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Agroceres PIC reúne elite do setor no RS para discutir desafios sanitários da suinocultura nacional

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A suinocultura brasileira tem no seu status sanitário uma grande vantagem competitiva. Com uma estrutura sanitária oficial heterogênea, porém robusta e eficiente, o Brasil segue livre dos principais patógenos de impacto econômico na suinocultura, como o PRRSv, o PEDv, o TGEv e o Delta Coronavírus. Quando o assunto é saúde animal, no entanto, não existe risco zero. Ao contrário. É um equívoco estratégico acreditar que sempre será assim.
Frente às ameaças impostas pela escalada de enfermidades emergentes e reemergentes é imperativo ao País aperfeiçoar seus mecanismos de controle sanitário. E isso só se faz de maneira conjunta, colaborativa, através de uma maior interação entre o setor privado e o serviço oficial.
A bem-sucedida modernização da Estação Quarentenária de Cananéia, no litoral sul de São Paulo, mostra que o setor suinícola está no caminho certo. Mais do que isso; que já possui a maturidade necessária para, ao lado do poder público, criar as bases para a formação de um fundo capaz de financiar a modernização de programas de monitoria, vigilância e contenção de doenças no País, garantindo assim a manutenção de nosso privilegiado status sanitário.
Esta foi, em resumo, a conclusão a que puderam chegar os participantes do Seminário Especial Agroceres PIC “A Sanidade de Suínos no Brasil: Como Manter o País Livre de Desafios Exóticos”. Realizado em Porto Alegre (RS) no dia 12 de maio, em paralelo às atividades do IX Simpósio Internacional de Suinocultura (SinSui), o evento reuniu cerca de 100 pessoas, entre suinocultores, técnicos e profissionais das principais agroindústrias e cooperativas e representantes de órgãos de defesa sanitária federal e estadual. 
“Procuramos promover uma discussão abrangente, com a participação dos produtores, da indústria, das entidades oficiais e dos órgãos de defesa sanitária. Foi uma boa oportunidade para entender melhor o funcionamento de nosso sistema atual de prevenção sanitária, para discutir o que estamos fazendo e, principalmente, como podemos melhorar para reduzir os riscos sanitários”, afirma Alexandre Furtado da Rosa, Diretor Superintendente da Agroceres PIC. “A suinocultura brasileira tem um status sanitário privilegiado. Somos livres das principais doenças de impacto econômico, mas precisamos trabalhar para nos mantermos assim. A questão sanitária será cada vez mais importante para a competitividade de qualquer país no mercado internacional de carnes”, finaliza.
Biossegurança: responsabilidade de todos
Com uma programação coesa e a participação de representantes de diferentes segmentos da cadeia produtiva suinícola e do setor público, o Seminário Especial Agroceres PIC promoveu uma ampla discussão acerca dos desafios sanitários enfrentados pela suinocultura brasileira.
Na primeira apresentação, Dr Daniel Linhares, gerente de Serviços Técnicos da Agroceres PIC, compôs um panorama do avanço das principais enfermidades e como elas ameaçam a atividade suinícola global e local. Segundo Linhares, o Brasil pode e deve aprender com a experiência de outros grandes players do mercado suinícola no trato com episódios sanitários. “O exemplo dos EUA nas últimas décadas é didático. Eles passaram por diferentes desafios sanitários e responderam. Temos que nos antecipar para não sofrer as perdas que eles tiveram. Não podemos esperar que os desafios sanitários cheguem aqui para iniciarmos as readequações necessárias para lidar com “grandes” vírus. Prevenir é sempre melhor e muito mais barato do que remediar. E isso nós só vamos conseguir atuando em máxima sincronia com o serviço oficial”, observa o especialista.
Linhares defendeu também a criação de um fundo público-privado para a modernização e aperfeiçoamento do sistema oficial de defesa sanitária e mostrou valores necessários para viabilização de plano de contingência sanitária, que é apenas uma pequena fração frente a soma de prejuízos anuais em caso de convivência com patógenos exóticos como PRRSv ou PEDv. “Estamos no momento certo da suinocultura brasileira para reunir as lideranças e formar um fundo necessário para financiar projetos de monitoria e contingência sanitária”, avalia.
Fundo federal de sanidade
Na palestra seguinte, Dra Adriana Cavalcanti de Souza, chefe da Divisão de Sanidade dos Suídeos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), falou sobre as ações adotadas pelo governo federal para gerenciar os riscos sanitários na área suinícola e elencou os desafios enfrentados pelo sistema nacional de vigilância.
Segundo ela, apesar de desuniforme, a estrutura sanitária do Brasil funciona bem e é eficiente, sobretudo por se tratar de um país com dimensões continentais. “O Brasil possui uma estrutura sanitária robusta, mas muito heterogênea entre os Estados. Apesar disso o trabalho tem sido bem feito. Somos vistos como um País transparente que comunica e trata com seriedade nossas ocorrências sanitárias. Isso nos dá credibilidade. A política de transparência adotada pelo Brasil é muito respeitada lá fora”, diz.   
Dra Adriana também defendeu a constituição de um fundo nacional de sanidade. “A criação do fundo é essencial, principalmente sob o ponto de vista do produtor”, argumenta. Segundo ela, a criação de um fundo, ao mesmo tempo que deixaria o produtor mais tranquilo frente aos prejuízos financeiros causados por conta de um registro sanitário, o estimularia a notificar mais rapidamente os indícios de suspeita de uma eventual doença. Dra Adriana comentou sobre a formação recente de um comitê permanente para discussão de desafios sanitários na suinocultura nacional e para formação de um plano nacional de contingência contra desafios sanitários exóticos. Drs Daniel Linhares e Nilo de Sá representando a ABEGS e ABCS, respectivamente, integram este grupo de trabalho.
Postura colaborativa
Dr Nilo Chaves de Sá, diretor-executivo da Associação Brasileiro dos Criadores de Suínos (ABCS), foi o responsável por fechar as apresentações e falou sobre os direitos e deveres dos suinocultores brasileiros diante dos riscos sanitários enfrentados pelo setor.
Segundo ele, um trabalho harmônico e em sintonia entre o setor privado e serviço oficial é essencial para manter o rebanho suinícola brasileiro livre de doenças exóticas de grande impacto econômico e comercial. “Quanto maior a distância entre a iniciativa privada e o serviço oficial, maior o risco em casos de doenças exóticas, uma vez que o fluxo de informação precisa ser melhorado”, afirma.
De acordo com Sá, estreitar essa relação é fundamental para atender as expectativas de ambas as partes. Segundo ele, o setor vive um momento ímpar de proximidade com o Mapa. O diretor da ABCS cita a modernização da Estação Quarentenária de Cananéia, realizada no ano passado, como um exemplo de como as esferas pública e privada podem trabalhar em perfeita harmonia. “Não estamos falando apenas sobre prevenção, controle ou erradicação de doenças, estamos falando sobre a credibilidade do serviço de defesa sanitária animal e esta responsabilidade precisa ser compartilhada entre o governo, Estados e iniciativa privada”, finaliza.
Repercussão
A realização do seminário agradou os participantes. O foco das discussões, os especialistas convidados e as informações apresentadas durante as palestras foram alguns dos pontos exaltados. “A Agroceres PIC, mais uma vez, acertou em cheio ao promover esse seminário. O tema sanidade é extremamente importante e motivo de grande preocupação para o setor de suínos”, comenta José Hickmann, médico veterinário da Alibem Alimentos. “Foi uma ótima oportunidade para refletirmos sobre atitudes importantes, como a criação de um fundo de sanidade nacional e como nos mobilizar e agir conjuntamente para evitar a entrada de doenças exóticas no País”, completa. 
Na mesma linha, Wanderley Martins Pessoa Júnior, médico veterinário gestor do Sistema de Produção de Leitões da Pif Paf, enfatizou a abordagem do tema e a participação de representantes de diferentes elos da cadeia suinícola. “A Agroceres PIC está de parabéns por propor um debate tão oportuno. Não é sempre que eventos, cujo foco é a sanidade, conseguem reunir pessoas de diferentes áreas como as de produção, indústria e, principalmente, dos órgãos oficiais de defesa sanitária”, avalia Pessoa. “As apresentações foram muito boas e trouxeram informações relevantes sobre como juntos – produtores, indústria e governo – podemos agir para manter o alto nível sanitário da suinocultura nacional”, conclui.

Fonte: Ass. Imprensa

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ASBRAM debate a proteção de margens diante das guerras e do câmbio, a solidez da pecuária e o avanço do DDG

Empresas de suplementação mineral comemoram o panorama positivo para a carne bovina, apontam que o DDG vai mudar a alimentação dos rebanhos e reforçam a necessidade de lutar contra a volatilidade.

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É um mercado francamente positivo para a produção de carne bovina brasileira. Preço do bezerro subindo, produção de carne estimada em onze milhões de toneladas, 42,7 milhões de cabeças abatidas em um ano, confinamento em alta, exportação para 140 países e 1,5 milhão de cabeças de gado vivo embarcadas ao exterior. Mas no meio do caminho apareceu uma guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. O que coloca em risco embarques brasileiros de carnes e grãos, alta do dólar, as importações de fertilizantes e óleo diesel, e a inflação de preços causada pela logística do petróleo internacional.

“A ureia e o fosfato não subiram tanto, mas estão subindo. Assim como o dólar, que avançou lentamente. Entretanto, o Real resiste bravamente, o Brasil vende muito petróleo, há muito óleo no mercado e ele já esteve mais caro no passado. Não estamos tão mal na fita. Por enquanto. É que os preços gerais dependem da recuperação de vários bombardeios a estações de produção e refinarias em países do Oriente Médio”, analisa Felippe Cauê Serigati, Professor da área de Agronegócio da Fundação Getúlio Vargas (FGVAgro) e responsável pelo Painel de Comercialização da Associação Brasileira das Indústrias de Suplementação Mineral (ASBRAM). “Efetivamente, o Brasil está mais preparado para enfrentar essa crise. Temos mais lastro do que antigamente”, reitera Rodrigo Miguel, Presidente da entidade.

Os dois participaram da reunião mensal da Associação realizada em março, que também examinou a crescimento vertiginoso da produção de etanol do milho e da consequente oferta de DDG (Dried Distillers Grains – Grãos Secos de Destilaria), um derivado de alto valor proteico e importante na mistura da alimentação oferecida aos rebanhos. “É um novo mercado que surgiu. Os Estados Unidos produziram 400 milhões de toneladas de milho e hoje usam 37% para produzir etanol. E ainda exportam para vários países, como México e Coreia do Sul. No Brasil, a corrida iniciou em 2017 e atualmente esmagamos 22,2 milhões de toneladas de milho. Em quatro anos, chegaremos a 54 milhões de toneladas”, informa Alcides Torres, da Scot Consultoria.

O especialista ainda diz que metade da produção nacional de etanol virá do milho. Hoje, são 26 usinas operando, quinze em construção e 14 em planejamento. Que já exportaram oitocentas mil toneladas de DDG no ano passado, para países como Turquia, Vietnam, Nova Zelândia e Espanha. “Mas boa parte de 16 milhões de toneladas do resíduo vai para as dietas de animais como os bovinos. Assim, contribuímos ainda mais com a sustentabilidade da pecuária, usando dejetos como alimentos de qualidade”, destaca.

“O DDG pode mesmo alterar o panorama da suplementação mineral na pecuária brasileira. O que, hoje, alteraria as dietas de mais de 65 milhões de cabeças. Com possibilidades de aumentar o número de animais que utilizam efetivamente a suplementação mineral como investimento na produção de uma carcaça de qualidade”, adiciona Felippe Serigati.

É um impacto importante para uma cadeia que vem avançando significativamente. A estabilização da moeda e o ‘Boi China’ profissionalizaram a produção, com animais precoces e mais pesados. Exportamos 40% da nossa produção em 2025. E o mundo está pagando mais em dólar e comprando mais. “E aqui dentro do nosso país, o consumo vem crescendo. Já são 32 quilos por habitante na média. Isso com o preço da carne subindo. O que significa que tem gente comprando. Pagando tão bem quanto a carne vendida lá fora. Carne é chamariz para o nosso supermercado”.

Mas os atores da cadeia produtiva precisam ficar atentos às turbulências provocadas pela guerra e ainda o ano de eleições para governos estaduais e Presidência da República. “Devemos ter um mercado instável dentro e fora do país. E o agro tem uma exposição cambial estrutural para fertilizantes, preços das commodity e máquinas, com impacto na margem das empresas. “O principal defeito das empresas é a ausência de política cambial definida. Não é para serem reativas e tentar prever o dólar. E, sim, gerir uma possível exposição. E a proteção precisa estar alinhada à estratégia da empresa. Diagnosticar, estruturar a proteção e monitorar. É uma luta contra a volatilidade”, explica Álvaro Rochefeller sócio fundador da VMB invest, credenciada à XP. “Assim, a empresa consegue prever melhor a margem, formar preços mais atraentes e ter menos imprevisibilidade nos resultados. As empresas têm que comprar muito e vender muito. E ter foco nos serviços, na política de câmbio. Margem não pode depender do mercado. Uma falha pode significar um prejuízo de R$ 30 mil em uma operação de US$ 1 milhão. No mundo gigantesco do agro, é muito dinheiro”, reforçou Enzo Pereira, Especialista em Câmbio da VMB invest.

Felippe Serigati ainda enfatizou que o Brasil cresceu 2,3% em 2025, puxado pelo agronegócio. E que não teremos crise em 2026, mas a economia vai puxar o freio. Assim como o segmento, perto de 0,85. Já a inflação seguirá caindo, com câmbio e grãos puxando para baixo. “A taxa de juros deve terminar o ano em dois dígitos, seja qual for o valor. Por causa do calor dos serviços e do desemprego em baixa. Mas não será nenhum ‘fim de mundo’. Já em 2027 o ajuste das contas terá que marcar presença forte”, analisa.

“Vamos acompanhar a aceleração da demanda pela nossa carne. Trabalhando bastante. Temos informações técnicas e materiais para auxiliar os pecuaristas. Falamos a língua deles”, aponta Leonardo Matsuda, Vice-Presidente da ASBRAM. “Tratamos de sustentabilidade, correta suplementação da pecuária e muitas campanhas. Evolução do agro, carne, leite, qualidade da nutrição e responsabilidade com a origem do alimento. Modernidade e dinamismo são nossos pilares”, finaliza Rodrigo Miguel.

Fonte: Assessoria ASBRAM
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Santa Catarina lança Coopera Agro SC e libera até R$ 1 bilhão em crédito para produtores

Programa oferece juros fixos, carência de dois anos e prazo de até oito anos para impulsionar investimentos em suínos e aves integrados a cooperativas e agroindústrias.

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Anúncio foi feito pelo governador Jorginho Mello durante a abertura da ExpoCampos 2026, em Campos Novos - Fotos: Leo Munhoz/Secom GOVSC

Mais crédito, menos custo e mais tempo para investir. É com essa lógica que o Governo de Santa Catarina lançou o Programa Coopera Agro SC, que vai fomentar até R$ 1 bilhão em financiamentos destinados para produtores rurais de suínos e aves integrados às cooperativas e agroindústrias. Esse é um dos maiores programas estaduais do país de financiamento para o agronegócio, no setor de proteína animal. O lançamento foi realizado pelo governador Jorginho Mello nesse sábado, 28, na abertura da 19ª ExpoCampos 2026, em Campos Novos.

O Coopera Agro SC tem potencial de gerar até R$ 26 bilhões em impacto econômico, criar cerca de 40 mil empregos diretos e indiretos e beneficiar mais de 120 mil produtores rurais em Santa Catarina. Os financiamentos terão taxa de juros fixa de 9% ao ano, dois anos de carência e oito anos para quitação.

“O Coopera Agro SC chegou para destravar investimentos, gerar oportunidades e fortalecer o agronegócio, que é um dos pilares da nossa economia. Vamos alavancar e estimular projetos que trarão retorno com mais renda e geração de empregos para esse setor tão importante, que leva a proteína animal para mais de 150 países”, destacou o governador Jorginho Mello.

Instituído pela Lei nº 19.666 e sancionado pelo governador Jorginho Mello em dezembro de 2025, o programa é coordenado pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape) e operacionalizado pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), a construção teve participação efetiva da Secretaria de Estado da Fazenda (SEF) e Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan). O objetivo é ampliar a competitividade do campo, destravar investimentos e promover desenvolvimento sustentável em todas as regiões catarinenses.

Os financiamentos serão destinados prioritariamente a projetos de infraestrutura de produção, gestão hídrica e melhoria da eficiência produtiva; modernização tecnológica e automação; sustentabilidade ambiental e redução de emissões e produção de insumos estratégicos para o agronegócio catarinense.

“O programa oferece condições reais para que os produtores, cooperativas e agroindústrias possam investir e crescer. É resultado de um intenso estudo do Governo do Estado para atender na ponta as reais necessidades da cadeia de proteína animal”, afirma o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Admir Dalla Cort.

Produtores

O Coopera Agro SC vai possibilitar a expansão pra muita gente. Sonhos vão poder sair do papel, como os do produtor rural Eduardo Elias Port, da cidade de Concórdia. Ele e a família criam suínos, na fase de terminação (próximo ao abate). O pensamento é usar o possível financiamento para aumentar a produção e trazer mais tecnologia nos equipamentos da granja. Mas, para ele, outro fator importante da iniciativa do Governo é possibilitar a sucessão familiar, afastando a necessidade do jovem abandonar o campo em busca de emprego nas grandes cidades.

“Eu acredito que é fundamental, até pelo fato do jovem hoje não estar querendo ficar muito no campo, né? Então, o governo colocando novas linhas, eu acredito que ajudaria muito ao jovem ficar na propriedade também”, avalia o jovem produtor.

Ainda em Concórdia, o produtor rural Anselmo Antônio Ludea tem criação de aves e porcos. Depois de quarenta anos de trabalho, ele produz hoje 90 mil frangos, 7,5 mil suínos, além do milho que planta em cerca de 30 hectares. Tudo conquistado com muito suor e financiamentos diversos, mas que hoje em dia cobram juros altos e adiaram o sonho da expansão. Com a chegada do Coopera Agro SC, a intenção é voltar a expandir o negócio.

“Eu acho que vem em boa hora porque assim eu tinha um projeto para cinco aviários, era para ser feito ano passado, 2025. Não viabilizou por causa do juro muito alto, não dá viabilidade, então a gente deu um passo para trás e parou. Agora com essa nova modalidade, eu acho que a gente vai refazer as contas e acredito que seja viável. Isso aumentaria duas vezes ou mais do que eu tenho, porque seria 250 mil aves que iriam nesses cinco aviários”, comemora Anselmo.

Operacionalização

A operacionalização financeira será conduzida em parceria entre o Governo do Estado e BRDE, por meio da aquisição de Letras Financeiras com prazo de 10 anos. Os recursos serão viabilizados por meio de subprogramas de crédito operados pelo BRDE, com aporte de até R$ 200 milhões do Estado e até R$ 800 milhões do setor privado, inclusive com a possibilidade de utilização de créditos acumulados de ICMS.

O programa é constituído por um Comitê Gestor do Programa Coopera Agro SC, com representantes da Sape, da Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan), da Secretaria de Estado da Fazenda (SEF) e do BRDE, responsável por acompanhar a execução do programa, monitorar resultados e propor aperfeiçoamentos. Para acessar o programa, os produtores devem entrar em contato com as cooperativas ou agroindústrias às quais estão integrados.

Trabalho integrado

O Programa contou com a Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan), que teve papel central na concepção, coordenação e estruturação da iniciativa. Por meio do Escritório de Projetos de Santa Catarina (Eproj), contribuiu diretamente na elaboração do projeto, na modelagem da solução e também na construção dos instrumentos legais necessários à sua viabilização, incluindo a minuta da Lei e do Decreto que darão sustentação normativa à ação. O resultado é um programa robusto, com elevada segurança jurídica, modelo operacional simplificado e forte capacidade de replicação, posicionando Santa Catarina como referência nacional em políticas públicas inovadoras voltadas ao agronegócio.

Fonte: Assessoria Secom GOVSC
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Produção de ração animal deve atingir 97 milhões de toneladas em 2026

Após crescimento superior a 3% em 2025, o setor acompanha a recuperação das cadeias de proteína animal e o aumento da demanda nacional e internacional.

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Foto: Shutterstock

O Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações) confirma o crescimento do setor em 2025, acompanhando a recuperação das cadeias de proteína animal e a melhora nas condições de custo dos principais insumos. A produção nacional de rações e suplementos atingiu cerca de 94 milhões de toneladas, avanço superior a 3% em relação às 91 milhões de toneladas registradas em 2024.

Para 2026, a projeção do setor aponta para 97 milhões de toneladas, consolidando um ciclo de expansão moderada, sustentado pela intensificação da produção pecuária e pelo aumento da demanda por proteína animal no Brasil e no exterior.

Foto: Divulgação/Arquivo OP Rural

“Após um período de maior volatilidade, especialmente associado aos custos de grãos e ao ambiente macroeconômico, o setor voltou a apresentar crescimento consistente. A cadeia de alimentação animal segue o desempenho da produção pecuária e aquícola no país”, afirma Ariovaldo Zani, CEO do Sindirações.

Entre os segmentos que mais consomem ração, a avicultura de corte manteve crescimento consistente. A produção passou de 36,9 milhões de toneladas em 2024 para 37,85 milhões em 2025, alta de 2,5%. O desempenho acompanha o aumento do abate de frangos, que cresceu 3,1% no ano, segundo dados preliminares do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para 2026, a expectativa é de que o consumo de ração no segmento chegue a 39,1 milhões de toneladas, impulsionado principalmente pelas exportações.

A produção de ovos também segue em expansão e tem ampliado a demanda por nutrição animal. A produção de ração para poedeiras comerciais avançou de 7,18 milhões de toneladas em 2024 para 7,43 milhões em 2025, crescimento de 3,5%. No mesmo período, a produção nacional de ovos aumentou 5,6%, refletindo a ampliação do consumo doméstico. Para 2026, a projeção é de 7,73 milhões de toneladas.

Na suinocultura, a demanda por ração apresentou recuperação gradual após um período de maior volatilidade no setor. O consumo passou de 21,6 milhões de toneladas em 2024 para 22,5 milhões em 2025, alta de 4,2%. O abate de suínos cresceu 4,3% no ano, sinalizando retomada da produção. Para 2026, a previsão é de 23,1 milhões de toneladas de ração destinadas à atividade.

A bovinocultura de corte foi um dos destaques do ano, impulsionada pela expansão do confinamento no país. A produção de ração destinada ao segmento avançou de 7,22 milhões de toneladas em 2024 para 7,76 milhões em 2025, crescimento de 7,5%. O abate de bovinos aumentou 8,2%, segundo o IBGE.

Dados do Censo do Confinamento, elaborado pelo Cepea/Esalq/USP, indicam que o número de animais confinados saltou de 7,96 milhões de cabeças em 2024 para 9,25 milhões em 2025, expansão de 16%. Para 2026, o volume pode se aproximar de 10 milhões de cabeças, o que tende a ampliar ainda mais o consumo de ração no segmento.

“O avanço do confinamento é um dos fatores estruturais mais relevantes para o crescimento da indústria de alimentação animal. À medida que a pecuária brasileira se intensifica, a nutrição passa a desempenhar papel cada vez mais estratégico para ganhos de produtividade e eficiência”, destaca Zani.

Apesar do cenário positivo, o setor acompanha com cautela os desdobramentos do comércio internacional, especialmente após a aplicação de salvaguardas pela China às importações de carne bovina, com cota anual de cerca de 1,1 milhão de toneladas e tarifas adicionais para volumes excedentes.

Na pecuária leiteira, a demanda por ração também cresceu de forma expressiva. O consumo passou de 7,1 milhões de toneladas em 2024 para 7,66 milhões em 2025, alta de 7,9%. De acordo com dados preliminares do IBGE, a aquisição formal de leite aumentou 8% no período, indicando recuperação da produção. Para 2026, a expectativa é de 7,9 milhões de toneladas de ração.

O mercado de alimentos para cães e gatos manteve expansão mais moderada, porém consistente. A produção passou de 4,01 milhões de toneladas em 2024 para 4,04 milhões em 2025, com projeção de 4,15 milhões de toneladas em 2026. O crescimento tem sido impulsionado pela maior preocupação dos tutores com nutrição, saúde e bem-estar dos animais de estimação, além da expansão de canais digitais de venda.

“A humanização dos pets tem impulsionado a evolução do mercado, com maior demanda por produtos nutricionalmente mais completos, formulações especializadas e soluções voltadas à saúde e longevidade dos animais”, acrescenta o CEO do Sindirações.

Já a aquicultura segue entre os segmentos mais dinâmicos da cadeia. A produção de ração avançou de 1,79 milhão de toneladas em 2024 para 1,9 milhão em 2025, crescimento de 5,3%. A piscicultura brasileira já ultrapassa 1 milhão de toneladas de peixes cultivados, com predominância da tilápia.

Para 2026, a previsão é que a produção de ração para aquicultura se aproxime de 2 milhões de toneladas, impulsionada pelo aumento das exportações, pelo crescimento do consumo interno de pescado e pelos avanços tecnológicos na produção.

“O triênio 2024–2026 confirma uma trajetória de expansão gradual da indústria de alimentação animal, sustentada pela evolução simultânea das cadeias de proteína animal. No entanto, fatores geopolíticos e comerciais tendem a exercer influência crescente sobre o ambiente de negócios do setor”, conclui Zani.

Fonte: Assessoria Sindirações
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