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Agro das Américas chega à COP30 com proposta de integração e transição sustentável do setor

Conferência em Brasília reúne ministros de 30 países para alinhar políticas agrícolas e fortalecer papel do continente na segurança alimentar e nas negociações climáticas.

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Fotos: Paulo Negreiros/IICA

A Conferência dos Ministros da Agricultura das Américas 2025 foi aberta na noite de segunda-feira (03), no Palácio do Itamaraty, em Brasília, com um apelo ao fortalecimento do papel do continente como ator-chave da segurança alimentar global e protagonista nas ações de enfrentamento das mudanças climáticas. Organizado pelo Governo do Brasil e pelo Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), o encontro reúne ministros e vice-ministros de 30 países até esta quarta-feira (05), com o objetivo de alinhar políticas agrícolas regionais e discutir inovação, sustentabilidade e cooperação técnica.

O evento foi inaugurado pelo ministro da Agricultura e Pecuária do Brasil, Carlos Fávaro, que ressaltou a importância do encontro como marco de integração entre os países do continente. “Temos diante de nós uma oportunidade sem paralelo para renovar a cooperação e avançar na construção de consensos que nos permitam viver em harmonia com o planeta”, afirmou.

Fávaro destacou ainda que, na COP30, o agro das Américas terá papel fundamental nas discussões sobre o clima. Ele também elogiou o trabalho do diretor-geral do IICA, Manuel Otero, que encerra o mandato em janeiro, definindo o instituto como “pilar do fortalecimento do setor agrícola continental”.

Na mesma linha, o diretor-geral do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), Manuel Otero, reforçou que a agricultura das Américas deve ser reconhecida como ativo estratégico para o desenvolvimento sustentável global.

Ele lembrou que o setor está no centro dos desafios contemporâneos – segurança alimentar, estabilidade social e transição verde – e que requer políticas integradas entre governos. “Trabalhamos no IICA com a convicção de que a agricultura, por seu vínculo com a segurança alimentar, a paz social e a ciência, é uma atividade que exige coordenação entre ministérios e políticas integradas. O Brasil mostra um entendimento pleno dessa ideia”, destacou.

Otero também ressaltou que o Brasil é hoje referência mundial em agricultura produtiva, sustentável e inclusiva, e que o trabalho conjunto entre o Ministério da Agricultura e o Itamaraty tem contribuído para abrir novos mercados e difundir tecnologia na região.

Agricultura como eixo de desenvolvimento

O chanceler Mauro Vieira lembrou que a agricultura é uma das bases da política externa e da economia brasileira, responsável por impulsionar o superávit comercial de 2024.

Segundo ele, o desempenho do agro é resultado de um modelo produtivo que combina escala, tecnologia e inclusão social. “A balança comercial brasileira terminou 2024 com um grande superávit, que teve contribuição decisiva do agro. Graças ao desenvolvimento da ciência e da pesquisa, o Brasil deixou de ser importador líquido de alimentos, como era antes de 1970, para se tornar uma potência alimentar e um grande protagonista do agronegócio mundial”, disse. Vieira reforçou ainda a necessidade de cooperação regional baseada em valores comuns, voltada ao combate à fome, à pobreza e à desigualdade, princípios também defendidos pelo Brasil no âmbito de sua política externa.

O presidente da Junta Interamericana de Agricultura (JIA), Luis Alfredo Fratti Silveira, do Uruguai, afirmou que cabe aos países produtores garantir sistemas alimentares sustentáveis e socialmente inclusivos. Ele defendeu políticas que estimulem a permanência dos jovens no campo e valorizem o protagonismo das mulheres na agricultura, destacando que esses grupos representam o presente e o futuro da produção. “Temos a responsabilidade de fornecer ao mundo alimentos acessíveis a todos e produzidos de maneira respeitosa ao meio ambiente. Devemos gerar políticas para o desenvolvimento de nossos setores produtivos”, acrescentou.

Sob o lema “Uma nova narrativa para a agricultura e os sistemas agroalimentares das Américas”, a conferência debate bioeconomia, inovação tecnológica, rastreabilidade e qualidade dos alimentos.
O evento também sedia a 23ª Reunião Ordinária da JIA, que elegerá o novo diretor-geral do IICA para o período 2026–2030.

A programação técnica segue até esta quarta-feira (05), com painéis sobre ciência, tecnologia e sustentabilidade nas cadeias produtivas. As conclusões devem orientar a posição conjunta do continente nas negociações climáticas de Belém, consolidando o agro das Américas como vetor de desenvolvimento e parte essencial das soluções globais para o clima e a segurança alimentar.

Fonte: Assessoria IICA

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Governo Federal anuncia R$ 14 bilhões para o programa Move Agricultura

Financiamentos terão juros de até 9,2% ao ano para aquisição de tratores, colheitadeiras, plantadeiras e outros equipamentos agrícolas.

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Foto: Divulgação

A 20ª edição da Bahia Farm Show começou na segunda-feira (08), em Luís Eduardo Magalhães (BA), com anúncios de crédito voltados à modernização da produção agropecuária e do transporte de cargas. Os recursos foram apresentados pelo vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, durante a abertura oficial do evento, um dos principais do calendário do agronegócio brasileiro.

Foto: Divulgação

Entre as medidas anunciadas está o programa Move Agricultura, que disponibilizará R$ 14 bilhões para financiamento de tratores, colheitadeiras, plantadeiras e outros equipamentos utilizados nas propriedades rurais. As operações terão juros de até 9,2% ao ano, prazo de até cinco anos para pagamento e carência de 12 meses.

Outro anúncio foi a liberação de R$ 21,1 bilhões para renovação da frota nacional de transporte. Do total, R$ 19,1 bilhões serão destinados à compra de caminhões e R$ 2 bilhões à aquisição de ônibus, além de recursos para implementos rodoviários. A expectativa é que as linhas de financiamento tenham taxas próximas de 12% ao ano.

Durante a cerimônia, Alckmin destacou a importância do agronegócio para a balança comercial brasileira. Segundo ele, o setor exportou US$ 169 bilhões em 2025 e mantém posição de destaque entre os principais fornecedores mundiais de alimentos.

O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, afirmou que o governo trabalha na elaboração do próximo

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Plano Safra e indicou que os valores deverão acompanhar a expansão da atividade agropecuária.

O ministro também destacou os recentes avanços na abertura de mercados internacionais para os produtos brasileiros e citou o reconhecimento da China ao status do Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação.

Oeste baiano ganha protagonismo

Ao comentar a importância da região, André de Paula ressaltou a transformação econômica do Oeste da Bahia, uma das principais fronteiras agrícolas do país.

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Segundo ele, o desenvolvimento local está associado à incorporação de tecnologia, pesquisa e inovação, além da atuação de produtores que ajudaram a consolidar a região como referência na produção de grãos e fibras.

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, também participou da abertura e destacou projetos de infraestrutura em andamento, especialmente nas áreas ferroviária e rodoviária, voltados ao escoamento da produção agrícola.

Para o governador, o próximo passo é ampliar a industrialização da produção agropecuária, agregando valor às matérias-primas produzidas no estado.

Feira amplia estrutura

Promovida pela Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), a Bahia Farm Show chega à 20ª edição com

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expansão da área destinada aos expositores.

Neste ano, o complexo da feira passou a ocupar 38 hectares, crescimento de 35% em relação à edição anterior. A expectativa da organização é receber mais de 500 expositores ao longo da programação.

Realizada até 13 de junho, a feira reúne fabricantes de máquinas, empresas de tecnologia, instituições financeiras, cooperativas, produtores rurais e representantes de diversos segmentos ligados ao agronegócio.

A projeção é que a edição de 2026 movimente cerca de R$ 180 milhões em investimentos, reforçando a posição da Bahia Farm Show entre os maiores eventos de tecnologia agrícola e negócios do país.

Fonte: Assessoria Mapa
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Produtores do Paraná podem ter maior subvenção no seguro rural com base no manejo do solo

Projeto-piloto do ZarcNM vincula desconto no PSR a práticas de conservação em soja e milho safrinha.

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Os produtores rurais paranaenses podem obter subvenção federal maior, com base em critérios de manejo e conservação do solo nas culturas da soja e milho safrinha. Para isso, as áreas agrícolas a serem seguradas devem ser enquadradas em Níveis de Manejo (NM) estipulados pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático Níveis de Manejo (ZarcNM). O projeto-piloto conta com recursos específicos para execução (R$ 1 milhão para cada cultura) e beneficia produtores rurais com percentual maior de desconto nos valores do seguro pelo Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

Foto: Geraldo Bubniak/AEN

A ferramenta considera critérios de qualidade do manejo de solo como redutor do risco climático de áreas agrícolas com maior capacidade de infiltração e retenção de água. O NM1 é a condição de risco base e o NM4, a melhor condição de cultivo que garante benefício maior.

“Em tempos de queda nas contratações de seguro rural, toda proposta que venha melhorar a subvenção ao prêmio é bem-vinda”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette. “Nossos técnicos estão à disposição para auxiliar os produtores rurais neste processo”, complementa.

Lançado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com metodologia da Embrapa, o ZarcNM teve o projeto-piloto iniciado na safra 2025/26, somente no Paraná, quando 28 áreas de produção foram classificadas em níveis de subvenção diferenciada. Na temporada 2026/27, o projeto iniciará a fase II, com possibilidade de participação dos produtores de soja do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, e milho safrinha no Paraná e Mato Grosso do Sul.

Como acessar

Presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette: “Em tempos de queda nas contratações de seguro rural, toda proposta que venha melhorar a subvenção ao prêmio é bem-vinda” – Foto: Divulgação/Sistema Faep

O primeiro passo para ter acesso à subvenção diferenciada é buscar a análise de solo em um laboratório credenciado no Estado. A metodologia das análises não difere das normalmente utilizadas, mas os laboratórios participantes conseguem registrar os dados da área diretamente no sistema (SiNM) da Embrapa.

“Antes mesmo de contratar o seguro, o produtor deve realizar a coleta da amostra de solo, seguindo as orientações do item 7, da Instrução Normativa 2/2025, do Mapa, e encaminhá-la a um laboratório credenciado, solicitando a análise Níveis de Manejo”, orienta Ana Paula Kowalski, coordenadora do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep.

Na sequência, o produtor deve procurar um operador de contrato para providenciar a análise de sensoriamento remoto e incluir as informações no sistema da Embrapa. Então, a plataforma calcula o nível de manejo do talhão e as informações são repassadas pelo operador ao governo federal para que seja definida a subvenção conforme os seis indicadores avaliados para a definição do nível de manejo: tempo sem revolvimento do solo; cobertura do solo com palhada; saturação por bases (V%); teor de cálcio; saturação por alumínio; e histórico de diversidade de cultivos. Três são verificados pela análise de solo e os demais por ferramentas de sensoriamento remoto utilizadas pelos operadores especializados. Para os níveis 2, 3 ou 4, segundo a Embrapa, “áreas com declividade superior a 3% devem, obrigatoriamente, adotar semeadura em nível ou contorno em pelo menos 75% da gleba”.

“Para subvenção maior, ou seja, além do padrão definido pelo PSR, os níveis devem ser de 2 em diante”, comenta Ana Paula. Na cultura de milho segunda safra, para Nível de Manejo (NM) 1, a subvenção será de 40%; NM2, 45%; e para NMs 3 e 4, 50%. Já para a cultura de soja, os cálculos são 20% para NM1; 30%, NM2; 35%, NM3; e 40%, NM4.

A lista de operadores credenciados está disponível no site, acesse clicando aqui.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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UE diz não ter recebido garantias do Brasil sobre uso de antimicrobianos na produção animal

Comissão Europeia mantém o país fora da lista de exportadores aptos a atender novas exigências sanitárias. Regra passa a valer a partir de setembro.

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Foto: Divulgação/Freepik

A Comissão Europeia afirmou que o Brasil não apresentou informações suficientes para comprovar que cumprirá, até 03 de setembro de 2026, as novas exigências europeias relacionadas ao uso de antimicrobianos na produção animal. A avaliação consta na atualização da regulamentação publicada na última sexta-feira (05), que mantém o país fora da lista de nações autorizadas a exportar determinados animais e produtos de origem animal para consumo humano no bloco.

Imagem criada por Jaqueline Galvão/ChatGPT/OP Rural

Segundo o documento, Bruxelas entende que ainda não recebeu garantias adequadas de que o Brasil implementará todas as medidas necessárias para atender à legislação europeia dentro do prazo estabelecido.

As regras fazem parte da estratégia da União Europeia para combater a resistência antimicrobiana. A legislação proíbe o uso de determinados antibióticos considerados essenciais para a medicina humana e restringe a utilização de antimicrobianos para promoção de crescimento ou aumento de produtividade em animais destinados à produção de alimentos.

A decisão afeta segmentos relevantes das exportações brasileiras para o mercado europeu. Entre os produtos e categorias atingidos estão bovinos, equinos, aves, produtos de aquicultura, mel e tripas animais, que até então estavam contemplados na lista de países autorizados a exportar para o bloco.

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Apesar da exclusão, a medida não representa uma interrupção imediata dos embarques. A própria regulamentação estabelece que as novas disposições passarão a vigorar apenas em 3 de setembro de 2026.

Até essa data, permanece aberta a possibilidade de negociações entre autoridades brasileiras e europeias. O governo brasileiro e os setores produtivos ainda poderão apresentar informações complementares, mecanismos de controle e sistemas de comprovação que demonstrem conformidade com as exigências sanitárias adotadas pela União Europeia.

O ponto central da discussão não está relacionado à identificação de problemas sanitários em produtos brasileiros já exportados, mas à capacidade de o país comprovar, por meio de regras, fiscalização e rastreabilidade, que atende integralmente aos requisitos estabelecidos pela legislação europeia para o uso de antimicrobianos na produção animal.

Fonte: O Presente Rural
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