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Agro brasileiro destaca compromissos com inovação, produtividade e conservação em documento setorial à COP30

Documento “Caminhos do Agro: Inovação pelo Clima” mostra como a agricultura tropical brasileira alia produtividade, sustentabilidade e contribuição para a segurança alimentar global.

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Fotos: Danilo Lysei/CLB

Reconhecido mundialmente como uma potência agrícola, o Brasil chega à COP30 reforçando o compromisso do agro com a agenda climática por meio da inovação e uso correto e responsável das tecnologias no campo. As evidências de como a agricultura tropical brasileira alia produtividade e conservação ambiental, posicionando-se como parte da solução para mitigar os impactos das mudanças climáticas e na promoção da segurança alimentar global, estão reunidas no documento “Caminhos do Agro: Inovação pelo Clima”, lançado na última semana pela CropLife Brasil e o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA).

Fotos: Divulgação/IICA

A publicação reúne contribuições do setor de tecnologias agrícolas em torno de uma transição produtiva justa, escalável e baseada em evidências científicas. O objetivo é reforçar o papel da inovação como aliada na redução do aquecimento global e no enfrentamento da insegurança alimentar, temas centrais que serão levados à COP30. “Estamos nessa jornada desde o início do ano, em parceria com o IICA, para construir um documento que traduza a importância das tecnologias no futuro da agricultura”, afirmou o diretor-presidente da CropLife Brasil, Eduardo Leão.

Segundo ele, o material foi elaborado “a várias mãos”, com dados técnicos e embasamento científico, e destaca a agricultura tropical brasileira como referência mundial em sustentabilidade. “Temos avançado em práticas como plantio direto, integração lavoura-pecuária-floresta e manejo integrado, que aumentam a produtividade e tornam nossa agricultura mais resiliente”, completou.

Presidente da Embrapa, Silvia Massrhurá: “A COP 30 é uma oportunidade para a gente trazer e mostrar que nossa agricultura é baseada em ciência e mostrar que a gente precisa investir em ciência, em tecnologias e em políticas públicas, que incentivem os produtores rurais a adotarem práticas mais sustentáveis”

O representante do IICA Brasil, Gabriel Delgado, relatou durante a solenidade como foi o processo de construção do texto técnico e quais as principais contribuições. “Nós temos muitos eixos na atual agricultura que visam a sustentabilidade de nossos sistemas alimentares. E tratamos de dois eixos: um sobre recuperação de pastagens degradadas, que sabemos que é uma sensibilidade, e sua potencialidade de contribuir na produção de alimentos; e outro sobre a integração das tecnologias no campo e a inovação das soluções, que buscam trazer uma agricultura eficiente, produtiva e que auxilie na captura de carbono. Por isso, nós acreditamos que o agro é parte da solução climática”, posicionou.

A Embrapa, que auxiliou na construção da publicação, ressaltou a importância da Conferência do Clima como ambiente para tratar das considerações que o documento traz. “A COP 30 é uma oportunidade para a gente trazer e mostrar que nossa agricultura é baseada em ciência e mostrar que a gente precisa investir em ciência, em tecnologias e em políticas públicas, que incentivem os produtores rurais a adotarem práticas mais sustentáveis. A Embrapa fica à disposição para contribuir nesse processo. Agradeço a parceria com a CropLife, empresas, entidades e o IICA até aqui, que oportunizaram este encontro e essas contribuições para levarmos à Agrizone”, elencou a presidente da Embrapa, Silvia Massrhurá.

Secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária, Guilherme Campos: “O que o Brasil faz no agro é absolutamente extraordinário. A transição energética conduzida pelo setor agropecuário faz do país o maior showroom da transição energética do planeta”

O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária, Guilherme Campos, destacou os diferenciais que colocam o Brasil como referência global em agricultura de baixo carbono. Segundo ele, o agronegócio brasileiro vai além da produção de alimentos e consolida o país como um dos grandes provedores mundiais de energia renovável, fibras, celulose e algodão. “O que o Brasil faz no agro é absolutamente extraordinário. A transição energética conduzida pelo setor agropecuário faz do país o maior showroom da transição energética do planeta. Basta ir a um posto e abastecer com etanol, gasolina com 30% de álcool anidro ou diesel com 15% de biodiesel para ver essa transformação em curso”, enfatizou.

O secretário ressaltou ainda que as tecnologias desenvolvidas no país são exemplo de inovação acessível e sustentável, e que essa experiência será apresentada como modelo durante a COP30.

Documento setorial

Diretor-presidente da CropLife Brasil, Eduardo Leão: “Estamos nessa jornada desde o início do ano, em parceria com o IICA, para construir um documento que traduza a importância das tecnologias no futuro da agricultura”

A publicação consolida as reflexões, experiências e proposições técnicas reunidas durante a jornada de workshops técnicos sobre Complementariedade de Tecnologias Agrícolas e Recuperação Produtiva de Pastagens Degradadas, promovidos pelas entidades, e traz evidências e propostas construídas de forma colaborativa pelos agentes da cadeia produtiva.

O documento evidencia ainda a importância de parcerias público-privadas na agenda climática e posiciona o produtor rural como protagonista no campo que, com o seu trabalho, transforma conhecimento em resultado, sustentando o Brasil como referência global em agricultura de baixo carbono. O lançamento marca a conclusão do trabalho conjunto das entidades com foco na COP30. O material servirá de base em debates com autoridades globais do agronegócio.

Painéis COP30

Na 30ª Conferência, a ser realizada em Belém (PA), entre 10 e 21 de novembro, a CropLife Brasil promove painéis e encontros em parceria com instituições públicas e privadas para ampliar o diálogo sobre temas como segurança alimentar, descarbonização e sustentabilidade. Os encontros serão distribuídos ao longo dos dias 10, 11, 13, 19 e 20 e acontecerão na AgriZone, nos espaços Embrapa e IICA, zona temática oficial do evento e vitrine da agricultura sustentável e do combate à fome.

Fonte: Assessoria IICA

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Comissão Europeia anuncia aplicação provisória do acordo Mercosul-UE e enfrenta reação da França

Medida pode antecipar redução de tarifas enquanto ratificação completa segue sob contestação judicial no bloco europeu.

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Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen: "Quando eles estiverem prontos, nós estaremos prontos. Nessa base, a Comissão irá agora prosseguir com a aplicação provisória" - Foto: Divulgação/Comissão Europeia

A União Europeia anunciou que aplicará provisoriamente o acordo de livre comércio firmado com o Mercosul, numa tentativa de antecipar os efeitos comerciais do tratado enquanto o processo formal de ratificação segue em curso nos países-membros.

Foto: Divulgação

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que a medida busca assegurar ao bloco a “vantagem do pioneirismo”. “Já disse antes, quando eles estiverem prontos, nós estaremos prontos. Nessa base, a Comissão irá agora prosseguir com a aplicação provisória”, declarou.

Pelas regras europeias, acordos comerciais precisam ser aprovados pelos governos nacionais e pelo Parlamento Europeu. A aplicação provisória, no entanto, permite que parte das disposições comerciais — como a redução de tarifas — entre em vigor antes da conclusão de todo o trâmite legislativo. Segundo a Comissão, o acordo poderá começar a valer provisoriamente dois meses após a troca formal de notificações entre as partes.

A decisão ocorre em meio a resistências políticas dentro da própria União Europeia. Parlamentares liderados por deputados franceses aprovaram no mês passado a contestação do acordo no tribunal superior do bloco, movimento que pode atrasar sua implementação integral em até dois anos.

A França tem se posicionado como principal foco de oposição. O presidente Emmanuel Macron afirmou que a iniciativa foi “uma surpresa

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado e Gpoint Studio/Freepik

ruim” e classificou como “desrespeitoso” o encaminhamento do tema. O governo francês argumenta que o acordo pode ampliar as importações de carne bovina, açúcar e aves a preços mais baixos, pressionando produtores locais que já realizaram protestos recentes.

Em janeiro, 21 países da UE votaram a favor do tratado, enquanto Áustria, França, Hungria, Irlanda e Polônia se posicionaram contra, e a Bélgica se absteve. Defensores do acordo, como Alemanha e Espanha, sustentam que a ampliação de acesso ao mercado sul-americano é estratégica para compensar perdas comerciais decorrentes de tarifas impostas pelos Estados Unidos e para reduzir dependências externas em cadeias de insumos considerados críticos.

Concluído após 25 anos de negociações, o acordo prevê a eliminação de cerca de 4 bilhões de euros em tarifas sobre exportações europeias, sendo apontado pela Comissão como o maior pacto comercial do bloco em termos de potencial de redução tarifária.

No Mercosul, Argentina e Uruguai ratificaram o texto nesta semana. No Brasil, a Câmara dos Deputados aprovou o acordo, que ainda depende de aval do Senado para concluir o processo interno de ratificação.

Fonte: O Presente Rural
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Acordo Mercosul-UE pode entrar em vigor até o fim de maio

Texto aguarda votação no Senado, enquanto União Europeia sinaliza aplicação provisória e governo prepara regulamentação de salvaguardas comerciais.

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O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta sexta-feira (27), em São Paulo, que o acordo comercial firmado entre o Mercosul e a União Europeia pode entrar em vigor até o fim de maio.

Vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin: “Aprovado no Senado e assinado pelo presidente Lula, teremos uns 60 dias para a vigência” – Foto: Divulgação

Segundo Alckmin, a expectativa do governo é que o texto seja aprovado pelo Senado Federal nas próximas duas semanas. O acordo já passou pela Câmara dos Deputados nesta semana e, se confirmado pelos senadores, seguirá para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Agora foi para o Senado e nós temos expectativa de que aprove em uma ou duas semanas. Aprovado no Senado e assinado pelo presidente Lula, teremos uns 60 dias para a vigência. Esse é o plano. Então, se a gente conseguir resolver em março, até o fim de maio já pode entrar em vigência o acordo”, declarou o vice-presidente.

No âmbito regional, o Parlamento da Argentina ratificou o texto na quinta-feira (26), movimento já acompanhado pelo Uruguai, ampliando o alinhamento interno no bloco sul-americano.

União Europeia

Do lado europeu, a Comissão Europeia informou nesta sexta-feira que pretende aplicar provisoriamente o acordo de livre comércio com o Mercosul. A medida busca assegurar ao bloco europeu a chamada “vantagem do pioneirismo”, permitindo a implementação de dispositivos comerciais antes da conclusão de todo o processo legislativo.

Em regra, a União Europeia aguarda a aprovação formal dos acordos de livre comércio tanto pelos governos nacionais quanto pelo

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado e Gpoint Studio/Freepik

Parlamento Europeu. No entanto, parlamentares europeus,liderados por deputados franceses, aprovaram no mês passado uma contestação judicial ao acordo no tribunal superior do bloco, o que pode retardar sua implementação integral em até dois anos.

Mesmo com a necessidade de aprovação pela assembleia europeia, o mecanismo de aplicação provisória permite que União Europeia e Mercosul iniciem a redução de tarifas e coloquem em prática outros compromissos comerciais enquanto o processo de ratificação completa seu curso institucional.

Salvaguardas

O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o governo encaminhou nesta sexta-feira proposta à Casa Civil para regulamentar as salvaguardas previstas no acordo entre Mercosul e União Europeia. Esses mecanismos permitem suspender a redução de tarifas caso haja aumento expressivo das importações que provoque desequilíbrios no mercado interno.

Após a análise da Casa Civil, o texto ainda deverá passar pelos ministérios da Fazenda e das Relações Exteriores antes de seguir para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A expectativa, segundo Alckmin, é concluir essa regulamentação nos próximos dias, antes mesmo da votação do acordo pelo Senado. “O acordo prevê um capítulo sobre salvaguarda. A gente espera que nos próximos dias, antes ainda da votação do Senado [sobre o acordo], que a salvaguarda seja regulamentada”, disse.

Foto: Divulgação

Ele afirmou que a abertura comercial prevista no tratado parte da premissa de ganhos para consumidores e empresas, com acesso a produtos de melhor qualidade e preços mais baixos. Ressaltou, contudo, que o instrumento de salvaguarda funcionará como mecanismo de proteção em caso de desequilíbrio. “Agora, se tiver um surto de importação, você precisa de uma salvaguarda, que suspende aquela redução de impostos. Isso está previsto para os europeus também e é isso que será regulamentado.”

Sobre o acordo

Pelo cronograma negociado, o Mercosul eliminará tarifas sobre 91% dos bens europeus em até 15 anos. A União Europeia, por sua vez, zerará tarifas sobre 95% dos bens exportados pelo bloco sul-americano em até 12 anos.

O tratado abrange um mercado de mais de 720 milhões de habitantes. A ApexBrasil estima que a implementação do acordo pode elevar as exportações brasileiras em cerca de US$ 7 bilhões, além de ampliar a diversificação da pauta externa, com potencial impacto também sobre segmentos industriais.

Fonte: O Presente Rural com Agência Brasil
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Mercosul e Canadá realizam oitava rodada de negociação para acordo comercial em Brasília

Blocos avançam em capítulos técnicos e preparam nova etapa em abril. Comércio bilateral Brasil-Canadá somou US$ 10,4 bilhões em 2025.

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Foto: Divulgação

O Mercosul e o Canadá concluíram nesta sexta-feira (27), em Brasília, a oitava rodada de negociações do acordo de livre comércio entre as partes. As tratativas, retomadas em outubro de 2025 após período de menor dinamismo, sinalizam a intenção de ambos os lados de acelerar a construção de um marco jurídico para ampliar o fluxo de comércio e investimentos.

Foto: Divulgação

De acordo com nota conjunta divulgada pelos ministérios das Relações Exteriores, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e da Agricultura, a rodada reuniu os negociadores-chefes e promoveu encontros presenciais dos grupos técnicos responsáveis pelos capítulos de comércio de bens, serviços, serviços financeiros, comércio transfronteiriço de serviços, comércio e desenvolvimento sustentável, propriedade intelectual e solução de controvérsias.

A estratégia brasileira é avançar simultaneamente na consolidação de textos e na troca de ofertas, etapa considerada sensível em acordos dessa natureza por envolver redução tarifária, regras de acesso a mercados e compromissos regulatórios. Uma nova rodada está prevista para abril, quando os grupos técnicos deverão aprofundar a convergência em áreas ainda pendentes.

Para o governo, o acordo com o Canadá se insere no esforço de diversificação de parceiros comerciais em um cenário internacional marcado por maior fragmentação geoeconômica e disputas tarifárias. A avaliação é que a integração produtiva com a economia canadense pode ampliar oportunidades em setores como agroindústria, mineração, energia e serviços.

Em 2025, a corrente de comércio entre Brasil e Canadá alcançou US$ 10,4 bilhões, com superávit brasileiro de US$ 4,1 bilhões, segundo dados oficiais. O saldo favorável reforça o interesse do país em consolidar acesso preferencial ao mercado canadense, ao mesmo tempo em que busca ampliar a previsibilidade regulatória para empresas dos dois lados.

Fonte: O Presente Rural
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