Avicultura
Aditivos fitogênicos na nutrição animal
Os efeitos são muitos ao mesmo tempo em que visam principalmente a melhoria do desempenho dos animais de produção.

Os aditivos fitogênicos, comumente definidos como extratos vegetais ou botânicos, representam um grupo de substâncias naturais utilizadas na nutrição animal. Estas substâncias são derivadas de ervas, especiarias, bem como de outras plantas e seus extratos, e podem conter grupos diferentes de ingredientes ativos e, devido a esta ampla gama, oferecem muito mais do que propriedades aromatizantes. Os efeitos são muitos ao mesmo tempo em que visam principalmente a melhoria do desempenho dos animais de produção.
Aditivos fitogênicos NÃO são apenas óleos essenciais
Hoje, sem dúvida, o termo fitogênico não é usado de forma homogênea. Composto fitoquímico, fitobiótico, fitoterápico e compostos secundários de plantas são alguns termos utilizados, deixando muito espaço para interpretação. Alguns até usam o termo óleos essenciais como sinônimo de fitogênicos, no entanto, eles representam apenas uma categoria de compostos derivados de plantas.
Sabemos que a natureza oferece um vasto potencial para garantir uma produção animal sustentável e a segurança dos alimentos. Hoje utilizamos um amplo conhecimento adquirido ao longo de mais de 30 anos, que nos possibilita formular aditivos alimentares que são baseados em mais do que óleos essenciais.
O resultado da combinação de óleos essenciais com outros ingredientes fitogênicos é geralmente maior do que o efeito de um único ingrediente. As diferentes combinações oferecem sinergias devido aos seus múltiplos modos de ação. Quando desenvolvemos produtos, nos referimos a um banco de dados de aproximadamente 7.500 compostos botânicos. E através dessa criteriosa seleção e associação de princípios ativos temos a possibilidade de desenvolver soluções específicas para as diferentes espécies.
Substâncias naturais vs. sintéticas: NÃO são a mesma coisa
Coentro e cebola melhoram a atividade enzimática nas microvilosidades intestinais, enquanto a combinação de óleos essenciais específicos e saponinas estimulam a expressão gênica de transportadores de nutrientes cruciais nos enterócitos. Esses são apenas exemplos de sinergias relacionadas apenas por compostos fitogênicos naturais.
Dependendo de sua fonte e origem geográfica, os principais compostos ativos de plantas podem ter variações. É mais difícil padronizá-los e garantir uma qualidade consistente. Essa é a razão pela qual muitos produtores de aditivos fitogênicos destinados à alimentação animal preferem usar substâncias idênticas à natureza (sintéticas). No entanto, apenas compostos fitogênicos derivados de plantas (naturais) provém sinergias. Eles contêm vários princípios ativos que podem ser divididos em principais e secundários. Aprendemos que essas substâncias podem apoiar umas às outras, tornando o extrato natural mais eficaz do que seus ativos únicos.
Aditivos fitogênicos na alimentação animal: Eles NÃO são muito caros
Não é incomum ouvirmos que “uma barreira para usar aditivos fitogênicos na nutrição animal é o preço”. Parece ser um ponto comum de discussão entre os membros da indústria. No entanto, aditivos padronizados com resultados consistentes trazem retorno mensurável do investimento aos produtores. Do ponto de vista holístico, o uso de produtos de alto desempenho com um retorno comprovado é, sem dúvida, uma abordagem mais sustentável e responsável para um processo de produção rentável.
Além disso, existem outras razões para usar fitogênicos: Devido a questões legais, alguns produtores são forçados a substituir os antibióticos promotores de crescimento. Outros são pioneiros que querem se posicionar como provedores de alimentos naturais e seguros. Outros, ainda, buscam alternativas para reduzir os impactos ambientas, mitigando as emissões de gases oriundos da produção animal.
No entanto, independentemente da razão pela qual se escolhe utilizar um aditivo fitogênico na alimentação animal, sabemos que os benefícios serão muitos, repercutindo de forma positiva em todos os pontos da cadeia: produtores, consumidores, animais e o meio ambiente.
Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo no setor avícola acesse gratuitamente a edição digital Avicultura Corte e Postura. Boa leitura!

Avicultura
Mercado do frango congelado apresenta pequenas variações em fevereiro
Levantamento do Cepea mostra estabilidade em alguns dias e recuos pontuais no período.

O preço do frango congelado no Estado de São Paulo foi cotado a R$ 7,29 o quilo na última sexta-feira (20), segundo dados do Cepea. No dia, houve recuo de 0,14%, enquanto a variação acumulada no mês está em 4,29%.
Na quinta-feira (19), o produto foi negociado a R$ 7,30/kg, também com queda diária de 0,14% e avanço mensal de 4,43%.
Na quarta-feira (18), a cotação ficou em R$ 7,31/kg, sem variação no dia e com alta de 4,58% no acumulado do mês.
Já no dia 13 de fevereiro, o preço foi de R$ 7,31/kg, com elevação diária de 0,69% e variação mensal de 4,58%. No dia 12, o valor registrado foi de R$ 7,26/kg, estável no dia e com avanço de 3,86% no mês.
Os dados são divulgados pelo Cepea, referência no acompanhamento de preços agropecuários.
Avicultura
Preços do frango podem reagir após período de demanda enfraquecida no início do ano
Custos equilibrados de milho e competitividade frente à carne bovina reforçam cenário mais positivo.

Com o fim do período tradicionalmente mais fraco para o consumo, o mercado de frango pode entrar em uma fase de estabilização e recuperação de preços nas próximas semanas. A expectativa é de que a queda observada nos valores da ave seja interrompida após o feriado de Carnaval, acompanhando a melhora da demanda doméstica.
De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, o ambiente segue favorável para o setor, sustentado por exportações aquecidas, elevada competitividade da carne de frango em relação à bovina e custos equilibrados de ração.
No campo da oferta, o ritmo de crescimento pode perder força a partir deste período, dependendo do volume de alojamentos realizados em janeiro. Caso tenham sido menores do que a forte colocação registrada em dezembro, a disponibilidade de aves tende a se ajustar gradualmente. As aves alojadas no fim de dezembro influenciam diretamente a oferta até meados de fevereiro.
As exportações continuam com perspectiva positiva e devem seguir contribuindo para o equilíbrio entre oferta e demanda, reforçando o suporte aos preços no mercado interno.
Em relação aos custos, o cenário também é considerado favorável. A primeira safra de milho apresentou resultado acima das expectativas e, até o momento, a safrinha mantém boas perspectivas. No entanto, o plantio da segunda safra ainda está em fase inicial no Cerrado, e não há definição sobre o percentual que poderá ficar fora da janela ideal, que se encerra no fim do mês.
Mesmo com expectativa de boa oferta de milho e demanda doméstica firme, a tendência é de um mercado equilibrado para o cereal, sem espaço para oscilações expressivas. Ainda assim, as condições climáticas nos meses de março e abril continuarão sendo determinantes para o comportamento dos preços.
Avicultura
Ovos retomam alta e frango mantém preços estáveis no pós-Carnaval
Equilíbrio entre oferta e demanda sustenta cotações dos ovos, enquanto setor avícola monitora consumo para possível reação em março.

O mercado de ovos voltou a registrar alta após cinco meses consecutivos de queda nos preços. Levantamentos do Cepea indicam que, em algumas regiões acompanhadas, a média parcial até 18 de fevereiro apresenta avanço superior a 40% em relação a janeiro.
Segundo o Centro de Estudos, o equilíbrio entre oferta e demanda tem sustentado a recuperação das cotações, mesmo na segunda quinzena do mês, período em que as vendas costumam perder ritmo. Apesar da recente reação, os preços ainda seguem abaixo dos verificados no mesmo período do ano passado, acumulando retração real superior a 30% nas regiões monitoradas.
A expectativa do setor agora está voltada para a Quaresma, iniciada no último dia 18. Pesquisadores do Cepea destacam que, durante os 40 dias do período religioso, o consumo de ovos tende a aumentar gradualmente, já que a proteína ganha espaço como alternativa às carnes. A perspectiva é de que a demanda mais aquecida continue dando sustentação aos preços.
No mercado de frango, a semana de recesso de Carnaval registra estabilidade nas cotações, reflexo da demanda firme. Ainda assim, na média mensal, o valor da proteína congelada negociada no atacado da Grande São Paulo está em R$ 7,00/kg até o dia 18 de fevereiro — o menor patamar real desde agosto de 2023, quando foi de R$ 6,91/kg, considerando valores deflacionados pelo IPCA de dezembro.
Os preços mais baixos refletem as quedas intensas observadas nas primeiras semanas do ano, movimento que já se estende por pouco mais de três meses. O cenário mantém os agentes cautelosos.
De acordo com participantes consultados pelo Cepea, uma possível recuperação dos preços do frango pode ocorrer apenas a partir do início de março, diante da expectativa de maior consumo no começo do mês. Para esta segunda metade de fevereiro, a liquidez deve permanecer no ritmo atual, limitando avanços mais expressivos nas cotações.



