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Agricultura 5.0, irrigação artificial e drones: Dia de Campo Copagril traz inovações para o campo
Além de exposição, a programação contou com palestras nas áreas de grãos, suínos e bovinos de leite no Espaço AgroInova e com o 1° Encontro do Ecossistema de Inovação.

Ao longo dos três dias, centenas de produtores do Paraná e do Mato Grosso do Sul passaram pelo Dia de Campo Copagril – Show do Agronegócio, na Estação Experimental da Cooperativa, em Marechal Cândido Rondon (PR), interessados em buscar conhecimento sobre novas soluções para o agronegócio. O evento encerrou sua programação nesta sexta-feira (12).
O diretor-presidente da Copagril, Eloi Podkowa, exalta que o Dia de Campo é dedicado ao compartilhamento de conhecimento. “Aqui reunimos profissionais de diversos segmentos do agro, além de pesquisadores e professores, que durante três dias proporcionaram aos visitantes a oportunidade de esclarecerem dúvidas e de aprenderem com especialistas em diferentes áreas”, destacou.
Podkowa ainda ressalta que na edição 2024 a estrutura do evento foi ampliada, com espaço maior dedicado à agricultura 5.0, exposição de equipamentos agrícolas, lançamentos de produtos, dinâmicas com drones de pulverização agrícola, e ainda o público pôde conhecer a tecnologia de irrigação artificial, dentre várias outras novidades e inovações tecnológicas.
Cerca de 200 empresas dos ramos de sementes, fertilizantes, defensivos, produtos biológicos e pecuários, além de diversos outros que dão suporte à produção de alimentos no campo, apresentaram as melhores soluções e tendências do mercado agrícola e pecuário. “E ainda tivemos atrações especiais para as crianças, incluindo apresentações de uma equipe de bonecos em diferentes momentos e um espaço com brinquedos. Além disso, a área de inovação ofereceu aos visitantes a oportunidade de conhecerem pesquisas em andamento, explorarem culturas implantadas e identificarem materiais de alto potencial que podem ser aplicados nas lavouras”, enaltece.
Além disso, a programação também contou com palestras nas áreas de grãos, suínos e bovinos de leite no Espaço AgroInova e com o 1° Encontro do Ecossistema de Inovação Iguaçu Valley de Marechal Cândido Rondon. “Certamente quem esteve no Dia de Campo explorou diversas oportunidades e ampliou seus conhecimentos”, frisou Podkowa.

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Coamo encerra ciclo de reuniões com cooperados e reforça diálogo no campo
Cooperativa concluiu 24 encontros regionais para apresentar resultados, cenários do agronegócio, custos de produção e perspectivas do mercado aos associados.

A Coamo concluiu nesta semana o ciclo de 24 Reuniões de Campo realizadas em sua área de atuação. O último encontro ocorreu em Ivaiporã, no Vale do Ivaí, reunindo um grande número de cooperados.
As reuniões fazem parte das ações de educação cooperativista da cooperativa e estão alinhadas ao quinto princípio do cooperativismo, voltado à educação, formação e informação. Durante os encontros, a diretoria apresentou informações sobre os resultados da cooperativa, cenários do mercado agrícola, custos de produção e perspectivas para o setor, além de prestar contas e dialogar com os cooperados.

Segundo o presidente Executivo da Coamo, Airton Galinari, os encontros reforçam o modelo de gestão baseado na proximidade com os cooperados. “As Reuniões de Campo representam a consolidação de um modelo de gestão que faz da proximidade e do relacionamento com confiança um de seus maiores diferenciais. Em cada encontro, fomos ao encontro dos cooperados para prestar contas, mostrar cenários com custos de produção e do mercado agrícola e conversar com eles. Foi, na prática, uma assembleia regional em cada evento”, afirma.
Fundada em novembro de 1970 por 79 agricultores pioneiros, sob a liderança do engenheiro agrônomo José Aroldo Gallassini, a Coamo completa 55 anos de atuação mantendo encontros periódicos entre diretoria, cooperados e funcionários em sua área de ação.
Para o presidente do Conselho de Administração da Coamo e da Credicoamo, José Aroldo Gallassini, a participação dos cooperados nos encontros demonstra a confiança construída ao longo da história da cooperativa. “O cooperado da Coamo e da Credicoamo participa e sabe que encontra informações verdadeiras, mesmo quando o cenário exige cautela diante das oscilações de preços, das adversidades climáticas ou das incertezas geopolíticas”, destaca.
De acordo com a cooperativa, além de apresentar os resultados e investimentos, as reuniões também abordaram a realidade do agronegócio e os desafios enfrentados pelo setor. Conforme Galinari, a iniciativa busca fortalecer a transparência, a credibilidade da gestão e o compromisso da cooperativa com a geração de renda e segurança para os cooperados.
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Colheita do trigo pauta debates entre moinhos, cooperativas e especialistas no Paraná
9º Café Moageiro vai reunir lideranças do setor em Londrina (PR) para discutir perspectivas da safra, mercado, coprodutos da indústria e estratégias para o abastecimento nacional.

A aproximação da colheita do trigo no Paraná deve concentrar as discussões da 9ª edição do Café Moageiro, marcada para o dia 11 de agosto, na Sociedade Rural do Paraná, em Londrina. Promovido pelo Sindicato da Indústria do Trigo do Paraná (Sinditrigo-PR), o encontro reunirá representantes da indústria moageira, cooperativas, entidades do setor e especialistas para analisar o cenário da safra e os principais desafios da cadeia produtiva.

Foto: Divulgação/Sinditrigo-PR
A programação será aberta às 08 horas com a participação da presidente do Sinditrigo-PR, Paloma Venturelli, e do presidente da Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo), Daniel Kümmel, que apresentarão uma avaliação sobre o momento vivido pelo setor.
Na sequência, o analista de mercado da Safras & Mercado, Elcio Bento, fará uma análise das perspectivas da safra brasileira. A apresentação deverá abordar estimativas de produção, área cultivada, expectativa de produtividade, qualidade dos grãos e os possíveis impactos sobre o mercado.
O evento também discutirá alternativas para o aproveitamento de coprodutos da indústria. A pesquisadora da Embrapa Suínos e Aves, Terezinha Bertol, apresentará uma palestra sobre as características, aplicações e diferenças comerciais entre o DDG e o farelo, destacando o potencial desses produtos na alimentação animal.
O encerramento será com um painel dedicado ao papel das cooperativas no desenvolvimento da triticultura. Mediado

Fotos: Jaelson Lucas
pelo gerente de Desenvolvimento Técnico da Ocepar, Flávio Turra, o debate reunirá representantes do cooperativismo para discutir os desafios da produção, o abastecimento de matéria-prima para os moinhos e a articulação entre indústria, cooperativas e poder público para fortalecer a cadeia do trigo e ampliar a segurança alimentar.
Segundo o Sinditrigo-PR, o Café Moageiro busca integrar os diferentes segmentos da cadeia em um período estratégico, quando a proximidade da colheita permite revisar as projeções da safra, avaliar as condições de oferta e discutir fatores que influenciam o abastecimento e a competitividade da indústria moageira.
As inscrições para esta edição já foram encerradas após o preenchimento de todas as vagas disponíveis.
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Governo libera R$ 18,5 bilhões em crédito para setores afetados pelo tarifaço dos EUA
Plano Brasil Soberano 3 amplia acesso a financiamentos para exportadores, incluindo agricultura, pecuária, pesca e cooperativas.

No dia da entrada em vigor do novo tarifaço dos Estados Unidos, o governo federal anunciou um novo pacote de apoio às empresas brasileiras. Batizada de Plano Brasil Soberano 3, a iniciativa prevê R$ 18,5 bilhões em linhas de crédito com juros subsidiados para exportadores e setores considerados estratégicos para a economia nacional.

O programa também pretende beneficiar empresas afetadas por conflitos internacionais. O anúncio coincide com a entrada em vigor da tarifa adicional de 25% aplicada pelo governo dos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros exportados ao mercado norte-americano.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), a medida deve atingir cerca de 15% da pauta exportadora brasileira para os Estados Unidos, o equivalente a US$ 5,8 bilhões em exportações.
No total, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou uma medida provisória (MP) e um projeto de lei de conversão. A nova MP permitirá a ampliação do Plano Brasil Soberano, ao autorizar o uso de recursos do Tesouro Nacional em conjunto com recursos próprios do BNDES para financiar as novas linhas de crédito.
Também nesta quarta, Lula sancionou o Projeto de Lei de Conversão nº 7, originado da Medida Provisória 1.345, de março deste ano, que instituiu as linhas de financiamento do Plano Brasil Soberano.
O Congresso ampliou o escopo do texto para contemplar, além dos exportadores de bens industriais e seus fornecedores, setores considerados estratégicos para o comércio exterior brasileiro.
Recursos disponíveis
Dos R$ 18,5 bilhões anunciados, os recursos serão divididos entre o Tesouro Nacional e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
- R$ 13,5 bilhões do Tesouro Nacional
- R$ 5 bilhões do BNDES
As linhas poderão ser utilizadas para:
- capital de giro
- aquisição de máquinas e equipamentos
- investimentos produtivos;
- inovação tecnológica;
- adaptação de produtos e processos;
- abertura e prospecção de novos mercados.
As taxas de financiamento variam conforme a finalidade do crédito, chegando a 3% ao ano para projetos ligados a minerais críticos e 9,80% ao ano para capital de giro destinado a grandes empresas.
Novos beneficiários
Além das empresas diretamente atingidas pelo tarifaço norte-americano, o programa passa a contemplar exportadores prejudicados por conflitos internacionais, especialmente aqueles com operações no Golfo Pérsico, e amplia o acesso ao crédito para setores estratégicos.
Entre os beneficiários estão:
- agricultura
- pecuária
- florestas plantadas
- pesca e aquicultura
- cooperativas e associações do setor
- mineração
- fertilizantes
- indústria química
- farmacêutica
- setor têxtil
- automotivo
- máquinas e equipamentos
- materiais elétricos e eletrônicos
A legislação também permite que os recursos sejam utilizados para adequações exigidas pelo comércio internacional, como requisitos sanitários, ambientais, de rastreabilidade e conformidade.
Seguro e apoio
Durante o anúncio, o vice-presidente Geraldo Alckmin destacou que o programa vai além da oferta de crédito. “O Brasil Soberano 3, além de garantir crédito para as empresas envolvidas, traz outro benefício, que é o seguro garantia para pequenas empresas”, declarou.
Segundo o governo, o plano de aplicação dos recursos será elaborado pelo BNDES e submetido à aprovação de um conselho interministerial, que definirá as prioridades de financiamento conforme os impactos enfrentados por cada setor.
Setores afetados
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou que os segmentos mais prejudicados pelas tarifas norte-americanas incluem:
- madeira
- móveis
- produtos cerâmicos
- máquinas e equipamentos
- calçados
- açúcar
Ele acrescentou que o programa também pretende atender empresas afetadas por novas medidas protecionistas em estudo pelos Estados Unidos.
“A linha 3 do Brasil Soberano vai acolher não só quem já estava sofrendo pelos conflitos geopolíticos e pelas tarifas já adotadas, como também para as que vierem, como as esperadas para sexta-feira, de trabalho forçado.”
Negociação diplomática

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Apesar do reforço financeiro, o governo informou que continua buscando uma solução negociada para o impasse comercial com os Estados Unidos.
Segundo integrantes da equipe econômica e diplomática, o Brasil manteve diálogo com representantes da Casa Branca até os últimos dias antes da entrada em vigor das novas tarifas, mas as negociações não avançaram. O governo brasileiro avalia que a decisão norte-americana teve motivação política e reafirma que pretende manter aberta a via diplomática.
Na véspera do anúncio do pacote, Alckmin voltou a descartar medidas imediatas de retaliação comercial. “A ideia não é retaliação. Diz que olho por olho pode acontecer de os dois ficarem cegos. A reciprocidade é: nós estamos sendo injustiçados e queremos corrigir isso”, afirmou Alckmin na terça-feira.
Histórico
O Plano Brasil Soberano foi criado em 2025 para apoiar empresas exportadoras diante das primeiras medidas tarifárias adotadas pelos Estados Unidos.
As três etapas do programa somam:
- Agosto de 2025: Brasil Soberano 1: R$ 30 bilhões
- Março de 2026: Brasil Soberano 2: R$ 21 bilhões
- Julho de 2026: Brasil Soberano 3: R$ 18,5 bilhões
Com a nova etapa, o governo amplia os instrumentos de financiamento para empresas exportadoras e setores considerados estratégicos, enquanto busca reduzir os impactos das barreiras comerciais e preservar a competitividade da indústria brasileira no mercado internacional.



