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Agro brasileiro destaca compromissos com inovação, produtividade e conservação em documento setorial à COP30
Documento “Caminhos do Agro: Inovação pelo Clima” mostra como a agricultura tropical brasileira alia produtividade, sustentabilidade e contribuição para a segurança alimentar global.

Reconhecido mundialmente como uma potência agrícola, o Brasil chega à COP30 reforçando o compromisso do agro com a agenda climática por meio da inovação e uso correto e responsável das tecnologias no campo. As evidências de como a agricultura tropical brasileira alia produtividade e conservação ambiental, posicionando-se como parte da solução para mitigar os impactos das mudanças climáticas e na promoção da segurança alimentar global, estão reunidas no documento “Caminhos do Agro: Inovação pelo Clima”, lançado na última semana pela CropLife Brasil e o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA).

Fotos: Divulgação/IICA
A publicação reúne contribuições do setor de tecnologias agrícolas em torno de uma transição produtiva justa, escalável e baseada em evidências científicas. O objetivo é reforçar o papel da inovação como aliada na redução do aquecimento global e no enfrentamento da insegurança alimentar, temas centrais que serão levados à COP30. “Estamos nessa jornada desde o início do ano, em parceria com o IICA, para construir um documento que traduza a importância das tecnologias no futuro da agricultura”, afirmou o diretor-presidente da CropLife Brasil, Eduardo Leão.
Segundo ele, o material foi elaborado “a várias mãos”, com dados técnicos e embasamento científico, e destaca a agricultura tropical brasileira como referência mundial em sustentabilidade. “Temos avançado em práticas como plantio direto, integração lavoura-pecuária-floresta e manejo integrado, que aumentam a produtividade e tornam nossa agricultura mais resiliente”, completou.

Presidente da Embrapa, Silvia Massrhurá: “A COP 30 é uma oportunidade para a gente trazer e mostrar que nossa agricultura é baseada em ciência e mostrar que a gente precisa investir em ciência, em tecnologias e em políticas públicas, que incentivem os produtores rurais a adotarem práticas mais sustentáveis”
O representante do IICA Brasil, Gabriel Delgado, relatou durante a solenidade como foi o processo de construção do texto técnico e quais as principais contribuições. “Nós temos muitos eixos na atual agricultura que visam a sustentabilidade de nossos sistemas alimentares. E tratamos de dois eixos: um sobre recuperação de pastagens degradadas, que sabemos que é uma sensibilidade, e sua potencialidade de contribuir na produção de alimentos; e outro sobre a integração das tecnologias no campo e a inovação das soluções, que buscam trazer uma agricultura eficiente, produtiva e que auxilie na captura de carbono. Por isso, nós acreditamos que o agro é parte da solução climática”, posicionou.
A Embrapa, que auxiliou na construção da publicação, ressaltou a importância da Conferência do Clima como ambiente para tratar das considerações que o documento traz. “A COP 30 é uma oportunidade para a gente trazer e mostrar que nossa agricultura é baseada em ciência e mostrar que a gente precisa investir em ciência, em tecnologias e em políticas públicas, que incentivem os produtores rurais a adotarem práticas mais sustentáveis. A Embrapa fica à disposição para contribuir nesse processo. Agradeço a parceria com a CropLife, empresas, entidades e o IICA até aqui, que oportunizaram este encontro e essas contribuições para levarmos à Agrizone”, elencou a presidente da Embrapa, Silvia Massrhurá.

Secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária, Guilherme Campos: “O que o Brasil faz no agro é absolutamente extraordinário. A transição energética conduzida pelo setor agropecuário faz do país o maior showroom da transição energética do planeta”
O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária, Guilherme Campos, destacou os diferenciais que colocam o Brasil como referência global em agricultura de baixo carbono. Segundo ele, o agronegócio brasileiro vai além da produção de alimentos e consolida o país como um dos grandes provedores mundiais de energia renovável, fibras, celulose e algodão. “O que o Brasil faz no agro é absolutamente extraordinário. A transição energética conduzida pelo setor agropecuário faz do país o maior showroom da transição energética do planeta. Basta ir a um posto e abastecer com etanol, gasolina com 30% de álcool anidro ou diesel com 15% de biodiesel para ver essa transformação em curso”, enfatizou.
O secretário ressaltou ainda que as tecnologias desenvolvidas no país são exemplo de inovação acessível e sustentável, e que essa experiência será apresentada como modelo durante a COP30.
Documento setorial

Diretor-presidente da CropLife Brasil, Eduardo Leão: “Estamos nessa jornada desde o início do ano, em parceria com o IICA, para construir um documento que traduza a importância das tecnologias no futuro da agricultura”
A publicação consolida as reflexões, experiências e proposições técnicas reunidas durante a jornada de workshops técnicos sobre Complementariedade de Tecnologias Agrícolas e Recuperação Produtiva de Pastagens Degradadas, promovidos pelas entidades, e traz evidências e propostas construídas de forma colaborativa pelos agentes da cadeia produtiva.
O documento evidencia ainda a importância de parcerias público-privadas na agenda climática e posiciona o produtor rural como protagonista no campo que, com o seu trabalho, transforma conhecimento em resultado, sustentando o Brasil como referência global em agricultura de baixo carbono. O lançamento marca a conclusão do trabalho conjunto das entidades com foco na COP30. O material servirá de base em debates com autoridades globais do agronegócio.
Painéis COP30
Na 30ª Conferência, a ser realizada em Belém (PA), entre 10 e 21 de novembro, a CropLife Brasil promove painéis e encontros em parceria com instituições públicas e privadas para ampliar o diálogo sobre temas como segurança alimentar, descarbonização e sustentabilidade. Os encontros serão distribuídos ao longo dos dias 10, 11, 13, 19 e 20 e acontecerão na AgriZone, nos espaços Embrapa e IICA, zona temática oficial do evento e vitrine da agricultura sustentável e do combate à fome.

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Pesquisa brasileira atrai produtores argentinos para troca de conhecimento
Programação abordou desde manejo reprodutivo até sistemas integrados no bioma Pampa.

Durante a quarta-feira (14), a Embrapa Pecuária Sul recebeu uma comitiva da Associação Argentina de Consórcios Regionais de Experimentação Agrícola (AACREA), formada por 83 produtores rurais e técnicos. O grupo, envolvido em atividades de pecuária, silvicultura e produção de grãos, nas províncias de Corrientes e Missiones, está fazendo um giro técnico no Brasil e a visita à Embrapa foi para conhecer as pesquisas e tecnologias desenvolvidas para o setor primário.
O grupo foi recepcionado pela equipe de gestão na unidade da Embrapa e na sequência participou de palestras sobre diferentes temas que são trabalhados pela pesquisa. Segundo o analista da Embrapa, Marco Antônio Karam, esse tipo de iniciativa é importante para reforçar os laços com os países da região. “Além disso, estamos difundindo conhecimentos e tecnologias disponíveis para que possam ser utilizados lá, visando sistemas produtivos mais sustentáveis”.
Ainda na parte da manhã os pesquisadores Danilo Sant’Anna e Daniel Montardo apresentaram a vitrine de forrageiras, onde estão algumas das cultivares desenvolvidas pela instituição. Outro tema discutido foi o conceito Pasto sobre Pasto, que visa a oferta de forragem de qualidade para animais durante todo o ano.
No início da tarde, a comitiva assistiu a palestra Manejo da reprodução: fisiologia e uso de hormônios, ministrada pelo pesquisador José Carlos Ferrugem. O evento teve prosseguimento tendo como tema o melhoramento genético bovino. Os pesquisadores Fernando Cardoso e Cristina Genro falaram sobre pesquisas e tecnologias na área, como a utilização da genômica para o melhoramento de animais em características como eficiência alimentar e resistência ao carrapato, além dos trabalhos para a adaptação das raças taurinas a regiões tropicais.
A programação foi encerrada com a apresentação sobre o projeto Integra Pampa, feita pelos pesquisadores Naylor Perez e Hélio Tonini. Esse projeto está avaliando os melhores arranjos e desenhos de sistemas de integração lavoura, pecuária e floresta para o bioma Pampa.
Segundo o coordenador regional da Crea, Mariano Lanz, um dos objetivos do grupo foi conhecer soluções tecnológicas que possam ser implantadas nos sistemas de produção deles. “Somos produtores do nordeste Argentino, região com muitas semelhanças com esta. Estamos procurando ideias e encontramos aqui alternativas muito interessantes, principalmente no melhoramento animal e das pastagens”, afirmou.
A Crea é uma associação civil sem fins lucrativos, fundada em 1960 e formada por empresários agropecuários organizados em grupos regionais. Voltada ao desenvolvimento sustentável e à inovação, a entidade promove a troca de experiências e a geração de conhecimento entre produtores, com foco na melhoria da gestão e no crescimento das empresas do setor.
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Mercado externo e estoques apertados elevam cotações do trigo
Clima no Hemisfério Norte e previsão de menor área plantada reforçam alta.

Os preços do trigo avançaram em março no mercado brasileiro, acompanhando o movimento internacional e o período de entressafra. No Paraná, a saca de 60 kg fechou o mês cotada a R$ 63, alta de 3,4% em relação a fevereiro. Já nos primeiros dias de abril, as cotações subiram ainda mais, com média de R$ 66 por saca.
A valorização ocorre em um momento de menor disponibilidade de produto no mercado interno. Com estoques mais ajustados, os preços passaram a seguir mais de perto a paridade de exportação, o que limitou uma reação mais forte da demanda doméstica.

Foto: Fábio Carvalho
De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, o cenário externo também contribuiu para sustentar as cotações no Brasil. No mercado internacional, o trigo registrou volatilidade ao longo de março. Na Bolsa de Chicago (CBOT), o primeiro vencimento do trigo soft variou entre 572 e 635 centavos de dólar por bushel, encerrando o mês a 616 centavos, alta de 4% frente a fevereiro.
As oscilações foram influenciadas principalmente pelo clima seco nas regiões produtoras do Hemisfério Norte, o que elevou as preocupações com a produção. Além disso, o mercado ganhou suporte após relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicar redução da área cultivada, reforçando a expectativa de uma safra menor em 2026/27.
Com isso, o mercado segue atento às condições climáticas e às revisões de oferta, fatores que continuam impactando diretamente a formação dos preços do trigo no Brasil.
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Entidades de imprensa do Sul lançam campanha contra desinformação
Iniciativa inédita reúne associações do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná para alertar sobre fake news e conteúdos gerados por inteligência artificial.

As principais associações de imprensa do Sul do Brasil se unem, de forma inédita, para lançar uma campanha conjunta de combate à desinformação. A iniciativa reúne a Associação Riograndense de Imprensa (ARI), a Associação Catarinense de Imprensa (ACI) e a Associação Paranaense de Imprensa (API), com o objetivo de conscientizar a sociedade sobre os riscos das fake news especialmente diante do avanço de conteúdos gerados por inteligência artificial e reforçar a importância do jornalismo profissional para escolhas livres e conscientes.
O Brasil se aproxima de mais um processo eleitoral marcado pela polarização. Paralelamente, o desenvolvimento acelerado da inteligência artificial elevou a desinformação a um novo patamar, com vídeos, áudios e imagens hiper-realistas que dificultam a distinção entre o real e o falso. Esse cenário ultrapassa as fake news tradicionais e ameaça diretamente a democracia, a liberdade de escolha do eleitor e a credibilidade da informação.
Diante desse contexto, a campanha assinada pela agência MOOVE propõe um alerta direto ao público por meio do conceito: “Se é bom demais, duvide. Notícia exige apuração. Se é estranho demais, duvide. Notícia exige apuração. Se é forçado demais, duvide. Notícia exige apuração.”
A ideia parte do princípio de que a desinformação raramente circula no meio-termo. Ela se espalha quando provoca reações intensas, seja entusiasmo ou estranhamento levando ao compartilhamento impulsivo, sem verificação.
O papel das entidades e do jornalismo profissional é justamente interromper esse ciclo, oferecendo informação confiável e incentivando a checagem antes do compartilhamento. Como estratégia criativa, a campanha apresenta manchetes verossímeis, construídas para parecerem plausíveis, despertando curiosidade e provocando reações imediatas no público. Os temas foram cuidadosamente selecionados para evitar vieses ou conflitos com grupos e instituições, inclusive no campo político.
Durante o lançamento, jornalistas e comunicadores serão convidados a aderir à iniciativa por meio do uso do selo da campanha, em versões para rádio, TV, portais, jornais e revistas, reforçando a mensagem de que a notícia exige apuração. Segundo o presidente da ARI, José Maria Rodrigues Nunes, a ação representa um passo importante na atualização do papel da imprensa diante dos novos desafios. “Embora hoje todos possam produzir conteúdo, o jornalismo profissional segue sendo o principal filtro contra a desinformação. A campanha dá continuidade a ações anteriores da entidade e atualiza o discurso para o contexto da inteligência artificial e do período eleitoral. Ao concluir essa nova etapa, entendemos que era o momento de ampliar o movimento, convidando as associações do Sul para essa grande mobilização. Esperamos que essa iniciativa inspire outras entidades a se somarem a esse esforço coletivo.”
A presidente da ACI, Déborah Almada, destaca o caráter histórico da união. “Estamos entusiasmados com essa campanha, que faz um alerta fundamental em um momento em que a desinformação tem causado tantos danos à cidadania no mundo todo. A união de três instituições que representam a imprensa no Sul do País é um feito inédito que merece ser celebrado. Fortalecer o jornalismo é uma missão.” Para o presidente da API, Célio Martins, em um ambiente marcado pela velocidade e pelo excesso de informação, a proliferação da desinformação é prejudicial a toda a sociedade e faz com que conteúdos falsos ganhem escala e dificultem a distinção entre o que é fato e o que é mentira. “Nesse contexto, o jornalismo profissional é fundamental como contraponto, ao defender a informação de interesse público, combater fake news com apuração rigorosa, checagem de dados e responsabilidade na divulgação, oferecendo ao público conteúdo confiável e contribuindo para a defesa da democracia”, enfatiza.
Responsável pela campanha, a agência Moove reforça a sua importância: “Em tempos de desinformação acelerada, o papel do jornalismo ético e da comunicação responsável torna-se o principal pilar de sustentação da verdade. Nosso objetivo é despertar a consciência crítica no consumo de informações, reafirmando que a qualidade do debate público depende, acima de tudo, da credibilidade da fonte”, afirma Gabriel Fuscaldo, CEO da Moove.
Para Roberto Schmidt, criativo da Agência Moove, a inteligência artificial é uma realidade e não existe qualquer possibilidade de retrocesso, por isso ações como essa são importantes. A campanha atua na geração de senso crítico sobre o conteúdo que circula nas redes, ajudando a combater fake news antes mesmo do seu compartilhamento.



