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Agro impulsiona economia e garante ao Paraná crescimento acima da média nacional

PIB estadual sobe 3,8% no semestre, com avanço de 13,5% na agropecuária e maior participação no total do país.

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Fotos: Shutterstock

O Produto Interno Bruto (PIB) do Paraná cresceu 3,8% no primeiro semestre do ano, no mesmo comparativo com o ano passado, segundo dados do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) divulgados nesta quinta-feira (18). A economia brasileira expandiu 2,5% no mesmo recorte.

De janeiro a junho de 2025, a agropecuária estadual cresceu 13,56%, movida pelos bons números das safras de soja e milho, enquanto os setores industrial e de serviços apresentaram variações positivas de 3,43% e 2,46%, respectivamente. Os números corroboram o relatório do Banco Central que apontou que a atividade econômica do Paraná foi a que mais cresceu no primeiro semestre do ano.

No que diz respeito aos valores monetários, o PIB do Estado alcançou R$ 403 bilhões no acumulado do 1º semestre, o mesmo que o ano todo de 2016, por exemplo. Considerando esse valor, o Paraná atingiu uma participação de 6,51% no PIB brasileiro, acima do peso de 6,45% observado no 1º semestre de 2024.

“O Paraná é uma força econômica. Estamos muito animados com o desempenho de todos os segmentos, com os números do mercado de trabalho e com os novos investimentos que estão chegando. O Paraná tem infraestrutura, mão de obra qualificada e segurança jurídica para os investidores”, diz o governador Carlos Massa Ratinho Junior. “Alcançamos o posto de quarta maior economia do Brasil e estamos trabalhando para dobrar o tamanho do PIB até o fim de 2026”.

Segundo o Ipardes, o PIB do Paraná também cresceu 2,5% no 2º trimestre deste ano, em comparação a igual período de 2024, como resultado da expansão da agropecuária, que registrou incremento de 14,41%, indústria (1,18%) e serviços (1,48%). O crescimento do total da economia paranaense é superior à taxa anotada pelo PIB nacional, que avançou 2,2% em termos reais no período de abril a junho de 2025.

Já no acumulado de quatro trimestres, a expansão foi de 3,63%, também com destaque para agropecuária (7,69%) e indústria (4,47%). No acumulado desse período o valor do PIB paranaense soma R$ 756,2 bilhões.

De acordo com Jorge Callado, diretor-presidente do Ipardes, a elevação da participação do Estado na economia nacional é fruto principalmente da parceria entre o governo paranaense e o setor produtivo. “A instauração de um favorável ambiente de negócios sempre foi tratada com prioridade pela atual gestão”, analisa.

Na mesma linha, o secretário do Planejamento do Estado, Ulisses Maia, ressalta a consolidação da condição de quarta maior economia do País. “Os resultados que vêm sendo colhidos refletem o dinamismo de uma estrutura produtiva diversificada, da agropecuária à indústria, passando ainda pelos serviços”, afirma.

Fonte: AEN-PR

Colunistas

Você está desperdiçando o dinheiro do marketing?

Conheça três pontos que podem contribuir para um melhor desempenho.

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Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

Durante a conversa com um grande amigo, lembrei, recentemente, de uma experiência que tive no agronegócio. Uma empresa de nutrição animal precisava aumentar a visibilidade junto a potenciais clientes e entrou em contato com a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.

O gerente de marketing compartilhou o briefing de forma clara e objetiva: “precisamos aparecer em mídias estratégicas, locais e nacionais, e também ampliar a nossa presença em canais digitais. A concorrência está grande e precisamos ser mais reconhecidos no campo. Isso vai ajudar a fechar negócios”.

Após algumas reuniões, finalizamos o planejamento de assessoria de imprensa e de redes sociais, definindo a linguagem, os temas e os principais objetivos a serem atingidos em curto e médio prazo.

Rapidamente, os porta-vozes foram definidos e participaram de um media training, no qual a Ação Estratégica apresentou dicas para os executivos terem um desempenho ainda melhor nas futuras entrevistas com jornalistas.

Como próximo passo, a mídia recebeu sugestões de notícias sobre a empresa e as redes sociais foram abastecidas com conteúdo relevante sobre o ecossistema em que a empresa atua.

Em poucos meses, os materiais divulgados causaram um grande impacto, maior do que o esperado. Potenciais clientes fizeram vários comentários nos posts publicados, mandaram mensagens em privado e também entraram em contato com a empresa via WhatsApp.

O sucesso desta ação teve três pontos centrais:

1) Análise

O cliente compartilhou importantes informações, na etapa do planejamento, sobre os perfis dos potenciais clientes. Essas informações propiciaram uma análise consistente de cenário.

2) Integração

O movimento foi realizado em total sintonia com o departamento de vendas, com o objetivo de potencializar as oportunidades de negócios.

3) Correção

Com frequência, realizamos reuniões para a correção de rotas, o que contribuiu para as divulgações serem sempre relevantes.

 A importância desses três pontos (Análise, Integração e Correção) vai além do sucesso de uma ação específica. Se bem utilizados, eles contribuem diretamente para uma melhor utilização dos recursos, evitando, de forma contínua, o desperdício de dinheiro, e também propiciam um rico aprendizado a ser utilizado nas próximas atividades.

Afinal, com experiência, informação e estratégia adequada, melhoramos o nosso desempenho, não é mesmo?

Fonte: Artigo escrito por Rodrigo Capella, palestrante e diretor geral da Ação Estratégica - Comunicação e Marketing no Agronegócio.
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Mercado de fertilizantes no Brasil mantém forte dependência de importações

Volume soma 40,9 milhões de toneladas até outubro de 2025, com Mato Grosso liderando o consumo nacional.

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Foto: Divulgação/OP Rural

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,98 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado de janeiro a outubro foram registradas 40,94 milhões de toneladas entregues, com alta de 8,4% em comparação a igual período de 2024, quando o total foram entregues 37,78 milhões de toneladas.

O Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo, com participação de 22,1% do total nacional, o equivalente a 9,05 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões) Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões).

A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2025 em 631 mil toneladas, registrando uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 6,20 milhões de toneladas, avanço de 5,7% em relação com as 5,87 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

As importações alcançaram no mês de outubro de 2025, 4,38 milhões de toneladas, redução de 1,1% sobre igual período do ano anterior. De janeiro a outubro, o total importado somou 35,88 milhões de toneladas, com crescimento de 7,1% em relação as 33,49 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada do insumo, foram importadas 8,89 mil toneladas no período, crescimento de 5,8% frente a 2024 (8,40 milhões de toneladas). O terminal representou 24,8% do total de todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.

Fonte: Assessoria ANDA
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Produtores têm até 31 de janeiro para regularizar inconsistências fiscais

Receita Federal intensifica fiscalização sobre rendimentos rurais e alerta para risco de autuações e multas após o prazo.

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Foto: Jose Fernando Ogura

A Receita Federal do Brasil intensificou as orientações voltadas à conformidade fiscal no setor rural, com atenção especial aos rendimentos oriundos de arrendamentos de imóveis rurais. A iniciativa integra uma ação nacional de conformidade cujo objetivo é estimular a autorregularização dos contribuintes, permitindo a correção de inconsistências até janeiro de 2026, antes do avanço para etapas de fiscalização mais rigorosas.

Segundo o órgão, é recorrente a subdeclaração ou o enquadramento incorreto dos valores recebidos com arrendamentos, seja por desconhecimento da legislação tributária, seja por falhas no preenchimento das declarações. Para identificar divergências, a Receita Federal tem ampliado o uso de cruzamento de dados, recorrendo a informações de cartórios, registros de imóveis rurais e movimentações financeiras, em um ambiente de fiscalização cada vez mais digital e integrado.

Foto: Jonathan Campos/AEN

O advogado tributarista Gianlucca Contiero Murari avalia que o atual movimento do Fisco representa um ponto de atenção relevante para produtores rurais e proprietários de terras. “A autorregularização é uma oportunidade valiosa para o contribuinte rural corrigir falhas, evitar autuações, multas elevadas e até questionamentos mais complexos no futuro. A Receita Federal tem adotado uma postura cada vez mais preventiva, mas com fiscalização altamente tecnológica”, afirma.

Murari ressalta que os rendimentos provenientes de arrendamento rural exigem cuidado específico no enquadramento e na declaração, de acordo com as regras do Imposto de Renda. Isso inclui a avaliação sobre a tributação como pessoa física ou jurídica, conforme a estrutura da operação. “É fundamental que o produtor ou proprietário busque orientação especializada para avaliar contratos, natureza dos rendimentos e a forma correta de declarar. Um ajuste feito agora é muito menos oneroso do que uma autuação depois”, completa.

Fonte: Assessoria Dosso Toledo Advogados
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