 110,3 milhões de toneladas, ante 101,2 milhões em 19/20 e 102,5 milhões em 18/19, segundo dados da Agroconsult.

Fonte: Reuters
Continue Lendo
Clique para comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

14 − 8 =

Notícias Visita

Lideranças do Oeste catarinense visitam projeto de pesquisa com cereais de inverno em Chapecó

O experimento faz parte do  Projeto de Incentivo ao Plantio de Cereais de Inverno

Publicado em

em

Arquivo OP Rural

Na próxima segunda-feira, 27, às 9h, o secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Altair Silva, e os deputados estaduais da Bancada do Oeste visitarão o Projeto de Pesquisa com Cereais de Inverno no Centro de Pesquisa para Agricultura Familiar (Cepaf) para acompanhar o andamento do projeto e os primeiros resultados.

O experimento com cereais de inverno faz parte do  Projeto de Incentivo ao Plantio de Cereais de Inverno Destinados à Produção de Grãos e as áreas de pesquisa foram implantadas nos municípios de Chapecó, Canoinhas, Rio do Sul, Turvo, Jacinto Machado e Campos Novos, onde são avaliados cerca de 30 cultivares em diferentes solos e climas. A ação conta com o apoio da Cooperativa Regional Agropecuária Vale do Itajaí (Cravil), Cooperativa Regional Agropecuária Sul Catarinense (Coopersulca), Cooperalfa e Cooperativa Agroindustrial Cooperja.

Projeto de Incentivo ao Plantio de Cereais de Inverno Destinados à Produção de Grãos

A Secretaria de Estado da Agricultura está investindo R$ 5 milhões para apoiar os produtores que apostarem no cultivo de trigo, triticale, centeio, aveia e cevada ainda nesta safra.

Importância de investir na produção de cereais de inverno

Santa Catarina é um dos maiores importadores de milho do Brasil. Todos os anos mais de quatro milhões de toneladas do grão são importados de outros estados e países para abastecer a cadeia produtiva catarinense. A intenção da Secretaria da Agricultura é ocupar as lavouras também no inverno, trazendo uma alternativa de renda para os produtores e mais competitividade para a cadeia produtiva de carnes.

Fonte: Assessoria
Continue Lendo

Notícias Medida provisória

Produtor e agroindústria aprovam suspensão de PIS/Cofins na importação de milho

A suspensão permitirá a compra de milho de outros mercados fora do Mercosul de maneira competitiva

Publicado em

em

Arquivo OP Rural

O Sindicato das Indústrias da Carne e Derivados de Santa Catarina (SINDICARNE) considerou um avanço para o setor a decisão do Governo Federal de suspender a cobrança de PIS e Cofins na importação de milho até 31 de dezembro deste ano. O objetivo é desonerar o custo de aquisição externa com foco no aumento da oferta interna buscando reduzir a pressão de preços e os custos dos criadores de animais, já que o grão é importante insumo na alimentação de bovinos, suínos e aves.

O SINDICARNE participou ativamente das tratativas para a efetivação da Medida Provisória, junto com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e a bancada catarinense no Congresso Nacional. O diretor executivo, Jorge Luiz de Lima, lembra que foram feitas diversas reuniões e encaminhados ofícios explicando a importância da desoneração para a cadeia produtiva. O trabalho envolveu o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o Ministério da Economia e o Ministério da Ciência e Tecnologia.

A medida consta na Medida Provisória Nº 1.071, publicada na quinta-feira (23). Após o amplo trabalho das entidades, a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, entendeu a importância da desoneração em razão da quebra na produção de milho por causa da seca e do cenário de aperto no abastecimento, o que provocou alta no preço do milho. Segundo a MP, ficam reduzidas a zero, até 31 de dezembro de 2021, as alíquotas de contribuição incidentes na importação do milho. A Medida Provisória entra em vigor no quinto dia útil após a data de sua publicação.

“Essa é uma das etapas cumpridas para ajudar a viabilizar o processo de importação de milho de outros destinos. A suspensão da cobrança de PIS e Cofins é uma grande conquista que foi trabalhada via ABPA e SINDICARNE juntos aos Ministérios, mas ainda temos que superar outros fatores”, avalia Jorge de Lima.

A suspensão permitirá a compra de milho de outros mercados fora do Mercosul de maneira competitiva, melhorando o abastecimento interno e evitando reajuste nos preços das carnes para o consumidor. A expectativa é que a retirada da cobrança da tarifa represente redução de 9,25% no custo de importação ou R$ 9 por saca.

De acordo com o dirigente do SINDICARNE, agora as entidades buscam maior segurança jurídica para as compras de milho geneticamente modificado cultivado nos Estados Unidos. “Buscamos a equivalência de eventos geneticamente modificados, ou seja, reconhecimento no Brasil de eventos existentes em outros países para, junto com a isenção de PIS e Cofins, podermos importar milho dos Estados Unidos para suprir a cadeia de produção de ração que demanda o grão em larga escala e que tem escassez dentro do território nacional”, conclui.

O levantamento mais recente da Conab mostra que a produção nacional de milho safra 2020/2021 deve chegar a 85,7 milhões de toneladas, uma redução de 16,4% em comparação ao ciclo anterior (102,5 milhões de toneladas), impactada por problemas climáticos.

A falta de milho para abastecer as cadeias produtivas da suinocultura, avicultura e bovinocultura é comum em Santa Catarina, que tem um déficit anual de quase 5 milhões de toneladas de milho que o estado precisa buscar em outros mercados.

Fonte: Assessoria
Continue Lendo

Notícias Qualidade do solo

Teste pioneiro no Brasil para determinar produtividade do solo em lavouras de soja vai ser feito no Rio Grande do Sul

As inscrições para coleta de amostras estão abertas. Projeto é uma parceria do DDPA com a startup Agrega

Publicado em

em

Fernando Dias - SEAPDR

Pela primeira vez no Rio Grande do Sul e no Brasil, produtores de soja vão poder fazer testes de produtividade de solo, através de mapeamento em diversas áreas da propriedade, com base em análises biológicas e químicas do solo. O teste utiliza sequenciamento de DNA de bactérias e fungos do solo e análises de inteligência artificial como aliados do seu manejo.

As inscrições estão abertas e são gratuitas e fazem parte de um projeto chamado Agrega Biome Solo. Este projeto é uma parceria do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA), da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR) com as empresas Agrega e Cognitiva Brasil.

“A gente faz o sequenciamento dos microorganismos do solo e nesta análise de dados profunda correlaciona com outros dados do plantio: se teve doenças, se foram aplicados agroquímicos, quanto foi a produtividade”, destaca a pesquisadora Adriana Ambrosi, doutora em genética pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e uma das sócias da Agrega, startup instalada na Incubadora do Centro de Biotecnologia da UFRGS (https://www.ufrgs.br/cbiot/ie/)

“A população microbiana é considerada mais sensível ao manejo do que os parâmetros químicos e físicos de solo. A expectativa é de que o conhecimento sobre a microbiologia dos solos, associada aos dados químicos e de produtividade da cultura, permitam prever, com boa exatidão, a produtividade das áreas”, explica o doutor e pesquisador Luciano Kayser Vargas, do DDPA.

Segundo ele, hoje em dia, essa abordagem já está disponível para a saúde humana. Hoje é possível prever doenças a partir da análise de microbiomas (conjunto de microrganismos) da garganta ou do intestino, doenças como o diabetes. “A nossa expectativa é obter um resultado semelhante ao realizado nos Estados Unidos, que teve uma exatidão de 80% na produtividade da soja, de modo que o produtor possa buscar, se necessário, formas de melhorar seu solo do ponto de vista microbiológico”, afirma o pesquisador.

A empresa irá disponibilizar um kit para amostragem do solo, no qual o produtor colocará o solo, que ficará estabilizado até chegar ao laboratório. A partir daí, será feita uma extração do DNA presente no solo, com o uso de um kit comercial padrão. O DNA será amplificado e sequenciado em uma plataforma que permite a identificação de milhões de sequências ao mesmo tempo. Essas sequências serão analisadas para saber quais são os microrganismos presentes no solo e em que quantidades.

De acordo com Adriana, depois de rodar esta primeira fase, é possível ter um preditor de produtividade para que o agricultor de soja do Rio Grande do Sul possa saber de antemão quais áreas da sua propriedade merecem uma atenção especial no manejo na próxima safra, por ter uma predição de produtividade mais baixa.

A parceria

O projeto foi selecionado e está sendo financiado pelo Techfuturo/Fapergs, edital nº 09/2020, da Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia, desde o final do ano passado como um dos projetos mais promissores para o desenvolvimento do setor agrícola do estado. E na última semana, conquistou o prêmio de Startup Inovadora pela Fapergs.

O DDPA será o responsável pelas análises químicas do solo, disponibilizará informações climáticas e prestará consultoria científica nas questões envolvendo o manejo do solo, microbiologia do solo e produtividade agrícola. E também participará da redação de artigos científicos e na divulgação dos resultados.

“A parceria com o DDPA é muito importante para nós pela cooperação acadêmica de longa data que já tínhamos no Departamento de Genética da UFRGS e pela experiência do Departamento nas pesquisas com plantio, tratamento vegetal e principalmente análise de solo”, destaca Adriana Ambrosi.

“É um projeto importante porque se trata de uma tecnologia de ponta, que pode estar disponível para o produtor rural em um prazo curto de tempo, tão logo os resultados sejam obtidos e validados. É uma forma prática de utilização do conhecimento em microbiologia e fertilidade do solo que vem sendo gerado por nossa equipe de pesquisadores ao longo dos anos”, afirma Kayser. E, segundo ele, terá uma aplicabilidade em curto prazo, disponibilizando uma nova ferramenta de diagnóstico para o agricultor.

A empresa Cognitiva Brasil, também parceira do projeto, vai fazer a análise dos dados a partir da inteligência artificial.

Inscrições para o teste de produtividade de solo

Acesso: https://forms.gle/JhYmxWWfCsbMVeXj7

Fonte: Assessoria
Continue Lendo
Biochem site – lateral

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.