Conectado com

Bovinos / Grãos / Máquinas Senso Agropecuário 2017

Agricultura familiar representa maior contingente dos estabelecimentos agrícolas do país

Estabelecimentos de agricultura familiar têm participação significativa nos alimentos que vão para a mesa dos brasileiros

Publicado em

em

Divulgação

A agricultura familiar encolheu no país. Dados do Censo Agropecuário de 2017 apontam uma redução de 9,5% no número de estabelecimentos classificados como de agricultura familiar, em relação ao último Censo, de 2006. O segmento também foi o único a perder mão de obra. Enquanto na agricultura não familiar houve a criação de 702 mil postos de trabalho, a agricultura familiar perdeu um contingente de 2,2 milhões de trabalhadores.

De acordo com a Lei 11.326, para ser classificado como agricultura familiar o estabelecimento deve ser de pequeno porte (até 4 módulos fiscais); ter metade da força de trabalho familiar; atividade agrícola no estabelecimento deve compor, no mínimo, metade da renda familiar; e ter gestão estritamente familiar.

Dez anos depois, a configuração dos produtores mudou. Aumentou muito o número de estabelecimentos em que o produtor está buscando trabalho fora, diminuiu a mão de obra da família e está diminuindo a média de pessoas ocupadas. O estabelecimento acaba não podendo ser classificado porque não atende aos critérios da lei”, comenta Antônio Carlos Florido, gerente técnico do Censo Agropecuário.

Outro fator é o envelhecimento dos chefes das famílias, ao mesmo tempo em que os filhos optam por outras atividades fora do domicílio agrícola, explica Luiz Fernando Rodrigues, gerente substituto do Censo Agro 2017.  “As pessoas estão ficando idosas, o que reduz o número de ocupados. Além disso, há o aumento da mecanização e da contratação de serviços”, acrescenta Rodrigues.

A Lei 11.326 foi regulamentada pelo Decreto 9.04/2017, que mudou a forma de classificar o estabelecimento, principalmente em relação à renda do produtor, com a nova exigência de ser predominantemente obtida no domicílio. Em 2017, dos 4,6 milhões de estabelecimentos de pequeno porte que poderiam ser classificados como de agricultura familiar, apenas 3,9 milhões atenderam a todos os critérios.

Ainda assim, a agricultura familiar continua representando o maior contingente (77%) dos estabelecimentos agrícolas do país, mas, por serem de pequeno porte, ocupam uma área menor, 80,89 milhões de hectares, o equivalente a 23% da área agrícola total. Em comparação aos grandes estabelecimentos, responsáveis pela produção de commodities agrícolas de exportação, como soja e milho, a agricultura familiar responde por um valor de produção muito menor: apenas 23% do total no país.

Considerando-se, porém, os alimentos que vão para a mesa dos brasileiros, os estabelecimentos de agricultura familiar têm participação significativa. Nas culturas permanentes, o segmento responde por 48% do valor da produção de café e banana; nas culturas temporárias, são responsáveis por 80% do valor de produção da mandioca, 69% do abacaxi e 42% da produção do feijão.

Fonte: IBGE
Continue Lendo
Clique para comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

dois × três =

Bovinos / Grãos / Máquinas Segundo Conab

Boa concentração de chuvas nas principais regiões agrícolas favorece safra de grãos

Período de chuvas pelo qual passa o país neste início do ano está favorecendo a evolução das principais culturas agrícolas de verão

Publicado em

em

Divulgação

O período de chuvas pelo qual passa o país neste início do ano está favorecendo a evolução das principais culturas agrícolas de verão. Nas regiões de maior concentração de cultivo, como o Centro-Oeste, Sudeste, parte do Sul e do Matopiba, o regime pluvial proporcionou bom desenvolvimento das lavouras. As áreas que ainda apresentam anomalias negativas devido à falta de chuvas são os estados do Rio Grande do Sul, Piauí e Bahia. A análise é do último Boletim de Monitoramento Agrícola, divulgado nesta semana pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

No Centro-Oeste, o norte mato-grossense começa a decair o Índice de Vegetação (IV) por conta do início da colheita, com índices abaixo da média histórica, mas com 2% acima da safra passada. Já no sul de Goiás, as lavouras continuam sendo beneficiadas pelas condições climáticas favoráveis, assim como no sudoeste de Mato Grosso do Sul que conta também com a umidade no solo para promover uma boa recuperação e desenvolvimento das lavouras e, por consequência, a alta no índice de vegetação.

Já no Sudeste, o estado de Minas Gerais apresenta-se com bom desenvolvimento das lavouras e predominância de áreas com anomalias positivas do Índice de Vegetação, tanto em áreas do Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba quanto do noroeste do estado.

Pelos estados do Sul, verifica-se, no Paraná, bom desenvolvimento nas principais regiões produtivas, enquanto que em Santa Catarina as lavouras evoluem de forma similar à da safra passada. No caso do Rio Grande do Sul, que sofre os efeitos de irregularidade das chuvas da primeira quinzena deste mês, a evolução das lavouras vem sendo prejudicada sobretudo no noroeste do estado.

Fonte: Conab
Continue Lendo

Bovinos / Grãos / Máquinas Bovinos

Vaca só produz leite se parir

Coisas simples que fazem a diferença

Publicado em

em

Divulgação

Artigo escrito por Guilherme Marquez de Rezende, zootecnista e gerente de Produto da Alta Genetics do Brasil

A parição é o início da produção de leite e consequentemente o começo da fase lucrativa das vacas. Mas, para parir é preciso primeiro emprenhar. E como está o seu rebanho nesse cenário?

De acordo com os dados dos dois melhores programas de controle zootécnicos¹, os rebanhos superiores estão operando com as seguintes características:

1.      Trabalham com 57,3% das vacas aptas a reprodução (Taxa de Serviço).

2.      Das vacas que são trabalhadas na reprodução, 42% delas emprenham (Taxa de Concepção).

3.      De todas as vacas aptas para reprodução, 23,7% ficam prenhas. (Taxa de prenhez).

Mas, como melhorar isso?

Primeiro é preciso anotar diariamente as informações de partos, inseminação, problemas, entre outros aspectos da operação, para ter clareza sobre os dados da fazenda.

Em segundo passo importantíssimo, é buscar ferramentas para aumentar a Taxa de Serviço. Com o histórico de anotações, por exemplo, podemos verificar quando as vacas emprenham pós-parto. Esse período de espera até a primeira IA (Inseminação Artificial) é importante e pode diminuir intervalos de partos.

Os programas de controle zootécnicos, também nos mostra que após o parto e até a confirmação da prenhez, as melhores fazendas trabalham com 123 dias de período de serviço, ou seja, o prazo disponível para fazer as vacas emprenharem.

E como ter o melhor resultado possível nesse período? Que tal começar com um pré parto e um pós-parto de qualidade? Vacas com score apropriados ao parto, dietas corretas, sanidade dentro dos padrões e um ambiente controlado. Esse período, chamado de período de transição pode ser a peça fundamental para uma futura prenhez em curto período de serviço.

Se você possui períodos de transição corretos, podemos estipular quando damos uma folga para as vacas se recuperarem após o parto e começar então a reprodução. O chamado PEV (Período de Espera Voluntário), é nele que começamos os protocolos de reprodução. Um protocolo pode ser apenas observar as vacas ao cio, outro podemos utilizar dos hormônios de reprodução e controlar mais a situação. Se tudo der certo, diminuímos bem nosso período de serviço e consequentemente nosso intervalo entre partos. Mais vacas paridas significa mais leite, ou seja, mais renda.

Sucesso não tem receita, mas tem dicas. E lá vão elas:

1.      Anote todo e qualquer evento em seu rebanho. Faça uso de suas anotações na tomada de decisão.

2.      Faça um ótimo pré parto e pós-parto. Período fundamental para o sucesso da reprodução.

3.      Decida um PEV condizente com a realidade de seu rebanho. Não copie os outros se você não tem os mesmos manejos de outras fazendas. Sua fazenda é sua fazenda.

4.      Utilize das ferramentas de observação de cio, de indução e sincronização de cio. Controle definitivamente a reprodução, nunca a deixe ao acaso.

5.      Decida com planejamento a sua escolha genética, ela é permanente. Você irá ter de resultado o que você escolheu para aquela vaca, saiba então escolher o melhor para a sua fazenda.

Coisas simples que fazem a diferença. Bora produzir leite!

 

Ideagri e AltaGestão¹. Números publicados na edição 2019 do Concept Plus Leite.

Fonte: Assessoria
Continue Lendo

Bovinos / Grãos / Máquinas Segundo Embrapa

Pecuária de leite espera crescer cerca de 2% em 2020

Ainda que especialistas não vejam com euforia ano que se inicia, sinais de que crise está ficando para traz ficam mais claros

Publicado em

em

Arquivo/OP Rural

Após fechar 2018 praticamente estagnada (crescimento de 0,5%), a pecuária de leite não tem muitos motivos para se lamentar em 2019. Mesmo não sendo um ano de grande expansão do setor (o crescimento deve fechar entre 2% e 2,5%), o preço do leite pago ao produtor terminou o ano em torno de R$1,36, o que equivale a 0,33 centavos de dólar, com o câmbio a R$ 4,06 por dólar. Segundo o analista da Embrapa Gado de Leite, Lorildo Stock, esse é um preço razoável para o setor, equivalendo-se às cotações internacionais, o que não favorece a importação do produto. O analista informa que lá fora, a tonelada do leite está sendo vendida entre USD$ 3.100 e USD$ 3.300, abaixo do preço histórico de USD$ 3.700, o que mostra equilíbrio do mercado mundial em termos de oferta e demanda.

Ainda que os especialistas não vejam com euforia o ano que se inicia, os sinais de que a crise está ficando para traz ficam mais claros. “As previsões iniciais para o crescimento do PIB [produto interno bruto] em 2020 indicam alta de 2,3%, o que é baixo, mas é a melhor expansão dos últimos seis anos”, diz o também analista que integra a equipe de socioeconomia da Embrapa Gado de Leite Denis Teixeira da Rocha. Por esse motivo, espera-se uma recuperação um pouco mais forte do consumo, possibilitando algum repasse de preços ao longo da cadeia produtiva e melhores margens industriais. A retrospectiva do ano que se passou também mostra mais solidez da atividade leiteira.

2019 contou com preços superiores aos patamares históricos

O pesquisador da Embrapa Glauco Carvalho relata que o primeiro semestre de 2019 fechou com os melhores patamares de preços para os produtores de leite brasileiros, quando comparado a igual período dos últimos sete anos. “Além de receber preços melhores, houve um incremento importante na relação entre o preço do leite e o custo da alimentação dos animais”, afirma Carvalho. Na avalição dele, o milho e a soja, principais ingredientes utilizados na ração das vacas, permaneceram com preços relativamente baixos no primeiro semestre, o que segurou os custos de produção do leite.

A relação de troca ao pecuarista, medida pela quantidade de litros de leite necessária para comprar uma saca de 60 kg de concentrado, ficou em 34 litros, na média do primeiro semestre; queda de 24% em relação ao ano anterior. “Entretanto, no segundo semestre, essa trajetória foi se alterando, com um recuo nos preços do leite e o aumento no custo do concentrado”. Ainda assim, na média do ano, os preços pagos aos produtores em 2019 ficaram acima do patamar histórico, o que sustentou crescimento da produção.

Quanto à indústria, na visão de Carvalho, 2019 foi bem mais desafiador, sobretudo para aquelas empresas focadas em linhas tradicionais, como leite UHT, queijo muçarela e leite em pó. “O gargalo do ano tem sido o baixo nível do consumo doméstico e a dificuldade de repasse de preços ao longo da cadeia produtiva”, constata o pesquisador. Para ele, a elevada capacidade ociosa da indústria nacional leva a uma necessidade de maior captação para diluir os custos fixos, o que muitas vezes se traduz em focar mais na captação do que na própria margem de comercialização.

Um outro ponto de estrangulamento, segundo o especialista, refere-se à fragmentação da indústria, que acaba dificultando uma estratégia de comercialização com o varejista para sustentar um patamar mais rentável de preços. “O fato é que as empresas estão trabalhando com margens bem apertadas. O pior cenário é o do leite UHT, em que a relação de preços entre o atacado e o produtor ficou quase 18% abaixo dessa mesma relação em 2018”.

Ano de 2020 traz incertezas nacionais e internacionais

Os especialistas da Embrapa avaliam que o ano que se inicia traz componentes de incerteza, tanto no ambiente interno quanto no externo. Internamente, pesa a articulação política e como o Governo vai tocar a agenda de reformas, que os analistas consideram fundamental para o Brasil retomar níveis melhores de crescimento econômico e distribuição de renda. No contexto internacional, a peste suína ocorrida em 2019 na China pode ter reflexos também em 2020 já que a doença está atingindo outros países asiáticos.

O problema na suinocultura chinesa, que reduziu em 40% o número de suínos naquele país, provocou o aumento das exportações de carne para a China – o que elevou a demanda por soja e milho na pecuária de carne. Os preços desses insumos tendem a se manter mais pressionados. Além disso, as exportações brasileiras de milho estão batendo recordes. Carvalho informa que se tem ainda uma nova demanda oriunda de plantas de etanol de milho no Centro-Oeste brasileiro. Todos estes fatores colocam uma pressão alta no milho e, consequentemente, no concentrado para as vacas. “Pode haver muita volatilidade nos preços do concentrado até que seja definida a safrinha de milho no meio do ano”.

Do ponto de vista da oferta e demanda, em linhas gerais, o mercado brasileiro de leite se mostra bem equilibrado. A expansão da produção nacional perdeu força no final do ano passado, na comparação com 2018. Além disso, o volume de importação está relativamente baixo e, apesar do consumo estar fraco, não há excedente de produção que possa levar a uma queda nos preços. Pelo contrário, as cotações se sustentaram no último trimestre do ano, quando geralmente os preços caem.

“Nesse cenário, a expectativa é que 2020 comece com os preços do leite ao produtor em patamares superiores ao registrado em janeiro de 2019 e com uma trajetória de elevação mais alinhada ao padrão histórico, que difere da precoce e expressiva alta registrada em fevereiro daquele ano”, diz Carvalho. Produtos lácteos cujo consumo está associado a rendas mais altas, como queijos e iogurtes, tendem a ter um crescimento melhor em 2020. Mas o mercado de UHT ainda deve continuar complicado.

O pesquisador acredita, no entanto, que as grandes apostas do setor foram adiadas para 2021, quando se espera que o Brasil tenha um crescimento mais robusto, gerando mais empregos e elevando o consumo familiar de leite e derivados.

Fonte: Embrapa Gado de Leite
Continue Lendo
Mais carne
Biochem site – lateral

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.