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Agrinho celebra a educação paranaense, com quase 2,6 mil premiados

Realizado em Pinhais, evento de encerramento reuniu mais de 4 mil pessoas, entre alunos, pais, educadores e autoridades.

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Fotos: Divulgação/Sistema Faep

Um evento de dimensões superlativas celebrou, na última segunda-feira (4), o encerramento do Programa Agrinho – maior iniciativa de responsabilidade social do Sistema FAEP. Realizada no ExpoTrade Convention Center, em Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba, a cerimônia reuniu mais de 4 mil pessoas, entre alunos, pais e educadores, advindos de todas as regiões do Paraná, além de autoridades que enfatizaram a importância do Agrinho para a educação do Paraná. Em sua 29ª edição, o programa terminou com a quebra de um recorde: 2.578 participantes premiados.

Realizada nas redes pública e privada de ensino, esta edição teve como tema “Agrinho: do campo à cidade, colhendo oportunidades”. O programa é levado às salas de aula em parceria com a Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR) e com outras entidades e apoiadores. Ao longo do ano, com materiais didáticos próprios e distribuídos gratuitamente às escolas, o Agrinho tem uma proposta pedagógica inovadora, pautada em princípios como colaboração, interdisciplinaridade, transversalidade e pesquisa.

A metodologia do programa está tão consolidada, que o Agrinho vem quebrando recordes de participação ano a ano. Nesta edição, foram mais de 1,3 milhão de participantes, em 17 categorias. Só no Concurso Agrinho, foram mais de 658,1 mil alunos inscritos. A categoria Redação Paraná somou mais de 551,6 mil participações. No total, 3.741 unidades escolares aderiram à iniciativa, entre escolas estaduais, municipais, particulares, colégios agrícolas e Apaes. Além disso, o programa também se estende por categorias inovadoras, afinadas com as novas demandas da sociedade, como Robótica, AgroRobótica e Programação.

Anfitrião da festa, o presidente interino do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, destacou o alcance e os números expressivos do Agrinho. O líder rural também enfatizou a importância do programa, que “contribui com o desenvolvimento das novas gerações e da agropecuária”.

“O Agrinho incentiva crianças e jovens a conhecer e respeitar o agro. É fundamental a participação de alunos, pais, professores e diretores das escolas da rede pública e privada do Paraná” – Ágide Eduardo Meneguette, presidente interino do Sistema FAEP

O vice-governador do Paraná, Darci Piana, lembrou que os impactos do Agrinho são tão positivos que o programa já foi levado a outros cinco estados – Goiás, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Rondônia e Ceará, abrangendo 3,7 milhões de participantes por ano. Na avaliação de Piana, o Agrinho tem sido decisivo para fazer com que conceitos e práticas sustentáveis se consolidem entre os estudantes, perpetuando-se entre as gerações.

“Juntamente com uma província do Japão, nós somos o Estado mais sustentável do mundo e o Agrinho tem muito a ver com isso. Este é o melhor programa do agronegócio deste país, tanto que cinco Estados já estão utilizando o Agrinho em suas escolas”, declarou Piana. Ao lado de outras autoridades presentes, o vice-governador foi homenageado ao longo do evento, recebendo uma placa de reconhecimento.

A festa

A celebração começou logo cedo, quando 72 ônibus desembarcaram no ExpoTrade Convention Center. Os estudantes e educadores foram recepcionados pelos personagens-símbolo do programa – Agrinho, Aninha e Nando – e puderam tirar fotos com eles em diversos cenários. Após a abertura e os discursos, os participantes assistiram a um espetáculo apresentado pela Sista Produções Artísticas: uma adaptação do musical “The Greatest Showman”, que incluiu música, dança, teatro e performances circenses.

Em seguida, o Agrinho promoveu a entrega de quase 2,6 mil condecorados nas diversas categorias, que receberam prêmios como celulares smartphones, tablets, chromebooks, notebooks e projetores multimídia, além dos três carros entregues às vencedoras da categoria Experiência Pedagógica.

Fonte: Assessoria Sistema Faep

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Eventual sanção dos EUA ao Irã não deve afetar o Brasil, avalia governo

Comércio restrito com o Irã e cenário internacional complexo sustentam avaliação de baixo impacto para a economia brasileira.

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Foto: Shutterstock

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta quinta-feira (15) que uma eventual sanção dos Estados Unidos ao Irã, conforme anunciada pelo presidente norte-americano Donald Trump, não deve trazer impactos relevantes para o Brasil. “Os Estados Unidos colocaram que não querem que haja comércio com o Irã. Mas o Irã tem 100 milhões de pessoas. Países europeus exportam para o Irã, a maioria dos países tem algum tipo de exportação. No Brasil, nossa relação comercial com o Irã é pequena”, disse.

Foto: Jonathan Campos

Segundo Alckmin, a proposta de uma super tarifação enfrenta obstáculos práticos e políticos. “A questão da super tarifação é difícil de ser aplicada. Você teria que aplicar em mais de 70 países do mundo, inclusive países europeus”, afirmou.

O ministro destacou ainda que, até o momento, não houve a edição de uma ordem executiva pelo governo norte-americano que efetivamente imponha sanções ao Irã. “Esperamos que não seja aplicada. Porque imposto de exportação é imposto regulatório, é outra lógica. E isso valeria para o mundo inteiro”, ressalta.

Ao citar o comércio europeu com o país do Oriente Médio, Alckmin reforçou que a relação não é exclusiva de economias emergentes. “A Europa, por exemplo, também exporta para o Irã. A Alemanha, muitos países têm comércio exterior”, explicou, complementando: “Vamos torcer, trabalhar para que isso não ocorra”.

O vice-presidente também ressaltou o posicionamento histórico do Brasil no cenário internacional, afirmando que o país não mantém

Foto: Claudio Neves

litígios e tem tradição diplomática pacífica. “No Brasil, a última guerra tem mais de um século. O Brasil é um país de paz e, sempre que pode, atua promovendo a paz. O que nós queremos é paz. Guerra leva à morte, leva à pobreza. É a falência da boa política”, enfatizou.

Para Alckmin, o atual contexto internacional exige maior protagonismo brasileiro. Ele classificou o momento como delicado para o mundo, mas estratégico para o país. “Vamos promover a paz, fortalecer o multilateralismo, tratar de melhorar a vida do povo através do emprego e da melhora de renda. Esse é o bom caminho e é isso que o Brasil está trilhando”, reforçou.

Fonte: O Presente Rural com Agência Brasil
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Drones ganham escala no campo e desafiam a hegemonia dos aviões agrícolas

Equipamentos já entregam o mesmo desempenho, com mais segurança e menor custo operacional.

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Foto: Lucas Fermin/SEED

A evolução tecnológica dos drones profissionais é tão notória que não se questiona mais se os drones substituirão os aviões agrícolas. A questão que se coloca agora é quando isso acontecerá. E a resposta pode ser surpreendente: os drones já são capazes de fazer o mesmo trabalho que os aviões de pulverização e a um custo muito mais baixo e de forma mais segura para as pessoas.

A última fronteira para os drones de pulverização são mesmo os aviões. Isso porque eles se tornaram mais vantajosos do que os métodos tradicionais no campo para aplicação de defensivos agrícolas, fertilizantes e outros insumos, como pulverização costal, equipamento e produtos carregados nas costas pelos trabalhadores, pulverização de arrasto feita por tratores e pulverização de autopropelidos, grandes máquinas agrícolas.

Mais do que a capacidade, que cresceu consideravelmente nos últimos anos, saindo de reservatórios de 20 litros para atuais que superam os 100 litros, o que permite aos drones competir em igualdade com os aviões é o chamado ‘voo em enxame’, que é a operação de mais de um equipamento ao mesmo tempo a partir de uma única estação de pilotagem. Dessa maneira, os drones podem trabalhar sobre uma área maior que antes era alcançada somente por aviões agrícolas. “A possibilidade de vários drones operarem como enxame de forma automática monitoradas por um piloto remoto apenas e dos avanços tecnológicos permitirem a operação em áreas maiores para a aplicação de defensivos vão garantir a supremacia das aeronaves remotamente pilotadas na agricultura”, afirma o engenheiro cartógrafo, Emerson Granemann.

De acordo com um estudo da ResearchAndMarkets, o setor de drones agrícolas vai crescer exponencialmente nos próximos anos. De um mercado de US$ 2,68 bilhões em 2024, vai saltar para US$ 80,94 bilhões em 2034, com um crescimento anual de 40,6% no período entre 2025 e 2034. No Brasil, calcula-se que existam 35 mil drones de pulverização em operação, em 2021 a estimativa era de 3 mil drones.

Fonte: Assessoria MundoGEO
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Poder de compra do produtor recua com queda das commodities e pressão cambial

IPCF sobe para 1,31 em dezembro, refletindo desvalorização agrícola, dólar mais forte e ajuste nos preços dos fertilizantes.

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Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná

O Índice de Poder de Compra de Fertilizantes (IPCF) encerrou dezembro em 1,31, acima dos 1,12 registrados em novembro, refletindo a combinação de fatores adversos no mercado agrícola e de insumos. O avanço do índice foi influenciado pela desvalorização das commodities agrícolas, pelas variações nos preços dos fertilizantes e pela valorização do dólar, que acumulou alta de 2% no período, impulsionada por incertezas políticas no cenário global e pelos indicadores econômicos mais recentes da economia doméstica.

Esse ambiente reforça a necessidade de monitoramento contínuo das variáveis internacionais, especialmente no que diz respeito ao enxofre, insumo estratégico para a cadeia de fosfatados, cujo equilíbrio entre oferta e demanda ainda não sinaliza uma normalização no curto prazo.

No mercado de commodities, os preços recuaram, em média, 0,8% em dezembro, movimento puxado principalmente pela soja, que caiu 2,3%, e pelo algodão, com retração de 2%. A desvalorização esteve associada à expectativa de uma safra elevada e ao avanço da colheita nos estados do Paraná e de Mato Grosso. Cana-de-açúcar e milho apresentaram estabilidade no período, embora o milho continue sob pressão diante da perspectiva de uma safrinha robusta no Brasil.

Os fertilizantes, por sua vez, registraram recuo médio de 0,3%, em um cenário marcado por baixa liquidez e pressão de inventários, com destaque para a queda de 2% nos preços da ureia. Em sentido oposto, o superfosfato simples apresentou valorização de 3,8% e o cloreto de potássio avançou 2,6%, sustentados pela maior demanda associada aos requerimentos de safra e pelo aumento dos custos de produção.

No mercado interno, o foco permanece concentrado na colheita da soja e no início do plantio da safrinha, fatores que devem seguir influenciando a dinâmica de preços nos próximos meses. Já no cenário internacional, as cadeias de fosfatados continuam operando em um ambiente ajustado, impactado pela redução temporária das exportações chinesas. Ao mesmo tempo, os preços globais do enxofre seguem firmes, sustentados pela maior demanda de outros segmentos industriais, como o de baterias. Esse contexto adiciona pressão gradual aos custos de produção dos fertilizantes fosfatados, ainda que de forma administrada pelo mercado.

Ao longo de 2025, o IPCF registrou média anual de 1,18, refletindo um ano marcado por elevada volatilidade nos mercados agrícolas e de insumos. Apesar desse ambiente desafiador, o índice demonstrou resiliência, evidenciando a capacidade de adaptação do setor às condições internacionais e a manutenção de um ambiente competitivo para o produtor brasileiro.

Fonte: O Presente Rural com Mosaic
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