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Agricultura e agronegócio impulsionam economia de Santa Catarina

A soma do valor da produção de suínos (22,8%), frangos (17,1%), leite (11%) e bovinos (5,8%) respondeu por 56,7% do total do VPA estadual.

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O valor da produção de suínos foi responsável por cerca de 22,8% do total do VPA estadual - Foto: O Presente Rural

O setor primário, com destaque para a agricultura e as atividades extrativas, tem sido nos últimos anos a locomotiva da economia catarinense e brasileira. Os números do desempenho da agropecuária e do agronegócio de Santa Catarina são altissonantes, resultado do trabalho dos produtores rurais, das agroindústrias, dos centros de pesquisa, das entidades representativas e do Governo. A contribuição que o setor dá ganha expressão no comportamento do valor da produção agropecuária (VPA) e das exportações do agronegócio estadual. O VPA catarinense de 2021 atingiu 55,8 bilhões de reais – o maior da história – superando nominalmente em 36,4% o recorde anterior (de 40,9 bilhões de reais) alcançado em 2020, de acordo com apuração do Instituto Cepa.

José Zeferino Pedrozo, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de SC (Faesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC) – Foto: Divulgação/Sistema Faesc/Senar-SC

A soma do valor da produção de suínos (22,8%), frangos (17,1%), leite (11%) e bovinos (5,8%) respondeu por 56,7% do total do VPA estadual. As exportações do agronegócio catarinense também foram recordes em 2021, alcançando 6,9 bilhões de dólares, superando em 21% a marca do ano anterior. O agronegócio responde por 70% do valor total das exportações e por 31% do PIB catarinense.

A agroindústria, que representa o recorte mais retumbante do agronegócio barriga-verde, sustenta 60 mil empregos diretos e 480 mil empregos indiretos, além de contar com uma base produtiva, no campo, formada por 66 mil produtores rurais integrados.

Os protagonistas desse universo que merece todos os registros são os produtores, que se transformaram em empresários rurais. Dedicado especialmente às atividades agrícolas e pecuárias, o produtor rural tornou-se o principal agente econômico do setor rural porque está na base de todas as cadeias produtivas fulcradas no agro. Na produção de cereais, na pecuária intensiva, no reflorestamento, na silvicultura ou na fruticultura, o produtor rural coloca em prática uma lei da economia, segundo a qual, a riqueza original se tira da terra.

Nesse contexto, as principais cadeias produtivas catalisaram reconhecimento  internacional. A suinocultura industrial é uma delas, com a produção de nove milhões de cabeças/ano e abate diário de 34 mil suínos, é a maior produtora e exportadora do País: 57% do que o Brasil exporta são embarcados em Santa Catarina.

Avicultura 

A avicultura industrial é outro segmento de excelência, com uma fantástica produção superior a um bilhão de aves/ano e o abate de quatro milhões de cabeças/dia. Esses volumes conferem ao Estado a condição de segundo maior produtor e primeiro exportador – 28% das exportações brasileiras de carne de aves saem daqui.

Essas conquistas resultam, em grande parte, de intensos e permanentes investimentos das agroindústrias, das cooperativas e, notadamente, do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). Em face disso, ampliou conhecimento, incorporou tecnologia, aperfeiçoou processos, elevou a produtividade e aumentou a produção. O treinamento, a qualificação e a requalificação foram além da formação profissional rural. O produtor rural tornou-se empresário e, a propriedade rural, uma empresa preparada para os desafios do mercado.

Conhecida como indústria a céu aberto, os desafios cotidianos – como intempéries, ameaças sanitárias, crises mercadológicas, conflitos internacionais, escassez de insumos, choques cambiais, instabilidades políticas – são enfrentados com formação, informação e capacitação.

Dois aspectos merecem destaque. Na dimensão ambiental, o produtor catarinense consolidou o papel de protetor dos recursos naturais. Essa constatação resulta do simples fato de que proteger os recursos naturais e utilizá-los de forma racional e sustentável é condição sine qua nom para a perpetuação da atividade. A agricultura de rapina é coisa do passado. O produtor rural contemporâneo é antes de tudo um gestor de fatores da produção, orientado para resultados, mas com responsabilidade.

Contribuição ao desenvolvimento

Na dimensão econômica, o produtor rural oferece uma extraordinária contribuição ao desenvolvimento dos municípios e das comunidades onde atua. As notas fiscais rurais emitidas na venda da produção originada do campo, das lavouras e dos criatórios entram em sua totalidade no levantamento anual do movimento econômico de cada município e, assim, influem diretamente na definição do índice de retorno do ICMS. Na maioria dos municípios catarinenses o setor rural presta a maior parcela de contribuição para a formação das receitas do erário público. O movimento de um aviário, por exemplo, gera mais retorno de ICMS do que uma pequena empresa urbana.

Na agricultura estável e evoluída como a que se pratica em Santa Catarina o desmatamento, a poluição de rios e a degradação dos solos são práticas superadas. Décadas de assistência do serviço de extensão rural (do Governo e das agroindústrias) e de esforços continuados de capacitação (sobretudo do sistema S: Senar, Sescoop e Sebrae) permitiram o surgimento de uma geração de produtores-empreendedores sintonizados com os novos tempos.

Importante reconhecer que, em Santa Catarina, produtor e agroindústria caminharam lado a lado nessa jornada de modernização e aperfeiçoamento, em grande parte para atender exigências do mercado internacional. A crescente presença de produtos primários do Brasil em cobiçados mercados mundiais foi conquistada, além de critérios de preço e qualidade, pelo cumprimento de exigências como defesa ambiental, bem-estar animal, combate ao trabalho infantil e ao trabalho em condições degradantes e cumprimento de normas e diretrizes de tratados dos quais o Brasil é signatário.

 

Fonte: Assessoria Sistema Faesc/Senar-SC

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Embrapa divulga recomendações para reduzir impactos do El Niño no Sul

Documento reúne orientações sobre drenagem, manejo, conservação do solo e monitoramento climático para produtores do Sul.

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Foto: Divulgação/Freepik

Sete unidades da Embrapa divulgaram uma nota técnica com recomendações para ajudar produtores rurais da Região Sul a reduzir os impactos do fenômeno climático El Niño, cuja permanência é estimada entre 97% e 99% até o início de 2027.

O documento foi elaborado pelas unidades da Embrapa Clima Temperado (RS), Florestas (PR), Pecuária Sul (RS), Soja (PR), Suínos e Aves (SC), Trigo (RS) e Uva e Vinho (RS), que integram a Plataforma Colaborativa para Mitigação de Efeitos Climáticos Adversos na Agropecuária da Região Sul do Brasil.

Foto: Roberto Dziura Jr/AEN-PR

Segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), há ainda 63% de probabilidade de o El Niño atingir intensidade muito forte entre novembro de 2026 e janeiro de 2027. Para a Região Sul, a previsão é de aumento das chuvas, maior nebulosidade e temperaturas acima da média durante o inverno.

A nota técnica reúne orientações para que produtores planejem as atividades com antecedência, reduzam riscos e minimizem prejuízos provocados pelo excesso de chuvas, pela maior incidência de doenças nas lavouras e por outros impactos do fenômeno.

Entre as recomendações gerais estão o respeito ao Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), o acompanhamento das previsões meteorológicas oficiais, o planejamento dos investimentos e a contratação de seguro rural.

O material também apresenta orientações específicas para diferentes cadeias produtivas. Para trigo, cevada e aveia, as recomendações incluem prevenção de doenças, manejo da adubação e planejamento da colheita. Já para soja, milho e arroz irrigado, as medidas envolvem melhoria da drenagem das áreas, conservação do solo, controle da erosão e intensificação do monitoramento fitossanitário.

Foto: Divulgação

Na fruticultura, as recomendações contemplam culturas como videira, macieira, pessegueiro, oliveira e nogueira-pecã, com orientações voltadas à drenagem dos pomares, manejo fitossanitário, conservação do solo e planejamento das operações agrícolas. A publicação também reúne recomendações para silvicultura, horticultura, pastagens e plantas de cobertura.

Além das medidas para as propriedades rurais, a Embrapa defende ações de planejamento em escala de microbacias hidrográficas, conservação do solo e adoção de sistemas produtivos mais resilientes, como os Sistemas Agroflorestais (SAFs) e a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF).

A nota técnica também destaca a importância da transferência de tecnologia, com ações de capacitação de profissionais da assistência técnica e produção de conteúdos digitais e materiais informativos para ampliar o acesso dos produtores às recomendações. Segundo os pesquisadores da Embrapa, o planejamento antecipado e a adoção de boas práticas agrícolas podem reduzir os impactos do El Niño sobre os sistemas produtivos da Região Sul.

Fonte: Assessoria Embrapa Clima Temperado
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O cooperativismo como motor do desenvolvimento regional

Se hoje o Oeste Catarinense é reconhecido como uma das regiões mais fortes do agronegócio brasileiro, muito desse protagonismo foi construído pelo trabalho coletivo das cooperativas e de milhares de famílias que acreditam na força da cooperação

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Romeo Bet - Presidente Cooperalfa - Foto: Assessoria

Ao longo da história, o cooperativismo tem demonstrado que seu maior patrimônio são as pessoas. Mais do que um modelo de negócios, ele representa uma forma de construir desenvolvimento coletivo, gerar oportunidades e fortalecer quem produz alimentos. Na Cooperalfa, esse propósito orienta cada decisão e cada investimento realizado.

Nossa missão é gerar valor ao agronegócio em benefício do quadro social, criando condições para que os cooperados encontrem na cooperativa segurança, competitividade e perspectivas de crescimento. Afinal, o diferencial do cooperativismo está justamente em seu modelo de participação: o produtor não é apenas fornecedor ou cliente. Ele é dono da cooperativa e participa dos resultados que ajudou a construir.

Essa relação de pertencimento fortalece toda a cadeia produtiva. Cabe à cooperativa oferecer suporte técnico, informação, inovação e acesso às melhores tecnologias para que o produtor acompanhe a evolução do setor, aumente sua produtividade e entregue matérias-primas com elevado padrão de qualidade. Esse trabalho permanente reflete diretamente na competitividade do agronegócio catarinense e na confiança conquistada junto aos mercados consumidores.

O cooperativismo agropecuário também exerce uma função social indispensável. Ao garantir assistência técnica, comercialização, remuneração justa e participação nos resultados, oferece ao produtor condições para permanecer no campo com dignidade, rentabilidade e perspectivas para as próximas gerações. Quando o agricultor prospera, toda a comunidade cresce junto.

Os impactos positivos ultrapassam os limites das propriedades rurais. O fortalecimento da produção movimenta o comércio, impulsiona a indústria, gera empregos, amplia a arrecadação dos municípios e promove qualidade de vida para milhares de famílias. Um agro forte significa uma economia regional forte.

No Oeste Catarinense, essa realidade se fortalece por meio da integração entre as cooperativas. A parceria com a Aurora Coop é um exemplo bem-sucedido desse modelo, permitindo agregar valor à produção de grãos, leite e proteínas animais por meio da industrialização e da comercialização. O resultado é uma cadeia organizada, eficiente e preparada para atender às exigências dos mercados mais competitivos do Brasil e do exterior.

Não por acaso, Santa Catarina consolidou-se como uma das maiores referências nacionais em produção e exportação de alimentos. Esse desempenho é fruto da confiança construída entre cooperados e cooperativas, da assistência técnica permanente, do compromisso com a qualidade e da capacidade de inovação desenvolvida ao longo de décadas.

Mas a força do cooperativismo não está apenas nos números. Ela está na união entre produtores, colaboradores, dirigentes e equipes técnicas que trabalham diariamente com um objetivo comum: fortalecer o campo e gerar prosperidade para toda a sociedade.

As cooperativas também cumprem um papel fundamental na formação das pessoas. Investem continuamente em programas sociais, educacionais e de capacitação, levando conhecimento, estimulando a sucessão familiar e preparando os produtores para acompanhar as transformações tecnológicas que moldam o futuro da agricultura.

É essa combinação entre desenvolvimento econômico, responsabilidade social e visão de longo prazo que faz do cooperativismo um dos principais pilares do agronegócio catarinense. Mais do que produzir alimentos, produzimos oportunidades, renda, inovação e desenvolvimento regional.

Se hoje o Oeste Catarinense é reconhecido como uma das regiões mais fortes do agronegócio brasileiro, muito desse protagonismo foi construído pelo trabalho coletivo das cooperativas e de milhares de famílias que acreditam na força da cooperação.

Na Cooperalfa, continuaremos trabalhando para fortalecer esse modelo, porque temos convicção de que, quando crescemos juntos, os benefícios alcançam não apenas os cooperados, mas toda a sociedade.

 

Romeo Bet – Presidente Cooperalfa

Fonte: Romeo Bet - Presidente Cooperalfa - Via Assessoria
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Lar reúne cooperados para celebrar o Dia do Cooperativismo

Programação contou com palestra da presidente executiva do Sistema OCB, apresentação cultural e ação solidária.

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Fotos: Divulgação/Lar Cooperativa

A Lar Cooperativa promoveu, na última sexta-feira (10), um encontro em comemoração ao Dia do Cooperativismo. Realizado no Lar Centro de Eventos, em Medianeira (PR), o evento reuniu lideranças da cooperativa, integrantes do Comitê Feminino, do Comitê Jovem, além de mulheres, jovens associados e filhos de cooperados.

Diretor-presidente da Lar, Irineo da Costa Rodrigues: “Além da celebração, esse encontro foi importante para avaliarmos o que precisamos fazer para seguir em evolução, pois sempre podemos melhorar em algum aspecto”

Segundo o diretor-presidente da Lar, Irineo da Costa Rodrigues, a programação teve como objetivo celebrar a data e discutir os desafios e as oportunidades para o fortalecimento do cooperativismo. “Além da celebração, esse encontro foi importante para avaliarmos o que precisamos fazer para seguir em evolução, pois sempre podemos melhorar em algum aspecto. O evento reuniu lideranças da Cooperativa, incluindo o Comitê Feminino e o Comitê Jovem da Lar, com o objetivo de juntos, encontrarmos as soluções necessárias para os desafios. Esses dois grupos são fundamentais na missão fortalecer e transmitir a mensagem do cooperativismo impactando ainda mais pessoas”, destacou o diretor-presidente da Lar, Irineo da Costa Rodrigues.

Presidente executiva do Sistema OCB, Tânia Zanella: “Somos 12% da população brasileira, ou seja, 28 milhões de cooperados distribuídos nas mais de 4.300 cooperativas do país”

A abertura contou com palestra da presidente executiva do Sistema OCB, Tânia Zanella, que apresentou dados sobre o cooperativismo brasileiro e destacou a participação das mulheres e dos jovens na continuidade e inovação do setor. “Somos 12% da população brasileira, ou seja, 28 milhões de cooperados distribuídos nas mais de 4.300 cooperativas do país. Quando olhamos para a grandiosidade desses números estamos falando da família, porque o cooperativismo é pensar e agir de forma coletiva. Então esse momento é muito importante para fortalecer o nosso sistema e seguirmos em evolução e para isso precisamos de pessoas engajadas”, comentou Tânia Zanella.

Na sequência, o violinista Simão Wolf apresentou um espetáculo que reuniu clássicos da música nacional e internacional, intercalados com mensagens de reflexão sobre trabalho, conquistas e cooperação.

O evento também teve uma ação solidária em alusão ao Dia C (Dia de Cooperar). Por meio de doações voluntárias dos participantes, foram arrecadados 796 itens, entre alimentos e produtos de higiene pessoal, como sabonetes, fraldas e aparelhos de barbear.

As doações serão destinadas ao Lar dos Idosos. A iniciativa integra as ações desenvolvidas pelo Lar Instituto em parceria com a Assessoria de Ação Educativa da Lar Cooperativa e reforça o princípio cooperativista de interesse pela comunidade.

Fonte: Assessoria Lar Cooperativa
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