Notícias 3º FATI
Agricultura paranaense aposta em sustentabilidade e inovação, diz secretário em evento
Na palestra “Inovação e Sustentabilidade na Agricultura do Paraná”, Norberto Ortigara apresentou as ações da Secretaria da Agricultura e suas vinculadas. Segundo ele, ao introduzir novidades no ambiente produtivo que resultem em melhorias na qualidade ou desempenho, o Estado fortalece a agricultura.

A agricultura paranaense está se tornando cada vez mais sustentável e inovadora. A afirmação foi feita pelo secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, durante o III Fórum do Agronegócio, Tecnologia e Inovação (Fati), transmitido on-line na quinta-feira (18). Na palestra “Inovação e Sustentabilidade na Agricultura do Paraná”, Ortigara apresentou as ações da Secretaria e suas vinculadas. Segundo ele, ao introduzir novidades no ambiente produtivo que resultem em melhorias na qualidade ou desempenho, o Estado fortalece a agricultura.
“Ser sustentável no agro é produzir sem afetar o ambiente e as gerações futuras, fazer mais e melhor com menos recursos. A agricultura com certeza será mais ‘bio’, mais tecnológica e mais inteligente. Estamos fazendo inovação e tornando nossa agricultura um negócio plenamente sustentável”, disse.
Entre os exemplos estão iniciativas de pesquisa do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) – como o desenvolvimento de cultivares que garantam mais produtividade nas lavouras, extensão rural e serviços automatizados de informação para os produtores; o Alerta Ferrugem – monitoramento da ferrugem asiática da soja, ferramenta que permitiu reduzir em aproximadamente 30% o uso de fungicidas na soja nas últimas sete safras; e sistemas online para controle de doenças no rebanho paranaense pela Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar).
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Programas como o Paraná Mais Orgânico, que garante orientação técnica para certificação; o Prosolo Paraná – parceria entre instituições públicas e privadas e setor produtivo para conservação do solo e da água –; e Estradas da Integração, que promove, com projetos para pavimentação de estradas rurais, a melhoria da trafegabilidade, redução dos custos de produção e conscientização da conservação de recursos naturais também são exemplos de apoio do Estado à sustentabilidade.
Ilab Agro
Desde 2020, está em funcionamento o Laboratório de Inovação do Sistema Estadual de Agricultura (Seagri), que inclui, além da Seab, o IDR-Paraná, a Adapar e a Ceasa. O Ilab Agro, primeira experiência do setor público brasileiro voltada ao tema agro, é mais uma das iniciativas para tornar o Paraná mais competitivo na área de tecnologia para o agronegócio, cultivando no próprio setor a ideia de inovação a partir de novas metodologias, prospecção tecnológica e capacitação.
Coopearativismo
Ortigara citou ainda o programa Coopera Paraná, que fornece auxílio para organização e qualificação de pequenos agricultores, um estímulo à competitividade e geração de valor à produção.
“É um projeto inovador, no nosso ponto de vista. É usar conhecimento e capacidade técnica para ajudar essas pequenas cooperativas, que podem garantir sua estabilidade, gerando renda e empregos”, disse. O programa prevê alcance de mais de 100 das 170 pequenas cooperativas existentes no Paraná.
Banco do Agricultor
Outra iniciativa é o programa Banco do Agricultor Paranaense, por meio do qual o Governo do Estado ajuda a alavancar investimentos com a equalização de taxa de juros em diversas atividades agropecuárias. “O Banco do Agricultor Paranaense é uma ferramenta muito importante para o processo de inovação e sustentabilidade no agro paranaense”, afirmou o secretário.
As subvenções incluem projetos de setores como agroindústria, pecuária de leite, cadeias produtivas, piscicultura, cooperativas, produção de pinhão e erva-mate, energias renováveis e irrigação.
Renovar
O Programa Paraná Energia Rural Renovável (RenovaPR), que após três meses do lançamento já tem mais 1.300 projetos sendo instalados, é um modelo de incentivo à geração de energia de fontes renováveis no meio rural, o que colabora para a redução dos custos de produção e destinação adequada de resíduos agropecuários.
“Sabemos que a energia passou a ser um insumo cada vez mais relevante nos processos agrícolas. Aproximar produtores rurais e empresas que fornecem soluções de geração de energia é inovação”, disse Ortigara.
Evento
Realizado desde 2019, o Fórum do Agronegócio, Tecnologia e Inovação é um espaço para integração de produtores rurais, entidades corporativas, instituições de ensino e empresários para a discussão de temas contemporâneos e de criação de oportunidades de negócios.
A 3ª edição começou no dia 18 e segue até 25 de novembro, em formato online, organizada pelo o Conselho de Desenvolvimento Econômico de Campo Mourão e a AGROi9 Incubadora, IDR-Paraná, Sebrae, Associação Comercial de Campo Mourão (Acicam), Universidade Estadual do Paraná (Unespar) e Cooperativa Agroindustrial dos Produtores Familiares de Campo Mourão e Região (Coafcam).

Notícias
Paraná atualiza regras para licenciamento de poços e agiliza processos
Nova norma dispensa a outorga prévia em parte dos casos, integra etapas do licenciamento e muda o fluxo para captação de água subterrânea no Estado.

O Instituto Água e Terra (IAT) atualizou o procedimento de licenciamento ambiental para a captação de água subterrânea por meio de poços no Paraná. A Instrução Normativa nº 09/2026 aprimora o processo, integrando-o de forma mais eficiente com a emissão de outorgas, documentos obrigatórios para o uso de recursos hídricos no Estado.
Além de tornar mais claro o fluxo de documentos que devem ser requisitados, a medida estabelece algumas mudanças no procedimento, como a remoção da necessidade da Outorga Prévia (OP) para algumas modalidades de licenciamento, agilizando os trâmites. “É mais um passo que damos para agilizar, de maneira segura e eficaz, esse processo tanto importante para o desenvolvimento sustentável do Paraná”, diz a diretora de Licenciamento e Outorga do IAT, Ivonete Coelho da Silva Chaves.
Para os empreendimentos monofásicos, que requerem apenas a emissão de uma licença por possuírem um potencial poluidor ou degradador menor, a norma determina que a Outorga Prévia não é mais necessária para os processos que envolvem poços ainda não perfurados, necessitando apenas da obtenção de uma anuência prévia pelo órgão responsável por iniciar o licenciamento. No entanto, o documento ainda é imprescindível para o uso de poços já perfurados.
Após essa etapa inicial, deve ser solicitada a licença apropriada ao empreendimento (seja ela Declaração de Dispensa de Licenciamento Ambiental, Licença Ambiental por Adesão e Compromisso, ou Licença Ambiental Simplificada), e em seguida a Outorga de Direito, que autoriza o uso da água no poço.
O gerente de Outorga do IAT, Tiago Bacovis, acrescenta que com esse novo fluxograma os produtores rurais podem obter o licenciamento ambiental apenas com a apresentação da anuência prévia ou da outorga prévia, trazendo uma série de benefícios. “Isso permitirá um acesso mais rápido ao financiamento e aos recursos necessários para a implantação do empreendimento e do poço. Na sequência, poderá ser realizada a perfuração, bem como os testes de bombeamento e a análise da qualidade da água, para, então, solicitar a outorga de direito de uso”, explica.
“Também é muito importante que os proprietários levem em conta a demanda de água do empreendimento antes de solicitar a outorga. Caso o poço não consiga atender a necessidade, será preciso procurar outras fontes de abastecimento”, acrescenta a chefe da Divisão de Demanda e Disponibilidade Hídrica do IAT, Gláucia Tavares Paes de Assis
A Outorga Prévia também deixou de ser exigida em processos de empreendimentos com alto potencial poluidor e degradador. Nesses casos, o processo funciona de forma trifásica, com a emissão de três licenças, seguindo a seguinte sequência de requisições: Anuência Prévia, Licença Prévia, Outorga de Direito, Licença de Instalação, e por fim a Licença de Operação.
Já nos casos em que o responsável estiver com a portaria de outorga em processo de renovação, poderá requisitar a prorrogação da licença ambiental com condicionante, o que reduz o tempo necessário para a solicitação.
Outorga
A outorga é um documento essencial para delimitar o uso da água em ações comerciais e de geração de energia. Assim, qualquer pessoa ou empreendimento com interesse em aproveitar recursos hídricos superficiais ou subterrâneos deve solicitar uma Portaria de Outorga ou uma Declaração de Uso Independente de Outorga, quando aplicável. Passar por esse procedimento é o que assegura que a alocação da água foi feita conforme as orientações estabelecidas pelo IAT.
Para solicitar o documento, o requerente deve acessar a página do SIGARH no site do IAT. Lá, o usuário deve fazer tanto o registro pessoal do usuário quanto o cadastro completo do empreendimento. Feito isso, o proprietário deve enviar os documentos e as informações necessárias para a formulação do requerimento seguindo as orientações expostas no site.
Licenciamento
O Licenciamento Ambiental é um procedimento administrativo emitido pelo IAT que autoriza a localização, instalação, ampliação e a operação de empreendimentos e atividades utilizadoras de recursos ambientais, consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras, ou aquelas que, sob qualquer forma, possam causar degradação ambiental, considerando as disposições legais e regulamentares e as normas técnicas aplicáveis ao caso.
Para mais informações sobre o processo de licenciamento ambiental no Estado do Paraná, é possível consultar o site do Instituto Água e Terra.
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Cooperja firma acordo com cinco países e amplia presença no comércio global
Negociação inclui exportação de grãos e ração com foco em qualidade e logística eficiente.

A Cooperja deu um importante passo rumo à internacionalização ao firmar um contrato de marco integrado de fornecimento com El Salvador, Nicarágua, Guatemala, Costa Rica e Honduras na América Central. O acordo prevê a exportação de arroz, milho e ração.
A cerimônia de assinatura aconteceu na manhã de terça-feira (14), no auditório da Unidade de Santo Antônio da Patrulha/RS, com a presença do presidente Vanir Zanatta, do vice-presidente Antonio Moacir Denoni, diretor Carlos Roberto Wilk e do Conselho Administrativo da cooperativa. Também participaram Omar Salazar Castro, representante da empresa Cemersa, que atua como compradora internacional, importadora, distribuidora regional e operadora comercial para a América Central e Panamá.

O evento contou ainda com a presença de Rodrigo Veiga, representante da Origrains, empresa responsável pela integração e estruturação das operações internacionais, conectando produção, logística e mercado global com eficiência e segurança.
A parceria estabelece uma relação comercial de longo prazo, garantindo condições estruturadas de fornecimento, com foco na qualidade dos produtos e na eficiência logística. O contrato fortalece a presença da Cooperja no mercado internacional e evidencia a competitividade do agronegócio brasileiro.
Para El Salvador, o acordo representa acesso a produtos de alto padrão, contribuindo diretamente com a qualidade ofertada a população e o desenvolvimento da economia daquele país.
Durante a solenidade, Omar Salazar Castro destacou a relevância da parceria e o papel dos agricultores. “A Cooperja é mais do que um negócio, é uma parceira estratégica, comprometida com o desenvolvimento a longo prazo. É uma cooperativa que acredita em construir, dia após dia, resultados sólidos e duradouros. Valorizamos cada conquista e, principalmente, cada pessoa que faz parte dessa história”, ressaltou.
Além de ampliar mercados, a iniciativa reforça o papel das cooperativas brasileiras como agentes estratégicos no cenário global, promovendo geração de renda, inovação e desenvolvimento sustentável no campo.
Para o presidente Vanir Zanatta, o momento representa um marco na trajetória da cooperativa. “Estamos levando a qualidade da produção dos nossos cooperados para além das fronteiras, abrindo novas oportunidades e agregando valor ao que produzimos. A internacionalização é um caminho estratégico que fortalece a Cooperja e gera desenvolvimento para todos”, destacou.
A Cooperja segue avançando, conectando o produtor rural às oportunidades do mercado internacional e consolidando sua atuação como protagonista no agronegócio.
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Economia brasileira cresce 0,6% em fevereiro, aponta Banco Central
Alta é puxada pela indústria, enquanto serviços e agro registram avanço moderado.

A atividade econômica brasileira teve crescimento em fevereiro deste ano, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (16) pelo Banco Central (BC). O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) subiu 0,6% em fevereiro em relação ao mês anterior, considerando os dados dessazonalizados (ajustados para o período).

As altas foram de 0,2% na agropecuária, 1,2% na indústria e 0,3% em serviços.
Já na comparação com fevereiro de 2025, houve recuo de 0,3%, sem ajuste para o período, já que a comparação é entre meses iguais. Em 12 meses acumulados até fevereiro deste ano, o índice acumula uma alta de 1,9%.
O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução o ritmo da economia do país e incorpora informações sobre o nível de atividade na indústria, comércio e serviços e agropecuária, além do volume de impostos.
O índice ajuda o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC a tomar decisões sobre os juros básicos da economia, a Taxa Selic, definida atualmente em 14,75% ao ano. A Selic é o principal instrumento do BC para alcançar a meta de inflação.
Produto Interno Bruto

Divulgado mensalmente, o IBC-Br emprega metodologia diferente da utilizada para medir o Produto Interno Bruto (PIB), que é o indicador oficial da economia brasileira divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o BC, o índice “contribui para a elaboração de estratégia da política monetária” do país, mas “não é exatamente uma prévia do PIB.”
O PIB é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país. Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária, o resultado representa o quinto ano seguido de crescimento.



