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Adriano Borghetti assume presidência da FecoAgro/RS
Dirigente assume para o triênio 2026–2029 após atuar como vice na gestão anterior.

A Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS) elegeu, por aclamação, em assembleia realizada em Cruz Alta (RS), Adriano José Borghetti como presidente para o triênio 2026–2029. O dirigente assume o cargo em substituição a Paulo Pires, que esteve à frente da entidade por quatro mandatos consecutivos e passa a ocupar a vice-presidência.
A escolha de Borghetti ocorre após participação na atual gestão, na qual atuou como vice-presidente no período 2023–2026. A nova composição mantém continuidade administrativa na entidade, que representa cooperativas agropecuárias no Rio Grande do Sul.
Ao assumir, ele destacou o papel estratégico da federação na articulação institucional e na defesa dos interesses do agro. “Assumimos essa responsabilidade com o propósito de representar, de forma ainda mais próxima, às necessidades das cooperativas e dos produtores. O cooperativismo agropecuário gaúcho tem força, tem história e a FecoAgro/RS é um ponto de convergência do nosso segmento”, diz o novo dirigente.
Ele também reforçou o reconhecimento ao trabalho dos demais dirigentes. “É preciso registrar o reconhecimento e respeito ao trabalho realizado pelas lideranças que nos antecederam e reforçar com o compromisso de dar continuidade a esse legado. Vamos avançar com base na experiência construída, ouvindo as cooperativas e fortalecendo ainda mais a nossa representatividade, trabalhando de forma integrada, valorizando cada cooperativa e cada associado”, ressaltou.
Produtor rural, Borghetti tem 43 anos e desenvolve atividade voltada à produção de grãos na região do Alto Jacuí. A condução da propriedade é feita em conjunto com a família, com foco na gestão produtiva e operacional.
Associado à Cotrisoja, cooperativa com sede em Tapera (RS), desde 2005, o dirigente acumulou experiências em diferentes áreas dentro da organização. Em 2016, assumiu a presidência da cooperativa e, atualmente, exerce as funções de vice-presidente e diretor comercial atuando diretamente nas áreas de negócios de grãos e insumos.
No sistema cooperativo, Borghetti também ampliou sua atuação institucional. Além da vice-presidência da FecoAgro/RS, ocupa o conselho fiscal do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo do Estado do Rio Grande do Sul (Sescoop/RS) e é vice-presidente da Cooperativa Central de Serviços Agropecuários (CCSA).
Confira a nominata da diretoria
Presidente: Adriano Borghetti
Vice-presidente: Paulo Pires
Conselho de Administração – Titulares:
Alexandre Guerra – Santa Clara – Carlos Barbosa
Claudimir José Piccin – Camnpal – Nova Palma
Caio Cezar Fernandez Vianna – CCGL – Cruz Alta
Tiago Sartori – Cotripal – Panambi
Nei César Mânica – Cotrijal – Não-Me-Toque
Luís Fernando Sossella – Cotapel – Tapejara
Conselho Fiscal 2026 – Titulares
Gelson Bridi – Cotricampo – Campo Novo
Renato Severo de Almeida – Agropan – Tupanciretã
Rudinei Luis Richter – Coagril – Chapada

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Agricultura familiar recebe novo impulso com programas e financiamentos
Mais de 800 mil operações de crédito e R$ 37 bilhões já foram contratados no Plano Safra 2026.

O governo federal realizou na terça-feira (24) a abertura da 3ª Conferência Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário (CNDRSS), em Brasília (DF), com foco na agricultura familiar, reforma agrária e fortalecimento de territórios quilombolas. Durante o evento, foram anunciadas novas ações e apresentados resultados de programas já em andamento.
Entre as iniciativas destacadas estão:
- Desenrola Rural: renegociação de dívidas de 507 mil agricultores, totalizando R$ 23 bilhões.
- Plano Safra 2026: já contratou R$ 37 bilhões em um milhão de operações, com meta de dois milhões até o fim do ano.
- Floresta Produtiva: R$ 557 milhões destinados à recuperação de terras degradadas.
- Coopera Mais Brasil: R$ 40 milhões aplicados no fortalecimento de 530 organizações da agricultura familiar.
O evento também anunciou recursos para aquisição de terras na reforma agrária e a titularização de terras para comunidades quilombolas. Desde 2023, foram entregues 32 títulos e 60 decretos quilombolas, beneficiando 10,1 mil famílias em 271 mil hectares.
Outros programas citados incluem:
- Proagro: R$ 2,9 bilhões em seguros contra perdas por fenômenos naturais, pragas e doenças.
- Mais Alimentos: 861 mil operações de financiamento de máquinas e equipamentos, totalizando R$ 33 bilhões, superando 95% do volume registrado entre 2019 e 2021.
- Mais Reforma Agrária: inclusão de 234 mil famílias no Plano Nacional de Reforma Agrária desde 2023, com R$ 2,5 bilhões destinados à compra de terras em 2026.
O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, ressaltou os avanços dos projetos e o trabalho de servidores do setor, além de destacar os principais desafios: garantir soberania alimentar e incentivar a transição da agricultura baseada em insumos químicos para a agroecologia, promovendo produção mais sustentável de frutas, legumes e verduras.
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Caminhoneiros passam a ter piso mínimo do frete reforçado
Medida Provisória amplia fiscalização, obriga uso do CIOT e prevê multas de até R$ 10 milhões para empresas infratoras.

O governo federal editou uma Medida Provisória que reforça o cumprimento do piso mínimo do frete no transporte rodoviário de cargas, ampliando a proteção aos caminhoneiros. A iniciativa define um preço mínimo obrigatório para o transporte de cargas no país, visando equilibrar a relação entre autônomos e grandes empresas contratantes.
Segundo o ministro dos Transportes, a medida garante que caminhoneiros recebam valores justos pelo serviço prestado, evitando que grandes empresas reduzam os fretes apenas para aumentar a margem de lucro. Ele ressaltou que, assim como o salário mínimo protege trabalhadores, o piso mínimo do frete protege os caminhoneiros e evita o sucateamento da frota.
Fiscalização e penalidades

Foto: Márcio Ferreira/MT
A Medida Provisória traz regras mais rigorosas para fiscalização e penalidades. Empresas transportadoras que descumprirem a tabela de fretes podem ter o Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC) suspenso ou cancelado por até dois anos. Transportadores autônomos não serão afetados por essas sanções.
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicará resoluções que determinam o uso obrigatório do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) e definem multas escalonadas, que variam de 5 a 30 dias em casos de descumprimento, podendo chegar à suspensão definitiva e cancelamento do registro em casos de reincidência.
As multas para contratantes que não pagarem o frete mínimo podem variar de R$ 1 milhão a R$ 10 milhões, e a responsabilização pode atingir sócios e integrantes de grupos econômicos. Segundo o ministro, a fiscalização será eletrônica, integrada a dados fiscais e inteligência artificial, garantindo que nenhuma empresa consiga burlar as regras.
Diálogo com caminhoneiros
O governo mantém diálogo constante com representantes da categoria. Algumas reivindicações já foram atendidas, e reuniões estão previstas para discutir outros pontos, como a parada obrigatória de descanso. O objetivo é conciliar a segurança e o descanso dos caminhoneiros com a logística do transporte, permitindo que eles planejem melhor as viagens sem prejuízo financeiro ou pessoal.
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Crédito de R$ 15 bilhões é liberado para apoiar exportações brasileiras em meio à crise internacional
Linhas do Plano Brasil Soberano miram empresas afetadas por tensões geopolíticas e tarifas externas.





