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Avicultura

Adsorvente melhora desempenho de frangos desafiados com aflatoxina e fumonisina

Adsorventes de amplo espectro ganham cada vez mais espaço, seja pela sua eficiência frente a mais de uma micotoxina (ao mesmo tempo), bem como pela sua praticidade.

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Foto: Shutterstock

A avicultura está entre as atividades mais relevantes do agronegócio brasileiro. O constante progresso na atividade é resultado de significativas melhorias em genética, nutrição, manejo e sanidade, ambos fundamentais para que as aves expressem o seu máximo potencial produtivo.

Dada a importância da atividade, este setor é alvo de expressiva quantidade de pesquisas científicas, nas quais, dentre diversos fatores observados, têm-se, cada vez mais, a constatação do grau de prejuízos causados pelas micotoxinas na saúde e no desempenho produtivo das aves.

Recentemente, mais de 500 micotoxinas foram relatadas como potencialmente toxigênicas em alimentos e rações, todas com forte impacto econômico e sanitário, podendo levar à morte, dentre as quais aflatoxina, zearalenona, fumonisina, desoxinivalenol e ocratoxina são as mais comumente encontradas.

Na produção avícola, aflatoxinas e fumonisinas destacam-se como sendo duas das principais micotoxinas que comprometem o desempenho e saúde dos animais.

Aflatoxinas: devido a sua rápida absorção no intestino delgado das aves, é altamente tóxica. Dentre as principais consequências da aflatoxicose, destacam-se: Diminuição no consumo de ração, queda no ganho de peso, piora na conversão alimentar, hemorragia, má absorção de nutrientes (que se manifesta como partículas de ração mal digeridas na excreta das aves), esteatorreia (excesso de gordura nas fezes, o que prejudica a eficiência de conversão alimentar e, consequentemente, aumenta o custo da produção, além de afetar diretamente a digestão e absorção de gorduras), palidez das mucosas, pernas e patas (o que parece ser resultado da menor absorção, diminuição no transporte e deposição tecidual dos carotenóides da dieta), imunossupressão (maior suscetibilidade a desafios (ambientais e/ou sanitários)), desuniformidade dos lotes e mortalidade.

Fumonisinas: grupo de micotoxinas de baixo peso molecular altamente tóxicas, que têm sido amplamente encontradas como contaminantes em todo o mundo. Dentre as principais consequências da contaminação por fumonisina, figuram: Queda no consumo de ração e ganho de peso, piora na conversão alimentar, aumento no peso dos rins, fígado e concentração de hemoglobina, necrose hepática, diarreia, aumento da permeabilidade intestinal, piora na resposta vacinal, redução da superfície de absorção intestinal, letargia, queda na síntese de proteínas, imunossupressão (maior suscetibilidade a desafios ambientais e/ou sanitários), desuniformidade dos lotes e mortalidade.

Frente a dimensão das perdas causadas pelas micotoxinas à produção animal, o desenvolvimento de técnicas e estratégias de gestão de riscos, que minimizem os efeitos deletérios e impactos sobre os índices zootécnicos e sanitários é essencial.

Diferentes abordagens, incluindo métodos químicos, físicos e biológicos, têm sido adotadas na descontaminação de rações para aves. Dentre estes, a eficácia de adsorventes, com uma ampla variação de composição, tem sido amplamente estudada.

É importante ressaltar que, na maioria dos casos de contaminação, os prejuízos são potencializados porque as rações são contaminadas, simultaneamente, por duas ou mais micotoxinas, originando feitos aditivos ou sinérgicos, o que significa que a toxicidade geral não é apenas a soma, mas o múltiplo das toxicidades individuais das micotoxinas, impactando diretamente em prejuízos significativos, conforme exemplificado na Figura 1.

Figura 1. Efeitos sinérgicos e/ou aditivos das principais micotoxinas na saúde dos animais.

Assim, os adsorventes de micotoxinas compostos por mais de um princípio ativo, conhecidos como “adsorventes de amplo espectro” ganham cada vez mais espaço, seja pela sua eficiência frente a mais de uma micotoxina (ao mesmo tempo), bem como pela sua praticidade.

Em recente pesquisa realizada em 2022, no Instituto de Soluções Analíticas, Microbiológicas e Tecnológicas, Rio Grande do Sul, Brasil, mais uma comprovação da eficiência de um adsorvente de micotoxinas de amplo espectro foi realizada. O adsorvente foi adicionado na inclusão de 0,25% ante um desafio composto pela adição de 1,0 ppm de aflatoxinas + 50,0 ppm de fumonisinas à dieta de frangos de corte (1 – 42 dias de idade).

Durante 42 dias foram avaliados 540 frangos de corte, da linhagem Cobb 500, distribuídos em 3 tratamentos de 6 repetições com 30 aves em cada repetição. Os tratamentos foram estabelecidos conforme a Tabela 2.

Tabela 2. Descrição dos tratamentos com os níveis de inclusão das micotoxinas e do adsorvente empregado.

Desafio

As aflatoxinas (B1, B2, G1 e G2) foram obtidas a partir do cultivo de uma cepa toxígena de Aspergillus parasiticus e, as fumonisinas (B1 e B2) foram obtidas a partir do cultivo de uma cepa toxígena de Fusarium moniliforme.

O produto utilizado é composto por uma equilibrada combinação de β-glucanos fosforilados ativos (extraídos da parede celular da levedura Saccharomyces cerevisiae), bentonita policatiônica, carvão vegetal ativado, molécula orgânica, selênio orgânico e extrato cardo mariano (Silimarina). Cada um destes princípios ativos foi rigorosamente escolhido para adsorver as principais micotoxinas encontradas a campo, além de oferecer proteção contra os mais significativos danos, conforme exposto a seguir:

Os seguintes parâmetros foram observados ou calculados: Consumo de ração, peso vivo, ganho de peso diário, conversão alimentar, índice de eficiência produtiva e peso relativo de fígado.

Resultados

As aves que foram desafiadas com as micotoxinas e receberam o adsorvente na dieta demonstraram maior resistência aos efeitos adversos das micotoxinas, o que pode ser comprovado pelos maiores peso vivo, ganho de peso diário, consumo de ração, índice de eficiência produtiva e melhor conversão alimentar, quando comparado ao grupo desafiado, sem a inclusão do adsorvente.

Além disso, o peso relativo do fígado aumentou significativamente no grupo de animais desafiados, sem a adição do adsorvente. Sabe-se que as micotoxinas afetam de forma significativa este órgão, ocasionando danos expressivos ao desempenho e saúde dos animais. A adição do adsorvente mitigou estes danos, sendo aqui representado pela diminuição no peso do órgão.

Além dos efeitos sinérgicos dos princípios ativos que compõem o adsorvente, em relação a adsorção das micotoxinas, a presença de silimarina e selênio orgânico, provavelmente, são corresponsáveis pelo eficiente resultado produtivo e pela diminuição no peso do fígado.

Inúmeros estudos demonstram a função protetora exercida pela silimarina no fígado. Tal mecanismo de proteção se dá pela maior preservação na estrutura e função dos hepatócitos (células que compõe o fígado), eliminação de radicais livres, ativação de genes antioxidantes, restauração de tecidos danificados e estímulo à síntese de proteínas, o que pode favorecer o maior ganho de peso das aves, conforme observado neste estudo.

Pesquisas recentes comprovaram que a adição de substâncias antioxidantes na dieta das aves tem impacto positivo em parâmetros de saúde e desempenho dos animais, dentre elas, o selênio.

Este mineral, além de ser fundamental ao sistema antioxidante, possui propriedades anti-inflamatórias e quimioprotetoras, melhorando a resposta imunológica e contribuindo para o aumento da resistência às infecções.

O gerenciamento e controle das micotoxinas no cenário avícola exige uma série de ações coordenadas. Dentre elas, o conhecimento acerca da crescente ocorrência de mais de uma toxina, ao mesmo tempo, é fundamental na tomada decisão sobre qual adsorvente

se faz mais adequado no combate ao desafio enfrentado pelos animais.

Os dados do presente estudo reforçam a eficiência do adsorvente testado em combater os principais danos causados por duas das principais micotoxinas mais desafiadoras à avicultura.

As referências bibliográficas estão com a autora. Contato: catarina.leao@yes.ind.br.

Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo no setor avícola acesse gratuitamente a edição digital Avicultura – Corte & Postura.

Fonte: Por Verônica Lisboa, gerente de produtos na Yes

Avicultura

Simpósio Brasil Sul de Avicultura debate papel estratégico do bem-estar animal

Especialista aponta relação com sustentabilidade, reputação das empresas e resultados econômicos.

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Foto: Suellen Santin

A relação entre bem-estar animal, sustentabilidade e competitividade da cadeia produtiva estarão em debate durante o 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA). Promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet), o tema Por que o bem-estar é crucial para a sustentabilidade? será apresentado pelo professor Celso Funcia Lemme, durante o Bloco Conexões que Sustentam o Futuro, na quarta-feira, 8 de abril, às 17h30, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC).

Doutor em Administração, com concentração em Finanças, Celso é mestre em Engenharia de Produção, com foco em Avaliação de Investimentos, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). É graduado em Administração pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e em Estatística pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Atua como professor do Instituto COPPEAD de Administração da UFRJ desde 1999, nas áreas de finanças e sustentabilidade corporativa, desenvolvendo projetos de pesquisa relacionados a finanças sustentáveis, avaliação de empresas e sustentabilidade corporativa.

Professor Celso Funcia Lemme

Ao longo de sua trajetória, prestou serviços como professor, palestrante e consultor para empresas e instituições de diversos setores, entre eles alimentos, energia, construção civil, mineração, logística, saúde, telecomunicações e papel e celulose. Também atuou como gerente geral de Planejamento e Análise Financeira da Aracruz Celulose (atualmente Suzano) e trabalhou na Souza Cruz (British American Tobacco Brasil) na área de análise de investimentos e planejamento de suprimentos. Além disso, participa como presidente e membro de conselhos consultivos de organizações nacionais e internacionais, contribuindo para o desenvolvimento de estratégias voltadas à sustentabilidade e governança corporativa.

O palestrante destaca que a proposta é promover uma reflexão ampla sobre a conexão entre bem-estar animal e sustentabilidade dentro da cadeia produtiva. Segundo Celso, o bem-estar animal está fundamentado em ciência aplicada e deve ser compreendido como um fator estratégico, capaz de impulsionar não apenas melhorias ambientais, mas também avanços sociais e resultados econômicos mais consistentes.

“Nesse contexto, ressalto que práticas voltadas ao bem-estar contribuem para a valorização dos profissionais do campo, fortalecendo o papel dos produtores e das equipes envolvidas na produção. Além disso, chamo a atenção para a importância de uma visão estratégica diante das transformações do setor. É fundamental considerar os riscos da estagnação e da ausência de inovação, que podem comprometer a competitividade frente a outras regiões e mercados mais dinâmicos”, comenta.

Celso também enfatiza que a integração entre bem-estar animal e sustentabilidade corporativa está diretamente relacionada à reputação das empresas e à valorização das marcas. Esse movimento acompanha, ainda, as mudanças geracionais, com consumidores cada vez mais atentos a valores como responsabilidade ambiental, ética e transparência. “Diante desse cenário, defendo a construção de sistemas produtivos mais eficientes e equilibrados, capazes de gerar melhores resultados para os produtores, oferecer produtos de maior qualidade aos consumidores, ampliar oportunidades no mercado de trabalho e contribuir, de forma mais ampla, para o desenvolvimento sustentável da sociedade”, salienta.

Para a presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin, discutir sustentabilidade é essencial para acompanhar as transformações do setor. “A avicultura vive um momento de evolução constante, em que eficiência produtiva, responsabilidade ambiental e bem-estar animal precisam caminhar juntos. O Simpósio busca promover esse debate e trazer especialistas que contribuam para ampliar a visão estratégica da cadeia produtiva”, destaca.

A presidente da comissão científica do SBSA, Daiane Albuquerque, ressalta que o bloco Conexões que Sustentam o Futuro foi estruturado justamente para ampliar a discussão sobre os desafios contemporâneos da produção animal. “O bem-estar animal está diretamente relacionado à sustentabilidade e à credibilidade do setor perante a sociedade e os mercados. Trazer especialistas que abordem esse tema sob uma perspectiva estratégica e de gestão é fundamental para fortalecer o futuro da avicultura”, afirma.

O 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura será realizado entre 7 a 9 de abril de 2026 e é considerado um dos principais eventos técnicos da avicultura latino-americana. Paralelamente ao Simpósio ocorre a 17ª Brasil Sul Poultry Fair, feira que reúne empresas nacionais e multinacionais ligadas à cadeia produtiva avícola.

Para acompanhar a palestra e os demais conteúdos da programação científica é necessária inscrição no evento. O segundo lote segue disponível até o dia 26 de março, com investimento de R$ 750,00 para profissionais e R$ 450,00 para estudantes. O acesso à 17ª Brasil Sul Poultry Fair custa R$ 100,00. As inscrições podem ser realizadas no site, acesse clicando aqui.

Programação geral

26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura  

17ª Brasil Sul Poultry Fair

Dia 07/04 – Terça-feira

13h30 – Abertura da Programação

13h40 – Painel Gestão de Pessoas

Capital humano em crise: o futuro da mão de obra na avicultura.

Palestrantes:

Delair Bolis

Joanita Maestri Karoleski

Vilto Meurer

Luciana Dalmagro – Coordenadora da mesa redonda

15h40 – Intervalo

16h – Commodities em foco: superando barreiras logísticas e incertezas do futuro.

Palestrante: Arene Trevisan

(15 minutos de debate)

17h- Solenidade de Abertura Oficial

17h40 – Palestra de abertura: Cenários Globais 2026

Palestrante: Heni Ozi Cukier – HOC

19h15 – Coquetel de Abertura na 16ª Brasil Sul Poultry Fair

Dia 08/04 – Quarta-feira

Bloco Abatedouro

8h – Velocidade de processamento e qualidade do abate.

Palestrante: Darwen de Araujo Rosa

(15 minutos de debate)

9h – Comparativo microbiológico entre países no contexto da ciência da segurança alimentar.

Palestrante: Dianna V. Bourassa

(15 minutos de debate)

10h – Intervalo

Bloco Nutrição

10h30 – Granulometria e seu impacto no trato digestivo.

Palestrante: Wilmer Pacheco

(15 minutos de debate)

11h30 – Níveis de Ca e P nas dietas modernas do frango de corte.

Palestrantes: Roselina Angel

(15 minutos de debate)

12h30 – Intervalo almoço

Eventos Paralelos

Painel Manejo

14h00 – Manejo do Frango de Corte Moderno

Palestrantes:

Lucas Schneider

Rodrigo Tedesco Guimarães

16h – Intervalo

Bloco Conexões que Sustentam o Futuro

  16h30 – Do conhecimento à ação: como transformar orientações em resultados na avicultura.

Palestrante: Kali Simioni e João Nelson Tolfo

(15 minutos de debate)

17h30 – Porque bem-estar é crucial para a sustentabilidade?

Palestrante: Prof. Celso Funcia Lemme

(15 minutos de debate)

18h30 – Eventos Paralelos

19h30 – Happy Hour na 18ª Brasil Sul Poultry Fair

Dia 09/04 – Quinta-feira

Bloco Sanidade

8h – Tríade do diagnóstico de Laringotraqueíte infecciosas – enfoque nos diferentes métodos de diagnóstico das doenças respiratórias

Palestrante: Prof. Renata Assis Casagrande

(15 minutos de debate)

9h – Micotoxinas: a ameaça silenciosa à saúde intestinal das aves.

Palestrante: Dr. Ricardo Rauber

(15 minutos de debate)

10h – Intervalo

10h30 – Gumboro em foco: avanços recentes e novas fronteiras no controle da doença.

Palestrante: Gonzalo Tomás

(15 minutos de debate)

11h30 – Influenza aviária – plano de contingência em caso real.

Palestrante: Taís Barnasque

(15 minutos de debate)

Sorteios de brindes.

Fonte: Assessoria Nucleovet
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Avicultura

Conflito no Oriente Médio acende alerta para exportações de frango do Brasil

Possíveis entraves logísticos e maior oferta interna podem conter preços no mercado doméstico.

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Foto: Shutterstock

O cenário para a avicultura brasileira indica aumento das incertezas nos próximos meses, com impactos que envolvem exportações, custos de produção e formação de preços no mercado interno.

Um dos principais pontos de atenção é o Oriente Médio, responsável por cerca de 30% das exportações brasileiras de carne de frango. O conflito geopolítico na região pode afetar diretamente o setor, especialmente em caso de bloqueios no Estreito de Ormuz. Nessa situação, cargas podem precisar ser redirecionadas, o que tende a elevar custos logísticos e aumentar o tempo de entrega. Alternativas por vias terrestres também são mais caras e complexas, podendo limitar o fluxo de exportações para alguns mercados.

Foto: Jonathan Campos/AEN

No mercado interno, existe espaço teórico para valorização da carne de frango frente a outras proteínas. No entanto, a incerteza sobre o ritmo das exportações atua como um freio. Caso haja dificuldade no escoamento externo, a maior oferta no mercado doméstico pode conter altas de preços.

Os custos de produção também estão no radar. O agravamento do conflito tem pressionado os preços da energia, com reflexos mais amplos na economia. Nesse contexto, milho e soja registram elevação de preços, mesmo com fundamentos de oferta e demanda relativamente estáveis, refletindo mais expectativas do mercado do que mudanças estruturais.

Com isso, o espaço para redução nos custos de ração se torna mais limitado. Soma-se a esse cenário a indefinição sobre a safrinha, que mantém o mercado atento nos próximos meses, apesar da expectativa inicial de boa produção.

De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, a combinação de incertezas externas, pressão de custos e limitações no ajuste de preços tende a deixar as margens da avicultura mais sensíveis ao longo do ano.

Fonte: O Presente Rural com Consultoria Agro Itaú BBA
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Avicultura

SBSA debate como transformar conhecimento técnico em resultados na avicultura

Especialistas discutem gestão, eficiência e aplicação prática durante evento em Chapecó.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A conexão entre conhecimento técnico, gestão e resultados práticos na produção avícola será discutida durante o 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA). O tema Do conhecimento à ação: como transformar orientações em resultados na avicultura será apresentado pelos especialistas Kali Simioni e João Nelson Tolfo, na quarta-feira, 08 de abril, às 16h30, durante o Bloco Conexões que Sustentam o Futuro, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC).

João Nelson Tolfo é médico-veterinário, mestre em Produção Animal e possui MBA Executivo em Liderança e Gestão do Agronegócio. Com mais de 18 anos de atuação na avicultura industrial brasileira, construiu sua trajetória profissional em empresas como BRF e Seara Alimentos, onde atuou como extensionista, supervisor, especialista agropecuário e gerente agropecuário.

Kali Simioni é engenheira agrônoma e mestre pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)

Ao longo de sua carreira, prestou consultoria técnica a mais de 30 plantas industriais, desenvolvendo atividades relacionadas à gestão agropecuária, ambiência, manejo de frangos de corte, elaboração de padrões técnicos, condução de testes zootécnicos e formação de equipes técnicas em extensão rural. Atualmente é empreendedor e sócio-proprietário da Granjas Pampeano, no Rio Grande do Sul, onde atua no desenvolvimento de projetos avícolas voltados à eficiência produtiva, sustentabilidade e excelência operacional.

Kali Simioni é engenheira agrônoma e mestre pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). Atua há 22 anos no setor agroindustrial, com experiência nas áreas de extensão rural, gestão e performance agroindustrial na produção de frangos, suínos, perus, postura comercial, matrizes e avós.

Atualmente dedica-se ao aperfeiçoamento dos sistemas de produção, com foco no desenvolvimento das pessoas que atuam na cadeia produtiva, buscando alavancar ganhos em eficiência, produtividade, qualidade, bem-estar animal, competitividade e sustentabilidade agropecuária, além de contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos profissionais do agronegócio.

A palestra abordará os desafios de transformar informações técnicas e orientações produtivas em resultados concretos no campo, considerando fatores como gestão de equipes, eficiência operacional, aplicação de tecnologias e aprimoramento contínuo dos sistemas de produção. O tema destaca a importância de alinhar conhecimento científico, experiência prática e capacitação de profissionais para garantir competitividade e sustentabilidade na avicultura moderna.

João Nelson Tolfo é médico-veterinário, mestre em Produção Animal e possui MBA Executivo em Liderança e Gestão do Agronegócio

De acordo com a presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin, o Simpósio busca promover discussões que conectem ciência e prática. “O SBSA tem como proposta reunir especialistas que compartilhem experiências aplicáveis à realidade da produção. Discutir como transformar conhecimento em resultados é fundamental para fortalecer a cadeia produtiva e apoiar profissionais que atuam diretamente no campo”, destaca.

A presidente da comissão científica do SBSA, Daiane Albuquerque, ressalta que o bloco Conexões que Sustentam o Futuro foi estruturado para ampliar a visão estratégica do setor. “A produção avícola evolui rapidamente e exige cada vez mais integração entre conhecimento técnico, gestão e desenvolvimento de pessoas. Trazer especialistas com experiência prática na indústria contribui para que os participantes compreendam como aplicar as orientações técnicas de forma eficiente e sustentável”, afirma.

O 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura será realizado entre 7 a 9 de abril de 2026 e é considerado um dos principais eventos técnicos da avicultura latino-americana. Paralelamente ao Simpósio ocorre a 17ª Brasil Sul Poultry Fair, feira que reúne empresas nacionais e multinacionais ligadas à cadeia produtiva avícola.

Para acompanhar a palestra e os demais conteúdos da programação científica é necessária inscrição no evento. O segundo lote segue disponível até o dia 26 de março, com investimento de R$ 750,00 para profissionais e R$ 450,00 para estudantes. O acesso à 17ª Brasil Sul Poultry Fair custa R$ 100,00. As inscrições podem ser realizadas no site, acesse clicando aqui.

Programação geral

26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura  

17ª Brasil Sul Poultry Fair

Dia 07/04 – Terça-feira

13h30 – Abertura da Programação

13h40 – Painel Gestão de Pessoas

Capital humano em crise: o futuro da mão de obra na avicultura.

Palestrantes:

Delair Bolis

Joanita Maestri Karoleski

Vilto Meurer

Luciana Dalmagro – Coordenadora da mesa redonda

15h40 – Intervalo

16h – Commodities em foco: superando barreiras logísticas e incertezas do futuro.

Palestrante: Arene Trevisan

(15 minutos de debate)

17h- Solenidade de Abertura Oficial

17h40 – Palestra de abertura: Cenários Globais 2026

Palestrante: Heni Ozi Cukier – HOC

19h15 – Coquetel de Abertura na 16ª Brasil Sul Poultry Fair

Dia 08/04 – Quarta-feira

Bloco Abatedouro

8h – Velocidade de processamento e qualidade do abate.

Palestrante: Darwen de Araujo Rosa

(15 minutos de debate)

9h – Comparativo microbiológico entre países no contexto da ciência da segurança alimentar.

Palestrante: Dianna V. Bourassa

(15 minutos de debate)

10h – Intervalo

Bloco Nutrição

10h30 – Granulometria e seu impacto no trato digestivo.

Palestrante: Wilmer Pacheco

(15 minutos de debate)

11h30 – Níveis de Ca e P nas dietas modernas do frango de corte.

Palestrantes: Roselina Angel

(15 minutos de debate)

12h30 – Intervalo almoço

Eventos Paralelos

Painel Manejo

14h00 – Manejo do Frango de Corte Moderno

Palestrantes:

Lucas Schneider

Rodrigo Tedesco Guimarães

16h – Intervalo

Bloco Conexões que Sustentam o Futuro

  16h30 – Do conhecimento à ação: como transformar orientações em resultados na avicultura.

Palestrante: Kali Simioni e João Nelson Tolfo

(15 minutos de debate)

17h30 – Porque bem-estar é crucial para a sustentabilidade?

Palestrante: Prof. Celso Funcia Lemme

(15 minutos de debate)

18h30 – Eventos Paralelos

19h30 – Happy Hour na 18ª Brasil Sul Poultry Fair

Dia 09/04 – Quinta-feira

Bloco Sanidade

8h – Tríade do diagnóstico de Laringotraqueíte infecciosas – enfoque nos diferentes métodos de diagnóstico das doenças respiratórias

Palestrante: Prof. Renata Assis Casagrande

(15 minutos de debate)

9h – Micotoxinas: a ameaça silenciosa à saúde intestinal das aves.

Palestrante: Dr. Ricardo Rauber

(15 minutos de debate)

10h – Intervalo

10h30 – Gumboro em foco: avanços recentes e novas fronteiras no controle da doença.

Palestrante: Gonzalo Tomás

(15 minutos de debate)

11h30 – Influenza aviária – plano de contingência em caso real.

Palestrante: Taís Barnasque

(15 minutos de debate)

Sorteios de brindes.

Fonte: Assessoria Nucleovet
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