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Agro brasileiro alimenta 800 milhões de pessoas, diz estudo da Embrapa

Estudo adotou um método que considera a produção de grãos e oleaginosas para quantificar o quanto o agro brasileiro contribui para a alimentação de pessoas no Brasil e no mundo

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Gustavo Porpino

A participação do Brasil no mercado mundial de alimentos saltou de 20,6 bilhões para 100 bilhões de dólares, nos últimos dez anos, com destaque para carne, soja, milho, algodão e produtos florestais. Segundo especialistas da Embrapa, os dados indicam que a contribuição do Brasil para o abastecimento mundial deverá aumentar ainda mais nos próximos anos.

A informação faz parte do mais recente estudo de autoria de Elisio Contini e Adalberto Aragão,  da Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas da Embrapa (Sire) sob o título “O Agro brasileiro alimenta 800 milhões de pessoas”.  O estudo completo  encontra-se disponível no Sistema Agropensa (disponível aqui). Também foi publicado no Portal NeoMondo em uma versão resumida (disponível aqui).

“É importante conhecer a contribuição do Agro Brasileiro na disponibilidade de alimentos para a sociedade brasileira e para o mundo. Em termos de pessoas alimentadas, em manifestações de autoridades e trabalhos técnicos, os números  variavam de 1 a 1,5 bilhão de pessoas. Decidimos checar estes números, partindo da produção de grãos e oleaginosas do Brasil em relação à mundial”, explica o pesquisador Elísio Contini.

Nessa direção, o estudo  adotou um método que considera a produção de grãos e oleaginosas – alimentos básicos de amplas populações no mundo e também considerados básicos para a produção de proteína animal-, para quantificar o quanto o agro brasileiro contribui para a alimentação de pessoas no Brasil e no mundo.

“A hipótese é de que os grãos e as oleaginosas vêm sendo a base da alimentação humana, para o consumo direto das pessoas, alimentos processados ou como insumo para ração para a produção das principais carnes”, afirmam os autores do trabalho que adotaram para a exeução do cálculo a classificação de “alimentos” utilizada pelo Banco Mundial para a elaboração do  Food Price Index.

O indexador “Food Price Index” considera os seguintes cereais: arroz, trigo, milho e cevada; óleos vegetais e tortas: soja, óleo de soja, torta de soja, óleo de dendê, de coco e de amendoim; além de outros alimentos: açúcar, banana, carne de boi, de aves e laranja.

Dois caminhos

Os autores do estudo realizaram dois cálculos para se chegar a quantidade de pessoas que o Brasil pode alimentar no mundo. O primeiro é baseado na produção física de grãos e o segundo agrega à esta produção física o seu respectivo valor monetário, a partir de preços internacionais.

Outra inovação do trabalho é a conversão da carne bovina exportada. “Como a carne bovina brasileira exportada é produzida a pasto, convertemos esta exportação para equivalente grãos e quantificamos quantas pessoas são alimentadas por esta carne. Esta é a segunda alternativa do estudo”, esclarece Contini.

Para as duas alternativas, calculou-se o número de pessoas que a produção brasileira pode alimentar no mundo, incluindo o Brasil. Para os autores, a segunda alternativa aproxima-se mais da resposta esperada.

“Na primeira alternativa, baseada na produção física, utilizaram-se dados do International Grains Council (IGC), subtraindo-se as importações de grãos feitas pelo Brasil. A partir dos dados de produção, estabeleceu-se o percentual da produção brasileira destes grãos em relação à mundial. Com dados da população mundial, foi possível quantificar o número de pessoas que o Brasil pode alimentar, com base na sua participação na produção mundial de grãos e oleaginosas”, detalham os autores do estudo.

Como resultado deste primeiro cálculo chegou-se à seguinte conclusão: no período considerado, a participação do Brasil na produção mundial de grãos cresceu de 6% em 2011 para 8% em 2020.

“Assim, as pessoas alimentadas pelo Brasil no ano de 2020 são a população brasileira de 212,235 milhões de pessoas e mais 424,687 milhões de pessoas em outros países, pelas suas exportações de grãos, oleaginosas e carnes de aves e suínos”, explicam  Contini e Aragão.

Para a segunda estimativa, os autores utilizaram o seguinte método: estimou-se a população alimentada pelo Brasil não mais na quantidade de produção, mas a partir dos preços internacionais dos produtos, estabelecidos pelo FMI, multiplicados pela produção física, a cada ano. À esta alternativa, transformou-se a carne bovina exportada em equivalente grãos. Em seguida, fez-se a sua proporção em relação ao total, como realizado anteriormente.

“Os dados mostraram que o Brasil, em 2020, forneceu alimentos para 772,600 milhões de pessoas, sendo 212,235 da população brasileira e mais 560,365 milhões de outros países, por meio da exportação de grãos e da carne bovina convertida em grãos. A variação da população total alimentada pelo Brasil em 2019 de 809,472 milhões em relação a 2020 deve-se à variação de preços dos produtos nos dois anos considerados. Assim, pode-se afirmar que ao redor de 800 milhões de pessoas são alimentadas pelo Brasil, incluindo a população brasileira”, afirmam os autores.

Fonte: Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas (Sire)
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Notícias Dia 25 de outubro

FAESC promove palestra sobre “Cigarrinha do milho: manejo recomendado pela Epagri”

Evento objetiva orientar profissionais e produtores rurais a fim de intensificar as ações para reduzir e/ou acabar com a disseminação da praga nas lavouras de Santa Catarina.

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Divulgação/FAESC/SENAR-SC

“Cigarrinha do milho: manejo recomendado pela Epagri” é o foco da palestra que a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (FAESC) vai promover, na próxima segunda-feira (25), a partir das 18 horas pelo Microsoft Teams. O evento reunirá presidentes e membros da diretoria dos Sindicatos Rurais, prestadores de serviços técnicos e instrutoria do SENAR/SC, produtores rurais e associados aos Sindicatos Rurais do Estado.

O presidente do Sistema FAESC/SENAR-SC, José Zeferino Pedrozo, ressalta a importância da iniciativa ao destacar que, embora algumas medidas já tenham sido tomadas, é necessário intensificar as ações para reduzir e acabar com a disseminação da praga. A palestra será proferida pelo pesquisador da Epagri, Dr. Leandro do Prado Ribeiro.

A confirmação de participação pode ser feita até sexta-feira (22) pelo link de inscrição: https://forms.gle/HBui61VfWCeqPnEu9. Após o envio da confirmação de participação receberão mensagem com o link de acesso a palestra.

Prejuízo nas lavouras

Em Santa Catarina, a incidência da cigarrinha-do-milho, inseto-vetor de doenças provocadas por vírus e bactérias, tem ocorrido de forma generalizada em todas as regiões e com danos econômicos variáveis na safra 2020/2021. De acordo com levantamento da Epagri, as macrorregiões mais afetadas são o Meio-Oeste, Oeste, Extremo-Oeste, Planalto Norte e Planalto Serrano. Produtores relatam perdas de até 70% das lavouras, especialmente nos cultivos precoce e superprecoce, variedades mais sensíveis à praga.

A cigarrinha se alimenta e se reproduz apenas no milho e, por isso, a manutenção de plantas é favorável para sua multiplicação. Também não há controle químico 100% eficaz para a praga. Ao contaminarem a planta, as cigarrinhas prejudicam o seu desenvolvimento, acarretando má formação, menos espigas e, consequentemente, queda de produtividade.

O presidente do Sistema FAESC/SENAR-SC, José Zeferino Pedrozo, ressalta a importância da iniciativa ao destacar que, embora algumas medidas já tenham sido tomadas, é necessário intensificar as ações para reduzir e acabar com a disseminação da praga. A palestra será proferida pelo pesquisador da Epagri, Dr. Leandro do Prado Ribeiro.

Fonte: FAESC/SENAR-SC
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Notícias

Paraná encerra missão comercial com encontro com representante de fundo árabe

Durante a reunião, representantes do Paraná apresentaram ao fundo as principais oportunidades do Estado, assim como as empresas que estiveram presentes na missão comercial. Também foi levantada a possibilidade de receber uma comitiva no início de 2022.

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Foto: AEN

A missão técnico-comercial do Paraná em Dubai foi encerrada neste final de semana com o encontro de representantes do Estado e mais um fundo de investimento árabe. O sheik Jasim Hassan Juma, presidente do conselho da JMM Investment, recebeu o presidente da Invest Paraná, Eduardo Bekin, para conhecer as potencialidades do Paraná.

A agenda é complementar à Expo Dubai 2020 e ao Paraná Business Experience, eventos que, durante a última semana, apresentaram o Paraná ao mundo com o objetivo de atrair investimentos, promover novos negócios e fomentar o turismo.

Durante a reunião, Bekin apresentou ao sheik as principais oportunidades do Estado, assim como as empresas que estiveram presentes na missão comercial. Os representantes também conversaram sobre a possibilidade de o Paraná receber uma comitiva árabe no início de 2022 para fortalecer as conexões e fechar novas parcerias.

“Concluímos essa viagem com chave de ouro. O sheik se mostrou muito interessado no nosso agronegócio e em importar para os Emirados Árabes Unidos algum tipo de alimento ou proteína”, disse Bekin.

Durante o Paraná Business Experience, os paranaenses apresentaram, a potenciais investidores, empresas nos segmentos de madeira, papel e celulose, agronegócio, indústria de alimentos e bebidas, bem-estar, tecnologia, infraestrutura e indústria automotiva.

O encontro com o sheik se soma a uma série de outras agendas que o governador Carlos Massa Ratinho Junior realizou, na última semana, com outros fundos soberanos árabes. Para Bekin, tais reuniões abriram as portas do Estado. “São fundos fortes, com regras rígidas para investimento. É uma conversa inicial, que pode prosperar. Mostramos a marca Paraná e eles gostaram bastante do que viram”, afirmou.

 

Fonte: AEN
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Notícias

Exportadores de aves, suínos e ovos projetam US$ 490,2 milhões em negócios após a Anuga 2021

No espaço exclusivo das agroindústrias de suínos, aves e ovos do Brasil — viabilizada pela parceria ABPA & Apex-Brasil —, foram gerados US$ 34,8 milhões em negócios durante os cinco dias de evento

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Fotos: Divulgação ABPA

Terminou bem-sucedida a primeira grande ação realizada no mercado europeu desde o início da pandemia pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Foi durante a Anuga, maior feira de alimentos do Mundo, que atraiu importadores e potenciais clientes entre os dias 9 e 13 de outubro, em Colônia, na Alemanha.

No espaço exclusivo das agroindústrias de suínos, aves e ovos do Brasil — viabilizada pela parceria ABPA & Apex-Brasil —, foram gerados US$ 34,8 milhões em negócios durante os cinco dias de evento. E as expectativas são ainda mais otimistas para os próximos 12 meses. De acordo com os exportadores participantes no evento — entre eles Bello Alimentos, Ecofrigo, Copacol, Lar, Vibra, Pif Paf, Seara, Somave e Jaguafrangos —, as projeções de negócios gerados a partir da feira alcançam US$ 490,2 milhões, com cerca de 840 contatos realizados.

Para organizar a ação, a ABPA contou com uma área exclusiva de mais de 270 metros quadrados no centro de exposições da Koelnmesse, que abrigou espaços para reuniões e uma grande área gastronômica comandada pelo Chef Marcelo Bortolon. Pratos tradicionais, como frango com polenta, foram servidos aos importadores e potenciais clientes.

Reforçando a estratégia das marcas internacionais da avicultura e da suinocultura do Brasil — Brazilian Chicken, Brazilian Egg, Brazilian Breeders, Brazilian Duck e Brazilian Pork — foram distribuídos materiais promocionais com informações sobre a cadeia produtiva do Brasil, como folders impressos e digitais (distribuídos por QRCode).

“Como nossa primeira ação desde a pandemia no mercado europeu, superamos todas as expectativas que tínhamos para o primeiro grande evento. Além das expectativas positivas de negócios, foi um marco importante institucional, com forte presença política em nosso espaço, além do restabelecimento presencial das relações com stakeholders, importadores e outros elos do mercado, que gerou, só nos nove primeiros meses deste ano, US$ 310 milhões em exportações”, ressalta Ricardo Santin, presidente da ABPA, que liderou a ação na Alemanha.

Fonte: ABPA
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