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Agriness Next 2023 destaca avanços tecnológicos na pecuária brasileira

Foram mais de 1,4 mil participantes, que acompanharam mais de 20 palestrantes apresentando as principais tendências e impactos da transformação digital na suinocultura, avicultura e bovinocultura de leite.

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Fotos: Divulgação Agriness

A 4ª edição do Agriness Next, realizado entre os dias 30 de maio e 1º de junho, em Florianópolis, SC, explorou os avanços em tecnologia na produção animal. Focada na inovação e na transformação digital, a programação reuniu líderes de entidades do setor e governo, representando 12 países e 3 continentes, em três dias de imersão em conhecimento e tecnologia.

Everton Gubert, CEO da Agriness

Foram mais de 1,4 mil participantes, que acompanharam mais de 20 palestrantes apresentando as principais tendências e impactos da transformação digital na suinocultura, avicultura e bovinocultura de leite. A produção animal de precisão foi um dos temas em destaque, com sistemas estruturados que utilizam algoritmos e automação de sensores para auxiliar os produtores na tomada de decisão antecipada.

Everton Gubert, CEO da Agriness, ressalta a importância da tecnologia na cadeia de produção animal, destacando os benefícios das granjas conectarem todos os softwares em uma única plataforma. “Desta forma, o gestor tem visibilidade de possíveis focos de doença e pode agir com antecipação. Isso ajuda em todos os aspectos, especialmente na sanidade, que é fundamental para a cadeia de produção animal”, observa.

Gubert destaca que a grande inovação do Agriness Next é reunir outros players que produzem tecnologia de ponta. “Para que eles possam conhecer mais o agro e o agro também possa conhecer essas tecnologias que estão em outros setores. Nós juntamos o agronegócio com alta tecnologia e foi uma mistura excelente”, afirma.

No salto e na bota

Jornalista Laine Valgas

Durante o painel “No salto e na bota”, mediado pela jornalista Laine Valgas, sete mulheres compartilharam suas trajetórias de vida e experiências como gestoras, buscando inspirar outras mulheres a perseguir seus sonhos e alcançar o sucesso. O objetivo do painel, exclusivo para o público feminino foi inspirar outras mulheres por intermédio das conquistas e experiências das sete convidadas que participaram do encontro.

Farm of the Future

A Farm of The Future, uma feira de negócios com um conceito aberto, foi um destaque do evento, reunindo apoiadores que compartilharam experiências práticas sobre como impulsionar a produção de forma mais eficiente e próspera por meio da tecnologia e da inovação. “Criamos a Farm of the Future para que as empresas possam, a cada dois anos, levar o que têm de mais moderno nas suas soluções para ser apresentado a toda a cadeia produtiva. A ideia da feira é provocar empresas e parceiros, para que eles saibam que têm um palco muito importante para esses lançamentos”, afirma Everton.

Homenagem a Reynaldo Migliavacca

Momento especial em que Flauri Migliavaca recebeu a homenagem feita a seu pai, Reynaldo Migliavacca

Reynaldo Migliavacca (em memória), pioneiro na suinocultura brasileira, foi homenageado no evento. O filho dele, Flauri Migliavacca, recebeu a homenagem. A partir desta edição, o renomado prêmio “Leitão Black”, para o recorde de desmamados/fêmea/ano da Agriness, que agrega mais de 2 milhões de matrizes, foi renomeado como “Prêmio Reynaldo Migliavacca”. Flauri recebeu o troféu simbólico e ficou muito emocionado com o reconhecimento ao pai.

Foi o precursor de inúmeras contribuições para a suinocultura brasileira que são memoráveis até os dias de hoje, era um homem de amplo conhecimento e possuía histórias fascinantes. Nascido em Guaporé, RS, em 1923, Migliavacca, descendente de italianos, vinha de uma tradicional família gaúcha. Ele iniciou seu empreendimento de criação de suínos em 1947, com a Granja Ideal, localizada no município de Casca, RS.

Inicialmente, criava os animais para reprodução, mas posteriormente investiu no melhoramento genético. Essa iniciativa representou avanços consideráveis para a suinocultura brasileira entre os anos de 1956 e 1988. Migliavacca foi responsável pela disseminação da raça Duroc, especialmente por meio da importação de reprodutores dos Estados Unidos. Mais tarde, introduziu a raça Landrace com importações da Dinamarca, Alemanha e Bélgica.

Migliavacca é considerado um dos pioneiros nas melhorias genéticas da suinocultura nacional e sempre participou ativamente de organizações voltadas para o setor no Brasil. Ele também foi um dos fundadores da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS).

Prêmio Melhores da Suinocultura Agriness

Durante o evento, também foi revelada a premiação da 15ª edição do Prêmio Melhores da Suinocultura, reconhecendo as granjas mais produtivas do ano em diversos países, incluindo Brasil, Argentina, Colômbia e outras nações da América Latina, Europa e Ásia. Desde 2007, a Agriness premia os produtores com os melhores índices do setor. Em 2021, o maior projeto de benchmarking da suinocultura contou com dados de 2,4 mil granjas e 2 milhões de matrizes da América Latina, Europa e Ásia. Trata-se de um referencial transparente e confiável sobre os índices de produção da suinocultura, que registra recordes de produtividade ano após ano.

Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo no setor suinícola acesse gratuitamente a edição digital de Suínos. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural

Suínos

Faturamento da suinocultura alcança R$ 61,7 bilhões em 2025

Com esse avanço, os suínos passam a responder por 4,37% de todo o VBP do agro brasileiro em 2025, mantendo posição estratégica em meio à cadeia de proteínas animais e reforçando o protagonismo das regiões Sul e Sudeste na produção nacional.

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Foto: Shutterstock

A suinocultura brasileira deve encerrar 2025 com faturamento de R$ 61,7 bilhões no Valor Bruto da Produção (VBP), segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), divulgados em 21 de novembro. O resultado representa um crescimento expressivo frente aos R$ 55,7 bilhões estimados para 2024, ampliando em quase R$ 6 bilhões a renda gerada pela atividade no país.

Com esse avanço, os suínos passam a responder por 4,37% de todo o VBP do agro brasileiro em 2025, mantendo posição estratégica em meio à cadeia de proteínas animais e reforçando o protagonismo das regiões Sul e Sudeste na produção nacional. A tendência confirma a força exportadora do setor e a capacidade das agroindústrias de ampliar oferta, produtividade e eficiência em um ambiente competitivo.

O ranking dos estados revela a concentração típica da atividade. Santa Catarina se mantém como líder absoluto da suinocultura brasileira, com VBP estimado de R$ 16,36 bilhões em 2025, bem acima dos R$ 12,87 bilhões registrados no ano anterior. Na segunda posição aparece o Paraná, que cresce de R$ 11,73 bilhões para R$ 13,29 bilhões, impulsionado pela expansão das integrações, investimento em genética e aumento da capacidade industrial.

O Rio Grande do Sul segue como terceira principal região produtora, alcançando R$ 11,01 bilhões em 2025, contra R$ 9,78 bilhões em 2024, resultado que reflete a recuperação gradual após desafios sanitários e climáticos enfrentados nos últimos anos. Minas Gerais e São Paulo completam o grupo de maiores faturamentos, mantendo estabilidade e contribuição relevante ao VBP nacional.

Resiliência

Além do crescimento nominal, os números da suinocultura acompanham uma trajetória de evolução contínua registrada desde 2018, conforme mostra o histórico do VBP. O setor apresenta tendência de ampliação sustentada pelo avanço tecnológico, por sistemas de produção mais eficientes e pela sustentabilidade nutricional e sanitária exigida pelas indústrias exportadoras.

A variação positiva de 2025 reforça o bom momento da cadeia, que responde não apenas ao mercado interno, mas sobretudo ao ritmo das exportações, fator decisivo para sustentar preços, garantir e ampliar margens e diversificar destinos internacionais. A estrutura industrial integrada, característica das regiões Sul e Sudeste, segue como base do desempenho crescente.

Com crescimento sólido e presença estratégica no VBP nacional, a suinocultura consolida sua importância como uma das cadeias mais dinâmicas do agronegócio brasileiro.

A edição de 2025 figura não apenas como um retrato do maior VBP da história, mas como um guia essencial para compreender os caminhos e desafios do agronegócio brasileiro no curto e médio prazo. Confira a versão digital clicando aqui.

Fonte: O Presente Rural
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Exportações recordes sustentam mercado do suíno no início de 2026

Em meio à estabilidade das cotações internas, vendas externas de carne suína alcançam volumes e receitas históricas, impulsionadas pela forte demanda internacional.

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Foto: Jonathan Campos/AEN

As cotações do suíno vivo registram estabilidade neste começo de ano. Na praça SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), o animal vivo posto na indústria foi negociado a R$ 8,87/kg na terça-feira (06), com ligeira queda de 0,3% em relação ao encerramento de 2025.

No front externo, o Brasil encerrou 2025 com novos recordes no volume e na receita com as exportações de carne suína. Em dezembro, inclusive, a quantidade escoada foi a maior para o mês e a quarta maior de toda a série histórica da Secex, iniciada em 1997, evidenciando, segundo apontam pesquisadores do Cepea, uma aceleração da demanda internacional pela carne brasileira no período.

De janeiro a dezembro de 2025, foram embarcadas 1,5 milhão de toneladas de carne, o maior volume escoado pelo Brasil em um ano, com crescimento de 11,6% frente ao de 2024, dados da Secex.

Em dezembro, foram exportadas 136,1 mil toneladas, quantidade 29,4% acima da registrada em novembro/25 e 26,2% maior que a de dezembro/25. Com a intensificação nas vendas, a receita do setor também atingiu recorde em 2025.

No total do ano, foram obtidos cerca de R$ 3,6 bilhões, 19% a mais que no ano anterior e o maior valor da série histórica da Secex. Em dezembro, o valor obtido com as vendas externas foi de R$ 322 milhões, fortes altas de 30% na comparação mensal e de 25% na anual.

Fonte: Assessoria Cepea
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Suínos

Primeiro lote de inscrições ao Sinsui 2026 encerra em 15 de janeiro

Evento acontece entre os dias 19 e 21 de maio, no Centro de Eventos da PUCRS, em Porto Alegre (RS). o Simpósio chega à sua 18ª edição consolidado como um espaço técnico de discussão sobre produção, reprodução e sanidade suína, em um momento de crescente complexidade para a cadeia produtiva.

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Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural

A suinocultura brasileira e internacional tem encontro marcado em maio, na Capital gaúcha, com a realização do Simpósio Internacional de Suinocultura (Sinsui). O evento ocorre de 19 a 21 de maio, no Centro de Eventos da PUCRS, e chega à sua 18ª edição consolidado como um espaço técnico de discussão sobre produção, reprodução e sanidade suína, em um momento de crescente complexidade para a cadeia produtiva. O Jornal O Presente Rural é mais uma vez parceiro de mídia do Simpósio e toda a cobertura você pode acompanhar pelas nossas redes sociais.

Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural

Faltando pouco mais de quatro meses para a abertura do simpósio, a organização avança em etapas-chave da preparação. A programação científica será divulgada a partir de fevereiro, mas já está em andamento o processo de submissão de trabalhos, um dos pilares do evento. Pesquisadores, técnicos e profissionais do setor têm até 23 de março para inscrever estudos científicos ou casos clínicos, que deverão se enquadrar em uma das áreas temáticas definidas pela comissão organizadora: sanidade, nutrição, reprodução, produção e manejo, One Health e casos clínicos.

A estrutura temática reflete desafios centrais da suinocultura contemporânea, como a integração entre saúde animal, saúde humana e meio ambiente, além da busca por eficiência produtiva em um cenário de custos elevados e maior pressão por biosseguridade. As normas para redação e envio dos trabalhos estão disponíveis no site oficial do evento, o que indica uma preocupação com padronização científica e qualidade técnica das contribuições.

Inscrições no evento

No campo das inscrições, o Sinsui mantém valores diferenciados por perfil de público. Até 15 de janeiro, profissionais podem se inscrever por R$ 650, enquanto estudantes de graduação em Medicina Veterinária, Zootecnia e Agronomia, além de pós-graduandos stricto sensu nessas áreas, pagam R$ 300. Há ainda modalidades específicas para visitantes e para acesso à feira. A inscrição dá direito a material de apoio, certificado, crachá e acesso à programação.

A política de descontos reforça o foco em participação coletiva, especialmente de empresas e instituições de ensino. Grupos de estudantes

Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural

ou profissionais vinculados a empresas patrocinadoras têm condições mais vantajosas a partir de dez inscritos, enquanto demais empresas obtêm desconto para grupos acima de vinte participantes. Em ambos os casos, o modelo prevê a emissão de recibo único e a concessão de um código adicional de inscrição.

A organização também detalhou a política de cancelamento, com percentuais de reembolso decrescentes conforme a proximidade do evento, e ressalva para situações de força maior, nas quais o simpósio poderá ser transferido de data sem cancelamento das inscrições.

Termômetro

Ao reunir produção científica, debates técnicos e interação entre diferentes elos da cadeia, o Sinsui 2026 se posiciona como um termômetro dos rumos da suinocultura. Em um setor cada vez mais pressionado por exigências sanitárias, sustentabilidade e competitividade internacional, o simpósio tende a funcionar não apenas como espaço de atualização, mas como arena de construção de consensos técnicos e estratégicos.

Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail contato@sinsui.com.br ou pelos telefones (51) 3093-2777 e (51) 99257-9047.

Fonte: O Presente Rural
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