Avicultura Nutrição
Aditivos efetivam conceito One Health na nutrição e aves
Alternativas têm eficiência comprovada contra diversas patogenias para redução do uso de promotores de crescimento

Artigo escrito pela equipe técnica da Novus
A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) lançou no início dos anos 2000 o programa “One Health” que, em poucas palavras, ressalta a interdependência da saúde animal e humana e a sua relação com a saudabilidade do ambiente onde se encontram. Esta diretriz reforça a atenção em relação à forma que as proteinas animais são produzidas.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) encamparam a bandeira do programa “One Health” e também passaram a foca esforços para que essas exigências sejam cumpridas global e regionalmente.
Além das regulamentações globais e das políticas comerciais entre diferentes países, a indústria da alimentação e o consumidor final estão cada vez mais exigentes e proativos na busca por alimentos que atendam a esse tipo de programa e a todas as políticas globais de produção.
Os antimicrobianos promotores de crescimento (APC) são utilizados há mais de 50 anos, a partir do momento em que produtores e nutricionistas descobriram que a adição de doses subterapêuticas em rações de animais resultava em melhoria de desempenho dos animais.
No entanto, o uso indiscriminado de APCs tem preocupado pesquisadores, agentes governamentais ligados à saúde pública e consumidores em virtude da possibilidade de resíduos de antimicrobianos ou de seus metabólitos em carnes e ovos e, possivelmente, o surgimento de bactérias resistentes.
“AGP Free Production”, ou produção livre de antimicrobianos promotores de crescimento, é um dos temas mais discutidos em eventos e veículos do setor. A redução do uso e a substituição total desses antimicrobianos já vem sendo aplicada na produção em diversos países da América Latina e é possível encontrar produtos livres da utilização desses medicamentos nos supermercados de todo o país.
Mas, se por um lado as empresas produtoras atendem às demandas do mercado consumidor, por outro precisam encontrar soluções que protejam seus animais. Sem as medicações, os planteis podem ficar “desprotegidos” contra diversas patogenias que ora afetarão o desempenho do próprio animal e ora serão questões de saúde pública.
Soluções consolidadas
Nesse contexto, torna-se importante o estudo com aditivos alternativos em substituição aos antimicrobianos na ração de frangos. Uma série de opções tem surgido, destacando se os probióticos, prebióticos, ácidos orgânicos e enzimas. Além desses, os aditivos fitogênicos, compreendendo os óleos essenciais e extratos vegetais, também são destacados como alternativa aos antimicrobianos.
Outro ponto de preocupação da industria de produção animal é a Enterite necrótica (NE), considerada uma das doenças entéricas mais prevalentes na produção avícola mundial e que afeta em até 40% dos lotes comerciais de frangos de corte e estimativas da industria de produção de frangos Americana gera um prejuizo no valor de USD 0,05/ por frango alojado.
O agente causador de NE é uma bactéria gram-positiva e anaeróbica, o Clostridium perfringens (C.perfringens), bactéria naturalmente presente no trato gastrointestinal das aves. A coccidiose tem sido relatada como um dos fatores predisponentes importantes para a NE (o que poderia resultar em crescimento maciço de C. perfringens patogênico).
Extratos botânicos fitoterápicos
Óleos essenciais são compostos aromáticos voláteis extraídos de plantas aromáticas por processos de destilação, compressão de frutos ou extração com o uso de solventes. Geralmente são altamente complexos, compostos às vezes de mais de uma centena de componentes químicos.
Através da tecnologia CNI (componentes naturais identicos) alguns ativos encontrados nos óleos essenciais podem ser sintetizados, mantendo na íntegra todas as caracteristicas de ação do composto original encontrado na forma natural.
Certos compostos vegetais, polifenólicos e flavonóides, que ocorrem como componentes de vários extratos vegetais, podem exercer efeitos múltiplos no organismo, incluindo melhora da digestão, redução de amônia e melhora da flora intestinal e estado de saúde.
Em nutrição animal, alguns óleos essencias têm sido amplamente utilizados como “ferramenta” para incrementar a resposta imune dos animais, reduzir processos inflamatórios no intestino e proteger a barreira celular dos enterócitos.
A barreira intestinal consiste em uma única camada de enterócitos e conectam junções inter-epiteliais que são responsáveis pela regulação do fluxo para-celular de solutos e macromoléculas.
Quando a inflamação ocorre, a barreira epitelial e junções inter-epiteliais são prejudicados e a capacidade do enterócito para absorver os nutrientes diminui. Isso eventualmente resulta em redução no desempenho de crescimento associado com maior susceptibilidade a infecções.
Um mecanismo de ação proposto é que o óleo essencial pode romper a membrana celular com característica lipofílica e a desintegração da membrana celular pelo óleo essencial. Em particular, monterpensos, como o timol, são propostos como membrana bacteriana permeabilizadores, ou agentes formadores de poros, que permitem o vazamento de íons e ruptura do potencial de membrana.
Pesquisa e desenvolvimento
Com o objetivo de suportar a demanda de utilização dos extratos botânicos e óleos essenciais na nutrição de monogástricos, um estudo recente realizado na Universidade Federal de Lavras (MG) avaliou o impacto do uso de aditivos eubióticos sobre o desempenho de frangos de corte desafiados com ração à base de trigo moido, óleo de vísceras oxidado e farelo de soja.
Além do protocolo de desafio para enterite necrótica pela composição da dieta (farelo de trigo, subprodutos de origem animal e óleo de visceras oxidado), todas as aves receberam o programa de coccidiostático apenas até os dez dias de vida e foram desafiadas em cinco vezes a dose recomendada de vacina no dia 14 de idade.
No dia 15 (um dia após a vacinação), três aves de cada repetição foram separadas e alojadas em gaiolas, sendo as amostras de excretas coletadas entre 18 e 21 dias para contagem do número de oocistos. Aos 40 dias foi coletado sangue das aves abatidas para análise coloração do soro, parâmetro indicador da capacidade de absorção das células intestinais e melhor integridade intestinal. As aves alimentadas com o aditivo eubiótico composto por 25% Timol e 25% Carvacrol (CNI) , nas duas dosagens (30 gramas/ T3 e 60 gramas/ T4 por tonelada de ração), melhoraram a taxa de conversão alimentar das aves aos 40 dias de idade (P <0,001) quando comparadas as aves do Controle Negativo.
Comprovando a relação da menor excreção de oocistos nas excretas das aves com uma provável melhor integridade intestinal, as aves que receberam a inclusão de 30ppm/ T3 do aditivo eubiótico composto por 25% Timol e 25% Carvacrol (CNI) ou do Aditivo T5, além de menor excreção de oocistos, apresentaram também maior coloração do soro sanguíneo quando comparadas as aves do Controle Positivo T2 e do Controle Negativo T3 (P<0,05), indicando melhor capacidade absortiva intestinal (P>0.05).
Conclusões científicas
O aditivo eubiótico composto por 25% Timol e 25% Carvacrol (CNI) (30 ppm/ T3) foi o mais consistente na melhoria da capacidade de absorção intestinal, no desempenho e na redução na excreção de oocistos das aves sob desafio, promovendo melhor relação custo-benefício entre os tratamentos analisados. Hipotetiza-se que o seu modo de ação poderia ser a redução do dano tecidual causado por C. perfringens e / ou coccídios e pela modulação da resposta imune / inflamatória do hospedeiro à infecção.
Destaques técnicos
- Timol e carvacrol associados em isomeria 1:1 são relatados como capazes de atenuar o quorum sensing e a formação de biofilme em várias bactérias. Estudos também mostraram que o produto tem efeito antimicrobiano direto sobre Clostridium perfringens.
- Timol e carvacrol associados em isomeria 1:1 demonstraram ter um efeito positivo direto reduzindo a lesão in vitro do oocisto de Eimeria e o derramamento de oocistos de Eimeria em aves desafiadas.
- A modulação da resposta imune e inflamatória pelo timol e carvacrol associados em isomeria 1:1, tem sido relatada em vários estudos.
- O Modo de ação da associação entre Timol e Carvacrol em isomeria 1:1 estaria relacionado a redução do dano tecidual causado por C. perfringens e / ou coccídios e pela modulação da resposta imune / inflamatória do hospedeiro à infecção.
- A relação custo:benefício em relação a utilização dos aditivos eubióticos em programas de campo se apresenta como fator de extrema importância em relação as opções de escolhas.
Outras notícias você encontra na edição de Aves de abril/maio de 2020 ou online.

Avicultura
Simpósio Brasil Sul de Avicultura debate papel estratégico do bem-estar animal
Especialista aponta relação com sustentabilidade, reputação das empresas e resultados econômicos.

A relação entre bem-estar animal, sustentabilidade e competitividade da cadeia produtiva estarão em debate durante o 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA). Promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet), o tema Por que o bem-estar é crucial para a sustentabilidade? será apresentado pelo professor Celso Funcia Lemme, durante o Bloco Conexões que Sustentam o Futuro, na quarta-feira, 8 de abril, às 17h30, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC).
Doutor em Administração, com concentração em Finanças, Celso é mestre em Engenharia de Produção, com foco em Avaliação de Investimentos, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). É graduado em Administração pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e em Estatística pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Atua como professor do Instituto COPPEAD de Administração da UFRJ desde 1999, nas áreas de finanças e sustentabilidade corporativa, desenvolvendo projetos de pesquisa relacionados a finanças sustentáveis, avaliação de empresas e sustentabilidade corporativa.

Professor Celso Funcia Lemme
Ao longo de sua trajetória, prestou serviços como professor, palestrante e consultor para empresas e instituições de diversos setores, entre eles alimentos, energia, construção civil, mineração, logística, saúde, telecomunicações e papel e celulose. Também atuou como gerente geral de Planejamento e Análise Financeira da Aracruz Celulose (atualmente Suzano) e trabalhou na Souza Cruz (British American Tobacco Brasil) na área de análise de investimentos e planejamento de suprimentos. Além disso, participa como presidente e membro de conselhos consultivos de organizações nacionais e internacionais, contribuindo para o desenvolvimento de estratégias voltadas à sustentabilidade e governança corporativa.
O palestrante destaca que a proposta é promover uma reflexão ampla sobre a conexão entre bem-estar animal e sustentabilidade dentro da cadeia produtiva. Segundo Celso, o bem-estar animal está fundamentado em ciência aplicada e deve ser compreendido como um fator estratégico, capaz de impulsionar não apenas melhorias ambientais, mas também avanços sociais e resultados econômicos mais consistentes.
“Nesse contexto, ressalto que práticas voltadas ao bem-estar contribuem para a valorização dos profissionais do campo, fortalecendo o papel dos produtores e das equipes envolvidas na produção. Além disso, chamo a atenção para a importância de uma visão estratégica diante das transformações do setor. É fundamental considerar os riscos da estagnação e da ausência de inovação, que podem comprometer a competitividade frente a outras regiões e mercados mais dinâmicos”, comenta.
Celso também enfatiza que a integração entre bem-estar animal e sustentabilidade corporativa está diretamente relacionada à reputação das empresas e à valorização das marcas. Esse movimento acompanha, ainda, as mudanças geracionais, com consumidores cada vez mais atentos a valores como responsabilidade ambiental, ética e transparência. “Diante desse cenário, defendo a construção de sistemas produtivos mais eficientes e equilibrados, capazes de gerar melhores resultados para os produtores, oferecer produtos de maior qualidade aos consumidores, ampliar oportunidades no mercado de trabalho e contribuir, de forma mais ampla, para o desenvolvimento sustentável da sociedade”, salienta.
Para a presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin, discutir sustentabilidade é essencial para acompanhar as transformações do setor. “A avicultura vive um momento de evolução constante, em que eficiência produtiva, responsabilidade ambiental e bem-estar animal precisam caminhar juntos. O Simpósio busca promover esse debate e trazer especialistas que contribuam para ampliar a visão estratégica da cadeia produtiva”, destaca.
A presidente da comissão científica do SBSA, Daiane Albuquerque, ressalta que o bloco Conexões que Sustentam o Futuro foi estruturado justamente para ampliar a discussão sobre os desafios contemporâneos da produção animal. “O bem-estar animal está diretamente relacionado à sustentabilidade e à credibilidade do setor perante a sociedade e os mercados. Trazer especialistas que abordem esse tema sob uma perspectiva estratégica e de gestão é fundamental para fortalecer o futuro da avicultura”, afirma.
O 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura será realizado entre 7 a 9 de abril de 2026 e é considerado um dos principais eventos técnicos da avicultura latino-americana. Paralelamente ao Simpósio ocorre a 17ª Brasil Sul Poultry Fair, feira que reúne empresas nacionais e multinacionais ligadas à cadeia produtiva avícola.
Para acompanhar a palestra e os demais conteúdos da programação científica é necessária inscrição no evento. O segundo lote segue disponível até o dia 26 de março, com investimento de R$ 750,00 para profissionais e R$ 450,00 para estudantes. O acesso à 17ª Brasil Sul Poultry Fair custa R$ 100,00. As inscrições podem ser realizadas no site, acesse clicando aqui.
Programação geral
26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura
17ª Brasil Sul Poultry Fair
Dia 07/04 – Terça-feira
13h30 – Abertura da Programação
13h40 – Painel Gestão de Pessoas
Capital humano em crise: o futuro da mão de obra na avicultura.
Palestrantes:
Delair Bolis
Joanita Maestri Karoleski
Vilto Meurer
Luciana Dalmagro – Coordenadora da mesa redonda
15h40 – Intervalo
16h – Commodities em foco: superando barreiras logísticas e incertezas do futuro.
Palestrante: Arene Trevisan
(15 minutos de debate)
17h- Solenidade de Abertura Oficial
17h40 – Palestra de abertura: Cenários Globais 2026
Palestrante: Heni Ozi Cukier – HOC
19h15 – Coquetel de Abertura na 16ª Brasil Sul Poultry Fair
Dia 08/04 – Quarta-feira
Bloco Abatedouro
8h – Velocidade de processamento e qualidade do abate.
Palestrante: Darwen de Araujo Rosa
(15 minutos de debate)
9h – Comparativo microbiológico entre países no contexto da ciência da segurança alimentar.
Palestrante: Dianna V. Bourassa
(15 minutos de debate)
10h – Intervalo
Bloco Nutrição
10h30 – Granulometria e seu impacto no trato digestivo.
Palestrante: Wilmer Pacheco
(15 minutos de debate)
11h30 – Níveis de Ca e P nas dietas modernas do frango de corte.
Palestrantes: Roselina Angel
(15 minutos de debate)
12h30 – Intervalo almoço
Eventos Paralelos
Painel Manejo
14h00 – Manejo do Frango de Corte Moderno
Palestrantes:
Lucas Schneider
Rodrigo Tedesco Guimarães
16h – Intervalo
Bloco Conexões que Sustentam o Futuro
16h30 – Do conhecimento à ação: como transformar orientações em resultados na avicultura.
Palestrante: Kali Simioni e João Nelson Tolfo
(15 minutos de debate)
17h30 – Porque bem-estar é crucial para a sustentabilidade?
Palestrante: Prof. Celso Funcia Lemme
(15 minutos de debate)
18h30 – Eventos Paralelos
19h30 – Happy Hour na 18ª Brasil Sul Poultry Fair
Dia 09/04 – Quinta-feira
Bloco Sanidade
8h – Tríade do diagnóstico de Laringotraqueíte infecciosas – enfoque nos diferentes métodos de diagnóstico das doenças respiratórias
Palestrante: Prof. Renata Assis Casagrande
(15 minutos de debate)
9h – Micotoxinas: a ameaça silenciosa à saúde intestinal das aves.
Palestrante: Dr. Ricardo Rauber
(15 minutos de debate)
10h – Intervalo
10h30 – Gumboro em foco: avanços recentes e novas fronteiras no controle da doença.
Palestrante: Gonzalo Tomás
(15 minutos de debate)
11h30 – Influenza aviária – plano de contingência em caso real.
Palestrante: Taís Barnasque
(15 minutos de debate)
Sorteios de brindes.
Avicultura
Conflito no Oriente Médio acende alerta para exportações de frango do Brasil
Possíveis entraves logísticos e maior oferta interna podem conter preços no mercado doméstico.

O cenário para a avicultura brasileira indica aumento das incertezas nos próximos meses, com impactos que envolvem exportações, custos de produção e formação de preços no mercado interno.
Um dos principais pontos de atenção é o Oriente Médio, responsável por cerca de 30% das exportações brasileiras de carne de frango. O conflito geopolítico na região pode afetar diretamente o setor, especialmente em caso de bloqueios no Estreito de Ormuz. Nessa situação, cargas podem precisar ser redirecionadas, o que tende a elevar custos logísticos e aumentar o tempo de entrega. Alternativas por vias terrestres também são mais caras e complexas, podendo limitar o fluxo de exportações para alguns mercados.

Foto: Jonathan Campos/AEN
No mercado interno, existe espaço teórico para valorização da carne de frango frente a outras proteínas. No entanto, a incerteza sobre o ritmo das exportações atua como um freio. Caso haja dificuldade no escoamento externo, a maior oferta no mercado doméstico pode conter altas de preços.
Os custos de produção também estão no radar. O agravamento do conflito tem pressionado os preços da energia, com reflexos mais amplos na economia. Nesse contexto, milho e soja registram elevação de preços, mesmo com fundamentos de oferta e demanda relativamente estáveis, refletindo mais expectativas do mercado do que mudanças estruturais.
Com isso, o espaço para redução nos custos de ração se torna mais limitado. Soma-se a esse cenário a indefinição sobre a safrinha, que mantém o mercado atento nos próximos meses, apesar da expectativa inicial de boa produção.
De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, a combinação de incertezas externas, pressão de custos e limitações no ajuste de preços tende a deixar as margens da avicultura mais sensíveis ao longo do ano.
Avicultura
SBSA debate como transformar conhecimento técnico em resultados na avicultura
Especialistas discutem gestão, eficiência e aplicação prática durante evento em Chapecó.

A conexão entre conhecimento técnico, gestão e resultados práticos na produção avícola será discutida durante o 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA). O tema Do conhecimento à ação: como transformar orientações em resultados na avicultura será apresentado pelos especialistas Kali Simioni e João Nelson Tolfo, na quarta-feira, 08 de abril, às 16h30, durante o Bloco Conexões que Sustentam o Futuro, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC).
João Nelson Tolfo é médico-veterinário, mestre em Produção Animal e possui MBA Executivo em Liderança e Gestão do Agronegócio. Com mais de 18 anos de atuação na avicultura industrial brasileira, construiu sua trajetória profissional em empresas como BRF e Seara Alimentos, onde atuou como extensionista, supervisor, especialista agropecuário e gerente agropecuário.

Kali Simioni é engenheira agrônoma e mestre pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)
Ao longo de sua carreira, prestou consultoria técnica a mais de 30 plantas industriais, desenvolvendo atividades relacionadas à gestão agropecuária, ambiência, manejo de frangos de corte, elaboração de padrões técnicos, condução de testes zootécnicos e formação de equipes técnicas em extensão rural. Atualmente é empreendedor e sócio-proprietário da Granjas Pampeano, no Rio Grande do Sul, onde atua no desenvolvimento de projetos avícolas voltados à eficiência produtiva, sustentabilidade e excelência operacional.
Kali Simioni é engenheira agrônoma e mestre pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). Atua há 22 anos no setor agroindustrial, com experiência nas áreas de extensão rural, gestão e performance agroindustrial na produção de frangos, suínos, perus, postura comercial, matrizes e avós.
Atualmente dedica-se ao aperfeiçoamento dos sistemas de produção, com foco no desenvolvimento das pessoas que atuam na cadeia produtiva, buscando alavancar ganhos em eficiência, produtividade, qualidade, bem-estar animal, competitividade e sustentabilidade agropecuária, além de contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos profissionais do agronegócio.
A palestra abordará os desafios de transformar informações técnicas e orientações produtivas em resultados concretos no campo, considerando fatores como gestão de equipes, eficiência operacional, aplicação de tecnologias e aprimoramento contínuo dos sistemas de produção. O tema destaca a importância de alinhar conhecimento científico, experiência prática e capacitação de profissionais para garantir competitividade e sustentabilidade na avicultura moderna.

João Nelson Tolfo é médico-veterinário, mestre em Produção Animal e possui MBA Executivo em Liderança e Gestão do Agronegócio
De acordo com a presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin, o Simpósio busca promover discussões que conectem ciência e prática. “O SBSA tem como proposta reunir especialistas que compartilhem experiências aplicáveis à realidade da produção. Discutir como transformar conhecimento em resultados é fundamental para fortalecer a cadeia produtiva e apoiar profissionais que atuam diretamente no campo”, destaca.
A presidente da comissão científica do SBSA, Daiane Albuquerque, ressalta que o bloco Conexões que Sustentam o Futuro foi estruturado para ampliar a visão estratégica do setor. “A produção avícola evolui rapidamente e exige cada vez mais integração entre conhecimento técnico, gestão e desenvolvimento de pessoas. Trazer especialistas com experiência prática na indústria contribui para que os participantes compreendam como aplicar as orientações técnicas de forma eficiente e sustentável”, afirma.
O 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura será realizado entre 7 a 9 de abril de 2026 e é considerado um dos principais eventos técnicos da avicultura latino-americana. Paralelamente ao Simpósio ocorre a 17ª Brasil Sul Poultry Fair, feira que reúne empresas nacionais e multinacionais ligadas à cadeia produtiva avícola.
Para acompanhar a palestra e os demais conteúdos da programação científica é necessária inscrição no evento. O segundo lote segue disponível até o dia 26 de março, com investimento de R$ 750,00 para profissionais e R$ 450,00 para estudantes. O acesso à 17ª Brasil Sul Poultry Fair custa R$ 100,00. As inscrições podem ser realizadas no site, acesse clicando aqui.
Programação geral
26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura
17ª Brasil Sul Poultry Fair
Dia 07/04 – Terça-feira
13h30 – Abertura da Programação
13h40 – Painel Gestão de Pessoas
Capital humano em crise: o futuro da mão de obra na avicultura.
Palestrantes:
Delair Bolis
Joanita Maestri Karoleski
Vilto Meurer
Luciana Dalmagro – Coordenadora da mesa redonda
15h40 – Intervalo
16h – Commodities em foco: superando barreiras logísticas e incertezas do futuro.
Palestrante: Arene Trevisan
(15 minutos de debate)
17h- Solenidade de Abertura Oficial
17h40 – Palestra de abertura: Cenários Globais 2026
Palestrante: Heni Ozi Cukier – HOC
19h15 – Coquetel de Abertura na 16ª Brasil Sul Poultry Fair
Dia 08/04 – Quarta-feira
Bloco Abatedouro
8h – Velocidade de processamento e qualidade do abate.
Palestrante: Darwen de Araujo Rosa
(15 minutos de debate)
9h – Comparativo microbiológico entre países no contexto da ciência da segurança alimentar.
Palestrante: Dianna V. Bourassa
(15 minutos de debate)
10h – Intervalo
Bloco Nutrição
10h30 – Granulometria e seu impacto no trato digestivo.
Palestrante: Wilmer Pacheco
(15 minutos de debate)
11h30 – Níveis de Ca e P nas dietas modernas do frango de corte.
Palestrantes: Roselina Angel
(15 minutos de debate)
12h30 – Intervalo almoço
Eventos Paralelos
Painel Manejo
14h00 – Manejo do Frango de Corte Moderno
Palestrantes:
Lucas Schneider
Rodrigo Tedesco Guimarães
16h – Intervalo
Bloco Conexões que Sustentam o Futuro
16h30 – Do conhecimento à ação: como transformar orientações em resultados na avicultura.
Palestrante: Kali Simioni e João Nelson Tolfo
(15 minutos de debate)
17h30 – Porque bem-estar é crucial para a sustentabilidade?
Palestrante: Prof. Celso Funcia Lemme
(15 minutos de debate)
18h30 – Eventos Paralelos
19h30 – Happy Hour na 18ª Brasil Sul Poultry Fair
Dia 09/04 – Quinta-feira
Bloco Sanidade
8h – Tríade do diagnóstico de Laringotraqueíte infecciosas – enfoque nos diferentes métodos de diagnóstico das doenças respiratórias
Palestrante: Prof. Renata Assis Casagrande
(15 minutos de debate)
9h – Micotoxinas: a ameaça silenciosa à saúde intestinal das aves.
Palestrante: Dr. Ricardo Rauber
(15 minutos de debate)
10h – Intervalo
10h30 – Gumboro em foco: avanços recentes e novas fronteiras no controle da doença.
Palestrante: Gonzalo Tomás
(15 minutos de debate)
11h30 – Influenza aviária – plano de contingência em caso real.
Palestrante: Taís Barnasque
(15 minutos de debate)
Sorteios de brindes.



