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Adepará executa Plano de Vigilância de Influenza aviária e Doença de Newcastle

Equipe vai promover a investigação epidemiológica no plantel avícola industrial em 98 granjas de 21 municípios paraenses.

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Foto: Arquivo/Jonas Oliveira

O Plano de Vigilância de Influenza Aviária e Doença de Newcastle, criado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), é um estudo epidemiológico contínuo realizado através de vigilância ativa e passiva cujos objetivos são a detecção precoce de casos de Influenza aviária (IA) e da Doença de Newcastle (DNC), nas populações de aves domésticas e silvestres. O Plano também busca demonstrar a ausência dessas doenças na avicultura industrial, de acordo com as diretrizes internacionais de vigilância para fins de comércio, e o monitoramento da ocorrência de cepas virais da IA para subsidiar estratégias de saúde pública e saúde animal.

O Plano é formado por cinco componentes: Vigilância Passiva: Investigações de Casos Suspeitos de SRN,  Vigilância Passiva: Investigação de Mortalidade Excepcional de Aves Silvestres,  Vigilância Ativa em Avicultura Industrial, Vigilância Ativa em Aves de Subsistência em Áreas de Maior Risco de Introdução de Ia e o  Vigilância Ativa em Compartimentos Livres de IA e DNC.

No Pará, a partir desta quinta-feira (1º) e até 21 de dezembro, a Agência de Defesa Agropecuária do Estado (Adepará) iniciará o componente 3 (vigilância ativa em avicultura industrial) do Plano. A investigação epidemiológica ocorrerá no plantel avícola industrial em 98 granjas de 21 municípios paraenses.

Uma equipe formada por 22 profissionais, entre fiscais estaduais agropecuários e agentes fiscais agropecuários, sairá a campo para a coleta de material biológico das aves para estudo, com o suabe de traquéia, suabe de cloaca e soro sanguíneo.

A gerente do programa de sanidade avícola da Adepará, médica veterinária e fiscal estadual agropecuária, Lettiere Lima, destaca que o Plano está sendo implementado pela Agência com a participação do setor produtivo, representado pelo médico veterinário, Cláudio Afonso Martins, presidente da Associação dos Avicultores do Estado do Pará (APAV). A entidade contribuiu com equipamentos de segurança individual e insumos para atividade de coleta.

Conforme a Adepará, o material a ser utilizado nas coletas nas propriedades rurais está sendo enviado para os municípios de Santa Izabel do Pará, Castanhal, Benevides, Santo Antônio do Tauá, São Francisco do Pará, Curuçá, Vigia, Igarapé-Açu, Santa Bárbara do Pará, São Caetano de Odivelas, Ananindeua, Paragominas, Inhangapi, Belém, Acará, São João da Ponta, Bragança, Aurora do Pará, Terra Alta, Ulianópolis, Abaetetuba, Canaã dos Carajás, Dom Eliseu, Maracanã, Breu Branco, Belterra, Mojuí dos Campos e Santarém.

O quantitativo de granjas avícolas e municípios que fazem parte deste componente foram determinados pelo Ministério da Agricultura, conforme o tipo de estabelecimento e a categoria de risco sanitário: 59 granjas de corte (risco muito baixo), um matrizeiro (risco baixo), 35 estabelecimentos criadores de galinhas de postura (risco moderado), um estabelecimento criador de patos (risco alto), dois estabelecimentos criador de codornas (risco alto). Totalizando 98 estabelecimentos avícolas, 1.122 aves e 16.930 amostras biológicas coletadas. Estas serão enviadas para o Laboratório Federal de Defesa Agropecuária, de Campinas/SP.

“A vigilância ativa realizada pelos FEA’s durante as atividades de coleta das granjas avícolas reforçarão a prevenção contra a introdução do vírus da IA no plantel avícola paraense. Visto que, além da coleta, o rebanho avícola será avaliado pelo Serviço Veterinário Oficial (FEA’s), ou seja, a Adepará está alerta quanto aos surtos de influenza aviária na América Latina. Destacamos que em setembro de 2022 a FAO decretou estado de alerta para IA nos países da América do Sul onde a doença é considerada exótica e o Mapa decretou em outubro de 2022 estado de alerta para todas as unidades da federação”, ressalta a fiscal estadual agropecuária que coordena o plano de vigilância no Pará.

A veterinária reforça ainda que a IA nunca foi diagnosticada no território brasileiro, porém como a Colômbia faz fronteira com o Brasil, a partir do Amazonas, foi solicitado aos Serviços Veterinários Oficiais dos estados que sejam adotadas medidas de prevenção para evitar a entrada do vírus no país. “Vários surtos de IA vêm surgindo a partir de aves migratórias da rota do Pacífico: Peru, Equador e Colômbia. Essas são rotas de aves migratórias que descem pela costa Atlântica e nada impede que elas cruzem as fronteiras de Oeste para Leste”, explica.

No Pará existem três sítios de aves migratórias: Sítio de Ilha de Marajó (Breves e São Sebastião da Boa Vista), Sítio de Baía de Marajó (Vigia, São Caetano de Odivelas e Curuçá) e Sítio de Salinópolis (Salinópolis), na região nordeste do Pará. Todos são monitorados periodicamente pela Adepará que realiza vigilância ativa através de coleta de material biológico de aves de subsistência localizadas ao entorno desses sítios. Além disso, a Agência atende todas as notificações de casos suspeitos de IA que comporta um conjunto de sintomas respiratórios e nervosos nas aves de subsistência e comerciais de qualquer espécie.

A vigilância do plantel avícola tem caráter preventivo com a finalidade de manter o território livre das duas doenças, evitando restrições comerciais que impactem negativamente na cadeia produtiva.

O Brasil possui o terceiro maior plantel avícola do mundo e é o maior exportador de carne de frango, comercializando para mais de 150 países. O Pará protege o seu plantel avícola por meio das ações da Adepará, principalmente com o objetivo de implementar a biosseguridade nos aviários paraenses fazendo com que os estabelecimentos cumpram os pré-requisitos de sanidade avícolas preconizados pela legislação vigente.

Influenza aviária

A Gripe Aviária é uma doença viral, que acomete aves domésticas e silvestres. Também pode ser transmitida ao ser humano a partir do contato com aves doentes. De notificação obrigatória, a doença é uma preocupação mundial por causa dos prejuízos sociais e econômicos.

Doença de Newcastle

Doença viral altamente contagiosa que afeta o sistema respiratório, digestivo e nervoso das aves domésticas e silvestres, ocasionando prejuízos à avicultura.

Fonte: Ascom Agência Pará

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Copercampos reinaugura unidade de grãos em Otacílio Costa com investimento de R$ 16 milhões

Estrutura modernizada aumenta capacidade e agilidade no recebimento de soja e milho, beneficiando produtores da região.

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Foto: Divulgação

A Copercampos reinaugurou nesta sexta-feira, 20 de fevereiro, a unidade de armazenagem de grãos de Otacílio Costa, na serra catarinense, após um amplo processo de modernização que recebeu investimentos superiores a R$ 16 milhões. A estrutura, implantada originalmente em 2012, ganhou nova moega, secador, instalação de tombador, caixa de carregamento e silo de armazenagem, garantindo mais eficiência, segurança e rapidez no fluxo de recebimento.

Com as melhorias, a unidade passa a ter capacidade estática de 380 mil sacos de 60 kg, além de maior agilidade operacional durante a safra, reduzindo filas e otimizando a logística dos associados da região.

Segundo o presidente da Copercampos, Luiz Carlos Chiocca, a obra atende uma necessidade prática do produtor, principalmente pelo ritmo acelerado da colheita no município. “Hoje estamos aqui em Otacílio inaugurando uma obra de suma importância para o produtor, que vai agilizar a sua colheita e o descarregamento, evitando filas e transtornos. Aqui a safra ocorre muito rápido devido ao clima e isso traz um grande benefício”.

Para o Diretor Superintendente da Copercampos e também produtor associado Lucas de Almeida Chiocca, que atua na região há mais de 15 anos, o investimento reforça a proximidade da cooperativa com quem produz. “Eu, como produtor há mais de 15 anos em Otacílio Costa, saio daqui com o coração cheio de alegria. A Copercampos mais uma vez está do lado do produtor, fazendo um grande investimento para resolver o problema do momento. O mais importante é o recolhimento do grão.”

O crescimento também foi destacado pelo prefeito de Otacílio Costa, Fabiano Baldessar, que ressaltou a transformação produtiva do município ao longo dos anos. “Otacílio Costa saiu de 700 a 800 hectares de lavoura entre 2009 e 2011 para hoje mais de 17 mil hectares, segundo dados da Epagri. Essa reinauguração é mais uma conquista e representa uma segunda virada de chave no agro do nosso município”, comentou.

A estrutura ampliada já será fundamental para a safra 2026, cuja previsão de recebimento é de aproximadamente 500 mil sacos de soja e 100 mil sacos de milho, volume que demonstra o novo patamar produtivo regional.

Fonte: Assessoria Copercampos
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Preços agropecuários caem 3,75% em janeiro, aponta Cepea

Todas as categorias registraram queda, com hortifrutícolas e grãos liderando a retração mensal.

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Foto: Shutterstock

Em janeiro, o Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA/CEPEA) registrou queda nominal de 3,75% em relação ao mês anterior.

O resultado mensal se deve à retração observada para todos os subgrupos do Índice, com destaque para o IPPA- Hortifrutícolas (-7,69%) e o IPPA-Grãos (-5,44%), seguidos pelo IPPA-Pecuária (-2,74%) e pelo IPPA-Cana-Café (-0,63%).

Já o IPA-OG-DI apresentou leve alta de 0,92% no mês, indicando que, em janeiro, os preços agropecuários tiveram desempenho inferior ao dos industriais.

No cenário internacional, os preços dos alimentos em dólares avançaram 0,33%, enquanto o Real se valorizou 2,11%, o que resultou em queda de 1,79% dos preços internacionais de alimentos medidos em reais.

Na comparação anual (janeiro/26 frente a janeiro/25), o IPPA/CEPEA caiu expressivos 8,19%, com quedas em todos os grupos: IPPA-Hortifrutícolas (-17,68%), IPPA-Cana-Café (-8,78%), IPPA-Grãos (-7,85%) e IPPA-Pecuária (-7,09%). No mesmo período, o IPA-OG-DI se desacelerou 2,21%, e os preços internacionais de alimentos acumulam queda de 19,12% em Reais e de 8,76% em dólares, refletindo também a valorização de 11,36% do Real em um ano.

 

Fonte: Assessoria Cepea
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Cooperativas fortalecem cadeias de aves, suínos e leite em Santa Catarina

Dados apresentados mostram que 70% dos avicultores da cooperativa já possuem sucessão familiar definida, garantindo continuidade no campo.

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Fotos: Bruna Leticia/MB Comunicação

Reflexões estratégicas sobre o futuro do cooperativismo, o protagonismo jovem e a força das cadeias produtivas catarinenses. Assim iniciou a programação do Sebrae/SC no terceiro dia do 27º Itaipu Rural Show em Pinhalzinho. O evento reuniu duas palestras que dialogaram diretamente com os desafios e as oportunidades do agronegócio: União que Gera Valor: Engajamento e Cooperativismo no Campo, com Dieisson Pivoto, e Cadeia de Aves e Suínos em SC, com Marcos Zordan.

Diretor vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop, Marcos Zordan

Pivoto destacou como o cooperativismo transforma união em desenvolvimento econômico e social. Ele apresentou a trajetória da Cooper Itaipu como exemplo de organização e visão estratégica. Também abordou a atuação da Aurora Coop, formada por 14 cooperativas, com mais de 850 produtos no portfólio e presença em mais de 80 países, a cooperativa demonstra a dimensão que o modelo pode alcançar quando há integração e gestão eficiente.

Entre as contribuições da cooperativa aos seus sócios e à comunidade, Pivoto ressaltou a geração de renda ao cooperado, a assistência técnica no campo, a industrialização da produção e a criação de oportunidades que fortalecem toda a região. “Somos parte importante na alimentação do mundo. O cooperativismo gera valor quando fortalece o produtor, apoia a comunidade e prepara as próximas gerações para dar continuidade a esse legado”, afirmou.

Com foco especial na juventude, a palestra abordou a necessidade de incentivar o cooperativismo desde cedo, aproximando os jovens do modelo e reforçando seu papel na tradição e na inovação. O futuro do cooperativismo, segundo ele, depende diretamente do engajamento das novas gerações.

O diretor técnico do Sebrae/SC, Fábio Zanuzzi, aprofundou o debate ao falar sobre sucessão e permanência no campo. “Um dos grandes desafios é a continuidade não só do jovem na propriedade rural, mas também no modelo cooperativista. Temos percebido mudanças de comportamento entre as gerações, e isso exige uma comunicação mais próxima e estratégica. Precisamos ouvir o jovem, entender seus anseios e reconhecer que a velocidade dele é diferente da geração anterior”.

Cadeia de aves e suínos

Complementando a programação, a palestra “Cadeia de Aves e Suínos em SC”, ministrada pelo vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop, Marcos Zordan, trouxe uma análise sobre a importância estratégica dessas cadeias produtivas para a economia catarinense e nacional. “Conectamos a cadeia de suínos, aves e leite ao cooperativismo, seja por meio da Aurora Coop ou das cooperativas filiadas. Precisamos mostrar ao produtor o que estamos fazendo e o que o futuro nos espera nessas atividades”, explicou.

Zordan esclareceu a diferença entre os sistemas de integração, como ocorre na suinocultura, avicultura e na produção independente do leite, ressaltando a importância da segurança para o produtor na tomada de decisão. “Precisamos que esses produtores sintam firmeza ao decidir investir nessas atividades. O futuro aponta para aumento do consumo de alimentos e isso exige produtividade. E produtividade é a única forma de melhorar a rentabilidade”, enfatizou.

O vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop expôs dados relevantes da avicultura regional. “Atualmente, cerca de 70% dos avicultores ligados a Aurora Coop já têm sucessão familiar encaminhada. No Brasil, esse índice gira entre 3% e 5%. Isso é resultado de um trabalho contínuo das cooperativas, das filiadas, da cooperativa e de todos que fortalecem o setor. Quando o produtor tem renda compatível, o filho fica na propriedade. Se o filho fica, a sucessão está garantida”, salientou.

Capacitação

Palestrante Dieisson Pivoto – Foto: Karina Ogliari/MB Comunicação

“Encerramos a rodada de palestras desta sexta-feira (20), demonstrando a importância do desenvolvimento regional com iniciativas como o Programa Encadeamento Produtivo. Quando estruturamos as cadeias de aves, suínos e leite dentro de uma lógica cooperativista, estamos fortalecendo todos os elos, da produção primária à industrialização, da assistência técnica ao acesso ao mercado. Isso gera previsibilidade, competitividade e sustentabilidade econômica para o produtor”, concluiu Zanuzzi.

A atuação do Sebrae/SC qualifica esses elos, promove integração, gestão eficiente, inovação e planejamento estratégico. O desenvolvimento não ocorre apenas pelo aumento de produção, mas pela organização sistêmica da cadeia, adoção de tecnologia, ganho de produtividade e agregação de valor.

Fonte: Assessoria Sebrae
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