Notícias Em Ribeirão Preto (SP)
Agrishow Labs 2025 conecta produtor rural com novas ideias e soluções para os desafios do agro nacional
Confira a programação do ambiente que reúne hubs de inovação e startups na 30ª edição da principal feira de tecnologia para o agronegócio da América Latina, que tem início nesta segunda-feira (28) e se estende até sexta-feira (02).

Três hubs de inovação e diversas startups participam do Agrishow Labs 2025, espaço da 30ª Agrishow que convida o produtor rural a conhecer de perto soluções para automação, monitoramento ambiental, análise de dados e redução de desperdício, entre outros desafios vivenciados por quem se dedica à produção de alimentos, fibras e energias renováveis. Além de oferecer oportunidade de networking com startups, o Agrishow Labs 2025 terá palestras e painéis.
O Agrishow Labs funciona no espaço B16a da feira, na Arena de Tecnologia e Inovação. Sebrae for Startups, Supera Parque e PwC Agtech Innovation são os hubs de inovação parceiros. Essas marcas dividirão o espaço com diversas startups convidadas, como Vergeag, Bem Agro, MatchFood, Spectral Solutions, Cirrus LAB, TEG, Imagem Geosistemas e Agrobit, que terão a oportunidade de ouvir o produtor rural e de apresentar soluções prontas ou em desenvolvimento. “O Agrishow Labs é um espaço para quem quer ver bons exemplos de pesquisa, criatividade e empreendedorismo aplicados ao agronegócio, por meio do trabalho das startups e dos hubs de inovação, que entregam soluções eficazes e competitivas para produtores de todos os tipos e tamanhos”, observa Liliane Bortoluci, diretora da Agrishow.
A programação do Agrishow Labs terá início já no primeiro dia da principal feira de tecnologia para o agronegócio da América Latina, que começa nesta segunda-feira (28) e se estende até sexta-feira (02), em Ribeirão Preto (SP). Além de funcionar como um espaço para networking e desenvolvimento de negócios, o Agrishow Labs também terá uma programação de painéis e palestras sobre agricultura 5.0, inteligência artificial, biotecnologia e outros temas da pauta de inovação do agronegócio brasileiro.
Confira a programação e saiba mais sobre algumas das startups que participarão do Agrishow Labs 2025:
Segunda-feira (28)
15h às 16h – Palestra manga – Uma visão sobre a história e as oportunidades do futuro na agricultura
Roberto Rodrigues (Professor Emérito da Fundação Getúlio Vargas – Agro)
16h às 17h – Palestra magna – O futuro da nossa agricultura
Dra. Silvia Massrhua (presidente do Embrapa)
Terça-feira (29)
15h às 15h45 – Transformação digital no agro – Aplicações práticas de impacto imediato na redução de custos e maximização de lucros
Rafael Minhoz (diretor de desenvolvimento de negócios da Sonda)
Marcelo Maekawa (consultor de negócios da Sonda)
16h às 17h – COP 30 – Oportunidades para o agro brasileiro
Ingo Plöger (vice-presidente da Abag)
Francisco Matturro (presidente da Rede ILPF)
Quarta-feira (30)
15h às 15h45 – Clarke Modet – O futuro da Agricultura de Precisão no Brasil sob a óptica da PI
Caio França (Consultor técnico de patentes da Clarke Modet)
Quinta-feira (1º)
10h às 10h30 – Agricultura de precisão – Soluções para aplicação de insumos agrícolas
Vitor Meireles (coordenador de Agricultura da Drop)
10h30 às 11h – Monitoramento climático – Inteligência climática na palma da mão
Maojry Imai (CEO da Cyan Agroanalitycs )
11h às 11h30 – Agricultura sustentável – Inovações com impacto real na sustentabilidade do Agro
Tainan Lamas (fundador da Mastera)
11h30 às 12h – Solos – O Diagnóstico do solo do futuro é agora
Leonardo Gomes (CEO e fundador da B4A)
15h às 15h45 – Natutec by Koppert – Tecnologia de alta performance via drone
Luiz Cláudio Gromboni (gerente comercial da Natutec by Koppert)
Sexta-feira (02)
10h às 11h – A Voz do Produtor Rural – Expectativas do agricultor sobre a inovação no campo
Giuliano Franceschini (CEO da Beggio Lourenço Agropecuária)
Victor Monseff De Almeida Campos (CEO e Produtor Rural da 3R Ribersolo)
Luiz Odilon Cabral Lima (produtor rural e Diretor da Mascavo Rosa Lima )
José Mario Jorge (engenheiro agrônomo)
Algumas das startups participantes do Agrishow Labs 2025:
- Verge: a empresa está contribuindo para acelerar a transição para a agricultura autônoma, defendendo que autonomia não é ausência de hardware, é falta de inteligência. A Verge é desenvolvedora do Launch Pad, aplicativo que permite que produtores rurais criem projetos eficientes para autonomia supervisionada no campo.
- Cirrus LAB: oferece sensores e estações com tecnologia própria para monitoramento ambiental no agronegócio. Com instalação simples e operação autônoma, as soluções oferecidas pela empresa medem clima, solo e vegetação mesmo em áreas remotas. Os dados são enviados ao Portal Nimbus, que reúne alertas e recomendações para apoiar decisões mais seguras e sustentáveis no campo.
- Matchfood: empresa combate a fome e desperdício de alimentos por meio do aplicativo Sobrou.app. Uma maneira simples de mudar vidas. Um marketplace entre a sustentabilidade e a solidariedade utilizado para comercialização e doação de alimentos excedentes, alimentando mais de 70 instituições e milhares de pessoas. Entregamos impacto imediato ambiental e social para todos os membros da cadeia de alimentos.
- Spectral Solutions: especialista em tecnologias inteligentes para o Agro 4.0. Empresa oferece soluções com analisadores portáteis que integram a última geração de inteligência artificial. O destaque da empresa é o MicroNIR, analisador portátil que entrega resultados em segundos, direto no celular, com precisão, mobilidade e agilidade.
- Imagem Geosistemas: distribuidora oficial da Esri no Brasil, líder global em Sistemas de Informação Geográfica (GIS). A empresa apresenta o ArcGIS, uma solução que conecta o agro com inteligência geográfica, do campo ao escritório, promovendo eficiência, rastreabilidade e inovação

Notícias
Brasil amplia acordos de cooperação com a Coreia do Sul
Intercâmbio técnico, cooperação em sanidade e pesquisa de bioinsumos, buscando tecnologia e sustentabilidade para o campo brasileiro busca ampliar competitividade e fortalecer a produção sustentável.

O Ministério da Agricultura e Pecuária assinou, nesta segunda-feira (23), em Seul, dois memorandos de entendimento com o governo da Coreia do Sul voltados ao fortalecimento da cooperação bilateral em agricultura, sanidade, inovação e desenvolvimento rural. Os atos foram celebrados na Casa Azul durante a visita oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao país asiático. “A Coreia do Sul é um parceiro estratégico e esta agenda inaugura uma nova etapa de cooperação baseada em confiança, diálogo e complementaridade econômica. Estamos aproximando tecnologia, sustentabilidade e produção responsável para ampliar oportunidades ao agro brasileiro e fortalecer a segurança alimentar”, afirmou o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

Ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro: “Estamos aproximando tecnologia, sustentabilidade e produção responsável para ampliar oportunidades ao agro brasileiro e fortalecer a segurança alimentar” – Foto: Caroline de Vita/Mapa
O primeiro acordo, firmado entre os ministérios da Agricultura dos dois países, estabelece a ampliação do intercâmbio técnico e institucional com foco em ciência, tecnologia, agricultura digital, segurança alimentar e cadeias de abastecimento. O memorando inclui a cooperação em medidas sanitárias e fitossanitárias (SPS), com previsão de harmonização de normas e troca de informações para avançar em temas de interesse comum.
O documento também prevê cooperação em infraestrutura agrícola, promoção de investimentos, intercâmbio científico e criação de um Comitê de Cooperação Agrícola Brasil-Coreia para acompanhar a implementação das iniciativas conjuntas.
O segundo memorando reúne o Ministério da Agricultura e Pecuária, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Administração de Desenvolvimento Rural da Coreia. O acordo estabelece uma estrutura de cooperação voltada ao registro, avaliação e gestão de agrotóxicos e bioinsumos, além do intercâmbio de informações e desenvolvimento de pesquisas conjuntas.

Foto: Caroline de Vita/Mapa
Entre as ações previstas estão o compartilhamento de dados técnicos, intercâmbio de especialistas, programas de capacitação e realização de workshops e projetos científicos conjuntos.
Os acordos integram a agenda da missão oficial brasileira na Ásia e reforçam a parceria estratégica entre Brasil e Coreia do Sul, com potencial para ampliar o intercâmbio tecnológico, estimular a inovação no campo e fortalecer a cooperação sanitária e regulatória no setor agropecuário.
Notícias
Países em desenvolvimento buscam protagonismo na redefinição da ordem econômica mundial
Integração entre economias emergentes mira maior autonomia financeira, tecnológica e comercial.

A defesa de maior articulação entre países em desenvolvimento marcou o encerramento da agenda presidencial na Ásia. Na madrugada deste domingo (22), antes de deixar a Índia rumo à Coreia do Sul, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a sustentar que o chamado Sul Global precisa atuar de forma coordenada para alterar a atual estrutura do comércio e das decisões econômicas internacionais.

Presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva: “Países pequenos precisam negociar juntos para equilibrar forças” – Foto: Ricardo Stuckert/PR
O argumento central é que economias emergentes enfrentam assimetrias estruturais nas negociações com grandes potências. Segundo ele, acordos bilaterais diretos tendem a reproduzir desequilíbrios históricos, reduzindo a margem de barganha de países menos desenvolvidos. “Países pequenos precisam negociar juntos para equilibrar forças”, afirmou, ao citar Índia, Brasil e Austrália como exemplos de nações que podem ampliar seu poder de influência quando atuam em bloco.
O presidente associou essa defesa a um diagnóstico histórico. Na avaliação dele, a inserção internacional de diversas economias emergentes ainda carrega traços de dependência tecnológica e financeira herdados do período colonial. A crítica não se limita ao passado político, mas alcança a estrutura contemporânea de cadeias globais de valor, nas quais países exportadores de commodities permanecem, em muitos casos, na base da pirâmide produtiva.
A proposta apresentada envolve intensificar parcerias entre países com níveis de desenvolvimento semelhantes, com foco em cooperação tecnológica, agregação de valor e ampliação do comércio intra-bloco. O objetivo estratégico é reduzir vulnerabilidades externas e aumentar a autonomia decisória.
Nesse contexto, o BRICS aparece como instrumento central dessa reconfiguração. O presidente afirmou que o grupo deixou de ser

Brics – Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
periférico para assumir papel mais estruturado na governança internacional. Destacou a criação do Novo Banco de Desenvolvimento como exemplo de mecanismo financeiro alternativo às instituições tradicionais dominadas por economias avançadas.
Ele também buscou afastar a narrativa de confronto direto com o Ocidente. Ao mencionar a preocupação dos Estados Unidos, sobretudo em relação à China, afirmou que o objetivo não é reeditar divisões geopolíticas típicas da Guerra Fria, mas fortalecer a capacidade de articulação dos emergentes dentro da própria arquitetura global, inclusive com eventual ampliação da interlocução com o G20.
Outro ponto sensível abordado foi a discussão sobre moeda comum. O presidente voltou a negar a intenção de criar uma divisa própria do bloco. A proposta, segundo ele, limita-se a ampliar o uso de moedas nacionais nas transações comerciais entre os países-membros, como forma de reduzir custos cambiais e dependência do dólar. Trata-se de uma agenda pragmática, voltada à eficiência comercial, ainda que com implicações estratégicas no sistema financeiro internacional.
A fala reforça uma linha de política externa que combina multilateralismo, diversificação de parceiros e busca por maior protagonismo das economias emergentes. A agenda na Índia e na Coreia do Sul integra essa estratégia de aproximação com a Ásia, região vista como eixo dinâmico da economia global nas próximas décadas.
ONU
Ao defender o fortalecimento da Organização das Nações Unidas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reiterou a necessidade de resgatar o papel institucional do organismo em um cenário internacional marcado por conflitos e tensões geopolíticas. Segundo ele, a entidade precisa “voltar a ter legitimidade e eficácia” para cumprir sua missão central de manutenção da paz.
O presidente relatou ter feito contatos diretos com outros chefes de Estado diante de crises recentes. “Esses dias eu liguei para quase todos os presidentes, propondo que a gente tem que dar uma resposta ao que aconteceu na Venezuela, ao que aconteceu em Gaza, ao que aconteceu na Ucrânia”, afirmou.
Para Lula, não se pode permitir que decisões unilaterais de grandes potências interfiram na soberania de outros países. “Você não pode

Foto: Divulgação
permitir que, de forma unilateral, nenhum país, por maior que seja, possa interferir na vida de outros países. Precisamos da ONU para resolver esse tipo de problema. E, por isso, ela precisa ter representatividade”, reiterou.
Relação com os Estados Unidos
Ao tratar da relação bilateral com os Estados Unidos, Lula condicionou o aprofundamento de parcerias à disposição americana de enfrentar o crime organizado transnacional. “O crime organizado hoje é uma empresa multinacional. Por isso, nossa Polícia Federal precisa construir parcerias com todos os países que tenham interesse em enfrentá-lo conosco”, disse. Ele acrescentou que, havendo cooperação efetiva, o Brasil estará “na linha de frente”, inclusive solicitando o envio de brasileiros envolvidos com organizações criminosas que estejam em território americano.
O presidente também defendeu que a atuação americana na América do Sul e no Caribe seja pautada pelo respeito. Classificou a região como pacífica, sem armamento nuclear e focada no desenvolvimento econômico e social. Segundo Lula, esse será um dos temas a serem tratados em encontro previsto com o presidente Donald Trump. “Quero discutir qual é o papel dos EUA na América do Sul, se é de ajuda ou ameaça. O que o mundo precisa é de tranquilidade”, afirmou, acrescentando que o atual momento registra o maior número de conflitos desde a Segunda Guerra Mundial.

Foto: Ricardo Stuckert/PR
Sobre a recente decisão da Suprema Corte dos EUA que derrubou tarifas impostas pelo governo americano, Lula evitou juízo de valor. Disse que não cabe ao presidente do Brasil comentar decisões internas de outras jurisdições.
Índia, comércio e agregação de valor
Na agenda asiática, Lula destacou os encontros com o primeiro-ministro Narendra Modi, em Nova Delhi. Segundo ele, o foco foi a ampliação do comércio e da cooperação econômica. “Tratamos muito da nossa relação comercial. Não entramos em detalhes sobre geopolítica internacional. Discutimos o que nos une, em especial fortalecer nossas economias para nos tornarmos países altamente desenvolvidos”, afirmou.
O intercâmbio bilateral, atualmente em US$ 15,5 bilhões, tem meta de alcançar US$ 30 bilhões até 2030. Lula classificou as conversas com empresários indianos como positivas. “Todos os empresários indianos que investem no Brasil elogiam o país e dizem que vão aumentar seus investimentos”, reteirou.
O presidente voltou a defender que a exploração de minerais críticos e terras raras no Brasil esteja condicionada à agregação de valor no território nacional. “O processo de transformação precisa acontecer no Brasil. O que não vamos permitir é que aconteça com nossas terras raras o que aconteceu com nosso minério de ferro”, afirmou, criticando o modelo histórico de exportação de commodities sem industrialização local.
Após a passagem pela Índia, Lula seguiu para Seul, onde foi recebido a convite do presidente Lee Jae Myung. A visita prevê a adoção de um Plano de Ação Trienal 2026-2029, com o objetivo de elevar a relação bilateral ao patamar de parceria estratégica, consolidando a ofensiva diplomática brasileira na Ásia.
Notícias
Trump eleva tarifa global para 15% e testa novos limites legais após revés na Suprema Corte
Presidente norte-americano amplia sobretaxa temporária sobre todas as importações e anuncia nova estratégia jurídica para sustentar política comercial.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou no última sábado (21) a elevação de 10% para 15% da tarifa temporária aplicada sobre todas as importações que entram no país. A medida ocorre poucos dias após a Suprema Corte dos EUA derrubar o programa tarifário anterior, baseado em poderes de emergência econômica.

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump reage à decisão da Suprema Corte e sinaliza aumento imediato da tarifa global sobre importações, reforçando a centralidade das barreiras comerciais em sua estratégia econômica – Foto: Divulgação
Na sexta-feira (20), em reação direta ao julgamento, Trump já havia determinado a aplicação imediata de uma tarifa global de 10% sobre todos os produtos importados, adicional às tarifas já existentes. Agora, decidiu ampliar o percentual ao limite máximo permitido pela legislação invocada.
Pela lei comercial americana, o presidente pode instituir uma taxa de até 15% por um período de 150 dias, mecanismo previsto para situações consideradas excepcionais. A utilização desse dispositivo, contudo, pode enfrentar questionamentos judiciais, especialmente após a Corte ter delimitado o alcance dos poderes presidenciais em matéria tarifária.
Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que a elevação da tarifa ocorre com efeito imediato e justificou a decisão como resposta a décadas de práticas comerciais que, segundo ele, prejudicaram a economia americana. Disse ainda que o percentual de 15% representa o nível totalmente permitido e legalmente testado.
O presidente também sinalizou que a medida é transitória. Durante os 150 dias de vigência, o governo trabalhará na formulação de novas tarifas consideradas legalmente admissíveis, indicando que a estratégia comercial será reestruturada para se apoiar em fundamentos jurídicos distintos daqueles rejeitados pela Suprema Corte.
A decisão reforça que, apesar do revés judicial, a política tarifária permanece no centro da agenda econômica do governo. Ao mesmo tempo, amplia a tensão institucional em torno dos limites entre Executivo e Congresso na condução da política comercial dos Estados Unidos.



