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Notícias Rio Grande do Sul

Adesão ao Susaf aumenta faturamento de frigoríficos

Na prática, significa que os estabelecimentos submetidos à inspeção de um município incluído no Susaf podem comercializar seus produtos de origem animal em todos os municípios gaúchos

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Janete Pflugseder

A adesão ao Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agroindustrial Familiar e de Pequeno Porte (Susaf) garante que os Serviços de Inspeção Municipal (SIM) sejam equiparados ao serviço estadual. Na prática, significa que os estabelecimentos submetidos à inspeção de um município incluído no Susaf podem comercializar seus produtos de origem animal em todos os municípios gaúchos, e não apenas em sua sede. Para muitos frigoríficos e abatedouros, é o fator determinante para a expansão de suas atividades.

O caso da Embutidos São Bento, de Lajeado, é exemplar: a planta do frigorífico é localizada perto da divisa com o município de Santa Clara do Sul. “Mesmo com a proximidade, sem o Susaf, não podíamos acessar aquele mercado”, conta Janete Pflugseder, proprietária da instalação especializada em produção de linguiças, embutidos e derivados de carne suína.

Pflugseder conta que a fábrica de embutidos já foi construída com base no modelo disponibilizado pela Divisão de Inspeção de Produtos de Origem Animal da Secretaria da Agricultura, e que, por isso, foram necessárias poucas adequações. “Apenas a aquisição de uma câmara fria a mais para o abate, para nos ajustarmos ao Susaf”, complementa. Os trâmites burocráticos duraram cinco anos, de idas e vindas, até a simplificação para adesão ao Susaf, a partir de 2019. “Foi em janeiro de 2019 que finalmente conseguimos. E com o Susaf, nossa expansão foi instantânea. Foi um estouro, tivemos incremento de 30% nas vendas”, celebra Janete.

A simplificação na adesão dos municípios ao Susaf é comemorada pelo secretário da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, Covatti Filho. Em abril de 2019, logo após a flexibilização, eram 72 municípios registrados no Susaf. Atualmente, são 167, habilitando 252 estabelecimentos a utilizar o selo do Susaf em seus rótulos.

“Ao facilitarmos o acesso ao Susaf, diminuímos a burocracia envolvida, permitindo que os produtores gaúchos atinjam novos mercados, aumentando assim suas produções e consequentemente o faturamento, além do número de trabalhadores envolvidos na produção. Uma grande vitória para quem dependia deste reconhecimento para alavancar seus negócios”, destaca o secretário.

Aumento de 820%

Em 2020, o Frigorífico Schlosser, de Horizontina, comemorou 820% de aumento no seu faturamento e atribuiu o ganho ao Susaf, que o permitiu chegar a mais de 300 novas revendas, em 50 municípios gaúchos.

Para se adequar às exigências do Susaf e, depois, ao aumento da demanda com a abertura de novos mercados, o frigorífico investiu, desde 2019, R$ 3,8 milhões, e se prepara para investir mais R$ 1,5 milhão até abril deste ano. As contratações de pessoal para dar conta da produção tiveram um incremento de 500%.

Cartilha de adesão ao Susaf

A Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR) elaborou uma cartilha em que constam as principais informações sobre o Susaf: a base legal do Sistema, a diferença entre Susaf e Sisbi/POA, quem pode aderir ao Susaf, quais os documentos necessários, entre outros temas. A cartilha está disponível, gratuitamente, em www.agricultura.rs.gov.br/susaf.

Fonte: Assessoria
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Notícias Safra de inverno

Santa Catarina amplia em 15% área plantada de trigo

Com a safra encerrada no final de janeiro, a expectativa é de que tenham sido colhidas 171 mil toneladas

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Divulgação/AENPr

A alta nos preços estimulou o plantio de trigo em Santa Catarina. Com a safra encerrada no final de  janeiro, a  expectativa é de que tenham sido colhidas 171 mil toneladas, cultivadas em aproximadamente 58 mil hectares – um aumento de 15% na área plantada em relação ao ano anterior. A Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural vem estimulando a produção de trigo nas lavouras catarinenses como alternativa para reduzir a crescente dependência de milho para ração animal.

“Embora com uma queda na produtividade, tivemos um resultado muito positivo na safra de trigo 2020/2021. Estamos estimulando a pesquisa para o desenvolvimento de novos cultivares, queremos ampliar ainda mais a área plantada com cereais de inverno em Santa Catarina. Temos áreas pouco utilizadas, com lavouras disponíveis para o plantio de trigo, triticale e cevada, por exemplo, que podem ser utilizados na fabricação de ração animal. Com isso, conseguiremos agregar mais uma fonte de renda para o produtor rural”, destaca o secretário da Agricultura, Altair Silva.

Em algumas regiões como Canoinhas e São Bento do Sul, o aumento da área plantada chega a 40%. Segundo o analista do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa) João Rogério Alves, os bons preços praticados no início da safra levaram os produtores a investir na atividade e ampliar suas áreas de cultivo.

As estimativas são de que os catarinenses tenham colhido 171,3 mil toneladas de trigo na safra 2020/21, uma alta de 11% em relação ao ano anterior. Boa parte da produção está concentrada na região de Canoinhas e Chapecó.

Alta nos preços de trigo

A manutenção dos preços do trigo em patamares elevados se deve a vários fatores, entre eles a produção nacional insuficiente para atender a demanda, já que mais da metade do volume consumido pelo mercado brasileiro é importado. Outro aspecto relevante é o mercado internacional, com o dólar elevado e a implementação de barreiras tarifárias impostas por importantes países exportadores.

Estímulo ao plantio de grãos de inverno

Com uma cadeia produtiva de carnes em constante crescimento, Santa Catarina busca alternativas para reduzir a dependência de milho e diminuir os custos de produção. A Secretaria de Estado da Agricultura pretende reforçar o apoio para o plantio de trigo, triticale e cevada.

A Secretaria da Agricultura já desenvolve um Projeto de Incentivo ao Plantio de Cereais de Inverno, que pretende ampliar em 120 mil hectares a área plantada com esses grãos no estado. A intenção é ocupar as áreas de cultivo também nesta estação, trazendo uma alternativa de renda para os produtores e mais competitividade para a cadeia produtiva de carnes.

Fonte: Assessoria
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Notícias Pecuária

Comprador pressiona, mas baixa oferta de animais limita queda do indicador

Esse posicionamento reflete a dificuldade em vender a carne nos atuais patamares de preços

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Divulgação/Embrapa

Neste início de março, frigoríficos seguem cautelosos para novas aquisições de animais, tentando evitar abrir preços maiores aos pecuaristas. Segundo colaboradores do Cepea, esse posicionamento reflete a dificuldade em vender a carne nos atuais patamares de preços.

No entanto, a oferta limitada de animais para abate tem diminuído a força da pressão compradora. De 24 de fevereiro a 3 de março, o Indicador do boi gordo CEPEA/B3 (estado de São Paulo, à vista) permaneceu praticamente estável (-0,45%), fechando a R$ 298,15 na quarta-feira (03).

Quanto às vendas ao mercado internacional, o menor número de dias úteis em fevereiro e o ano novo chinês reduziram os embarques da carne bovina brasileira para o patamar registrado em janeiro/19. Mesmo assim, as exportações seguem acima das 100 mil toneladas mensais desde o começo de 2018, mostrando que o mercado externo continua importante para o Brasil. Em fevereiro, o Brasil exportou 102,12 mil toneladas do produto in natura, baixas de 4,85% em relação a janeiro/21 e de 7,64% em comparação a fevereiro do ano passado (dados da Secex).

Fonte: Cepea
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Notícias ANTT

Transporte rodoviário tem novo piso mínimo de frete

Tabela foi publicada na quarta-feira (03) no Diário Oficial da União

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Gervásio Baptista/Agência Brasil

O transporte rodoviário de carga tem novo piso mínimo de frete. A tabela com os valores específicos foi publicada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), no Diário Oficial da União de quarta-feira (03).

Conforme diz a nota técnica que antecedeu a portaria, a Lei nº 13.703/2018 determina que, quando ocorrer no mercado nacional oscilação no preço do óleo diesel superior a 10% (para mais ou para menos), uma nova norma com pisos mínimos deverá ser publicada pela agência do setor.

Essa equação considera alguns coeficientes relativos aos custos de deslocamento, de carga e de descarga. Tais custos contemplam tanto custos operacionais como mercadológicos. Entre os elementos considerados estão os de aquisição do veículo, preço do óleo diesel, pneus e salário dos motoristas. O atual reajuste não inclui o IPCA, segundo a ANTT.

A tabela apresenta os novos pisos mínimos para os mais diversos tipos de frete – diferenciados por tipo de carga, coeficiente de custo e número de eixos carregados. O cálculo apresentado na nota técnica leva em consideração o resultado de um levantamento de preços feito pela Agência Nacional do Petróleo, tendo como período observado o relativo a 22 e 27 de fevereiro, quando o valor médio do diesel S10 aumentou de R$ 3,663 para R$ 4,25.

Em termos percentuais, esse aumento equivale a 16,03%. Percentual acima dos 10% usados como espécie de gatilho para a revisão da tabela, pela agência.

Fonte: Agência Brasil
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