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Agricultura e Emater/RS-Ascar levam informações sobre o carrapato bovino a produtores rurais
Estimativas apontam um prejuízo de cerca de R$ 300 milhões ao ano no Estado devido aos custos com controle e perdas na produção.

A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e a Emater/RS-Ascar promoveram, na terça-feira (6), em São Francisco de Paula, Dia de Campo sobre o carrapato bovino e estratégias sustentáveis de controle do parasito. O evento reuniu mais de 150 pessoas.
A Secretaria da Agricultura oferece aos produtores rurais gaúchos, de forma gratuita, o serviço de testagem de eficácia e detecção de resistência dos carrapatos aos carrapaticidas. O teste, também conhecido como biocarrapaticidograma, é realizado no Centro Estadual de Diagnóstico e Pesquisa em Saúde Animal Desidério Finamor (CEPVDF), laboratório oficial da Seapi para diagnóstico e pesquisa em saúde animal.
“O carrapato bovino é um problema comum dos pecuaristas do Rio Grande do Sul, e estimativas apontam um prejuízo de cerca de R$ 300 milhões ao ano no Estado devido aos custos com controle e perdas na produção”, informou o pesquisador José Reck, que fez a apresentação no dia de campo.
Reck destacou a importância de realizar a detecção precoce da resistência aos carrapaticidas, reduzir o número de tratamentos ao ano e adotar outras estratégias conjuntas. Também ressaltou o papel fundamental das ações articuladas no combate ao parasito, que têm sido ampliadas na integração dos esforços da Secretaria com a Emater/RS-Ascar.
“Para atingirmos o objetivo comum de um controle mais sustentável do carrapato, é importante colocar na mesma roda de discussão produtores rurais, o serviço veterinário oficial, os agentes de extensão, os pesquisadores e ainda a indústria farmacêutica”, frisou.
A Seapi e a Emater/RS-Ascar vêm promovendo dias de campo sobre o tema em diversas localidades do Estado. Na semana passada, o evento foi organizado para produtores rurais de Marques de Souza, no Vale do Taquari, com foco na pecuária leiteira da região.
Para mais informações sobre a realização do biocarrapaticidograma gratuito no CEPVDF, produtores rurais e técnicos podem contatar o Setor de Protocolo do centro de pesquisa pelo WhatsApp (51) 98594-2848.

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Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade começa formação prática em Toledo
Capacitação organizada pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná treina equipes municipais para readequação de estradas rurais, conservação de solo e recuperação de nascentes.

O Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade inicia nesta quinta-feira (16), às 14 horas, em Toledo, a etapa prática de formação de técnicos municipais que atuam no meio rural. O curso será realizado no Centro de Eventos Ismael Sperafico e marca o início das atividades após o lançamento institucional ocorrido em dezembro, em Curitiba (PR).

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
A formação é direcionada principalmente a profissionais das prefeituras envolvidos na operação de máquinas da chamada “linha amarela” e na readequação de estradas rurais. A proposta combina orientação técnica para manejo de solo e drenagem com ações de recuperação de nascentes e educação ambiental.
A coordenação geral do projeto está a cargo de Altair Bertonha. A organização do curso foi estruturada pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), que indicaram articuladores locais.
De acordo com o engenheiro agrônomo Samuel Mokfa, o objetivo é alinhar práticas de conservação ambiental às rotinas operacionais das prefeituras. “A proposta é qualificar tecnicamente as equipes municipais para que as intervenções em estradas rurais considerem critérios de conservação do solo, da água e da paisagem”, afirma.
O evento também marca o lançamento de dois materiais didáticos que serão utilizados no curso: um Manual de Boas Práticas e uma

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
história em quadrinhos voltada à educação ambiental. A intenção, conforme a organização, é alcançar tanto técnicos quanto estudantes da rede escolar. “Os materiais foram pensados para traduzir conceitos técnicos em linguagem acessível e apoiar as ações nas comunidades”, menciona Mokfa.
A equipe de instrutores reúne engenheiros agrônomos, agrícolas, ambientais e de produção, além de biólogos, geógrafos e economistas. A abordagem é interdisciplinar e inclui aspectos produtivos, ambientais, sociais e de planejamento público.
O projeto prevê ainda a produção de trabalhos acadêmicos e a criação de uma plataforma digital para registro de demandas dos municípios, com foco na organização das informações sobre intervenções em estradas e pontos críticos de erosão e drenagem.
A cerimônia contará com representantes da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI), além de lideranças municipais e instituições de ensino superior.
Além da programação presencial, o evento também será transmitido de forma remota pelo link https://meet.google.com/iam-oxvj-bmu, ampliando o acesso e permitindo a participação de interessados de diferentes regiões.
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Mapa e CVM firmam acordo para ampliar financiamento do agro via mercado de capitais
Parceria prevê compartilhamento técnico e ações para facilitar acesso de produtores a instrumentos financeiros fora do crédito tradicional.

O Ministério da Agricultura e Pecuária e a Comissão de Valores Mobiliários formalizaram um Acordo de Cooperação Técnica com foco na ampliação do financiamento ao setor agropecuário por meio do mercado de capitais.
A iniciativa ocorre em um contexto em que uma parcela relevante dos recursos destinados ao agro já tem origem em operações com títulos e valores mobiliários, como instrumentos de securitização e crédito privado. A parceria busca aprofundar esse movimento, ampliando o uso dessas ferramentas no financiamento da produção.
O convênio prevê o compartilhamento de conhecimento técnico entre as instituições, além do desenvolvimento de diagnósticos, estudos e análises voltadas ao aprimoramento do ambiente de financiamento do setor. Também estão previstas ações para promover o acesso de produtores e empresas agropecuárias ao mercado de capitais.
A coordenação ficará sob responsabilidade da Secretaria de Política Agrícola do ministério, com apoio do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, e da área de securitização e agronegócio da CVM.
O acordo tem vigência inicial de dois anos, contados a partir da publicação no Diário Oficial da União, com possibilidade de prorrogação. A expectativa é que a cooperação contribua para diversificar as fontes de recursos do agro e reduzir a dependência exclusiva das linhas tradicionais de crédito rural.
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Milho se mantém em R$ 69/sc com mercado travado por compradores retraídos
Cotações recuam pontualmente diante de estoques nas mãos da demanda e expectativa de novas quedas.





