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AGCO inaugura o mais tecnológico Centro de Treinamento do grupo na América do Sul

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A AGCO – fabricante e distribuidora mundial de equipamentos agrícolas – responsável pelas marcas Challenger, Fendt, GSI, Massey Ferguson e Valtra, inaugura seu mais novo Centro de Treinamento AGCO Academy, localizado na cidade de Campinas (SP), projetado para servir como espaço de difusão de conhecimento e capacitação técnica e operacional às redes de concessionárias das marcas Massey Ferguson e Valtra nos países da América do Sul e Central.
 
O complexo construído em uma área de mais de 3 mil m² recebeu  investimentos de R$ 8 milhões para abrigar infraestrutura extremamente moderna em equipamentos e tecnologia industrial, tudo para permitir aos alunos a possibilidade de ter contato com as mais recentes novidades tecnológicas presentes nas linhas de tratores, colheitadeiras, pulverizadores e implementos. 
 
“O aprimoramento das equipes que atuam nas redes de concessionárias das marcas Massey Ferguson e Valtra é um ponto estratégico para avançarmos na prestação de serviços que oferecemos aos nossos clientes. A agricultura avança muito rapidamente para a mecanização e o alto nível das tecnologias embarcadas atualmente nas principais linhas de máquinas e implementos requer dos profissionais cada vez mais preparo e capacitação técnica”, destaca André Carioba, vice presidente sênior e gerente geral da AGCO na América do Sul. 
   
“O interesse maior da AGCO é sempre buscar a qualificação de sua mão de obra a fim de prestar sempre o melhor serviço, além de desenvolver pessoas para que desta forma possamos contribuir com o desenvolvimento do agronegócio a ainda promover realização pessoal para milhares de profissionais que trabalham com nossas marcas em vários países do mundo”, declara.  
 
Segundo Alexandre Landgraf, gerente da AGCO Academy, o novo espaço foi pensado para ser referência na multiplicação de conhecimento sobre as melhores práticas e condutas na utilização das marcas, sendo o foco principal neste momento o atendimento às equipes de vendas, peças originais e assistência técnica pós venda. “A tecnologia da informação tornou-se uma grande aliada na difusão de conteúdos gerados em salas de aula e que agora passam a ser oferecidos para uma gama muito maior de profissionais em cursos presenciais e a distância”. 
 
Para Landgraf, Campinas foi a cidade escolhida para o projeto por conta da infraestrutura oferecida. O Techno Park está estrategicamente localizado, próximo a hotéis, ao aeroporto de Viracopos e no entroncamento das principais rodovias do País, além da proximidade aos campus das melhores universidades do País: Unicamp, Unesp e USP. 
 
Uma das novidades do novo Centro de Treinamento será o estúdio de televisão montando em parceria com o Canal Rural que servirá ao trabalho de ensino a distância. O espaço contará com equipamentos para captação de imagens e transmissão multimídia de última geração, que vão permitir uma difusão rápida e segura dos conteúdos gerados nos laboratórios, e atividades que serão desenvolvidas pelas equipes de instrutores da AGCO. 
 
A estrutura vai acomodar ainda oito salas de aula, laboratórios para promoção de testes de regulagem e checagem dos sistemas e equipamentos das máquinas, informática, eletro hidráulica, além de boxes para simulação de situações práticas de diagnósticos e reparos de máquinas e implementos e um auditório para realização de palestras, workshops e demais atividades de conteúdo teórico.
 
Entre as atrações o novo espaço, uma ‘bancada viva’ permitirá a realização de simulações sobre situações reais de diagnósticos em peças e componentes dos motores AGCO Power. Os alunos terão ainda um trator parcialmente desmontado para demonstrações de danos e reparos sobre as demais partes e componentes das máquinas. A ideia é que as equipes que passarem pelas dinâmicas de treinamento no Centro de Treinamento AGCO Academy estejam capacitadas a identificar e solucionar problemas, pois essa é a realidade de quem está no dia a dia do campo junto ao produtor rural.
O novo espaço está recebendo apoio da Investe São Paulo, a agência de promoção de investimentos do Governo do Estado. O objetivo é fomentar possíveis parcerias entre a empresa e instituições de ensino estaduais, como universidades e as escolas de ensino técnico é tecnológico do Centro Paula Souza. “Percebemos a importância da disseminação do conhecimento produzido pela AGCO Academy e a importância desse know-how para o desenvolvimento do agronegócio no Estado de São Paulo. Para nós, é um grande orgulho saber que o Estado será mais uma vez o ponto inicial de distribuição desse conhecimento para todo o Brasil”, destaca o diretor da agência, Sérgio Costa. Assim como as principais instituições de ensino e pesquisa do Estado, a Investe SP também é vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação. 
 
Sobre o AGCO Academy
A AGCO Academy foi criado para ser o departamento de treinamento oficial das equipes da AGCO, sendo atualmente responsável pela geração de conteúdo e organização dos cursos de capacitação presencial e à distância, abordando conteúdos específicos para as áreas de vendas, setor de peças e serviços. Atualmente as unidades de capacitação do AGCO Academy estão localizadas nas fábricas da AGCO de Santa Rosa (RS), Canoas (RS) e Ribeirão Preto (SP). 
 
Sobre a AGCO 
AGCO (NYSE: AGCO) é uma das líderes mundiais focada na concepção, fabricação e distribuição de máquinas agrícolas. Para apoiar a maior produtividade no campo a AGCO oferece uma linha completa de produtos que inclui tratores, colheitadeiras, equipamentos para fenação e forragem, pulverizadores, equipamentos para preparo de solo, implementos, peças de reposição e sistemas de armazenagem de grãos e produção de proteína.  Seus produtos são vendidos por meio das cinco marcas Challenger ®, Fendt®, GSI®, Massey Ferguson® e Valtra® e distribuídos globalmente por uma rede de 3.100 concessionárias e distribuidores independentes, em mais 140 países

Fonte: Ass. Imprensa da AGCO

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Abertura de 525 mercados para o agro gera oportunidade histórica ou risco de expansão sem margem?

Diversificação de destinos pode gerar até US$ 375 bilhões em exportações, mas exige gestão de custos e precificação para garantir rentabilidade.

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Fotos: Claudio Neves

A abertura de 525 novos mercados internacionais para o agronegócio brasileiro, com potencial estimado de até US$ 375 bilhões por ano em exportações, consolida o país como um dos principais fornecedores globais de alimentos e reforça sua relevância estratégica no comércio internacional. Do ponto de vista institucional e geopolítico, trata-se de um avanço inegável. Do ponto de vista empresarial, no entanto, o aumento do acesso não pode ser confundido com geração automática de valor econômico.

A experiência mostra que expansão de mercado, quando não acompanhada por gestão rigorosa de custos e precificação adequada, tende a pressionar margens e aumentar a exposição financeira das empresas.

Exportar implica estruturas logísticas mais complexas, exigências sanitárias específicas, custos regulatórios adicionais, riscos cambiais, prazos de recebimento mais longos e maior dependência de capital de giro. Esses fatores alteram substancialmente o custo total da operação e não podem ser tratados como extensões do mercado doméstico.

Um dos erros mais recorrentes nas estratégias de internacionalização do agro é a ausência de segregação clara entre custos locais e custos de exportação. Quando a empresa utiliza uma estrutura de custos média para formar preços em diferentes mercados, acaba diluindo despesas específicas de cada canal e comprometendo a leitura real da rentabilidade por contrato, por produto e por país. O resultado é a celebração de volumes crescentes de vendas acompanhada por deterioração gradual das margens operacionais, muitas vezes percebida apenas quando o caixa

Foto: Divulgação

começa a ficar mais pressionado.

Outro ponto crítico é a formação de preços em ambientes de maior volatilidade. Oscilações cambiais, variações nos custos de frete internacional, alterações em tarifas e mudanças nos prazos de pagamento impactam diretamente a margem final, especialmente em contratos de médio e longo prazo. Sem mecanismos de proteção financeira e sem modelos de precificação que incorporem cenários de risco, a empresa transfere parte significativa da incerteza para dentro do próprio resultado.

Também é preciso considerar o efeito financeiro do crescimento acelerado. A ampliação das exportações exige maior investimento em estoques, transporte, certificações e estrutura comercial, elevando a necessidade de capital de giro. Em um ambiente de juros estruturalmente mais altos, esse custo financeiro passa a ser componente relevante da margem e precisa ser tratado como parte integrante da estratégia de preço, não como despesa posterior absorvida pelo resultado.

Nesse contexto, cresce a importância da análise de margem real, e não apenas do faturamento ou da participação em novos mercados. Empresas que operam com foco exclusivo em volume tendem a mascarar ineficiências operacionais e decisões comerciais mal calibradas, sustentadas temporariamente por crescimento de receita, mas estruturalmente frágeis do ponto de vista financeiro. Crescer sem margem é, na prática, uma forma de destruição de valor em escala ampliada.

Para que a abertura de mercados se traduza em resultado sustentável, é indispensável avançar em três frentes: modelos de custeio mais precisos, que permitam identificar com clareza a rentabilidade por mercado e por canal; políticas de precificação que considerem riscos financeiros, fiscais e logísticos específicos de cada operação; e integração efetiva entre áreas comercial, financeira e operacional na tomada de decisão. Sem essa visão sistêmica, a empresa passa a competir apenas por preço, abrindo mão de margem para ganhar contratos que não se sustentam no médio prazo.

Foto: Divulgação/Porto de Santos

O ano de 2026 tende a ser decisivo nesse processo. A ampliação do acesso a mercados cria oportunidades relevantes, mas também eleva o grau de exigência na gestão. Empresas que dominarem seus custos, entenderem sua estrutura de margem e tomarem decisões baseadas em dados terão condições de transformar expansão em rentabilidade. As demais correm o risco de crescer em complexidade, exposição financeira e dependência de crédito, sem a correspondente geração de valor econômico.

A abertura de 525 mercados é, sem dúvida, uma conquista estratégica para o país. Para as empresas do agro, porém, o verdadeiro diferencial competitivo não estará apenas na capacidade de vender mais, mas na competência de vender com margem, previsibilidade e sustentabilidade financeira. Em um cenário global cada vez mais competitivo, não será o tamanho da operação que definirá a perenidade dos negócios, mas a qualidade das decisões econômicas que sustentam essa expansão.

Fonte: Artigo escrito por Fabiano Coelho, PhD em Ciências Contábeis.
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Exportações agropecuárias ganham alternativa para evitar gargalos no Golfo Pérsico

Exigência sanitária turca levou à criação de certificado específico para cargas em trânsito, permitindo passagem e armazenagem temporária de produtos de origem animal sem interrupção do fluxo ao Oriente Médio e à Ásia Central, mesmo com as restrições no Estreito de Ormuz.

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Foto: Claudio Neves

O Brasil garantiu a continuidade de uma rota alternativa via Turquia para o envio de exportações agropecuárias, diante das restrições no Estreito de Ormuz. A solução foi negociada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Com isso, a estrutura portuária turca segue como opção importante para cargas brasileiras com destino ao Oriente Médio e à Ásia Central, permitindo que as mercadorias sigam viagem sem a necessidade de passar pelo Golfo Pérsico.

Foto: Vosmar Rosa/MPOR

Essa rota já era utilizada por exportadores brasileiros. No entanto, a Turquia passou a exigir novas regras sanitárias para produtos sujeitos ao controle veterinário oficial, como os de origem animal. Para evitar prejuízos ao fluxo das exportações, foi negociado o Certificado Veterinário Sanitário para Produtos Sujeitos a Controles Veterinários em Trânsito Direto pela República da Turquia ou para Armazenamento Temporário com Destino à Expedição para outro País/Navio.

Na prática, o documento permite que mercadorias brasileiras, especialmente produtos de origem animal, atravessem o território turco ou fiquem armazenadas temporariamente no país antes de seguirem para o destino final.

A medida confere mais segurança e previsibilidade aos exportadores brasileiros em um momento de instabilidade nas rotas internacionais e reforça a atuação do Mapa para manter o comércio agropecuário brasileiro em funcionamento.

Fonte: Assessoria Mapa
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Frimesa abre escritório em São Paulo e projeta faturamento de R$ 15 bilhões até 2032

Nova base comercial busca elevar participação no estado de 2,5% para 4,5%, apoiada na planta de Assis Chateaubriand (PR) com capacidade de 23 mil suínos por dia e em reestruturação de gestão integrada.

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Presidente executivo da Frimesa, Elias José Zydek: "Nossa força vem de um modelo de negócio resiliente, que conta com a união de cinco cooperativas filiadas e milhares de produtores para garantir uma cadeia integrada e rastreável" - Foto: Divulgação/Frimesa

A Frimesa, uma das maiores empresas brasileiras do setor de proteína animal, anunciou na terça-feira (24) a inauguração oficialmente de seu escritório comercial corporativo na capital paulista. Com essa movimentação e o avanço na operação da planta industrial de Assis Chateaubriand (PR), a maior da América Latina, a central de cooperativas projeta dobrar seu faturamento, alcançando a marca de R$ 15 bilhões até 2032.

O movimento estratégico de inserir a marca no maior mercado consumidor do país visa elevar a participação das vendas no estado de São Paulo de 2,5% para 4,5% até 2030. A expansão é sustentada por uma reestruturação de gestão focada em agilidade de mercado, integrando as divisões de Operações, Administrativa Financeira e Comercial para suportar o aumento da capacidade produtiva, que deve chegar a 23 mil suínos industrializados por dia.

Para o presidente executivo da Frimesa, Elias José Zydek, o sucesso da expansão está diretamente relacionado a intercooperação. “Nossa força vem de um modelo de negócio resiliente, que conta com a união de cinco cooperativas filiadas e milhares de produtores para garantir uma cadeia integrada e rastreável. Chegamos a São Paulo impulsionados pelo motor de Assis Chateaubriand, o que nos permite trazer para o Sudeste e todo o país a segurança de um produto com qualidade e excelência desde o campo”, afirma.

À frente da execução comercial, o superintendente comercial Rodrigo Fossalussa destaca que o novo escritório em

Superintendente comercial da Frimesa, Rodrigo Fossalussa: “São Paulo é o coração do consumo no Brasil” – Foto: Divulgação/Frimesa

São Paulo funcionará como um hub de inteligência de dados. “São Paulo é o coração do consumo no Brasil. Nossa presença aqui nos permite ouvir o varejo em tempo real, agilizar a logística e garantir que o nosso portfólio ocupe um lugar de destaque nas gôndolas paulistanas”, explica Fossalussa.

Rebranding e conexão com o consumidor

Junto à expansão da presença física, a Frimesa apresenta um rebranding que reflete sua evolução para uma marca mais moderna e sustentável. De acordo com Eduardo Rizzo, gerente de marketing da Frimesa, o objetivo é comunicar essa modernidade e traduzir os valores da Frimesa à mesa do consumidor. “Acreditamos na humanização da nossa cadeia de produção. O nosso novo posicionamento, tal como toda a comunicação, reforça que somos um ecossistema vivo, focado em inovação e na entrega de produtos que combinam tradição, segurança e qualidade com a praticidade exigida pelo consumidor atual, que hoje é o foco da Frimesa”, destaca.

Foto: Divulgação/Frimesa

Sobre a Frimesa 

A Frimesa é uma central de cooperativas especialista e referência em carne suína e derivados de leite provenientes de famílias associadas às suas cinco filiadas: Copagril, Lar, Copacol, C.Vale e Primato.

Com quase 50 anos de mercado, é a 4ª maior empresa de abate e processamento de suínos do Brasil, com um portfólio de mais de 560 produtos e mais de 48 mil clientes, entre supermercados, atacarejo, atacado, food service, distribuidores e indústria de alimentos.

A Frimesa encerrou 2025 com um faturamento bruto de R$7 bilhões, dos quais 26% correspondem ao comércio externo em 4 continentes e 74% à comercialização de produtos no mercado interno. Um crescimento de 7% sobre 2024.

A operação conta com 6 unidades industriais, 15 centros de distribuição, 41 mil posições de armazenamento, 410 transportadoras e quase 13 mil colaboradores dedicados em nutrir pessoas com comida de verdade.

 

Fonte: Assessoria Frimesa
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