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Agroceres Multimix e Fazenda 3R lançam novo conceito em nutrição de bezerros
Uma inovação nutricional para bezerros de corte é lançada nesta semana pela Agroceres Multimix em parceria com a Fazenda 3R. Focada no ganho de peso dos animais, a ração Confinatto 3R traz um novo conceito de nutrição de bezerros ao país. Acompanhada de manejo adequado, ela permite que os animais cheguem no período de desmame, aos 10 meses, com mais de 300 quilos, viabilizando ao produtor pular toda a fase de recria e abater os animais quase um ano mais cedo, explica o médico veterinário e nutricionista de ruminantes da Agroceres Multimix, Rodrigo Meirelles.
Esta estratégia nutricional direcionada para bezerros, aliada à qualidade genética dos animais e o manejo adequado, garante ao produtor um incremento de 35 quilos no peso final do bezerro, explica o zootecnista e consultor Técnico da Agroceres Multimix Hélio de Biasi. A Fazenda 3R tem conquistado resultados superiores à média nacional, com ganho de peso diário acima de 900 gramas. Dessa maneira, ela conseguiu um acabamento invejável, além de agregar valor na ordem de 33% no valor final da comercialização, afirma o especialista.
Ele explica que a cria é a fase de melhor resposta na suplementação. É onde conseguimos uma maior eficiência alimentar. A ração não deve funcionar como um substituto de capim, mas sim uma suplementação. Nossa experiência mostra que o uso correto da técnica de creep-feeding permite expressar o máximo potencial genético dos animais.
Vantagens
O proprietário da Fazenda 3R, Rubens Catenacci, destaca o aumento da rentabilidade como principal vantagem deste sistema. Desde a implantação, nossa rentabilidade cresceu mais de 30% acima da média praticada pelo mercado. E hoje em dia qualquer negócio é focado em resultados e rentabilidade, afirma.
Ele explica que a suplementação na fase de cria é essencial para uma melhor performance dos bezerros e lembra da crescente tendência de comercialização e valorização no mercado de bezerros mais pesados na desmama. Com a valorização do gado de cria, a prioridade é ter bezerros mais pesados na desmama. Este conceito é uma tendência irreversível, por isso é importante entender que vendemos desmama por quilo, que é uma característica que vem dominando a comercialização.
Catenacci também ressalta a importância de reduzir o ciclo de produção. Esta ração Confinatto 3R coloca muito peso nos bezerros, além de dar um acabamento invejável, permitindo uma redução do ciclo deste bezerro, que encurta o período de abate para até 14 meses de idade.
Redução do período de produção da carne bovina em 10 meses, aumento no giro no campo, viabilizando uma ampliação da produção de carne sem aumento de área, otimização de mão-de-obra na propriedade, melhor acabamento de carcaça, melhor score corporal da vaca para alimentar o rebanho e, finalmente, maior valor agregado no preço da carne são destacados por Meirelles entre os principais benefícios desta novidade.
Abater o animal mais jovem significa também uma carne de melhor qualidade na mesa do consumidor. A redução do tempo de abate de 24 meses em média para 14 meses é quase a metade do tempo de produção. Mas, todas estas vantagens dependem de um manejo adequado no período pós-desmame, explica, apontando ainda a facilidade de implantar este sistema na propriedade entre as vantagens. A grande inovação está na simplicidade de implementação. Ela não depende de instalações sofisticadas para ser aplicada, afirma.
Fonte: Ass. da Agroceres Multimix

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Novo marco do trabalho rural propõe mudanças nas regras do campo
Projeto atualiza legislação, unifica normas e traz novas formas de contratação no setor.

A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado aprovou, na quarta-feira (25), o relatório do senador Zequinha Marinho (Podemos-PA) ao Projeto de Lei 4.812/2025, de autoria da senadora Margareth Buzetti (PP-MT), que estabelece um novo marco legal para o trabalho rural no país.
Ambos os parlamentares integram a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que tem atuado em pautas relacionadas à modernização do setor.
A proposta, entre outros pontos, revoga a legislação vigente desde 1973 e consolida, em um único texto, normas hoje dispersas sobre as relações de trabalho no campo. O projeto tem 221 artigos e trata de temas como contratos, jornada, saúde e segurança, negociação coletiva e fiscalização.
Autora da proposta, Buzetti afirma que o objetivo é atualizar a legislação. “A ideia é adequar as regras à realidade atual do campo, que hoje envolve tecnologia, novos modelos de produção e outras formas de contratação”, disse.
O texto também cria a Política Nacional de Qualificação, Tecnologia, Inovação e Sustentabilidade no Trabalho Rural, com previsão de ações de capacitação e incentivo à adoção de tecnologias no setor.

Zequinha Marinho: “Há pontos do texto original que não refletem a dinâmica do trabalho rural e precisavam de ajustes para garantir aplicabilidade”
Relator da matéria, Zequinha Marinho destacou que o seu parecer aperfeiçoa a proposta para garantir sua aplicação prática no campo. “Há pontos do texto original que não refletem a dinâmica do trabalho rural e precisavam de ajustes para garantir aplicabilidade”, afirmou.
Entre as mudanças, o parecer retira ou modifica dispositivos considerados de difícil execução no campo, como regras sobre teletrabalho e exigências administrativas em ambientes com limitações logísticas. Zequinha também questiona a previsão de indenização ao fim de contratos de safra, por considerá-la incompatível com a natureza temporária desse tipo de vínculo.
O projeto prevê ainda a criação de instrumentos como um programa de gerenciamento de riscos no trabalho rural e comissões internas de prevenção de acidentes e assédio, além de regulamentar modalidades de contratação, como trabalho intermitente, temporário e por safra.
A proposta segue agora para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) da Casa, onde terá decisão terminativa. Se aprovada, poderá ser encaminhada diretamente à Câmara dos Deputados.
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Meio-Oeste catarinense registra produtividade média de 204 sacas de milho por hectare
Levantamento preliminar aponta município de Irani como destaque da região, com 234 sacas por hectare, enquanto Epagri reforça acompanhamento técnico em 63 lavouras para orientar manejo e políticas públicas.

O Meio-Oeste catarinense caminha para uma safra de milho com produtividade elevada. Levantamento preliminar do Giro da Safra 2025/26 aponta rendimento médio de 204,1 sacas por hectare, com destaque para o município de Irani, que registrou a maior produtividade da região, com 234 sacas por hectare. Até o momento, foram avaliadas 63 lavouras, de um total previsto de 82 propriedades rurais na região.
Os números foram apresentados na última etapa da 3ª edição do Giro da Safra, realizada em Campos Novos na última quarta-feira (25). Durante o evento, foram apresentados os resultados parciais das coletas realizadas na região. Na sequência, o público acompanhou a palestra do pesquisador Joanei Cechin, da Estação Experimental da Epagri de Campos Novos, que falou sobre a cultura do milho e o manejo de plantas resistentes.

A iniciativa é conduzida pela Epagri/Cepa, em parceria com o Sicoob, e tem como objetivo reunir informações técnicas de campo sobre a condução das lavouras e a produtividade. Esses dados servem de base para a tomada de decisão dos produtores e para o planejamento de ações estratégicas voltadas ao desenvolvimento do agronegócio em Santa Catarina.
Além de Irani, outros municípios apresentaram desempenho acima da média regional. Joaçaba alcançou 220 sc/ha, Concórdia ficou com 218 sc/ha, Campos Novos atingiu 215 sc/ha, Luzerna somou 214 sc/ha e Ibicaré registrou 213 sc/ha. Entre os demais municípios avaliados, as produtividades médias foram de 203 sc/ha em Jaborá, 201 sc/ha em Fraiburgo, 199 sc/ha em Tangará, 196 sc/ha em Ouro, 190 sc/ha em Abdon Batista, 187 sc/ha em Lacerdópolis, 182 sc/ha em Caçador, e 177 sc/ha em Seara e Erval Velho.
A Epagri mantém atuação próxima ao produtor rural e reforça o papel do conhecimento técnico no fortalecimento da agricultura do Meio-Oeste catarinense. “Esses dados refletem o acompanhamento técnico em campo, com avaliação direta das lavouras, o que garante uma leitura mais realista da safra. O Giro da Safra cumpre papel estratégico ao transformar informação técnica em decisão, auxiliando o produtor no ajuste de manejo, orientando o crédito rural e subsidiando políticas públicas voltadas ao desenvolvimento do agronegócio regional”, enfatiza o presidente da Epagri, Dirceu Leite.
Acompanhamento técnico do milho

Foto: Epagri
O Giro da Safra é uma das principais ferramentas de acompanhamento técnico da produção de milho em Santa Catarina. A primeira etapa ocorreu em fevereiro, em São Miguel do Oeste, e já indicou que a produtividade média regional deve superar 200 sacas por hectare, com resultados expressivos também em municípios do Extremo-Oeste.
Durante as visitas, as equipes técnicas da Epagri avaliaram as lavouras in loco e encaminharam as amostras para a Estação Experimental de Campos Novos, onde ocorreu o processamento e análises detalhadas. O levantamento incluiu indicadores como umidade e quantidade de grãos, além de informações sobre condução das lavouras, manejo do solo, compactação, plantabilidade e cultivares utilizadas.
Ao longo da 3ª edição do Giro da Safra, as equipes percorreram 169 propriedades rurais em 26 municípios do Extremo-Oeste e Meio-Oeste catarinense. Foram coletados dados precisos diretamente no campo, em mais de 160 propriedades em 26 municípios, avaliando produtividade, condução das lavouras e fatores que impactam o rendimento. Essas informações permitem ter um retrato confiável da safra, orientar produtores, apoiar decisões de mercado e subsidiar políticas públicas.
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Frimesa apresenta rebranding e evolução da marca em coletiva de imprensa em Medianeira
Iniciativa marca uma atualização institucional da Frimesa, alinhando comunicação, propósito e posicionamento no mercado.

A Frimesa realiza nesta sexta-feira (27) uma coletiva de imprensa para apresentar seu projeto de rebranding e a evolução da marca institucional. O encontro ocorre às 15h45, na sede da cooperativa, em Medianeira.
A apresentação será conduzida pela diretoria da cooperativa, que detalhará as mudanças na identidade visual e os direcionamentos estratégicos associados ao reposicionamento da marca. A iniciativa marca uma atualização institucional da Frimesa, alinhando comunicação, propósito e posicionamento no mercado.
Após a exposição técnica, o presidente executivo Elias José Zydek atenderá os veículos de imprensa para entrevistas individuais.
