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Adepará reforça o papel da defesa agropecuária e da produção sustentável no Senagri 2025

Diretor-geral da agência fala sobre os desafios e estratégias para garantir a sanidade agropecuária no Pará e o papel do evento no fortalecimento do setor. CropLife Brasil é uma das patrocinadoras do seminário.

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Foto: Divulgação/Adepará

Entre os dias 10 e 12 de junho, Belém (PA) receberá o Senagri, Seminário Nacional sobre Insumos Agropecuários do Brasil. O evento reunirá especialistas, gestores públicos, representantes do setor produtivo e instituições técnicas para discutir avanços na regulação e no uso sustentável de insumos agrícolas. Realizado em um momento estratégico, às vésperas da COP30, também na capital paraense, o seminário destaca o papel do Estado da região do Norte do país como referência em sanidade agropecuária e produção sustentável na Amazônia.

A Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (ADEPARÁ) é uma das organizadoras do Senagri este ano. À frente da agência está o diretor-geral Jamir Macedo, médico veterinário formado pela Universidade Federal Rural da Amazônia, com 15 anos de atuação no serviço público. Desde julho de 2020 no posto, Macedo acumula experiências como gerente regional na ilha do Marajó (PA) e diretor técnico de defesa e inspeção animal da agência estatal.

A CropLife Brasil (CLB) é uma das patrocinadoras do Senagri  e participa dos debates ao longo dos três dias de evento. Seis representantes da associação integram painéis sobre o combate a sementes piratas, boas práticas no uso de agrotóxicos, bioinsumos, sustentabilidade, estratégias de comunicação e propriedade intelectual no agronegócio.

Na entrevista abaixo, o diretor-geral da Adepará fala sobre a importância do Senagri, os desafios da fiscalização agropecuária no estado e as estratégias da agência para fortalecer a agricultura sustentável no Pará.

CropLife Brasil: Como a Adepará tem trabalhado para garantir a sanidade vegetal e o fortalecimento da agricultura no estado?

Jamir Macedo: A Adepará é o órgão responsável pela fiscalização e controle dos insumos agropecuários e produtos de origem animal e vegetal que circulam no estado. Para que nosso trabalho seja executado de maneira eficiente, é fundamental estabelecer parcerias com o produtor rural e com as empresas fornecedoras de insumos, garantindo que a produção não seja inviabilizada.

Atualmente, graças à importante parceria com a CropLife Brasil, que representa as principais empresas de insumos e defensivos agrícolas, foi possível alinhar as ações de fiscalização e controle no combate à mosca-da-carambola aos padrões estabelecidos pelas Boas Práticas Agrícolas (BPA). Esses padrões orientam a utilização responsável de defensivos, priorizando a aplicação mínima necessária para o controle de pragas.

Dessa forma, conseguimos alcançar nosso objetivo: reduzir a população dessa praga em nosso estado e, ao mesmo tempo, minimizar os impactos ao meio ambiente.

CLB: Como a Adepará pretende aproveitar o Senagri para fortalecer a defesa agropecuária no estado?

JM: O Senagri é uma oportunidade única de atualização técnica para nosso time. Teremos debates importantes sobre temas atuais, como a nova lei dos agrotóxicos, sancionada em 2023, que ainda gera muitas dúvidas. Vamos também discutir o uso da tecnologia no campo, como os drones, que são eficientes, mas exigem capacitação. E teremos espaço para falar sobre os bioinsumos, insumo que tem crescido bastante e representa um caminho mais sustentável na agricultura. O seminário será um ponto de encontro para troca de conhecimento e alinhamento técnico entre todos os envolvidos.

CLB: Quais ações a Adepará tem implementado para combater a mosca-da-carambola e garantir a qualidade da produção agrícola no estado?

JM: O combate à mosca-da-carambola é uma das prioridades da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (ADEPARÁ), que vem adotando medidas técnicas e estratégicas para reduzir os impactos dessa praga na produção agrícola. Entre as principais ações, destacam-se o monitoramento contínuo com armadilhas georreferenciadas, a intensificação da fiscalização do trânsito agropecuário em áreas de risco, campanhas de educação fitossanitária e a capacitação constante dos fiscais.

Essas iniciativas estão alinhadas aos princípios das Boas Práticas Agrícolas (BPA), ao promoverem o manejo integrado de pragas, a rastreabilidade das ações no campo e o cumprimento da legislação vigente. Esse alinhamento contribui diretamente para a obtenção e manutenção do selo de BPA, um diferencial de qualidade que agrega valor à produção paraense e fortalece a presença em mercados com altos padrões sanitários.

Assim, as estratégias adotadas por nós não apenas protegem a fruticultura estadual, como também reforçam o compromisso do Pará com a sustentabilidade e a excelência na produção agrícola, promovendo maior competitividade ao setor.

CLB: Como a Adepará está se preparando para a COP30, especialmente no que diz respeito à fiscalização e à sustentabilidade na agricultura?

JM: A Adepará, além das ações fiscalizatórias, realiza o controle da utilização de insumos agrícolas e defensivos em todo o território paraense por meio da Gerência de Agrotóxicos, que visita propriedades rurais para verificar o uso correto desses produtos conforme os padrões estabelecidos. Essa atuação contribui diretamente para a segurança alimentar e a sustentabilidade ambiental no estado.

Como parte da preparação para a visibilidade global que a COP30 trará a Belém, o estado receberá pela primeira vez o SENAGRI, o maior seminário de insumos agropecuários do Brasil. O evento abordará temas como o uso de bioinsumos e biodefensivos, reunindo profissionais do agro, estudantes e empresas de todo o país, com um público esperado superior a 700 pessoas.

A realização do Senagri em 2025, ano da COP30, é uma medida estratégica para apresentar ao Brasil e ao mundo as boas práticas adotadas no estado e reforçar a importância da fiscalização como instrumento fundamental para construir uma agricultura mais segura, responsável e sustentável.

Fonte: Assessoria CropLife Brasil

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Produtores do Paraná poderão ampliar subvenção ao seguro rural com boas práticas de manejo do solo

Projeto-piloto do governo federal oferece descontos maiores no prêmio do seguro para áreas enquadradas em níveis superiores de manejo agrícola.

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Foto: Shutterstock

Os produtores rurais paranaenses podem obter subvenção federal maior, com base em critérios de manejo e conservação do solo nas culturas da soja e milho safrinha. Para isso, as áreas agrícolas a serem seguradas devem ser enquadradas em Níveis de Manejo (NM) estipulados pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático Níveis de Manejo (ZarcNM). O projeto-piloto conta com recursos específicos para execução (R$ 1 milhão para cada cultura) e beneficia produtores rurais com percentual maior de desconto nos valores do seguro pelo Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

Foto: Divulgação

A ferramenta considera critérios de qualidade do manejo de solo como redutor do risco climático de áreas agrícolas com maior capacidade de infiltração e retenção de água. O NM1 é a condição de risco base e o NM4, a melhor condição de cultivo que garante benefício maior.

“Em tempos de queda nas contratações de seguro rural, toda proposta que venha melhorar a subvenção ao prêmio é bem-vinda”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette. “Nossos técnicos estão à disposição para auxiliar os produtores rurais neste processo”, complementa.

Lançado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com metodologia da Embrapa, o ZarcNM teve o projeto-piloto iniciado na safra 2025/26, somente no Paraná, quando 28 áreas de produção foram classificadas em níveis de subvenção diferenciada. Na temporada 2026/27, o projeto iniciará a fase II, com possibilidade de participação dos produtores de soja do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, e milho safrinha no Paraná e Mato Grosso do Sul.

Como acessar

O primeiro passo para ter acesso à subvenção diferenciada é buscar a análise de solo em um laboratório credenciado no Estado. A metodologia das análises não difere das normalmente utilizadas, mas os laboratórios participantes conseguem registrar os dados da área diretamente no sistema (SiNM) da Embrapa.

“Antes mesmo de contratar o seguro, o produtor deve realizar a coleta da amostra de solo, seguindo as orientações do item 7, da Instrução Normativa 2/2025, do Mapa, e encaminhá-la a um laboratório credenciado, solicitando a análise Níveis de Manejo”, orienta Ana Paula Kowalski, coordenadora do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep.

Na sequência, o produtor deve procurar um operador de contrato para providenciar a análise de sensoriamento remoto e incluir as informações no sistema da Embrapa. Então, a plataforma calcula o nível de manejo do talhão e as informações são repassadas pelo operador ao governo federal para que seja definida a subvenção conforme os seis indicadores avaliados para a definição do nível de manejo: tempo sem revolvimento do solo; cobertura do solo com palhada; saturação por bases (V%); teor de cálcio; saturação por alumínio; e histórico de diversidade de cultivos. Três são verificados pela análise de solo e os demais por ferramentas de sensoriamento remoto utilizadas pelos operadores especializados. Para os níveis 2, 3 ou 4, segundo a Embrapa, “áreas com declividade superior a 3% devem, obrigatoriamente, adotar semeadura em nível ou contorno em pelo menos 75% da gleba”.

“Para subvenção maior, ou seja, além do padrão definido pelo PSR, os níveis devem ser de 2 em diante”, comenta Ana Paula. Na cultura de milho segunda safra, para Nível de Manejo (NM) 1, a subvenção será de 40%; NM2, 45%; e para NMs 3 e 4, 50%. Já para a cultura de soja, os cálculos são 20% para NM1; 30%, NM2; 35%, NM3; e 40%, NM4.

A lista de operadores credenciados está disponível no site embrapa.br/rede-zarc-embrapa/niveis-de-manejo

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Tarifas dos EUA deve impactar 21% das exportações brasileiras

Governo avalia ampliar parcerias comerciais enquanto negocia para evitar a aplicação das tarifas.

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Fotos: Claudio Neves

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (3), que o Brasil vai continuar buscando outros parceiros de negócios para minimizar os impactos da política comercial adotada pelos Estados Unidos. Lula coordenou reunião ministerial, no Palácio do Planalto, que ocorre em meio ao anúncio de novas taxações estadunidenses a produtos brasileiros.“Nós vamos procurar outros parceiros. Se ele não quer comprar, a gente vai vender para quem quiser comprar. Não vamos ficar reclamando. Se não quiser investir aqui, nós vamos procurar outro. O Brasil é dono do seu nariz. Isso aqui é um país democrático e soberano”, disse o presidente aos ministros de Estado.

“Nós resolvemos não adotar mais a política do vira-lata diante das grandes potências. Nós não somos melhores do que ninguém, mas não somos piores. Vamos respeitar todo mundo, mas queremos respeito”, acrescentou.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Na segunda-feira (1º), o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sugeriu, entre outras ações, a taxação de 25% sobre parte das importações brasileiras ao país. O relatório do USTR é resultado de uma investigação iniciada há um ano no governo de Donald Trump contra supostas “práticas desleais” do Brasil no comércio com os EUA.

Entre outros temas, para justificar a medida, a instituição acusa o Pix de prejudicar “injustamente” empresas estadunidenses que prestam serviços de pagamento eletrônico, como operadoras de cartões de crédito, como MasterCard e Visa, e o Whatsapp Pay. 

Lula afirmou que, agora, vai participar da reunião do G7 em junho na França, o que não estava nos planos. O evento reúne os líderes da Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. O Brasil vai como convidado do anfitrião, o presidente francês, Emmanuel Macron.

“Eu nem ia no G7, agora eu vou. É preciso alguém tentar colocar ordem na casa e parar essa coisa de desmonte do multilateralismo, da democracia e desvalorização das instituições. Se a ONU não está funcionando hoje, não é destruindo a ONU que a gente vai consertar o mundo, é reconstruindo a ONU”, disse Lula, reafirmando sua defesa de fortalecimento das Nações Unidas e da reforma do seu Conselho de Segurança.

Negociação

Foto: Divulgação/Porto de Santos

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) a decisão tarifária dos Estados Unidos ameaça diretamente 21% do total das exportações brasileiras rumo ao mercado norte-americano.

O governo brasileiro e empresas prejudicadas poderão se manifestar sobre o relatório final da USTR até o dia 15 de julho, quando os EUA poderão passar a adotar “medidas corretivas” contra o Brasil.

Para Lula, a atitude dos estadunidenses é insensata já que havia uma negociação em curso entre os dois países. Ele lembrou que, em maio, acordou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um prazo de 30 dias para que se chegasse a um acordo sobre a questão comercial.

Os dois se reuniram na Casa Branca e, na ocasião, o presidente brasileiro entregou documentos que comprovavam a relação comercial favorável dos EUA com o Brasil. Segundo ele, nos últimos 15 anos, o superávit comercial dos Estados Unidos foi US$ 415 bilhões.“Eu saí de lá convencido de que a gente estava estabelecendo uma nova lógica no relacionamento democrático e civilizado entre Brasil e Estados Unidos. E confesso a vocês que fui pego de surpresa ontem com a decisão deles”, disse Lula hoje.

Fonte: Agência Brasil
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EUA propõem tarifas a 60 países, incluindo o Brasil

Escritório de Comércio norte-americano sugere sobretaxas de até 12,5% sobre importações e abre consulta pública antes da decisão final.

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Foto: Allan Santos/PR

O governo dos Estados Unidos deu mais um passo na ampliação de sua política comercial protecionista ao propor novas tarifas sobre produtos importados de 60 países, entre eles o Brasil. A iniciativa foi anunciada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) e prevê uma sobretaxa de até 12,5% para produtos brasileiros que entram no mercado norte-americano.

Foto: Divulgação

A proposta está vinculada a investigações conduzidas com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos de 1974, instrumento legal que permite ao governo norte-americano apurar práticas consideradas prejudiciais aos interesses comerciais do país e, eventualmente, adotar medidas de retaliação.

Segundo o USTR, a nova rodada de tarifas está relacionada à avaliação das políticas adotadas pelos países investigados para prevenir e combater o comércio de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Na avaliação do órgão, falhas nesses mecanismos podem criar distorções competitivas e restringir o comércio norte-americano.

Brasil entre os países com maior alíquota proposta

Enquanto parte dos países investigados foi enquadrada em uma alíquota adicional de 10%, o Brasil aparece no grupo sujeito à tarifa de 12,5%.

A proposta brasileira está inserida em um conjunto de medidas que alcança outros 44 países analisados pelo governo

Foto: Divulgação

dos Estados Unidos. Já Canadá, União Europeia, México, Indonésia, Paquistão, Argentina, Bangladesh, Camboja, Guatemala, Malásia, Taiwan, Equador e El Salvador integram o grupo que poderá ser submetido à tarifa adicional de 10%.

Caso seja implementada, a medida poderá aumentar os custos de acesso ao mercado norte-americano para diversos produtos exportados pelo Brasil, reduzindo a competitividade frente a concorrentes internacionais.

Instrumento de pressão comercial

A Seção 301 é considerada uma das principais ferramentas de política comercial dos Estados Unidos. O mecanismo ganhou destaque nos últimos anos durante disputas comerciais com diferentes parceiros internacionais e permite ao governo norte-americano impor restrições tarifárias mesmo sem a intermediação de organismos multilaterais.

A atual iniciativa também ocorre em um contexto de retomada de medidas emergenciais defendidas pelo governo Donald Trump. Parte dessas tarifas havia sido anulada anteriormente por decisão da Suprema Corte norte-americana, levando a administração federal a buscar novos caminhos regulatórios para restabelecê-las.

Consulta pública antes da decisão final

As tarifas ainda não estão em vigor. O USTR abriu período de consulta pública para receber contribuições de empresas, entidades e governos potencialmente afetados pelas medidas.

As manifestações poderão ser apresentadas até 06 de julho. No dia seguinte, 07 de julho, está prevista uma audiência pública para discussão das propostas.

Somente após a análise das contribuições o governo norte-americano decidirá se as tarifas serão implementadas e em quais condições, etapa que será acompanhada com atenção por exportadores e setores produtivos dos países envolvidos.

Fonte: O Presente Rural
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