Suínos
Agriness Next provoca o agro a acelerar produtividade com inteligência artificial e humana
Evento reúne especialistas, premia líderes da suinocultura e aponta o futuro tecnológico da produção animal. O Jornal O Presente Rural é parceiro de mídia do evento mais uma vez e a cobertura completa você acompanha em nossas plataformas digitais e na próxima edição de Suínos.

Balneário Camboriú, litoral de Santa Catarina, recebe nesta semana o Agriness Next, um dos principais eventos de inovação, tecnologia e gestão para a produção animal, que chega para instigar o setor sobre as tendências tecnológicas e a transformação digital que já impulsionam os índices de produtividade no campo. O Jornal O Presente Rural é parceiro de mídia do evento mais uma vez e a cobertura completa você acompanha em nossas plataformas digitais e na próxima edição de Suínos.
Promovido pela Agriness e co-realizado pela Zoetis, o encontro traz como tema “Inteligência Artificial e Humana – Juntas acelerando a produtividade”, guiando os participantes em uma imersão que vai do letramento digital à aplicação prática da IA no agro.
Com mais de 18 horas de conteúdo prático, o evento reúne referências em inovação, tecnologia, gestão e pessoas no Next Talks, curadoria especializada da Agriness que proporciona palestras e debates prontos para serem aplicados no dia a dia das propriedades rurais e empresas.
Programação intensa e feira de inovações
A programação desta quinta-feira (08) foi marcada por uma série de apresentações que trouxeram reflexões e práticas sobre o impacto da inteligência artificial no agronegócio. Everton Gubert, CEO da Agriness, abriu o evento destacando como a inteligência humana e artificial podem caminhar juntas para ampliar a eficiência da produção animal. Na sequência, Matheus Prado falou sobre letramento em IA, e Débora Francisco Lalo, executiva global da Google, abordou a era da hiperprodutividade. Outros destaques foram as palestras de Gui Ferreira sobre agro inteligente, Marcos Carvalho, Cristina Bittencourt e Raony Rossetti, que tratou do impacto da IA no mercado financeiro e no agro.
O público também acompanhou o Farm of the Future, feira que reúne mais de 25 empresas brasileiras e internacionais para apresentar inovações e soluções que prometem transformar o setor de proteína animal.
Premiação consagra líderes da suinocultura
Na noite desta quinta-feira, o evento realiza a cerimônia de premiação da 17ª edição do Melhores da Suinocultura Agriness. A premiação, que bateu recorde com 2.530 granjas e 2.276.677 matrizes inscritas, reconhece os produtores de suínos que atingiram os melhores índices de produtividade no Brasil, Argentina, Colômbia e na categoria Outros Países, que reúne granjas de diferentes partes do mundo. Os nomes e resultados dos vencedores serão revelados durante a solenidade.
Programação de sexta-feira promete mais debates e inovações
Na sexta-feira (09), o evento segue com uma programação robusta. Às 09 horas, Adam Wang falará sobre a evolução e o futuro da suinocultura chinesa, destacando mercado, produtividade e tecnologia. Às 10 horas, Edison Magalhães, da Universidade de Iowa, apresentará a palestra “Suinocultura de precisão: a evolução do setor com IA e Big Data”, trazendo uma imersão em modelos de precisão para a tomada de decisão. Às 10h40, Ricardo Cavallini abordará “IA, a interface nova para um mundo novo”, com projeções para os próximos anos.
O “Farm of the Future” retorna às 11h30, seguido, às 14h10, pela palestra de Eveline Poncio, que discutirá a comunicação mais humana em tempos de inteligência artificial. Às 15h10, Ben Allen falará sobre o uso de visão computacional na produção animal, e às 15h50, Cristiano Nascif apresentará a palestra “Gestão inteligente – quando a experiência humana encontra a inteligência artificial”. Encerrando o ciclo de palestras, às 16h50, Paulo Perez discutirá “IA na vida real: muito além do ChatGPT”, mostrando aplicações já em uso no agro.
Com debates, inovações, reconhecimento e celebração, o Agriness Next reforça o papel da tecnologia e da inteligência coletiva como motores de transformação para o futuro da produção animal.
Celebração no encerramento
O encerramento oficial está marcado para as 17h40, seguido, às 18 horas, pelo On Fire Festival, uma celebração da carne como protagonista, que promete fechar o evento com confraternização, gastronomia e muita alegria.

Suínos
ACCS alerta para insegurança jurídica mesmo com retomada nos preços da suinocultura
Mercado de suínos dá sinais de recuperação com exportações aquecidas, mas a Associação Catarinense de Criadores de Suínos cobra segurança no campo e critica entraves trabalhistas e o chamado custo Brasil.

O cenário para a suinocultura brasileira desenha-se com otimismo nas granjas, impulsionado pelo reequilíbrio de preços e recordes de exportação previstos para este ano. No entanto, fora da porteira, o setor produtivo acende um forte sinal de alerta para os desafios políticos, trabalhistas e de segurança jurídica no campo. A avaliação é do presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Losivanio Luiz de Lorenzi, que traçou um panorama detalhado sobre as projeções de mercado e os entraves que o agronegócio enfrenta atualmente.
Retomada de preços e exportações em alta

Presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Losivanio Luiz de Lorenzi: “Eu acredito que o mercado vai estar voltando à sua normalidade. A partir de agora, nós vemos um mercado mais promissor”
O ano começou com a tradicional oscilação de preços, mas a perspectiva de estabilização já é uma realidade. Segundo o presidente da ACCS, a queda registrada na primeira quinzena de janeiro está sendo superada pela reação das bolsas do setor. “Eu acredito que o mercado vai estar voltando à sua normalidade. A partir de agora, nós vemos um mercado mais promissor”, projeta Losivanio.
A expectativa de alta nos valores pagos ao produtor é sustentada por uma combinação de fatores: a menor oferta de suínos no mercado, a manutenção do peso normal de abate e o ritmo acelerado das exportações, que em fevereiro devem ultrapassar a marca de 100 mil toneladas.
Outro elemento que protegeu a margem do suinocultor independente durante a recente baixa foi a queda no preço do milho. Além disso, não houve um crescimento desordenado da produção nos últimos dois anos. O principal freio para novas expansões foi a taxa de juros, já que, segundo o dirigente da ACCS, iniciar um projeto robusto na suinocultura hoje exige um investimento mínimo de R$ 10 milhões, tornando a captação de recursos cara e, muitas vezes, inviável.
O ciclo da carne bovina e a sanidade
O bom momento da carne suína também encontra respaldo no ciclo da pecuária de corte. Com as exportações de carne bovina batendo recordes e o volume de abates superando o de nascimentos de bezerros, a recuperação da oferta de bovinos será lenta — um ciclo que leva cerca de quatro anos. Essa dinâmica mantém a carne suína em um patamar competitivo e altamente atrativo.
Apesar dos ventos comerciais favoráveis, a ACCS reforça que o dever de casa sanitário é inegociável para garantir a estabilidade do setor. “Nós temos que olhar muito a questão da biosseguridade, da sanidade, para que a gente não seja acometido por alguma intempérie de doença, como aconteceu em vários países, e que a gente possa perder esses mercados importantes”, alerta.
Preocupações políticas e a escala 6×1
Se o mercado responde bem, o ambiente regulatório gera apreensão. Losivanio classifica como “populismo” a possibilidade de o governo intervir limitando as exportações de carne bovina para forçar a queda dos preços no mercado interno, especialmente em um ano eleitoral. Para ele, a solução real seria fomentar o poder de compra e a renda da população, e não proibir embarques.
No campo trabalhista, a proposta de alteração da jornada para a escala 6×1, reduzindo de 44 para 36 horas semanais — é vista com grande preocupação. A dinâmica do agronegócio não se adequa a expedientes engessados, e o peso da carga tributária sobre a folha de pagamento já asfixia quem produz. “A gente vê que o vilão não é o empresário, e sim é o sócio que nós temos, que é o governo”, pontua o presidente.
Ele contrasta a situação brasileira com a de países vizinhos: enquanto a Argentina avança no Congresso com propostas de jornadas de até 12 horas diárias e o Paraguai atrai indústrias brasileiras oferecendo redução de impostos, logística eficiente e segurança jurídica, o Brasil onera cada vez mais o empreendedor com mudanças legislativas constantes.
Insegurança jurídica e a defesa do produtor
O alerta final da entidade recai sobre a insegurança no campo. O aumento da criminalidade e as tensões envolvendo áreas indígenas estão impactando diretamente quem produz. Produtores com histórico de gerações em suas terras e documentação legal estão perdendo acesso ao crédito rural e correndo o risco de perderem suas propriedades. “Nós estamos à beira de um caos muito forte”, desabafa.
Para Losivanio, falta ao poder público uma visão estratégica que valorize o agronegócio, setor que levou o Brasil ao posto de maior exportador de proteína animal do mundo, mesmo operando sob as legislações ambientais mais rigorosas do planeta. “Para dar emprego, nós temos que dar segurança para o nosso empreendedor, para que ele possa continuar acreditando e fazendo esse país crescer”, finaliza o presidente, pedindo uma mudança urgente de postura e de entendimento para garantir o futuro da produção nacional.
Suínos
Demanda interna e exportações reforçam perspectiva de alta para o suíno vivo
Diversificação de mercados e consumo aquecido no pós-férias impulsionam mercado, enquanto produção e custo da ração exigem atenção no médio prazo.

Com a melhora sazonal da demanda interna e um cenário externo considerado favorável, os preços do suíno vivo devem apresentar reação nas próximas semanas. A expectativa é de recuperação no curto prazo, após o fim do período de férias escolares e do Carnaval.
De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, a diferença de preços entre as proteínas também pode contribuir para esse movimento. A carne bovina segue em patamar mais elevado em relação à suína, o que tende a favorecer o consumo da carne de porco no mercado interno.
No comércio exterior, a diversificação de destinos observada desde o ano passado ajuda a reduzir a dependência de mercados específicos. Apesar disso, chama atenção o aumento da participação das Filipinas entre os principais compradores. Ainda assim, o cenário das exportações é considerado positivo e deve continuar colaborando para o equilíbrio da oferta e da demanda.
Para o médio prazo, dois fatores exigem monitoramento: o ritmo de crescimento da produção e os custos com ração.
No caso da produção, a tendência é de continuidade na expansão do envio de animais para abate, movimento sustentado pelas boas margens registradas na suinocultura nos últimos dois anos e pela demanda externa aquecida. Eventuais problemas no fluxo de embarques, embora não sejam o cenário principal, poderiam pressionar o mercado interno, elevando a oferta doméstica e impactando os preços, já que a produção não pode ser ajustada rapidamente no curto prazo.
Em relação aos custos, o cenário também é considerado favorável, mas com pontos de atenção. A previsão de clima positivo para o milho safrinha nos próximos dois meses indica potencial para boa produção. No entanto, parte relevante da área ainda precisa ser semeada, e não há definição sobre quanto ficará dentro da janela ideal de plantio, fator decisivo para o desempenho produtivo.
Suínos
Suinocultura discute comportamento do consumidor na primeira Escola de Gestores de 2026
Evento da ABCS abordará tendências de consumo e impactos nas decisões estratégicas do setor de proteínas.

Entender o comportamento do consumidor se tornou um dos principais diferenciais estratégicos para o mercado de proteínas. Em um cenário de rápidas transformações, antecipar tendências, reduzir riscos e tomar decisões mais assertivas depende, cada vez mais, da leitura qualificada do consumo.
Com esse foco, a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) realiza a primeira edição de 2026 da Escola de Gestores, com o tema “Proteína, Consumo e Decisão de Compra: Tendências que Importam para 2026”, no dia 25 de fevereiro de 14h30 às 16 horas. O encontro será conduzido por Tayara Beraldi, consultora da ABCS e especialista em comunicação estratégica, e tem como objetivo ampliar a capacidade analítica e decisória dos gestores da suinocultura com dados reais e atualizados do comportamento do consumidor em uma época em que o consumo de proteínas tem ganhado destaque.
Voltada aos desafios atuais do setor, a iniciativa propõe uma reflexão aprofundada sobre como o consumidor pensa, quais fatores influenciam suas escolhas e de que forma essas decisões impactam o marketing, o posicionamento e a competitividade das proteínas no mercado. Na suinocultura, compreender esses movimentos deixou de ser uma opção e passou a ser parte central das decisões estratégicas.
Durante o encontro, os participantes irão discutir como interpretar tendências de consumo com mais clareza, transformar comportamento do consumidor em estratégia de mercado, fortalecer o posicionamento da carne suína e tomar decisões mais embasadas, com visão de futuro e impacto real no negócio.
A Escola de Gestores da ABCS é uma iniciativa que busca apoiar lideranças do setor na construção de conhecimento aplicado, conectando dados, comportamento e estratégia. O evento é exclusivo para o Sistema ABCS e contribuintes do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (FNDS), com o objetivo de fortalecer o poder de decisão dos gestores, ampliando a capacidade de antecipação e a geração de vantagem competitiva no mercado de proteínas. Faça sua inscrição clicando aqui.



